Onde está a tua voz? A informação que consomes fortalece ou enfraquece a tua voz?

Na semana passada descobri no Youtube a série “30 days of Genius” promovida pela Creativelife. São 30 entrevistas com cerca de 1h20m cada, onde os maiores empreendedores dos EUA e não só, falam do seu percurso. Entre os 30 estão alguns nomes que eu pessoalmente admiro muito e por isso a semana passada vi um ou mais vídeos por dia. Várias dicas, conselhos e insights sobre como montar negócios, fazê-los prosperar e claro perder o medo de errar. Muitas pessoas com uma visão muito bonita sobre o novo paradigma económico em que vivemos e com fortes bases espirituais.

Curiosamente cheguei a 6ª feira com uma overdose de estímulo. Sabem do que estou a falar certo? A cabeça a  mil à hora, montes de anotações, ideias novas e caminhos a explorar. Sábado a ler o que tinha escrito pensei: _ Espera aí?! Calma… eu tenho o mapa do meu pequeno negócio bem desenhado, sei o que quero e tenho a minha visão clara, porque é que escrevi tanta coisa que não têm nada a ver comigo? São ideias interessantes, válidas etc… mas não são minhas, não manifestam a minha Visão.

534761_493660140667896_1238839608_nPois é depois de 5 dias e ouvir outras pessoas falarem (ainda que extremamente bem sucedidas e com legitima autoridade para darem conselhos), vi-me invadida por uma série de inputs que não eram meus e que me estavam a desviar do foco.

E é assim tão simples, não é? Passamos os nossos dias a ser hiper estimulados, seja por livros, vídeos, blogues etc. E não acho nenhum destes meios negativos, muito pelo contrário, mas há um cuidado que se têm de ter em proteger o altar da Alma.

É necessário inverter o consumismo intelectual e dar tempo para mastigar e absorver a informação. Avaliar, discriminar e retirar o que vêm fortalecer a nossa Visão e a nossa voz. Para  sermos donos da nossa voz, primeiro temos de ter a Visão. Visão do que queremos e daquilo em que acreditamos, só depois a nossa voz começa a ganhar os seus próprios tons, aqueles únicos que só nós temos e mais ninguém.

Uma amiga minha disse-me uma vez que o nosso corpo é o Templo da nossa Voz e que cada Voz é única porque cada templo também o é. Então decidi passar mais tempo a cuidar do meu templo e dos seus altares. E limitar o consumo de inspiração externa, não é que eu não precise dela, atenção… Claro que preciso, mas com conta, peso e medida hehehe…. é a mesma coisa que chocolate, preciso de chocolate? Claro que sim, mas não a toda a hora 😉

E vocês? Identificam-se com o que escrevi? Como gerem a informação que consomem todos os dias? Contem-me, quero aprender com a vossa experiência.

Um boa semana para todos!

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Onde vamos e o que fazemos quando a dúvida aparece e pomos tudo em causa?

Esta semana andei com um poema na cabeça, toda a semana a digerir o poema de uma autora americana cujo nome não me recordo. Então o poema era uma carta da autora com 80 anos para si própria com 30, e toda a narrativa tinha como fundação uma nuvem de melancolia onde ela se arrependia de tudo o que não tinha feito, onde se lamentava por todas as oportunidades perdidas e paixões não vividas, e pedia ao Eu de 30 que não tivesse medo de seguir as suas paixões. Vocês não imaginam o quanto isto me perturbou. Caramba, chegar aos 80 anos a sentir-se assim deve ser terrível!!! Então comecei a pensar (boa escrita faz-nos estas coisas),  quem eu quero Ser aos 80 anos, e o que tenho de mudar na minha vida para ser essa pessoa.

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O meu Eu sábio – a Deusa dentro de mim

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Como é que um xaile e um círculo de mulheres podem transformar para sempre a jornada de uma mulher.

Amar é abrir o coração às mais variadas emoções. Às vezes são emoções que transbordam e fazem-nos sentir maiores que o mundo, outras apertam-nos o peito como se o coração encolhesse e enrrugasse para se tornar do tamanho de uma noz. Num coração que ama cabem todas as emoções e quanto mais pessoas amamos maior é a montanha russa onde uma hora somos unas com o Todo, e noutra sentimos aquele soco no estômago que nos tira o ar e torce as entranhas.

Os budistas falam de desapego e referem a arte de deixar as emoções fluir sem nos apegarmos a elas. Confesso que ainda estou no principio de perceber como ser capaz de deixar-me sentir sem me  levar pelo mar turbulento das minhas emoções. Mas, é preferível cavalgar as ondas tempestuosas das  emoções, do que amarrotá-las e atirá-las para um qualquer balde da reciclagem escondido na cave do nosso interior.

