O caminho para o sucesso, o quotidiano e o espaço entre uma coisa e outra.

Às vezes é preciso inspirar… fundo e demoradamente, sem pressas, sem querer ser-se o que ainda não se é.

Na pedagogia Waldorf aprendemos a organizar as aulas em tempos… intercalando inspiração com expiração, oferendo às crianças uma rotina equilibrada entre estimulo e introspecção.

Acho que o ritmo era a minha parte favorita do trabalho, ao deixar o Jardim de Infância senti muita falta do ritmo diário e semanal, dava comigo quarta feira de manhã a olhar para a mesa da minha sala e a pensar – as crianças a esta hora devem estar a amassar o pão – e as minhas mãos faziam um pequeno movimento involuntário.

Este tempo de deixar as coisas serem e crescerem por si próprias sé uma dádiva incrível, especialmente nos tempos que correm.

Quando me vi a facilitar círculos de tecelagem, estruturei-os com os mesmos princípios que aplicava no Jardim de Infância. É tão engraçado agora que penso sobre o assunto… mas sim, é realmente muito parecido, existe uma estrutura, um inspirar e expirar que como que por magia faz com que o tempo do círculo seja um tempo fora do tempo… e isto faz-me sonhar… sonhar com uma vida ditada pelo prazer de estar presente, em tudo!

Para a minha mente é assustador, pensar que posso abrir mão do tempo. Que posso respirar o dia e a vida com calma e confiança, acreditando no tempo que cada coisa leva para crescer e maturar. Confiando na vida e na sua sabedoria, naquelas coisas que não fazem sentido, que não se racionalizam, mas que fazem o coração crescer e a respiração ficar mais leve e compassada.

Não sei ao certo para onde vou, e eu sei que faz parte de toda a filosofia do sucesso  saber-se para onde se vai…

Mas…

O que tenho aprendido é que há momentos de vazio que são essenciais para os processos criativos, e aqui estou mesmo a falar da arte de tecer a vida, de pararmos em frente ao vácuo sem medo de sermos engolidas.

E depois a partir de um movimento interno voltar a montar a teia, a cantar a canção dos nossos ossos e pacientemente revesti-los de pontos, de carnes, de tecidos que nos vão recriar novamente e aí sim, podemos voltar aos mapas, aos objectivos e às To Do List’s da vida…

Mas quando o vácuo te chamar, não fujas, não tenhas medo, senta-te com ele e respira-o profundamente. Não resistas…

Aproveita para te re-escreveres, para afirmares uma e mais uma vez quem És e o que queres Ser.

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E sim é isto que fazemos nos círculos de tecelagem. Se sentires o chamado, podes consultar a minha agenda e quem sabes poderemos fazê-lo juntas…em círculo.

Cá te aguardo.

Até já

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