Transformar a dor em beleza. A arte como um abraço.

Hoje não tenho muitas palavras.

É daqueles dias em que já escrevi e apaguei vários pedaços de um texto que teima em ser uma lamentação. Como se eu escrevesse este blogue para me lamentar.

Não, este blogue têm a missão de elevar.

Mas hoje, não encontro palavras que não falem sobre a tristeza que sinto. E está bem. A tristeza é uma emoção tão válida como todas as outras, não a receio, deixo-a fluir.

É nestes dias que me foco em agradecer ainda mais. Agradecer pelo menos 3 coisas de manhã, à tarde e à noite. Pequenas âncoras que ajudam a não me identificar com as minhas emoções e a não perder a perspectiva. É nestes dias que me forço a caminhar mais, a saltar no trampolim (o meu antidepressivo favorito) e a mexer o corpo.

Eu fui criada numa família católica onde todos os Domingos íamos à missa. E durante a missa,  o padre dizia:

– Corações ao Alto.

e nós  respondíamos

-O nosso coração está em Deus.

Hoje coloco o meu coração ao Alto, e deixo-me flutuar no Oceanos das Mães Divinas.

Criei estas peças como uma oração, para que a mãe Divina embale nos seus braços as minhas amigas que já partiram, mas também aqueles que  sofrem, e não falo do sofrimento visível; falo do silencioso, daquele que leva as pessoas a desistirem, a morrerem devagarinho sem que ninguém se aperceba.

Hoje escrevo para ti que olhas o mundo e não consegues calar a tristeza nem a indignação. Eu vejo-te, eu compreendo-te. Não tenho respostas, só a minha arte para te trazer alento e lembrar que nós temos o poder de transformar e re-criar o que quer que a vida nos traga pela frente. Como?

Elevando o coração, àquele sítio dentro de nós onde mora a divindade. Não vai fazer a dor desaparecer, mas dá-nos um alento, uma luz que nos aquece o peito e  nos compele a seguir em frente.

Com muito amor

Ana

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7 thoughts on “Transformar a dor em beleza. A arte como um abraço.

  1. Olá Ana, aqui do meu silêncio agradeço-te as palavras de hoje.
    Comungo contigo.

    Durante muitos anos a missa ao domingo fez parte da minha vida por escolha própria. Ía sozinha, ou melhor, ía comigo. E dos momentos que mais gostava era exactamente este convite do padre:
    – Corações ao alto…
    – O meu coração está em Deus, no divino! O meu coração está na Deusa, na grande Mãe!

    “Elevando o coração, àquele sítio dentro de nós onde mora a divindade. Não vai fazer a dor desaparecer, mas dá-nos um alento, uma luz que nos aquece o peito e nos compele a seguir em frente.”

    Obrigada pela partilha de hoje.

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