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	<title>Arquivo de vida ciclica - Ana Alpande</title>
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	<description>Tecendo o Ser de Volta ao Estar</description>
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	<title>Arquivo de vida ciclica - Ana Alpande</title>
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		<title>A Relação Contemplativa Na Construção De Identidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Apr 2023 18:46:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aprendi a contemplar os céus muito nova, graças à minha mãe. Nas noites mornas de verão sentava-me ao seu colo e juntas contemplávamos a paisagem noturna. &#160;A vista era a de um descampado sobre o qual se ergue a capela de Nossa Senhora de Porto Salvo.Reza a lenda que após um naufrágio, um grupo de</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="540" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2023/04/338169097_973124617015178_233412273714480932_n.jpg" alt="" class="wp-image-36512" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2023/04/338169097_973124617015178_233412273714480932_n.jpg 720w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2023/04/338169097_973124617015178_233412273714480932_n-300x225.jpg 300w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2023/04/338169097_973124617015178_233412273714480932_n-500x375.jpg 500w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2023/04/338169097_973124617015178_233412273714480932_n-600x450.jpg 600w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>
</div>


<p>Aprendi a contemplar os céus muito nova, graças à minha mãe. Nas noites mornas de verão sentava-me ao seu colo e juntas contemplávamos a paisagem noturna. &nbsp;A vista era a de um descampado sobre o qual se ergue a capela de Nossa Senhora de Porto Salvo.<br>Reza a lenda que após um naufrágio, um grupo de marinheiros andava no mar à deriva e tiveram uma visão de Nossa Senhora, que lhes disse que se rezassem com fé os guiaria até um porto seguro. Foi assim que os marinheiros chegaram ao lugar conhecido agora como Porto Salvo, uma freguesia que pertence ao concelho de Oeiras. Ergueram então uma capela em honra de Nossa Senhora como forma de agradecimento.</p>



<p>Apesar das fortes raízes católicas da minha mãe e da materialização de um milagre mariano em frente à janela, elevávamos o olhar para o céu estrelado e eram as estrelas e as árvores cujas copas competiam com o 2º andar onde vivíamos, que nos serviam de altar, e que alimentavam a chama sincera de uma espiritualidade que era ao mesmo tempo livre e constituía uma acto politico e social de rebeldia contra o modelo instituído pela espiritualidade moderna: fosse a procura de ídolos/deuses religiosos ou a utilização da oração como uma forma mecânica de destituição da relação com a vida pulsante.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Este talvez tenha sido o maior presente que recebi na vida, o mais importante de todos: saber reconhecer na natureza e nas relações vivas o meu altar.</h4>



<p>Mantive durante a adolescência a arte de contemplar, pelo menos até chegar ao meu 4º septénio, quando o trabalho mais as responsabilidades da vida adulta engoliram cada segundo do tempo do meu relógio.</p>



<p>O quarto septénio (dos 21 aos 28 anos) é caracterizado enquanto fase de desenvolvimento psicossocial como o tempo de procurarmos um lugar na mesa dos adultos, ajustando-nos às cadeiras existentes num determinado grupo, cultura ou sociedade. &nbsp;Este é o tempo certo para “arregaçar mangas” e provar o nosso valor dentro dos grupos aos quais pertencemos ou pretendemos pertencer.</p>



<p>No entanto chegar aos 40 anos sem ter tido a possibilidade de começar a construir uma “cadeira” que inclua a contemplação e a relação sensível enquanto fibras construtoras do nosso lugar no mundo já se torna um assunto que interfere com a saudável construção da nossa identidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sem contemplação não podemos perceber a relação intrínseca que ocorre no tecido intersticial que nos abraça e compõe. </h4>



<p>Essa membrana não é estritamente “nossa”, mas também não está fora de nós. Ela é a inteligência em acção que amplia a perceção para algo mais alargado do que uma exclusiva identificação individual ou até mesmo exclusivamente humana.</p>



<p>A minha mãe ensinou-me a ver o “nós” na paisagem entre céu, estrelas, árvores pedras e flores. O seu conhecimento era puramente empírico e vinha de um lugar de maravilhamento pelo mundo. Aos 40 anos a minha mãe saia de casa às 7h00 da manhã para trabalhar e chegava a casa às 20h00 da noite, ainda assim cultivava no ato de contemplar o céu com a sua filha num momento fora do tempo, uma rebeldia contra a “cadeira” imposta pela cultura moderna, investindo na construção simbólica da sua própria cadeira, o seu próprio tempo de relação subjectiva e afetiva.</p>



<p>Generosamente, permitia-me entrar no seu mundo secreto, um mundo que vinha da sua infância na aldeia, onde o céu se pintalga de mistério e possibilidades. Foi esse céu que a viu crescer e que por sua vez viu crescer a minha avó, a minha bisavó e toda uma linhagem de mulheres ligadas à doce paisagem do rio Douro. Agora constrói o meu corpo de pertença ao tecido transgeracional que nos envolve e permeia, que é ao mesmo tempo meu e nosso, e que por sua vez permite desenvolver a possibilidade de desenvolver a minha identidade não como um nome mas como um verbo em constante conjugação.</p>



<p>Quantos adultos, investem conscientemente em aprimorar ferramentas autorais de construção de espaços psicoafectivos, que promovam estruturas rebeldes de relação tanto interior/exterior quanto de relação com os espaços interstícios onde o “eu” e o “nós” são tanto formas diferenciadas quanto colectivos integrados?</p>



<p>Artigo publicado na minha Coluna “O Canto do Verbo” na&nbsp;<a href="https://ventoeagua.com/"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-light-green-cyan-color">Revista Vento e Água</mark></a></p>



<p>Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha&nbsp;newsletter.<br><a href="https://anaalpande.com/a-poetica-do-abraco/"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-light-green-cyan-color">Subscreve a Poética do Abraço</mark></a></p>
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		<title>Crónicas Sobre O Pendular Do Tempo E O Afecto Vivo À Matéria Morta</title>
		<link>https://anaalpande.com/cronicas-sobre-o-pendular-do-tempo-e-o-afecto-vivo-a-materia-morta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2023 21:32:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crónicas Sobre O Pendular Do Tempo E O Afecto Vivo À Matéria Morta A minha avó descascava as favas com a paciência de quem é intimo do tempo, grão a grão galopava certeiramente a espessa camada verde oliva, mesmo quando esgotava a força da unha do polegar.Fazia-o por amor: amor aos da casa, amor a</p>
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<h4 class="wp-block-heading">Crónicas Sobre O Pendular Do Tempo E O Afecto Vivo À Matéria Morta</h4>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-left">A minha avó descascava as favas com a paciência de quem é intimo do tempo, grão a grão galopava certeiramente a espessa camada verde oliva, mesmo quando esgotava a força da unha do polegar.<br>Fazia-o por amor: amor aos da casa, amor a si mesma, amor ao próprio tempo e à sua condição de mulher cuja cronologia diária era ditada pelo intervalo entre refeições e a arte de nutrir corpos; os corpos da casa que ora entravam, ora saiam do espaço, enquanto pacientemente contava as ausências pelo som da Ave-Maria que ressoava na caixa de madeira escura, relógio da sala, <strong>a minha primeira introdução à inevitabilidade do pêndulo.</strong></p>
</div></div>



