Lua Cheia – Eixo Virgem/Peixes. És parteira ou parturiente?

Lua Cheia é a altura do mês onde a luz interna brilha com mais intensidade, onde temos a oportunidade de olhar para dentro com mais clareza. Nas noites da Lua Cheia, a luz entra-nos pelo quarto dentro, e não nos deixa dormir, não nos deixa esquecer ou esconder…

É uma Lua de finalizações, de limpeza, pois é quando a Lua atinge o seu pico que podemos ver o que precisamos limpar.

No eixo Peixes/Virgem somos ora parteiras, ora parturientes.

Do lado Virgem, oferecemos o nosso trabalho, as nossas capacidades, servimos as mulheres à nossa volta e somos testemunhas do sagrado, do milagre da Vida. é-nos exigida firmeza, foco, acção. Somos protectoras da grávida e do milagre que ela  transporta. Somo testemunhas do mistério, mas sentimos nas nossas costas o fino equilíbrio entre intervir e deixar acontecer.

Call_the_Midwife-birth
Imagem da série britânica – Call the Midwife

Ser terapeuta, é ser parteira. Eu sou parteira de milagres, de memórias, de realizações, de dores assimiladas, de crenças transmutadas… muitas de nós somos parteiras… parteiras em serviço, 24h… sempre alerta, sempre à disposição, prontas a cuidar, a doar, sentindo nas costas a responsabilidade de saber quando ajudar e quando confiar.

Mas também somos as parturientes. Também nós parimos, crenças transformadas, fantasmas redecorados, novas Visões, transformações, projectos e sonhos. E quem são as nossas parteiras? De quem nos rodeamos quando estamos a parir? Como escolhemos parir? Rodeadas de máquinas e olhares curiosos, no nosso espaço com as pessoas que confiamos ou sozinhas?

Esta Lua Cheia fala-nos do equilíbrio entre cuidar e deixar ser cuidada, entre saber quando intervir e usar: a técnica, o saber aprendido, o foco, ou saber entregar, confiar no mistério.

Falamos de comunidade, sim uma comunidade onde a fronteira entre o visível e o invisível é ténue, onde na neblina se podem ver contornos de seres informes que caminham connosco de forma anónima.

Na vida cíclica não nos podemos esquecer que não caminhamos sós, caminhamos com e para o Todo, a toda a hora a todo o instante.

Então como está o equilíbrio entre o meu espaço sagrado e o teu espaço sagrado?

Que fronteira é esta que me separa do todo?

E como é que eu sei quando agir, quando confiar na técnica, no foco, no mecânico, e quando entregar e usar a Fé como escudo e ao mesmo tempo como guia?

A luz que guia a estrada que vai de Virgem a Peixes é sem dúvida a luz do coração.

É uma espécie de exercício muscular, tal como num parto. Contraímos voltamo-nos para dentro, para depois expandirmos e abrirmo-nos um pouquinho mais, até à dilatação total… e podemos fazê-lo com ou sem parteira. Essa é uma escolha nossa.

Mas sozinhas? Sozinhas nunca estamos, nunca… Caminhamos Juntas!

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