Lua Cheia no Eixo Carneiro/Balança, um ritual para olhar para as feridas internas projetadas pelas relações.

circulo-protector

A Lua Cheia este mês chega a  25 de Setembro, no eixo Carneiro/Balança, ou seja no eixo das relações.

A Lua Cheia é o momento do mês para: agradecer, perdoar, libertar, purificar.

Neste eixo, para que eu possa limpar, purificar, eu primeiro preciso de olhar para mim, para a minha relação comigo e para a forma como a mesma  é projetada nas relações com os outros. Esta é uma Lua que pode trazer ao de cima o que não anda bem no mundo das relações, porque na polaridade Carneiro/Balança, a conversa é entre o Eu e as vontades inconscientes do Eu e os Outros e a  necessidade de o Eu ser amado, ouvido e respeitado.

Muitas vezes quando o Eu se sente ferido, tende a ferir o outro, ou a aumentar ou exagerar as ações do outro.

Muitas das vezes sentimos como agressões externas as atitudes ou as palavras que tocam as nossas feridas mais internas, e é nesse campo que as relações se tornam valiosas ferramentas de crescimento pessoal, pois ao olhar para a forma como o outro me faz sentir, eu tenho oportunidade de iluminar aspetos mais escondidos da minha sombra.

E esta é uma Lua para olharmos com honestidade  para as nossas sombras projetadas nos outros.

Para mim, Balança como sou, é das Luas mais difíceis, mas também é invariavelmente a que me faz crescer mais, pois é aquela que mais fundo chega às feridas que me aplico a esconder.

Se nesta Lua te sentes especialmente agredida, emocionada, desprotegida, não vista ou ouvida nas tuas relações intimas, ou se por outro lado  és tu que estás tensa, inquieta, ou agressiva, talvez esteja na altura de perguntares a ti mesma o que é estás a projetar ou o que é que te está a ser projetado.

Esta Lua é um momento de ouro para trazer clareza às projeções que fazemos nas pessoas que mais amamos.

Costumo recomendar muitas vezes nas consultas o seguinte exercício:

Senta-te num local confortável onde não vás ser interrompida, com caneta e papel na mão:

1º Escreve de forma rápida e fluida o que sentes em relação a determinada pessoa, situação ou grupo de pessoas (desde que envolva acontecimentos externos).

2º Agora noutra folha de papel, re-escreve de novos trocando o Ele/Ela por Eu.

3º Lê os dois em voz alta, observando o que sentes.

4º Volta a ler, desta vez sublinhando o que te magoa.

5º Escreve só as partes que te magoam, reconhecendo-as como parte de ti.

No dia da Lua Cheia, podes fazer um pequeno ritual de perdão e libertação destas emoções, seguindo a seguinte ordem:

1º fazer algum tipo de exercício físico, pode ser uma caminhada com um passo mais rápido, yoga, saltar, correr, subir escadas etc… a ideia é que o teu corpo fique cansado e comece a eliminar toxinas.

2º Podes desenhar um círculo com a tua mente, ou fazer um círculo no chão (as minhas alunas podem usar o cinto do poder), e decidir nesse momento que esse círculo é o teu espaço sagrado, onde não haverão interferências.

3º Pede proteção aos teus guias, anjos, mestres etc…

4º Encontra 3 coisas pelas quais sejas grata e agradece no circulo, de forma a que a tua gratidão forme uma bolha protetora à tua volta (isto faz-se trazendo a emoção da gratidão para o corpo e inspirando-a e expirando-a, imaginando que se amplia e preenche o círculo).

5º Sintoniza-te com a Lua, e olhando para as tuas emoções em relação à forma como as tuas relações intimas te fazem sentir e ao que foi trazido à tona pelo exercício anterior;  encontra dentro de ti a força e a coragem para pedires perdão a ti mesma e às pessoas envolvidas; se isso for verdadeiro para ti… se não for, entrega à Lua, imagina os seus raios limparem as emoções do teu corpo; respira a luz prateada da Lua para que possa limpar e purificar as sombras que vieram à luz; pergunta a ti mesma, ou pede para que te seja revelado como podes integrar, o que podes fazer, o que podes mudar em ti para alterar a situação.

6º Toma um banho com sal, imagina que todas as emoções que pesam são drenadas pelo ralo.

7º Vai para a rua, encontra-te com uma árvore, com uma pedra ou com o mar. Agradece a ti mesma o tempo, a coragem e a honestidade que deste a ti mesma.

Vamos aproveitar esta Lua para cultivarmos relações mais verdadeiras, para invocarmos a coragem de assumir a nossa responsabilidade nas nossas relações, e acima de tudo para nos auto-responsabilizarmos pelas feridas que doem e por sermos nós a lambê-las e  sará-las.

Com muito amor

Ana

Ps. Em outubro vou  começar um ciclo sobre a Lua Natal e os ciclos da Lua, neste ciclo de dois círculos iremos abordar este entre muitos outros temas. Se te interessa vê o programa aqui.

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