A minha amiga Seana “my person” aqui das Beiras decidiu voltar para a Irlanda. E eu senti-me assim como uma órfã, mas ao mesmo tempo enaltecida pelo seu ato de coragem, aos 64 começar pelo próprio pé uma vida totalmente nova. Que exemplo de Vida, que coragem! E como celebrar a amizade, como dizer adeus, como deixar estas lágrimas de tristeza, excitação e profunda admiração rolarem pelas faces de forma a que as emoções possam ser expressas mas sem tirar à Seana o seu protagonismo, sem tornar este momento num ato egoísta de perda, mas sim numa celebração da mutabilidade da vida com a devida tristeza à mistura?

Convocando um circulo de mulheres e lidando com as emoções de mãos ocupadas e os corações ao alto, transformando-as numa peça de arte, que vai abençoar e acompanhar a Seana até ao fim dos seus dias. É para isso que serve o xaile da imagem. O xaile é um abraço colectivo onde cada uma de nós mulheres teceu desejos, costurou memórias e sim bordou lágrimas mas também sorrisos.

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Como construir um espaço para purificação em tempos incertos.

Hoje não é um dia como todos os outros, pelo menos não para a maioria das pessoas, algo aconteceu que abalou a confiança das pessoas profundamente. É como se as últimas pedras da democracia tal como a conhecemos e concebemos tivessem acabado de cair. Sente-se uma vaga de medo, incerteza e desilusão que sufoca o peito e torna o ar rarefeito como se fosse quase impossível respirar.

Hoje é um dia para purificar. Para nos purificarmos e criarmos um escudo que pode ser físico ou interno mas que propicie a que o nosso foco se volte para o centro.

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Escudo da purificação – mandala by Ana Alpande

É um dia para comungarmos com o imutável que existe dentro de nós.

O movimento de purificação torna-se essencial quando toda uma civilização acordou hoje apavorada com os dias que estão por vir. Não podemos deixar que o medo conquiste território dentro de nós.

Eu vim para dentro de mim. Acendi uma vela e um incenso, coloquei Nick Drake a tocar e deixei-me levar pelas sábias palavras de Rumi: “The path of Gratitude is not for children: it is the path of tender heroes, of heroes of tenderness who, what ever happens, keep burning on the altar their hearts the flame of adoration.”

E sim fiquei sem palavras ao saber das notícias. Mas não vou deixar que isso dite o meu destino, nem tão pouco a forma como vejo o mundo. Ergo o meu escudo! Eu e a minha Visão recriamos o mundo a cada segundo, e independentemente da agenda política eu escolho vibrar no meu centro. Por isso purifico-me da energia generalizada de medo e limpo a raiva e descontentamento que me apertam o peito. É a única coisa que posso fazer realmente como contribuição, para que o nosso futuro não seja vítima de umas poucas mãos, mas sim construído pela Visão de toda uma Humanidade e eu sei que somos muitos a erguer a bandeira do Amor e da Paz.

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As cores dos meus valores

Todas as nossas decisões são pautadas pelos nossos valores, ainda que não tenhamos consciência disso. Não há como fugir. Conhecer os nossos valores e as suas prioridades é essencial para que possamos tomar as rédeas da nossa vida e não nos sentirmos levados pelos caprichos do nosso inconsciente.

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Há vários exercícios que se podem fazer para tomarmos consciência de quais são os nossos valores e como eles nos influenciam.  Tony Robbins “famoso coacher norte-americano” afirma que podemos mudar conscientemente os nossos valores de forma a podermos alcançar os nossos objectivos, mas que não podemos alcançar os nossos objectivos se estes não estiverem alinhados com os nossos valores. Continue reading “As cores dos meus valores”

A doçura dos 35

Sabem fiz 35, dia 17 de Outubro e senti-o como um marco, como se tivesse chegado ao cimo de uma montanha de onde posso olhar para os anos passados e os que hão-de vir. Sei reconhecer as curvas sinuosas onde descarrilei dos sonhos, mas que me levaram a outras paisagens que acrescentaram aquilo que Sou hoje.

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As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha – bordado em bastidor à mão

E sim, sinto-me mais madura mas também muito mais humilde. Sim, tenho sonhos muitos e ambições, mas já não tomo nada como garantido. Olho bem para o chão que piso, e dou cada passo, consciente de quem Sou e do que realmente quero. Continue reading “A doçura dos 35”