<p><br>A indumentária da minha avó era sempre a mesma: uma bata de tecido barato comprada na praça e uns manguitos feitos com restos de lençóis velhos para proteger as mangas dos casacos e camisolas. Acho que os primeiros pontos que dei foram nos meus primeiros manguitos, que recebi de presente aos quatro anos quando já tinha idade suficiente para subir ao banco e ajudar a minha avó a lavar as folhas de alface que o meu avô trazia da horta, ainda a cheirar a terra molhada e a corpos de insetos.<br>Aprendi com a minha avó a remendar as horas com pontos certeiros e orações simples, quase sempre responsos e ave-marias que preenchiam o espaço livre da cozinha, onde as ondas sonoras fundiam-se com os raios de sol.<br>Todo o universo da minha avó parecia girar ao redor da preparação das quatro refeições do dia, entre horas limpava, remendava e contava histórias com vividez e entusiasmo de criança.</p>



<p><br>Quando lavávamos as folhas cheias de frescura e delicadas nervuras, ou quando remendávamos os trapos com carinho e atenção parecia que estávamos suspensas no tempo, que tudo o que existia era aquele lugar, naquele momento e todo a amor que os poros de uma jovem pele pode absorver, não como uma prisão ou redução da imaginação de criança, mas como o universo do tempo-não-tempo, um outro lugar<br>da existência por onde as crianças navegam com facilidade e onde os adultos parecem não conseguir entrar. A minha avó entrava e saia com tamanha mestria que às vezes eu não tinha a certeza se ela era verdadeiramente velha ou nova, tão nova quanto eu, tão nova quanto a mais tenra folha da mais jovem alface, apaparicada pela suavidade do sol primaveril e acolhida pelo gentil orvalho.<br>Tudo naquela cozinha cheirava a refogado, maçã cozinha, gestos familiares e a um compromisso sério em dizer não ao desperdício, fosse ele de substâncias formais, estas que têm forma concreta, fosse da atenção preciosa dada às coisas que crescem, envelhecem e morrem tão devagar que quase que perdemos o a tempo passar, a fiel batida pendular do relógio que anuncia a porção de tempo que acabou de desaparecer para nunca mais voltar. <strong>A minha avó era bem ciente da trágica realidade que o tempo não se recupera</strong>, por isso vivia devagar com o vagar de quem se dá por inteiro e sabe verdadeiramente apreciar o valor da porção de vida que lhe cabe viver.</p>



<p><br>Eu nada seria sem ela.</p>



<p><br>Sem ela seria poeira suspensa num dia de vento e nevoeiro, um espectro medroso, vagueando pelo espaço do por vir a ser. Uma folha perdida da sua casa, do seu chão, levada pelo vento para lugares que nunca poderá alimentar.<br>A minha avó está em mim como o sangue, as vísceras e os ossos.</p>



<p><br>Quando morreu, morri com ela e demorei muito tempo a renascer para a realidade de não poder mais escutar a doçura rouca da sua voz ou lavar-lhe os óculos garrafais para lhe ver bem os olhos de saudade.</p>



<p><br>Renasci nós, nunca mais pessoa individual, mas colónia colectiva de afetos, traumas e memórias. Hoje sou tudo o que fomos juntas: riso, beleza, tristeza, saudade, e o amparo de saber pisar o chão por inteiro, não porque quero alguma coisa do chão, mas sim porque sou o seu projecto em constante transformação.<br>Cada vez menos eu, cada vez mais nós, uma amalgama de tecidos, espectros, fogo, espaço e as águas sagradas da memória. Essa memória que guarda a eternidade.<br>Embora esteja muito satisfeita com a finitude das coisas, <strong>não estou disposta a aceitar o fim do amor</strong>, por isso cultivo orgulhosamente a teimosia de não aceitar a morte das coisas como o fim do afeto às coisas.</p>



<p><br>É só mesmo por causa desta teimosia que afirmo que desde a matéria mais pesada, à partícula mais leve, é o amor, sempre o amor que encadeia a delicada dança da transformação.</p>



<p><br>Eu só posso aspirar a ser como a cozinha da minha avó, o espaço onde a oração ressoa e os cheiros mornos do afeto constroem paredes de memória para as próximas gerações.</p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



<p>Créditos da Imagem&nbsp;<a href="https://www.tiagocerveira.com/">Tiago Cerveira</a></p>



<p>Artigo publicado na minha Coluna “O Canto do Verbo” na&nbsp;<a href="https://ventoeagua.com/"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-light-green-cyan-color">Revista Vento e Água</mark></a></p>



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<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Rituais</title>
		<link>https://anaalpande.com/rituais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2023 21:12:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todos os dias, assim que acordo e enquanto o calor dos lençóis me protege o corpo, respiro conscientemente, preenchendo os meus contornos invisíveis a olho nu de esperança e possibilidade. Tal como o recém-nascido, cujo primeiro gesto fora do mundo aquático é respirar, também eu despeço-me da realidade onírica com um par de longas e agradecidas respirações.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">&#8220;Ritual é a delicada arte de fazer uma pausa.&#8221;</h4>



<h6 class="has-text-align-center wp-block-heading">Emma Restall Orr</h6>



<p>Todos os dias, assim que acordo e enquanto o calor dos lençóis me protege o corpo, respiro conscientemente, preenchendo os meus contornos invisíveis a olho nu de esperança e possibilidade. Tal como o recém-nascido, cujo primeiro gesto fora do mundo aquático é respirar, também eu despeço-me da realidade onírica com um par de longas e agradecidas respirações.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Este é o primeiro ritual do meu dia.</strong></h4>



<p>Não o aprendi em nenhum livro ou revista, não é filho de nenhuma religião, não tem nenhum propósito em concreto a não ser o de agradecer profundamente o facto de estar viva, reconhecendo a inevitabilidade de um dia poder não acordar.</p>



<p>Respiro para agradecer ao meu corpo e à existência mais um dia de possibilidades.</p>



<p>Durante o dia tenho outros rituais, outros momentos de pausa entre a mente que processa e discrimina e os ditames do tempo do relógio.</p>



<p>Um<strong> ritual</strong> é sempre um momento entre tempos. Um portal que abre uma fenda no tempo cronológico e que insemina o extraordinário no ordinário.</p>



<p>Todos temos os nossos rituais únicos e secretos, protectores do território da nossa pertença à <em>Alma do Mundo</em>, muitos deles subconscientes quase que passam desapercebidos.</p>



<p>Um <strong>ritual</strong> é sempre um acto de criar pontes entre a nossa consciência individual e esta pertença maior à grande teia da vida. Uma forma de sair da fronteira do eu, para participar de forma inteira na dança do mistério, o que implica necessariamente ser-se participado por algo que emerge de um outro lugar onde o corpóreo não chega.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Esta é uma necessidade básica da alma, todos os humanos precisam de rituais para cultivar&nbsp; pertença &nbsp;e vínculo ao <em>Grande Mistério</em>.</strong></h4>



<p>Os rituais nascem muitas vezes em lugares inesperados, nas beiradas das janelas ou entre as fendas da calçada. Não somos nós que os criamos, são eles que se insurgem no nosso consciente e que nos acolhem com mantos sagrados de conexão. Às vezes estes mantos são da mais fina e exótica seda, debruados com fio de outros lugares e tradições, são estruturados e planeados com cuidado, honra e realeza.&nbsp; Mas muitas vezes, na grande maioria, são feitos de fios toscos de lã, desta que as nossas avós fiavam, tão simples e familiares quanto o aroma do café que abraça o espaço da cozinha logo pela manhã.</p>



<p><strong>O que importa não é o aparato do ritual</strong>, a fineza ou riqueza do manto que usamos. O mais importante é a capacidade momentânea de entrega radical ao momento presente. Completamente radical.</p>



