Como fazer as tuas mandalas para estudares o teu ciclo lunar e solar. Começa este ano astrológico a registar a dança Sol/Lua/Terra em Ti.

Há alguns meses, algures entre os incêndios de 15 de Outubro e o meu trabalho ter começado a chegar a mais pessoas, comecei a ser assaltada pela seguinte pergunta: ” E se tudo o que mais valorizas, que mais amas, se fosse retirado? Casa, objetos sagrados, memórias, família, trabalho, reputação. E se fosses desprovida de tudo o que consideras querido e sagrado para ti? O que é que te restaria? O que é que te faria continuar a levantar da cama pela manhã?

Esta é uma pergunta inquietante, uma pergunta à qual viramos a cara, porque a resposta verdadeira a tal pergunta só pode vir de um estado de “graça”. Nos mandamentos da vida cíclica existe uma altura para semear, e uma altura para colher, assim como existe uma altura para fazer perguntas e uma para encontrar as respostas.

Esta é uma daquelas perguntas chave! Perguntas chave são perguntas que surgem do inconsciente e que “acendem” em nós um tipo de inteligência inspirada. São perguntas que de alguma forma alteram os padrões familiares dos nossos processos mentais, levando o nosso cérebro a encontrar novos caminhos, a construir novas sinapses.

Na minha prática astrológica sinto-me a fazer um bom trabalho, quando durante uma consulta ajudo a pessoa a sair do consultório com uma ou duas destas perguntas na manga. Aí sim, fico com a certeza que a vida da pessoa acabou de mudar ali mesmo à minha frente, ainda que essa mudança não seja obvia nem durante a consulta nem nos dias que se seguem. Pois as perguntas chave, são como sementes que quando encontram terreno fértil, vão depositar as suas forças e o seu fogo no interior da terra à espera da hora certa para brotar. E qual é a hora certa para brotar?

A resposta à minha pergunta veio de mansinho, qual broto despontando da terra. Primeiro senti o primeiro verde, num livro que me veio para às mãos (por acaso), depois foi uma conversa distraída de café com uma amiga que me levou a ver um vídeo na internet. Em seguida o mar revolto de Carcavelos decidiu lamber-me as faces e regar a planta emergente, mais tarde os ventos fortes abanaram a planta jovem e fizeram-me perceber que esta planta/resposta estava a tornar-se cada vez mais clara.

Voltei à minha casa, ao meu jardim e ouvi com a minha audição interna:

“Quem vem ao verde tão verde, quem vem ao verde verá. Que não vem em vão e vede. Que o verde o ajudará.” – esta pequena melodia cantada pela Luísa Barreto , de repente abriu dentro de mim a resposta obvia, a única que faria qualquer sentido.

Se me retirassem tudo o que me é querido, agarrar-me-ia à VIDA, e esta Vida não é a minha vida ou a tua. É a nossa Vida, a VIDA/MORTE/VIDA, onde numa espiral continua toda a existência se cruza e entrecruza a toda a hora.

E eu já passei por alturas onde a dor era tanta que eu não conseguia sair da cama, onde para aguentar passar os dias precisava de me anestesiar, para não sentir. Então acreditem, eu sei que quando os desafios nos batem à porta, não é cor-de-rosa…nunca é.

Mas… assim como a semente sempre renasce, mesmo depois das piores catástrofes, também nós renascemos, e às vezes nem é porque queremos, é porque a força da Vida fala mais alto.

Eu que já caí fundo, como muitas de vocês, vivo esta vida com os pés o mais assentes no chão possível para que quando voltar a cair, saiba cair melhor, com mais graça, mais auto-respeito, mais compaixão.

Vivemos na impermanência constante, e a pergunta é: “Como encontrar o que é permanente nesta existência impermanente, como encontrar o que é duradouro e constante num mundo em constante revolução?

Não existe uma resposta, existem várias. Uma possível, é dedicarmo-nos a estudar a vida cíclica, ou melhor, deixem-me reformular… dedicarmo-nos a dançar conscientemente com a vida cíclica, tentando não apressar o que não pode ser apressado, tentando não encontrar soluções rápidas para o que precisar de cuidado e de tempo para se resolver. Encontrando na observação dos nosso ciclos e respetivos padrões cíclicos fios condutores que nos ajudam a tecer a nossa história com consciência e integridade.

Podemos ler e estudar várias matérias: sagrado feminino, astrologia, I-Ching, tarôt, podemos inspirar-nos com as histórias dos outros e pensar no que desejaríamos para nós, mas ao colocarmos essas coisas em 2º plano, e nos colocarmos a nós e à história contada pelos nossos ciclos em primeiro lugar, estaremos a construir um sistema único e revolucionário de autoconhecimento, individual e intransmissível! Dá para ver os resultados de um dia para o outro? Não… demora, são anos. Mas vale a pena? Claro!!!

Como podemos fazê-lo? Bem para mim uma das coisas é ter um diário e escrever regularmente, guardando os meus diários e sistematizando a forma como escrevo neles, para que mais tarde possam ser de fácil consulta. Outra das coisas que faço e que quero partilhar hoje com vocês é estudar os ciclos da Lua e o ciclo do Sol. Aprendendo a perceber-me através da dança mensal da Lua e da dança anual do Sol, registando estes estudos sob a forma de mandalas no meu diário. No link vocês poderão ver um video meu onde explico como faço estas mandalas e no que consistem estes estudos.

Aconselho este trabalho. Traz foco, e a longo prazo, ferramentas que mais ninguém te pode oferecer a não seres tu própria. É tão transversal a tantas áreas da vida de uma mulher, como o ciclo menstrual, hormonal etc… para quem estuda astrologia é a melhor introdução possível a uma mundo de estudo e observação constantes, da danças entre o Eu e os arquétipos planetários e seus respetivos ciclos.

Espero que vos inspire, que expire e que vos leve a começar já hoje a registar aquilo que mais tarde irá se transformar na vossa auto-biografia circular, onde o tempo da vossa existência passa a ser vivenciado como uma espiral em vez de uma recta. Muda tudo!

Digam-me o que acharam do video.

Um abraço com carinho

Ana Alpande

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