A arte de Tecer a Vida

A Arte de Tecer a Vida é uma viagem pela psique feminina que nos leva até ao centro, onde podemos tomar consciência das nossas escolhas e da forma como elas determinam a nossa experiência. Ao aprendermos a tecer conscientemente e intencionalmente a nossa existência, fertilizamos o nosso terreno interno, para que este possa receber as sementes de uma vida verdadeiramente espiritual; onde através do processo de reconhecer, receber e materializar alinhamos intenções e desejos com o nosso propósito e verdade mais profunda. Este método foi criado pela artista e coacher Susan Merrill, com quem obtive formação e certificação.

É com muita alegria que facilito este incrível método de transformação em Português.

Linguagem da transformação

A Arte de Tecer a Vida materializa a linguagem da transformação.  Em cada padrão de tecelagem temos oportunidade de tecer uma etapa da nossa vida, e de conscientemente libertar o que precisa ser libertado e fazer escolhas que ressoam com o nosso propósito. Através de símbolos arquetípicos que são transversais às várias culturas do nosso planeta, entramos em contacto directo com o nosso inconsciente, e nesse oceano simbólico podemos encontrar a força e a coragem para manifestar o que somos e o que queremos trazer ao mundo. Estes símbolos têm o nome de formas elementares, e cada um deles representa um meandro da psique feminina e uma etapa da nossa viagem como heroínas.

As 7 formas elementares traçam um mapa que nos permite seguir os nossos processos internos, cuja estrutura está enraizada na relação simbiótica entre consciência/acção e os nossos padrões mais profundos de comportamento. Estas formas podem ser consideradas fractais porque mantêm a sua estrutura simbólica em qualquer escala ou grau de consciência. As etapas da viagem interior e os códigos da linguagem da transformação podem ser aplicados à vida como um Todo ou a uma etapa especifica, podem servir para encerrar uma capítulo ou iniciar outro.

 NOS CÍRCULOS DE TECELAGEM TECEMOS EM GRUPO AS FORMAS ELEMENTARES

Ver mais sobre os círculos de tecelagem aqui.

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A Teia representa a verticalidade do Ser Interno.

A vida interna é como a teia (fios verticais do tear), a trama (fios horizontais) representa as nossas acções diárias. Ao praticarmos a arte de tecer a vida, tecemos conscientemente as nossas escolhas e acções sobre e sobe os nossos valores e estrutura interna. A teia numa tapeçaria normalmente está escondida e contida na trama e é isso que confere ao tecido a sua resistência.

O nosso Ser Interno é quem guia os fios com os quais a nossa vida se tece.

A Arte de Tecer a Vida é um processo onde a linguagem simbólica e técnicas de coaching criativo ajudam-te a unires a tua consciência interna ao trabalho criativo com as mãos, onde és convidada a criar um espaço interno e externo, onde o que está dentro de ti é trazido à consciência, e o que tu escolhes criar e manifestar é tecido e nasce literalmente das tuas mãos. Cada forma elementar construída na Arte de Tecer a Vida é um parto sagrado de um aspecto interno que se vai integrar na tua vida consciente.

Ver mais sobre a Arte de Tecer a Vida –   De ti para Ti –  Aqui

Formas Elementares

As formas elementares são símbolos antigos, transversais a todas as culturas do mundo, elas incorporam a essência da Arte de Tecer a Vida, como processo de integração da vida interna na vida externa.

Elas estão descritas em profundidade no livro The Art of Weaving a Life, escrito pela autora Susan Barrett Merril, que podes adquirir aqui.

Uma tradução oficial do livro da Susan está a ser feita para Português por mim, estará disponível até ao fim do Outono.

As formas elementares são:

1 – AmuletoInvocação – És chamada para a mudança.

O que as palavras não alcançam, pode ser expresso através da linguagem simbólica ao usar um padrão arquetípico que se tece com o coração e as mãos. O amuleto é uma invocação para que despertemos para uma mudança interna. Ele representa aquilo que dentro de nós precisa nascer.

Simboliza o momento da concepção, energia masculina e feminina unem-se para criar um novo Ser.

2 – Taça – Convite – És convidada a receber o teu Ser de coração aberto.