<p>Já assisti à transformação&nbsp; de estados anímicos com o simples gesto de acender uma vela. Feito com presença e significado, não da mente que pensa, mas da alma que através do corpo se faz presente, e conversa com o elemento fogo como se este fosse o sacerdote do mais sagrado templo. Acender uma vela pode literalmente iluminar os cantos mais escuros e doridos do nosso interior. Estas coisas quando acontecem são mágicas, terrivelmente simples e profundamente complexas. Tão simples que facilmente passam desapercebidas, tão complexas que ninguém consegue verdadeiramente formular como, porque é que aconteceram naquele momento, de forma espontânea, e não noutro qualquer de forma mecânica.</p>



<p>A Carolina fazia anos, o primeiro aniversário após a morte da sua mãe. Não quis festas nem celebrações, decidiu passar o dia sozinha e despachar de forma cortês os telefonemas de felicitações. Passou a tarde a tentar não dar importância ao assunto, tratou da casa, dobrou toda a roupa enquanto devorava uma série “cor-de-rosa” da Netflix para enganar a zanga que sentia na boca do estômago. A zanga que andava a calar desde que a mãe tinha sido diagnosticada com cancro, a zanga de a mãe ter sido levada pela morte sem que ambas tivessem tido o tempo de fazer tudo o que&nbsp; queriam fazer juntas. Enquanto adormecia as emoções com &nbsp;o ruído da televisão sentiu uma saudade enorme da mãe. Com a leveza de quem não tem nada a perder foi buscar o velho álbum, ao olhar as fotografias de quando era pequena deixou cair uma ou duas lagrimas engasgadas. Quando o relógio bateu as cinco horas, a sua hora de nascimento, sem se perceber, quase como que tomada por uma vontade maior, acendeu uma vela. Não o tinha planeado, até teve que parar para pensar se tinha velas em casa e onde é que as guardava. No breve instante em que o fosforo faiscou, Carolina viu o último sorriso da mãe, na chama fugaz. A única coisa que o cancro não lhe roubou. Naquela parte de segundo, o coração finalmente voltou a caber no justo lugar do peito.&nbsp; Agradeceu à mãe a vida, agradeceu ao cancro a visceral intimidade, esta que não desejou, mas que ainda assim a fez ser carne, sangue e lágrimas com a mãe. A vela acesa preencheu a sala de uma presença quase palpável, de algo antigo e cheio de amor e mistério. Enrolada no sofá por entre as roupas distribuídas em montes, com o barulho oco da televisão, deixou-se abraçar, e a boca do estômago lentamente rendeu-se ao calor.</p>



<p>Esta pequena história ilustra o exemplo de um ritual espontâneo. Naquela hora, naquele exacto momento a Carolina teve uma intuição, ela nem se apercebeu, veio como uma vontade espontânea, era apenas uma vela. Nada de especial. Estes&nbsp; são os rituais mais profundos, os que nos acontecem sem que para tal tenhamos sido tido nem achados.&nbsp; Tanto o leitor quanto eu já tivemos várias experiências parecidas. E quantas mais poderíamos ter tido se guardássemos mais espaços no nosso quotidiano para a espontaneidade?</p>



<p>Qualquer gesto, ou acção realizado em presença e atenção é um potencial ritual. Cabe-nos trazer o corpo e a consciência para o momento, vivê-lo por inteiro. O ritual pode até durar breves segundos, mas o tempo da alma não se rege pelas leis do tempo do relógio. Por isso a pausa oferecida pelo ritual, pode na verdade levar-nos a experiências intemporais.</p>



<p><strong>Resgatar a presença de rituais no nosso dia-a-dia é um acto de reclamar a presença radical à vida e aos seus inerentes mistérios</strong>, mas também de regressar conscientemente à complexa teia que liga toda a existência. Sempre que entramos na presença de um ritual religamo-nos à alma do mundo e às vezes num dia corrido e cheio de solicitações, os breves segundos de contacto com algo que transcende a atenção binária, é o suficiente para realinhar a nossa presença e relembrar o nosso propósito, o tal regresso ao coração, pelo labirinto do quotidiano.</p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



<p>Créditos da Imagem <a href="https://unsplash.com/@contentpixie?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Content Pixie</a> on <a href="https://unsplash.com/s/photos/rituals?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText">Unsplash</a></p>



<p>Artigo publicado na minha Coluna &#8220;O Canto do Verbo&#8221; na <a href="https://ventoeagua.com/">Revista Vento e Água</a></p>



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			</item>
		<item>
		<title>INTRODUÇÃO AO CICLO LUNAR</title>
		<link>https://anaalpande.com/introducao-ao-ciclo-lunar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 20:48:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo lunar]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pastoras da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO AO CICLO LUNAR Quando falamos do ciclo lunar é necessário fazer a distinção entre aquilo que são as fases da lua e a sua posição zodiacal.Nas mandalas astro-lunares procuro acompanhar ambos, sendo a sua natureza diferente. As fases da lua advêm do período sinódico da lua, que dura cerca de 29,5 dias e que</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">INTRODUÇÃO AO CICLO LUNAR</h3>



<p>Quando falamos do <strong>ciclo lunar</strong> é necessário fazer a distinção entre aquilo que são as fases da lua e a sua posição zodiacal.<br>Nas <a href="https://anaalpande.com/produto/workshop-online-de-mandalas-astro-lunares/">mandalas astro-lunares</a> procuro acompanhar ambos, sendo a sua natureza diferente.</p>



<p><strong>As fases da lua</strong> advêm do período <strong>sinódico da lua</strong>, que dura cerca de 29,5 dias e que vai desde a lua nova à lua nova seguinte. O período sinódico marca o intervalo de tempo que um astro demora a aparecer num ponto em conjunção ao sol. Sempre que falamos das fases da lua, falamos da relação entre a terra, o sol e a lua, sem o sol não existem fases da lua.</p>



<p><strong>A posição da lua por signo refere-se ao período sideral</strong> e é medida pelo tempo que a lua leva a percorrer o zodíaco, cerca de 27,3 dias.</p>



<p>Todos os planetas descrevem um <strong>período sinódico </strong>em relação ao sol. No entanto, nenhum destes períodos é tão óbvio e presente como o da lua. </p>



<p>A dança sol/lua é, sem dúvida, a mais íntima e presente no nosso quotidiano.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ao Sol,</h3>



<p>os povos antigos atribuíram o dia, a luz, a energia, o dinamismo, os princípios do arquétipo masculino.</p>



<h3 class="wp-block-heading">À Lua,</h3>



<p>a vulnerabilidade, o caos, a intuição, o mistério, os princípios da energia feminina.</p>



<p>Da penumbra da lua nova, a luz vai crescendo gradualmente, até atingir o seu apogeu na lua cheia. Através da revelação total da luz, começa o caminho de regresso, o necessário declínio que irá culminar na lua negra, cerca de três dias antes da lua nova, o tempo da morte necessária à renovação da vida.</p>



<p><strong>Este processo ocorre todos os meses no útero de uma mulher em idade fértil</strong> <strong>e repete-se, de forma menos óbvia, noutros tempos cíclicos em todas as relações que existem, inclusive nas relações pessoais</strong>. Toda a relação passa por um início, uma fase crescente, um apogeu e uma fase decrescente que culmina no fim. Ainda que esse fim não seja a cisão completa, pode, por exemplo no caso de uma relação, representar o fim de um determinado aspeto na própria relação.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O ciclo sol/lua é a mais perfeita metáfora do ciclo de uma relação, desde o seu início, ao apogeu, passando pelo declínio. Todos os meses temos a oportunidade de aprender com ele.</p></blockquote></figure>



