Lua Cheia em Touro, Sol em Escorpião e o fogo que destrói, purifica e transmuta.

Quero escrever sobre a Lua de hoje e quero inspirar-vos a fazer um ritual, mas confesso que hoje é difícil escrever ou melhor ainda é difícil escrever,  este é o primeiro post pós incêndio e as palavras ainda não fluem. Eu sou acima de tudo uma escritora emocional, pelo menos é assim que me assumo neste espaço, e o que posso eu dizer sobre esta Lua com tanto ainda para processar no meu peito?

Esta é uma Lua intensa, o eixo é Escorpião/Touro. E a imagem que vos posso dar do ponto de interceção deste eixo é a da barqueira que faz a ponte entre o mundo do corpo e o mundo das emoções profundas, o oceano do subconsciente. A que viaja entre os dois mundos com igual conforto e agilidade.

Não foi à toa que no fim desta semana tive uma série de consultas, muitas pessoas inconscientemente procuraram estes dias para uma consulta, estes últimos dias a par deste Sábado e Domingo, são especiais para trabalho com corpo e emoções.

É uma Lua incrível para trazer luz às feridas emocionais alojadas no corpo físico, uma Lua incrível para VER a verdade sobre o que está por detrás das nossas motivações e necessidades básicas. Quais os nossos valores? Quais as nossas carências e o que é que as motivam? Onde é que doí? Porque é que doí? Mas isso não quer dizer que a resposta chegue hoje… 

A Lua Cheia é sempre tempo de libertar, esta Lua pode estar a despertar questões estranhas abstratas e difíceis de responder como:

  • qual é o meu lugar?
  • porque é que não consigo?
  • porque é que não faço, porque não ando para a frente?
  • se sei que me faz mal, que me magoa porque continuo, porque insisto?
  • de onde vem esta tristeza?
  • porque é que o dinheiro não chega?
  • porque é que não tenho abundância?

Estas são algumas… e podem vir acompanhadas de peso no corpo, dormência e dor física.

A Lua Cheia serve para iluminar e libertar. Não é tempo de começos, é tempo de conclusões. É tempo de purificar, e como está em Touro, é hora de nutrir, e estar connosco, com a dor e com as emoções suportadas  pelos alicerces taurinos, sem nos mexermos, sem nos queremos desviar. Deixem que venham as questões, deixem que o corpo gema, fiquem no centro, quietas mas alerta. E respirem profundamente, deixem as lagrimas rolar pelas vossas faces, não queiram compreender nada, entreguem-se ao momento como nos entregamos ao sexo profundo. E depois desta Lua estiquem-se, toquem-se (ou façam amor), nutram o corpo e a alma, mas não queiram nestes dias entender, mudar ou conceptualizar, esta lua não é para isso.

20171104_093042 Este é o meu lugar sagrado, completamente transformado pelo fogo. Semanas atrás era um paraíso verde, cheio de cores e aromas. Cebolinho, alfazema, menta, calêndulas, tomilhos, salvias e mentas habitavam este espaço, e esta Oliveira era abençoada por uma estátua de um Buda compassivo que me acompanhou de casa em casa desde há cerca de 15 anos, os mesmos anos que tenho de prática com consultas astrológicas. Choro mas não me agarro ao choro ou à pena, agradeço ao fogo ele ter-me deixado um monumento em honra do que um dia foi… E respiro a dor que lateja no peito, esperando que vocês sejam capazes do mesmo.

Este post deveria ter seguido há dois dias atras, porque hoje vocês estão na crista da onda. Mas a mensagem que vos quero passar é que estamos na crista da onda juntas!

Om Mani Padme Hum.

Até para a semana!

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