Onde vamos e o que fazemos quando a dúvida aparece e pomos tudo em causa?

Esta semana andei com um poema na cabeça, toda a semana a digerir o poema de uma autora americana cujo nome não me recordo. Então o poema era uma carta da autora com 80 anos para si própria com 30, e toda a narrativa tinha como fundação uma nuvem de melancolia onde ela se arrependia de tudo o que não tinha feito, onde se lamentava por todas as oportunidades perdidas e paixões não vividas, e pedia ao Eu de 30 que não tivesse medo de seguir as suas paixões. Vocês não imaginam o quanto isto me perturbou. Caramba, chegar aos 80 anos a sentir-se assim deve ser terrível!!! Então comecei a pensar (boa escrita faz-nos estas coisas),  quem eu quero Ser aos 80 anos, e o que tenho de mudar na minha vida para ser essa pessoa.

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O meu Eu sábio – a Deusa dentro de mim

Através de uma visualização criativa encontrei-me comigo mesma, 30 anos no futuro e vocês não imaginam como o meu Eu de 65 me recebeu com carinho e compreensão. O meu coração estava apertado, eu estava cheia de medo de estar zangada comigo mesma, de não estar a cuidar o suficiente de mim própria, de não ter chegado onde eu queria chegar na vida…meu  Deus tanta tenção, tanta expectativa, não fazia ideia de que carregava um peso tão grande em relação ao futuro. O meu Eu mais velho convidou-me a entrar e ofereceu-me chá, numa varanda virada para uma floresta de árvores grandiosas, na varanda havia um tear enorme com uma tapeçaria de padrões étnicos lindíssimos que eu ainda não sou capaz de reproduzir. Ela tinha uma postura muito direita e um ar “moderno”, serviu-me o chá com toda a atenção e quando lhe perguntei cheia de culpa o que andava a fazer mal, ela riu-se e disse-me: bem, podes sempre permitir-te usufruir mais a vida, vivendo mais no Presente. Mas disse-o com tal leveza e graça  que eu percebi imediatamente o padrão que estou a viver neste momento e o que fazer para estar mais presente e inteira em tudo o que faço.

É preciso uma fé e coragem imensuráveis para confiarmos nos caminhos do coração. Quando as dúvidas batem à porta e roubam a dádiva do Presente, é importante viajar ao  interior e perguntar a esse Eu mais sábio e mais experiente qual é o padrão que me faz duvidar de mim mesmo, o que é preciso ver e entender para reconquistar a confiança.

Passei anos à procura de gurus, mais anos ainda em sofrimento porque não encontrei o meu guru. E a verdade é que para mim a idade adulta trouxe-me um deserto,  tão árido que não me deixou qualquer outra alternativa senão olhar para dentro. E hoje sei que as pessoas, os Mestres e as divindades podem inspirar-nos, mas as respostas, essas só podem vir de um lugar… de dentro.

E para vocês é diferente? Onde  vão quando precisam de guiança, o que fazem?  Quero genuinamente saber, é importante para mim (exploradora do interior humano) saber o que funciona com outras pessoas, porque cada um de nós têm uma caminho próprio e gostava muito de saber qual é o vosso, é parecido com o meu, ou completamente diferente?

Com muito amor

Ana

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