<p>Uma das melhores comparações que conheço para explicar a simbologia do ciclo de lunação, é o ciclo da planta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As fases da Lua&nbsp;</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Fase Crescente</h3>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Nova &#8211; 0- 45º do Sol</h3>



<p>A <strong>lua nova</strong>, marca o início de um ciclo, sol e lua estão conjuntos.</p>



<p>Numa conjunção temos uma potência inconsciente que urge revelar-se.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>No útero escuro da terra, a semente impulsionada pela vontade liberta-se do seu invólucro em busca da manifestação.</p></blockquote></figure>



<p>Esta fase caracteriza-se pelo início do ciclo de uma relação. Quando falo de relação, falo de um ponto de vista abrangente e inclusivo que abarca pessoas, vida orgânica, objetos, paisagens, ideias, crenças e inclusive as várias partes de nós mesmos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O novo ciclo</h4>



<p>Na lua Nova surge uma&nbsp;necessidade de “dar à luz” ainda que não se saiba bem o quê. Começa um novo ciclo, onde a força segue um chamado inconsciente. Necessidade de começar coisas novas, impulso para a ação. Pode haver a sensação de não se saber para onde vai, de não haver rumo, de não se “ver” o caminho. Com a maturidade, vai-se aprendendo a confiar nos sentidos internos, a ver de olhos fechados. </p>



<p><strong>Tradicionalmente associamos esta fase à semeadura</strong>, no entanto é importante explicar que se por um lado esta pode ser uma fase para definir objetivos e lançar intensões, também é uma excelente fase para silenciar e perceber o que nos move no momento, o que chama por nós e pede para ser iniciado e que muitas vezes pode já estar a ser sussurrado desde a Lua Balsâmica do ciclo anterior.</p>



<p>Quando lanço sementes na lua nova estou a definir o que quero e quais são os meus objetivos, afirmo o meu direito a&nbsp;desejar, ou ambicionar alguma coisa. Quando eu silencio na lua nova e atento ao meu mundo interno, eu crio um terreno para que a vida me semeie. Assumo o meu dever de ser taça, pronta a ser transbordada pela própria vida da alma.</p>



<p>As duas opções parecem-me complementares embora à primeira vista, pareçam antagónicas.</p>



<p>O caminho contemplativo proposto no <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/">curso As Pastoras da Noite</a> promove este espaço de escuta tão rico e fértil, através do qual nos permitimos ser tecidos pela vida e os seus mistérios e validando ao mesmo tempo os nossos anseios e as nossas necessidades pessoais.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Não será essa a verdadeira aventura, dizer sim a um chamado que não sabemos onde nos irá levar, com a maturidade de sabermos o que estamos a entregar?</strong></h4>



<p>Muitas vezes a voz da alma faz-se ouvir para lá do eco dos desejos da mente. Por isso é necessário cultivar espaços para que a alma se expresse e nos permita aceder a uma outra visão sobre o mundo. A visão anímica.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>A lua nova</strong> é a melhor altura do mês para se perceber ao que estamos a ser convidados.</h5>



<p>Aprofundaremos a relação entre a lua nova e cada signo no capítulo lua disseminante.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Crescente &#8211; 45-90º frente ao Sol</h3>



<p>A lua começa a afastar-se, um pequeno contorno de luz surge nos céus.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Os primeiros rebentos rompem a terra e começam a percecionar a luz pela primeira vez.</p></blockquote></figure>



<p>Na <strong>lua crescente</strong>, cresce o impulso para a autorrealização. Perseverança, vontade de crescer, de alcançar objetivos, de ser. Sentido latente de que há uma missão a ser cumprida e algo a ser conquistado ou realizado. Existe um conflito entre a vontade de se realizar e crescer, por outro lado, existe o sentimento de querer voltar para casa, ao conforto e à segurança do que é conhecido e estável. É necessário vencer a inércia, protegendo com o devido cuidado a fragilidade do que acaba de nascer.</p>



<p><strong>A lua crescente</strong> representa a fase do ciclo onde precisamos cultivar persistência, avançar com aquilo com que nos comprometemos na fase anterior. Quando estamos a querer consolidar um novo hábito por exemplo, esta é a fase das tentações, de achar que o entusiasmo por si só é o suficiente para seguir em frente. Na lua crescente e fases seguintes, é necessário aparecer, cultivar a relação com a semente e assegurar que esta tem o espaço suficiente para poder singrar.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Quarto Crescente – 90-135º frente ao Sol</h3>



<p>A Lua está a metade do caminho, até chegar à revelação na Lua Cheia.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A planta busca o sol como fonte de alimento, embora a firmeza da terra ainda proteja o jovem rebento.</p></blockquote></figure>



<p>Necessidade de criar estrutura, de gerir e administrar a energia anímica e os recursos; a vida interior é tão importante quanto a vida exterior e muitas vezes a sensação de ter de escolher entre uma e outra; reconhecer a segurança e a estabilidade oferecidas pelas nossas estruturas, escolhendo entre o que ainda precisa ser protegido e o que precisa ser liberto.</p>



<p>Esta é a fase das escolhas, que pressupõem sempre uma avaliação cuidada do momento presente no sentido de permitir que algo avance. Urge manter o fogo da coragem e determinação, para que o jovem rebento tenha coragem de se assumir na vida externa, mantendo a proteção da estrutura para que possa resistir às assimetrias do mundo “lá fora”.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Geba – Lua a 135 a 180º frente ao Sol</h3>



<p>A revelação já se intuí. Aumento progressivo da intensidade. Aquilo que era difuso na lua nova, começa a ficar cada vez mais claro.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A planta está agora bem estabelecida e toda a sua energia está colocada no exterior.</p></blockquote></figure>



<p>Necessidade de autoanálise, preparação para receber a luz, vontade de contribuir, de discriminar e processar informação.</p>



<p>A <strong>lua geba</strong> é um convite para receber a luz da lua cheia, afinar o olhar para entender a revelação da luz de forma mais profunda. Na <strong>lua geba</strong> somos convidados a convergir a nossa atenção para que está prestes a revelar-se.</p>



<p>Muitas vezes com o excesso de estímulo, perde-se o presente, a visão do botão de flor que desabrocha e que revela o mistério do potencial liberto.</p>



<p>Na natureza vemos o reflexo da <strong>lua geba </strong>nos botões quase a despontar, na geometria bela de uma rosa que lentamente se abre e que revela no seu despontar toda a beleza da criação.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Cheia – Lua a 180-135º do Sol</h3>



<p>A Lua fica finalmente oposta ao sol, iluminando a sua sombra. A lua cheia representa a projeção total da luz, a dissolução da sombra na luz da consciência.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A planta dá flor.</p></blockquote></figure>



<p>Iluminação, libertação da força e energias acumuladas; a&nbsp;luz da consciência está agora totalmente encarnada; objetividade; realização pessoal. Contemplar o caminho feito e o caminho a percorrer. Cuidado com as distrações. Não desperdiçar a revelação.</p>



<p>Este é um tempo que convida à purificação. Esvaziamos e purificamos os templos, as casas, o corpo para que estes espaços arejados e limpos possam receber a luz, o insight, a graça, &nbsp;uma visão mais alargada e abrangente.</p>



<p>Celebração da dádiva. Celebrar implica encarnar o feito, a conquista nas fibras do corpo. A revelação pode nem sempre ser agradável, mas a celebração foca-se no caminho percorrido, na jornada e não tanto na conquista. É na celebração que se cria o espaço para não desperdiçar a revelação.</p>



