Proteção energética: defesa ou acolhimento? Uma simples questão de semântica que pode mudar a forma como cuidas do teu campo energético.

Quanto mais empática a pessoa, mais dificuldade em aceitar e perceber a necessidade de se proteger. Na verdade eu própria resisti muitas vezes a “proteger-me” dos outros, fosse com que técnica fosse. Sempre o fiz, porque sempre sofri no corpo físico e não só as consequências de não o fazer, mas nunca o aceitei nem compreendi completamente, talvez por isso nunca tenha sentido uma real eficácia nos métodos que utilizava.

O que é que é isto de proteger? Do que é que eu tenho de me protejo afinal? Neste blogue já convidei a Cristina Méga a escrever sobre o assunto e ela fê-lo muito bem, se quiserem relembrar podem ver aqui para recordar, ou saber mais.

Existem muitos e bons argumentos que insistem que devemos proteger a nossa energia e o nosso espaço anímico.  Para a maioria de nós, ao nos protegermos estamos a defender-nos de alguma coisa.

Mas a grande verdade é que pessoas com um nível alto de empatia, naturalmente “acodem” energeticamente pessoas, criaturas, almas, plantas que estejam em dor e sofrimento, afinal faz parte naturalmente do pacote de se ser empático, mas a grande lição que precisamos aprender é que cada Alma (encarnada ou não), merece a dignidade de caminhar pelos seus próprios pés.

Quando eu me perco de mim e entro pelo outro adentro, ou quando permito que o outro se perca de si em mim, ou ainda quando permito que alguém me invada, me retire aquilo que é vital para mim, estou no fundo a assumir o papel de salvadora ou de mártir (atenção que às vezes pode ser mais complicado e bem mais complexo, por favor não generalizem). O importante é relembrarmo-nos que, cada um precisa percorrer o seu caminho para chegar à sua mestria pessoal.

Então, aceitar o nosso papel, estarmos cientes do nosso espaço e dos nossos limites é essencial para termos uma boa higiene energética, de outra forma, podemos estar a fazer um esforço infrutífero ou a cair no extremo oposto que é fecharmo-nos com medo de qualquer coisa que nos “destabilize”. Para que eu me destabilize eu preciso me identificar 15037217_1302453119788590_4695175665484909736_ne acionar a crença de que sou de alguma forma responsável.

E repito: toda a Alma (encarnada ou não), merece a dignidade de caminhar pelos seus próprios pés.  Muitas de nós construímos os alicerces da autoestima assentes na crença de que temos a missão de ajudar, de resolver problemas, de impedir que as pessoas à nossa volta sofram, e como vivemos num mundo cheio de dor, carregamos a dor do mundo, porque no nosso inconsciente existe uma crença profunda de que esse é o nosso papel.

Será que é mesmo?

Eu  já não acredito nisso.

Acredito que empatia pode coexistir e caminhar lado a lado com: liberdade, confiança nas capacidades dos outros, entrega, confiança na sabedoria da própria vida cíclica e acima de tudo com a sabedoria de que às vezes a dor é o caminho para a salvação e saber estar ao lado de quem sofre sem querer resolver, retirar ou ter pena, pode ser extremamente curador para ambas as partes (não digo que fácil, atenção).

Então se formos ao dicionário procurar a palavra proteção, veremos que para além de defender, ela também simboliza, acolher, conter, dar guarida.

Quando me protejo, eu contenho o meu ego, dou-lhe um lugar a partir do qual ele pode se relacionar com o mundo de forma saudável,  acolho e resguardo a minha energia, pois ela não é infinita, também ela precisa de se regenerar, protejo o meu espaço interno, aquele que me permite ter foco e a atenção necessária para ouvir a voz da minha intuição, aquela que sabe quando ajudar e dar a mão e quando confiar que o outro é capaz de se reerguer sozinho.

Proteger o meu espaço anímico para além de um ato de amor próprio é também um ato de humildade. 

Todos os terapeutas que conheço, que com sucesso ajudam o outro,  cultivam com todo o carinho do mundo o seu espaço anímico, cuidam dele como se fosse um jardim pois sabem que é a única forma de serem realmente eficazes na sua missão.

Para além do post da Cristina também fiz um video com um pequeno exercício, que pratico há muitos anos, porque há alturas em que estamos naturalmente mais abertas, mais recetivas e mesmo com todos os cuidados de proteção e higiene energética acabamos por nos sentir “atacadas” ou  esgotadas e assoberbadas. Nessas alturas, faço o exercício do vídeo que aqui partilho. Simples simples e muito eficaz, experimentem.  Para além de limpar e conter o nosso campo energético, também vasculariza o cérebro e promove a circulação de oxigénio por todo o corpo.

Video – https://youtu.be/Qb1uoehWh9o

Fez-vos sentido esta reflexão?

Partilhem.

Abraço com carinho

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