A taça convida-nos  a receber uma nova dimensão de nós mesmas, o que realmente desejamos e que têm valor intemporal para a nossa psique. A taça assim como nós tem um interior e um exterior.

Ela representa o nascimento, o saco amniótico que se rompe e de onde  nasce um novo Ser que vêm trazer a sua luz para o mundo.

3 –  Boneca – Insight – Um encontro com a tua anciã.

Ela traz consigo o insight, as respostas que vêm da nossa alma e  da voz interior. Representa de forma  simbólica o nosso Eu Sábio –  a Anciã –  aquela em quem nos queremos transformar.

A boneca representa a infância,  o Ser sábio (intuição) que nos dá a mão nos primeiros anos da nossa vida psíquica e sem o qual não sobreviveríamos.

4 –  Cinto do PoderEscolha – Liberta-te das crenças que te limitam.

Com o cinto do poder somos convidadas a fazer escolhas, assumindo o compromisso interno de eliminar as crenças que não nos servem mais, criando espaço para seleccionarmos aquilo que fortalece o que queremos para a nossa Vida, delineando acções concretas que manifestem essa visão.

O Cinto do poder representa a adolescência, onde iniciamos a dança das escolhas entre o que sentimos que somos, e o que os outros acham que devemos Ser

5 – Máscara – Identidade – Abre a porta do Grande Mistério.

Tecer a máscara é uma iniciação ao mundo dos mistérios. Ela abre as portas aos nossos arquétipos mais profundos e permite-nos escolher com quem nos queremos identificar. Podemos deixar a máscara que usamos todos os dias e escolher a máscara do nosso Ser Superior, ou de “La Loba”, a mulher que vive no fim do tempo.

A mascara representa a vida adulta, onde para podermos fazer face aos desafios do dia-a-dia precisamos de criar uma persona, que cumpra responsabilidades que seja produtiva e eficaz, mas que se não tivermos cuidado,  pode sufocar a nossa vida anímica e distanciar-nos da face do nosso verdadeiro EU.

 6  – BolsaTransportar o que é essencial – A tua caixa de ferramentas da Vida Interna.

A bolsa convida-nos a estarmos atentas à nossa vida e a  libertar o que não nos serve, para que possamos caminhar com leveza e graciosidade. Ao tecermos a bolsa estamos a assumir um compromisso com a nossa busca espiritual e estamos a honrar esse compromisso deixando para trás o supérfulo.

A bolsa representa a menopausa, onde depois de uma vida a servir, a mulher é convidada a finalmente olhar para si própria. O tempo de estar activa na sociedade e de criar os filhos começa a passar e há uma vazio saudável que pode potenciar novas e maravilhosas descobertas.

7 – Xaile – A vida interior – A morte do Ego e o nascimento do Eu.

O xaile representa a sabedoria de encontrar o equilíbrio entre as responsabilidades mundanas e o nosso mundo interno. Usado tradicionalmente em muitas culturas, o xaile é usado por mulheres nas suas orações, meditações e na morte. Ele representa o que está para além da vida, o que resta da consciência quando o nosso corpo (ego) morre e o espírito se liberta. O xaile é o toque do infinito na nossa pele,  o lugar  sagrado onde toda a vida é gerada e manifestada, e ao qual podemos aceder quando nos deixamos mergulhar no silêncio e na solitude.

Com ele chegamos ao fim da jornada, ele traz a morte da anciã e o seu regresso sagrado ao útero da Terra mãe, fonte da energia criadora do mundo, onde todas as mulheres são geradas e abençoadas. Com o xaile nas nossas costas honramos a vida e os seus processos sagrados, somos ao mesmo tempo anciãs e crianças, circulamos livremente entre mundos.

Durante a nossa vida vivemos muitas iniciações onde passamos por todas estas etapas simbólicas,  ao tecer as formas elementares somos convidadas a viver o processo iniciático, manifestando consciência e intenção, em artefactos que materializam o que existe de mais profundo e sagrado em nós.

E para uma mulher o que pode ser mais abençoado do que criar tempo, espaço e beleza com as próprias mãos? Não para a sua família, não para a comunidade, mas para si própria, apenas para si própria.

Vêm, dá-me a tua mão e eu vou estar contigo durante o parto de ti mesma.