<p><strong>A libertação da energia/consciência na lua cheia</strong>, é vista na natureza como a fase da polinização. A libertação de matéria-prima criativa que inspira e frutifica outras plantas.</p>



<p><strong>Na lua cheia polinizamos e somos polinizados. Este é um tempo de inspiração e potência.</strong></p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Fase Minguante</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Disseminante – Lua a 135-90º atrás do Sol</h3>



<p>Após o culminar, a lua começa o seu caminho de regresso ao sol, o ciclo inicia assim, o caminho para o seu fim.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A planta dá fruto.</p></blockquote></figure>



<p>Vontade de partilhar os conhecimentos e experiência adquiridos; disseminação dos dons e da consciência, revelados na <strong>lua cheia.</strong> Partilhar o fruto.</p>



<p>Como o nome indica, nesta fase disseminamos, espalhamos e partilhamos o que nos foi oferecido. É a partilha e a disseminação do fruto que promovem e asseguram a abundância para os ciclos vindouros.</p>



<p>Na <strong>lua disseminante</strong> não só colhemos frutos, como os oferecemos ao mundo para que estes possam-se replicar noutros lugares e paisagens de forma diversa e singular.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Quarto Minguante – Lua a 90-45º atrás do Sol</h3>



<p>A lua chega a metade do caminho do seu ciclo minguante. A morte espreita. Necessidade de começar a largar a bagagem. Coragem para largar o que foi conquistado e caminhar rumo a um novo ciclo.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A energia da planta começa a recolher de volta para a terra.</p></blockquote></figure>



<p>Crise entre o que já se viveu e a vontade de abandonar tudo rumo ao desconhecido; chegou-se ao cimo da montanha, conquistaram-se os objetivos, mas isso já não basta. Medo de perder o que se conquistou, libertar-se da experiência.</p>



<p>No <strong>quarto crescente</strong> passamos por uma crise onde precisamos equilibrar a tensão entre a necessidade da segurança da terra que nos dá estrutura e protecção e o chamado a libertarmo-nos para avançar para o exterior. O movimento nesta fase é justamente o oposto. Queremos regressar ao colo seguro da terra, mas ainda precisamos cumprir com o que foi estabelecido no mundo externo. A tensão no <strong>quarto minguante</strong> está entre a necessidade de reduzir os chamados externos ao essencial, para poder ter a liberdade de caminhar de forma mais leve para o mundo interno, neste regresso ao solo.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Balsâmica – Lua de 45-0º atrás do Sol</h3>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A semente regressa à Terra.</p></blockquote></figure>



<p>Vazio, integração do ciclo, abrem-se as portas para a possibilidade do novo; aceita sacrificar-se, largar o conhecido, pois consegue ver os resultados dos seus atos projetados no futuro. Tempo do sonho e da imaginação.</p>



<p>&nbsp;Acolhimento do vazio.</p>



<p>A <strong>lua balsâmica</strong> é uma fase de vazio, de entrega e recolhimento. De escutar as vozes do futuro, ouvir o eco das sementes que precisam germinar no próximo ciclo e por amor ao novo, deixar-se morrer. Bem aproveitada esta é a fase de nutrição da alma no húmus dos nossos terrenos psíquicos.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">RESPEITAR A SINGULARIDADE</h2>



<p>Existem muitos livros e publicações tanto online como em revistas, onde podemos encontrar uma série de receitas e manuais para as fases da lua, ditando o que pode ser feito em cada uma delas. Eu opto por não escrever esse tipo de receitas nem quando falo da lua, nem quando falo dos restantes astros e gostaria de explicar porquê:</p>



<p>&#8211; Uma receita não pode dar resposta à singularidade de um indivíduo nem tão pouco à subjetividade do seu contexto.</p>



<p>&#8211; A receita muitas vezes torna os nossos músculos de observação e escuta preguiçosos. Porque ao adotar as ideias e propostas de outra pessoa, ou uma formulação generalizada ou descontextualizada de um conceito, inibimos a capacidade autónoma que todos temos para reconhecer, validar e aprender com a nossa experiência pessoal.</p>



<p>&#8211; A receita, especialmente no que diz respeito a uma arte complexa e subjetiva como a astrologia ou a sabedoria cíclica, limita de forma violenta, a perceção da complexidade a que a nossa relação com a vida está sujeita. Justamente por esta, a relação, ser cíclica e fazer parte de um sistema aberto e extremamente complexo, logo: caótico, individual, mutável e imprevisível.</p>



<h5 class="wp-block-heading">É necessário encontrar uma linguagem que alimente a imaginação.</h5>



<p>Num trabalho diário de pertença, dedicado à subtiliza e profundidade do território da alma humana, é necessário encontrar uma linguagem que alimente a imaginação e respeite a individualidade de cada um. Daí a importância do uso de metáforas, quando nos referimos à linguagem arquetípica e simbólica.&nbsp;A nossa psique fala por imagens e não por conceitos. </p>



<p>A metáfora é o recurso linguístico capaz de abordar um assunto sem o fechar na literalidade. Com uma boa metáfora, em vez de fechar as portas da possibilidade num conceito estanque, abro caminhos para múltiplas leituras e significados, oferecendo à minha alma a abrangência necessária para que ela possa encontrar formas de comunicar comigo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cuidado com as instruções quando falamos de arquétipos.</strong></h3>



<p>É muito diferente escrever:</p>



<p><em>Na lua nova é altura para o leitor iniciar projetos e formular intenções.</em></p>



<p>ou</p>



<p><em>A lua nova é a fase onde a semente começa a despertar no subsolo.</em></p>



<p>Na primeira frase, reproduzi um significado generalizado, que reduziu a frase a duas ações/definições bastante concretas e como tal estanques.</p>



<p>Na segunda frase, não sou eu que digo o que fazer, em vez disso, desperto a tua imaginação, utilizando uma linguagem simbólica e universal. Aqui és tu que irás construir não só o significado, como a relação viva e imanente com esta fase da lua.</p>



<p>No primeiro exemplo convido-te a ser um leitor passivo, deixando implícito que possuo o conhecimento total acerca desta fase da lua, que ela não pode nada mais do que aquilo que está a ser dito.</p>



<p>Na segunda, convido-te a ser um leitor ativo e peço&nbsp;que te juntes a mim, para que possamos aprender com a lua através da individualidade de cada um, aquilo que a lua nos quer ensinar.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>É necessário cuidar da linguagem quando nos referimos a arquétipos universais, de forma a não dissipar a potência do símbolo. Porque é a potência que alimenta e informa a alma humana.</p></blockquote></figure>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Os símbolos, transformam energia em imagens</strong>.</h5>



<p>Se reduzimos os símbolos a definições ou receitas, roubamos-lhes a potência. A energia retira-se e ficamos com um símbolo vazio. Ao longo da história temos vários exemplos de símbolos sagrados que foram reduzidos a ícones vazios em prateleiras de supermercado.</p>



<p>A imagem da semente é universal a todas as culturas do mundo como uma potência latente, o início de algo novo e desconhecido.</p>



<p>Através da universalidade do símbolo, podes chegar ao teu próprio significado, ativando a potência criativa da tua alma. Poderás assim perceber o que a semente representa para ti, respeitando o contexto e a singularidade da tua história, cultura e personalidade.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>E assim, criamos um terreno fértil para a alma.</strong></h5>



<p>Tenho um pequeno workshop no meu site que ensina a fazer as mandalas,&nbsp; deixo o link para a loja, o acesso ao curso é gratuito. <a href="https://anaalpande.com/produto/workshop-online-de-mandalas-astro-lunares/"><strong>Vê aqui</strong></a><br></p>



