A minha boneca. E a razão pela qual deixei de fazer bonecas personalizadas.

Escrevo o último post do ano com uma partilha muito íntima e um “seak peak” de um projecto de vida que vai tomar forma em 2017.

Comecei o meu percurso artístico a criar bonecas personalizadas. Sempre acreditei que as bonecas eram símbolos ancestrais que representavam a imagem da nossa Alma. E ainda hoje vejo fotos das casas de antigos clientes com bonecas feitas por mim em altares ou locais especiais da casa. E acreditem para mim isso é TUDO!


Sabem, criar algo que seja fiel à energia de uma pessoa que não se conhece é um desafio enorme. Tudo começa por entrar em contacto com a energia da pessoa, trazê-la junto a nós, juntar pedaços de informação intuitiva até uma forma começar a nascer. Depois é verificar se existem as cores, os materiais, quais as técnicas, etc… É maravilhoso mas laborioso. E durante anos amei cada aspecto do processo. Mas porque tudo está em constante evolução, comecei a sentir que estava a sacrificar a minha voz. A minha criatividade era colocada ao serviço dos outros, mas não havia espaço para expressar a minha Alma. Então coloquei-me uma questão muito séria: _ Porque é que fazes trabalhos personalizados, porque não crias os teus próprios trabalhos? E a resposta foi –  Medo.
E perante uma resposta destas, precisei por mãos à obra e trabalhar o meu medo, mexer no meu sistema de crenças, conversar com a voz do meu “Gremlin” interior e fazer-lhe ver que tudo o que crio e ponho à venda já pertence a alguém e que o Universo fará essa pessoa encontrar o que procura.
Redefini a minha forma de servir os outros com a minha arte.

Mas e as bonecas? As bonecas são muito muito importantes para mim, tanto que eu finalmente fiz a minha boneca!

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Esta boneca representa o meu Eu sábio. Ela é portadora da minha voz interior e basta segurá-la nas minhas mãos para eu sentir imediatamente uma sensação de Paz e centro. E sim podia criar bonecas personalizadas com esta energia e tenho a certeza que ajudariam outras pessoas, tal como esta boneca me ajuda a mim. Mas não é isso que vou fazer em 2017, no próximo ano vou ajudar-te a criares a tua boneca com a tua energia e com a voz do teu Eu Sábio. Ela será tão rica e cheia de vida quanto a minha. Esta boneca por exemplo, não é perfeita, jamais venderia uma boneca parecida porque não está ao nível da minha exigência técnica no que toca às coisas que coloco à venda. Mas cada fio, cada escolha está inpragnada com a minha história, com meditações e visualizações que fazem com que esta peça represente o meu passado, presente e futuro.

Então fiquem atentos porque em 2017 vou sair do vosso computador e estarei presente com todo o meu Ser, disponível a deslocar-me onde fôr necessário para vos ajudar a Tecerem a vossa Vida e criarem a vossa Boneca.

Um 2017 maravilhoso para Todos!

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Labirintos, mapas para o nosso centro.

Há qualquer coisa de mágico quando nos propomos a parar os nossos afazeres quotidianos e deliberadamente decidimos caminhar num labirinto. Iniciamos o percurso cheios de expectativas, não sabemos o que vamos encontrar ou se vamos encontrar alguma coisa. À medida que acertamos o passo com o compasso da nossa respiração, vários pensamentos esgueiram-se pela nossa cabeça enquanto o corpo lentamente começa a relaxar. Para o corpo é libertador não ter de pensar no caminho, o caminho já lá está é só percorrê-lo.

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Crianças a caminharem pela Paz numa réplica do labirinto de Chartres – foto por Jayada


De repente nós adultos regressamos à infância, voltamos a sentir que nos podemos entregar e confiar, tal como fazíamos com os nossos pais quando por força da idade entregávamos o nosso destino nas mãos daqueles que tinham todas as respostas. Este sentimento de confiança e guiança interior começa então a passar do corpo, para as emoções até que finalmente aquieta o pensamento.

Quando chegamos ao centro estamos mais calmos e rectos, o batimento cardíaco desacelerou e os pulmões pedem golfadas maiores de ar, transformando a nossa respiração num processo demorado e consequentemente fazendo o oxigénio viajar por áreas mais alargadas do nosso corpo. Esse sentimento de plenitude atingido no zénite do labirinto poderia facilmente ser roubado pela mente quotidiana e a urgência do relógio, mas não; não pode, porque depois de regressar ao centro há-que tomar exactamente o mesmo caminho para regressar.

Ao passar por cada recta e contornar cada curva sensação consumada vai-se assimilando como uma chuva fina que encontra o corpo desprevenido e que carinhosamente vai-se infiltrando nas roupas até chegar à pele, fazendo com que uma qualquer memória ou sensação prevaleça connosco até à saída.

Involuntariamente voltamo-nos de frente para a entrada e entregamos uma vénia sentida de agradecimento por todos os pés que há mais de quatro mil anos, por todo o mundo, percorreram ou percorrem labirintos.

Voltamos a casa sentindo-nos ligados a algo maior que nós.

Queres saber mais sobre labirintos? Tenho um site em português, visita:

http://www.labirintospelapaz.com

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Que valor dás à arte? Qual a sua importância na tua vida?

Artistas de certeza que já se perguntaram que valor poderá ter a arte comparada com outros bens e serviços. A resposta da perspectiva do observador pode parecer óbvia, mas quando se ganha a vida a fazer arte, quando é necessário quantificar horas de trabalho e anos de estudo e dedicação, garanto que o assunto se torna um pouco mais complexo.

Para mim pessoalmente criar é uma necessidade básica. É simples, se não crio fico doente! Se não encontro um espaço para me expressar, para deixar as emoções fluírem sem julgamentos; se não sinto a energia de olhar para algo como se fosse a 1ª vez na vida, sem qualquer conceito preexistente e começar uma história completamente nova; se não tenho o incrível prazer de descobrir coisas novas por mim própria, a vida perde a cor e o sabor.

Porque preciso de criar, preciso de outros artistas para me desafiarem e inspirarem. Então para mim criar e consumir arte é uma relação simbiótica.

 

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Taça cerimonial onde coloco as crenças que quero manifestar.

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