<p>Um outro recurso que pode enriquecer a tua experiência é o Curso de Introdução à Astrologia Arquetípica e Vivêncial, podes assistir a primeira aula gratuitamente.&nbsp; <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/astrologia-arquetipica/"><strong>Vê aqui</strong> </a>.</p>



<p>As inscrições estão abertas para o Curso que terá início em Março, podes saber mais aqui&nbsp;<a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/">https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/</a></p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



<p>Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha&nbsp;newsletter mensal.&nbsp;A cada Lua Cheia eu envio um e-mail com novidades e inspiração.<br><a rel="noreferrer noopener" href="https://anaalpande.us14.list-manage.com/subscribe?u=aacc472d700ba3f302d1f98e9&amp;id=314e93b9ef" target="_blank">Subscreve o correio da Lua Cheia</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>CAMINHO PARA O CENTRO</title>
		<link>https://anaalpande.com/caminho-para-o-centro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 19:23:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo lunar]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pastoras da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CAMINHO PARA O CENTRO No preciso momento em que escrevo estas palavras, o meu coração movimenta sangue e oxigénio do centro para a periferia e vice-versa, num circuito complexo e constante que me mantém viva. O centro é o lugar do pulsar da vida. O coração é um músculo complexo, composto por diferentes áreas e</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">CAMINHO PARA O CENTRO</h4>



<p>No preciso momento em que escrevo estas palavras, o meu coração movimenta sangue e oxigénio do centro para a periferia e vice-versa, num circuito complexo e constante que me mantém viva.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O centro é o lugar do pulsar da vida.</h3>



<p>O <strong>coração</strong> é um músculo complexo, composto por diferentes áreas e compartimentos que processa diferentes componentes e nunca para. Não pode parar. Para estarmos vivos o sangue precisa estar em constante movimento entre o coração e as extremidades, se esta circulação fica interrompida num ponto específico, interrompe-se a vida nesse lugar.</p>



<p>A verdade é que apesar do <strong>centro</strong> ser altamente venerado na nossa cultura, como uma imagem impia de estabilidade e bem-estar, a vida não acontece no centro, mas sim na periferia.</p>



<p><br>No entanto sem o pulsar do nosso centro, a vida que vivemos na periferia do nosso quotidiano não é nossa, é uma vida propulsionada por outros lugares, paisagens externas, que não são animadas pelo ritmo único do nosso Eu. Podemos ficar cativos uma vida inteira desses lugares impostos, a viver uma meia-vida. Assim como podemos nos isolar no centro, construindo muros e ameias entre nós e o que vive para lá da fronteira de quem somos.</p>



<p>Qualquer uma das duas hipóteses, traduz-se numa vida cuja circulação do fogo da alma é apenas o suficiente para nos fazer sobreviver.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O coração é o símbolo do centro,</h3>



<p>do lugar que anima a vida. Muitos associam à morada da alma ou<em> anima</em>, em latim, aquela que dá ânimo, que reveste um corpo inanimado do pulsar da vida. Tal como o nosso coração anatómico, pulsa sangue “animado” através das nossas veias.</p>



<p>Muitas vezes penso na forma como a anatomia humana reflete a anatomia do cosmos. <strong>O zodíaco com os seus 12 signos</strong> lembra-me um corpo, cada signo um membro, uma parte essencial ao funcionamento do todo. No centro do zodíaco a terra, o lugar do coração, a morada da alma do mundo.</p>



<p><strong>No centro da alma</strong>, a nossa <em>psique</em> pulsa tal como o coração anatómico, fazendo circular a seiva da vida através de cada uma das diferentes áreas da nossa anatomia psíquica, cada uma destas áreas expressa-se através dos signos e casas do zodíaco. </p>



<p>Muitas vezes parece que somos vítimas dos astros, apanhados na curva dos trânsitos planetários, mas a verdade é que o centro está sempre lá, à espera de nos revelar significados, esperando a oportunidade de nos mostrar o sentido maior por detrás do acontecimento ou sentimento que nos aprisiona. &nbsp;Metemo-nos em sarilhos, não quando a vida nos troca as voltas e retira o tapete debaixo dos pés, mas sim quando nos recusamos a participar do acto criativo. Quando nos fechamos ao fluxo da vida e deixamo-nos cristalizar por ideias, conceitos e dogmas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A vida é seiva que tal como o sangue, corre pelas veias da alma, precisamos acompanhá-la nos seus ciclos e perceber que somos nós que temos que nos adaptar ao seu ritmo e nunca o contrário.</p><cite>Ana Alpande</cite></blockquote></figure>



<p>O centro tece o fio &nbsp;que nos mostra como voltar a circular em vez de ficarmos cristalizados numa determinada situação ou evento. Se o coração tem um pulsar fraco, o sangue demora a chegar à periferia, falta-nos o ânimo, ficamos desanimados. Se o ritmo cardíaco é demasiado rápido, somos como um fósforo que faz uma<br>forte faísca que por um instante ilumina tudo, mas rapidamente se extingue.</p>



<p>Porque cada um de nós é único e cada fase da nossa vida singular, esse ritmo vai-se alterando. Então o centro apesar de ser um lugar fixo, está em constante relação com o que o rodeia.</p>



<p>Se é verdade que ele representa a fonte da vida em nós, é igualmente verdadeira a afirmação que este não é um local onde uma pessoa possa ficar estagnada.</p>



<p>O cento é o lugar onde vamos buscar alimento, energia, sabedoria e inspiração, para depois ir percorrer as estradas da vida, as veias que nos conduzem ao nosso lugar no mundo e nas relações que constroem esse lugar.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O nosso lugar no mundo&nbsp; é construído através das nossas relações com as paisagens que nos rodeiam.</p><cite>Ana Alpande</cite></blockquote></figure>



<p>A ideia não é ficar no centro, mas sim perceber como chegar ao centro e fazê-lo frequentemente, cuidando das estradas e caminhos para que estes se mantenham desimpedidos e de fácil acesso, ao pulsar da alma.</p>



<p>As inscrições estão abertas para o Curso que terá início em Março, podes saber mais aqui&nbsp;<a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/">https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/</a></p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



<p>Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha&nbsp;newsletter mensal.&nbsp;A cada Lua Cheia eu envio um e-mail com novidades e inspiração.<br><a rel="noreferrer noopener" href="https://anaalpande.us14.list-manage.com/subscribe?u=aacc472d700ba3f302d1f98e9&amp;id=314e93b9ef" target="_blank">Subscreve o correio da Lua Cheia</a></p>
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		<item>
		<title>A LUA ASTROLÓGICA E O CICLO DA LUA</title>
		<link>https://anaalpande.com/a-lua-astrologica-e-o-ciclo-da-lua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jan 2022 19:59:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo lunar]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pastoras da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lua Astrológica O ciclo da Lua é o cicerone da impermanência ordenada da vida. A Lua astrológica é arquetipicamente a guardiã das nossas memórias, senhora das águas das nossas emoções, condutora dos ribeiros da nossa intuição e da nossa vinculação à vida. &#160;Madrinha da noite e dos nossos processos mais escuros e inconscientes é ela</p>
<p>O conteúdo <a href="https://anaalpande.com/a-lua-astrologica-e-o-ciclo-da-lua/">A LUA ASTROLÓGICA E O CICLO DA LUA</a> aparece primeiro em <a href="https://anaalpande.com">Ana Alpande</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h1 class="wp-block-heading"><span style="color:#b27e4c" class="has-inline-color">Lua Astrológica</span></h1>



<p>O ciclo da Lua é o cicerone da impermanência ordenada da vida.</p>



<p>A <strong>Lua astrológica </strong>é arquetipicamente a guardiã das nossas memórias, senhora das águas das nossas emoções, condutora dos ribeiros da nossa intuição e da nossa vinculação à vida.</p>



<p>&nbsp;<strong>Madrinha da noite e dos nossos processos mais escuros e inconscientes</strong>  é ela que comanda arquetipicamente as nossas marés internas, consoante a sua fase e&nbsp; signo por onde transita, irá ora trazer à costa o que precisa ser revelado, ora arrastar para o mar profundo o que precisa ser absorvido pelo vazio.</p>



<p><strong>A lua astrológica rege as marés cheias e vazias do oceano da nossa Alma.</strong> &nbsp;O seu ciclo que dura aproximadamente 29 dias, reflete numa fração, que se repete a cada mês, não só os ciclos da natureza, como os ciclos de relação interpessoal no nosso planeta.</p>



<p>A lua é a barqueira das águas da alma.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sempre tive a Lua como “madrinha”,</h3>



<p>desde a adolescência, quando a minha fome de liberdade e introspeção me levavam a grandes passeios ao luar pelo calçadão de Cascais. Tantas vezes inspirada pelos livros do Jorge Amado, que devorei avidamente na idade dos antagonismos. “Pastoreávamos a noite” escrevia o célebre autor na primeira linha do seu romance, <em>Os Pastores da Noite</em>. Assim o fazia eu, guiada pela Lua, pastora da noite e dos seus mistérios. &nbsp;</p>



<h1 class="wp-block-heading"><span style="color:#b27e4c" class="has-inline-color">O Ciclo da Lua</span></h1>



<p><strong>O ciclo da Lua</strong> convida-me diariamente a “pastorear” a minha noite, ou seja, o território desconhecido dos meus sentimentos, emoções e vazios através da sua transitoriedade. Tal como a Lua que se mantém em constante movimento, mudando diariamente, também mudam as nossas emoções e disposições, neste espaço interno, escuro e fértil que nos permeia, o nosso subconsciente.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Faço uma pausa enquanto escrevo estas palavras,</h4>



<p>a casa finalmente silencia. O fogo exala o seu último suspiro e a cadela enrosca-se nela mesma para se ajustar à falta de calor. Paro de escrever para não incomodar o silencio. Lá fora a coruja pia num compasso ritmado, quase que consigo contar os intervalos do seu chamado solitário.</p>



<p>A noite é fria, por entre as mantas afino a visão, fecho o computador por momentos para apreciar o espetáculo sem distrações, aquele momento em que a “madrinha” chega, vestida de prata e glória, penetrando de mansinho através dos vidros e afaga-me a face. Vejo de repente nascer uma nova realidade – <strong>a realidade lunar</strong>. Tudo brilha, numa qualidade noturna e sábia que só a lua sabe conferir. O que ainda há pouco estava na sombra revela-se perante os meus olhos e sei no meu coração que esta revelação é uma oportunidade. Agradeço e aspiro os raios prateados da Lua através dos meus pulmões, na esperança de iluminar os cantos côncavos do meu interior.</p>



<p>Posso sempre contar com a “minha madrinha”, não importa onde vivo, a minha idade ou a condição socioeconómica.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Todos os meses,</h4>



<p>quando a Lua chega ao culminar do seu afastamento do Sol e se faz cheia repete-se o mesmo ritual, independentemente da estação do ano ou de estar pessoalmente disposta a receber, ou não, as suas bênçãos e revelações. Dentro da impermanência que caracteriza a vida, de tudo o que é incerto neste mundo, sei que posso sempre contar com a Lua cheia. Virá pontualmente adornar a minha sala com a mais fina luz de prata e iluminar os cantos mais escuros e inacessíveis do meu interior.</p>



<p>Observar a lua transformar-se dia a dia, ciclicamente, deu-me chão e segurança numa fase da vida onde tudo muda constantemente, onde de meninas passamos a moças e de moças a adultas, numa velocidade que mal dá para fazer despedidas do que foi e do que pensamos que queremos ser.</p>



<p>Trabalho como astrológa desde os 22 anos de idade. No entanto apesar das fases da Lua e o zodíaco, estarem intimamente ligados, só lhes uni as pontas há alguns anos.</p>



<p>Aos 20 estava, como é próprio da idade, estava muito investida em desenvolver-me intelectualmente e lutava para provar que era digna de me sentar à mesa dos adultos, que é como quem diz, ser aceite pela sociedade. Há sempre uma fase das nossas vidas onde parece que não há tempo para as coisas menores e infantis, onde temos que cortar com os laços que nos ligam ao maravilhamento da infância. A verdade é que maravilhamento e vulnerabilidade andam de mãos dadas e &nbsp;nessa altura eu fugia a sete pés de qualquer coisa que me pudesse fazer sentir frágil. Foi assim que deixei para trás a simplicidade de cultivar uma relação viva com o céu estrelado essa que cultivava aos 15/16 e agarrei-me aos livros para entender o mundo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Aprendi a contemplar os céus muito nova,</h4>



<p>graças á minha mãe. Nas noites mornas de verão, sentava-me no seu colo e juntas contemplávamos a paisagem noturna.</p>



<p>A vista era a de um descampado sobre o qual se ergue a capela de Nossa Senhora de Porto Salvo.<br>Reza a lenda que após um naufrágio, um grupo de marinheiros andava no mar à deriva e tiveram uma visão de Nossa Senhora, que lhes disse que se rezassem com fé, os guiaria até um porto seguro. Foi assim que os marinheiros chegaram ao lugar conhecido agora como Porto Salvo, uma freguesia que pertence ao concelho de Oeiras. Ergueram então uma capela em honra de Nossa Senhora como forma de agradecimento.</p>



<p>No entanto, apesar da materialização de um milagre mariano em frente à janela, eu e a minha mãe, elevávamos o olhar para o céu estrelado e eram as estrelas e as árvores, cujas copas competiam com o 2º andar onde vivíamos, que nos serviam de altar.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Este talvez tenha sido o maior presente que recebi na vida, o mais importante de todos: saber ver na natureza o meu altar.</h4>



<p>É sob um céu semelhante, &nbsp;num outro lugar, livre de candeeiros que contaminam a vista, que escrevo este artigo.</p>



<p>Olho para a minha relação com o <strong>ciclo da Lua</strong> e a <strong>astrologia</strong> como uma herança, que começou a ser tecida na pré-história, quando começámos a perceber a ligação entre o cosmos e os ciclos da Terra. Esta foi passada de geração em geração por parteiras, curandeiras, agricultoras, pescadores e tantas outras artes ligadas à terra e à sobrevivência das comunidades.</p>



<p>A relação íntima e profunda com o <strong>ciclo da Lua</strong> surgiu na minha vida depois de um sério esgotamento, tinha 35. Supostamente, depois de estar desde os 19 anos profundamente ligada ao desenvolvimento espiritual e pessoal, deveria ter conseguido as ferramentas necessárias para não cair, não desabar, não perder o controle da vida, mas a vida, tal como a Lua, tem os seus ciclos e estes ciclos não se controlam, navegam.</p>



<p>O encontro diário com o ciclo da Lua pelo zodíaco e as fases do ciclo Lua/Sol &nbsp;que mantenho desde então têm-me ensinado, através da presença e da auto-observação a entender e aceitar o fluxo da vida. A respeitar as alturas de pousio, a hora de avançar e colocar as sementes à terra, a hora de ser disciplinada e consistente, a hora de aproveitar expandir as asas e voar e o tempo de não fazer nada acolhendo a velha morte.</p>



<p>Talvez a lição mais importante que aprendo todos os dias  é a de me relacionar com o tempo e o espaço desde um profundo sentido de respeito e curiosidade. Esta curiosidade por sua vez fomenta o meu sentido de pertença à vida, ao mundo e ao &#8220;corpo das coisas”.</p>



<p>Lancei este mês o <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/"><span style="color:#9accb1" class="has-inline-color">Curso Pastoras da Noite</span></a> como um guia para a navegação e fluidez, dançado ao som da música das estrelas e do coro das águas que correm nas veias da Terra. A intenção é oferecer uma forma simples mas extremamente profunda de fortalecer diariamente a intenção de reencontrar o caminho para o centro – a âncora da nossa pertença à Vida.</p>



<p>Todos os meses, durante 29 dias, Sol e Lua dançam a dança arquetípica que espelha a dinâmica de todas as relações, refletindo as leis fractais da vida/morte/vida.</p>



<p>Todos os meses temos a oportunidade de aprender a observar, através da passagem da Lua pelos vários arquétipos do zodíaco, as várias nuances da nossa relação com o todo, representada arquetipicamente pelos signos e pelas geografias do zodíaco.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Observar e registar a nossa relação com o ciclo lunar oferece-nos a possibilidade de fazermos pazes com a &#8220;impermanência ordenada&#8221; da vida.</h4>



<p>As inscrições estão abertas para o Curso que terá início em Março, podes saber mais aqui <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/"><span style="color:#9accb1" class="has-inline-color">https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/</span></a></p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



<p>Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha&nbsp;<span style="color:#9accb1" class="has-inline-color">newsletter mensal.</span> A cada Lua Cheia eu envio um e-mail com novidades e inspiração.<br><a rel="noreferrer noopener" href="https://anaalpande.us14.list-manage.com/subscribe?u=aacc472d700ba3f302d1f98e9&amp;id=314e93b9ef" target="_blank"><span style="color:#9accb1" class="has-inline-color">Subscreve o correio da Lua Cheia</span></a></p>



<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://anaalpande.com/a-lua-astrologica-e-o-ciclo-da-lua/">A LUA ASTROLÓGICA E O CICLO DA LUA</a> aparece primeiro em <a href="https://anaalpande.com">Ana Alpande</a>.</p>
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		<title>CUIDA DO TEU FOGO, alimenta a chama que arde no altar do teu coração</title>
		<link>https://anaalpande.com/cuida-do-teu-fogo-alimenta-a-chama-que-arde-no-altar-do-teu-coracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2021 12:04:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[mito da heroína]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
		<category><![CDATA[capricórnio]]></category>
		<category><![CDATA[carneiro]]></category>
		<category><![CDATA[elemento fogo]]></category>
		<category><![CDATA[fogo]]></category>
		<category><![CDATA[leão]]></category>
		<category><![CDATA[os elementos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cuida do teu Fogo. Alimenta a chama que arde no altar do teu coração O caminho da Gratidão não é para crianças: é o caminho dos heróis ternos, os heróis da ternura que, aconteça o que acontecer, continuam a arder no altar do coração a chama da devoção. Rumi (Tradução do Inglês, por Ana Alpande)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: left;"><strong>Cuida do teu Fogo. </strong><strong>Alimenta a chama que arde no altar do teu coração</strong></h5>
<em>O caminho da Gratidão não é para crianças:</em>

<em>é o caminho dos heróis ternos, os heróis da ternura que,</em>

<em>aconteça o que acontecer,</em>

<em>continuam a arder no altar do coração a chama da devoção.</em>

<em>Rumi</em>

<em>(Tradução do Inglês, por Ana Alpande)</em>
<p style="text-align: left;"><!-- /wp:post-content --><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: left;"><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: left;"><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: left;"><!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: left;"><!-- /wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/quatro-elementos-na-astrologia/fogo/">O Fogo</a> está diretamente ligado ao espírito.</strong></p>
<p style="text-align: left;">É através do Fogo que temos acesso ao espírito das coisas. Na nossa consciência esse fogo traduz-se pela imaginação.</p>
<p style="text-align: left;">O Fogo é o pai de todas as imagens.</p>
<p style="text-align: left;">Podemos dizer que é através do Fogo que acedemos à nossa luz interna, à nossa realização pessoal. Ou por outras palavras, sem alimentar o fogo da nossa criatividade, sem a coragem e a ousadia de expressarmos a verdade que arde no nosso coração, não poderá existir realização.</p>
<p style="text-align: left;">O Fogo esteve desde tempos longínquos ligado à religião, re-ligando o homem à dimensão divina. Não é de admirar, imaginem a vida na Terra sem Fogo! Antropólogos dizem que a evolução da humanidade se deu a par e passo com a nossa capacidade de dominar o Fogo e o primeiro fogo a que os humanos tiveram acesso, foi o fogo gerado pelos trovões, então o Fogo para o homem antigo, vinha directamente dos céus, dos Deuses.</p>
<p style="text-align: left;">Para comungarmos com o Divino (independentemente da definição de Divino que utilizamos), precisamos primeiro comungar com o nosso Fogo interno, descobrir o que nos anima, exalta e apaixona e precisamos dessa faísca, dessa ignição que coloca as forças vitais a correrem através das nossas veias, o nosso sangue a circular.</p>
<p style="text-align: left;">Após descobrirmos o que nos dá “animo”, é necessário percorrer o caminho de volta a esse estado com regularidade, para não deixarmos apagar a luz que nos leva de volta a casa.</p>
<p style="text-align: left;"><em>“Nós somos o Fogo que arde na taça e ao mesmo tempo a taça&#8230; a nossa faísca divina revela-se através do nosso Sol, conduz-nos através de Marte e ilumina as possibilidades através de Júpiter.</em>” &#8211; <em>Darby Costello (adaptado).</em></p>
<p style="text-align: left;">Alcançamos o nosso Fogo através das imagens que vivem no centro do nosso Sol, na morada do Self e perdemos contacto com o nosso Sol, quando começamos a deixar de ver as imagens que nos animam, aquelas individuais, secretas, sagradas, que iluminam o nosso coração.</p>
<p style="text-align: left;">Perdemos contacto com o nosso Fogo quando deixamos morrer a nossa criatividade ou quando as nossas ações se tornam vazias, desprovidas de significado.</p>

<h5>A base de uma vida com intenção, está num Fogo interno bem alimentado.</h5>
<p style="text-align: left;">Fogo gera Imagem</p>
<p style="text-align: left;">Imagem gera Intenção</p>
<p style="text-align: left;">Intenção gera Acção coerente</p>
<p style="text-align: left;">Muitas vezes temos acesso a este <strong>Fogo primordial</strong>, quando de repente no tecido da realidade se abre um corte através do qual emerge uma imagem, ou uma luz que nada mais pede de nós a não ser silêncio e quietude.</p>
<p style="text-align: left;">Saber vivenciar uma experiência mística, sem querer agarrar ou confiná-la às leis da matéria também pode ser uma grande aprendizagem. Pode muitas vezes alimentar a chama sagrada que nos guia para dentro e fora dos labirintos das nossas crises espirituais, como que carregando uma bateria de emergência que se aciona quando perdemos o caminho de volta a casa (e durante os vários ciclos vividos numa vida, podemos por mais do que uma vez ter de recorrer a essa bateria).</p>
<p style="text-align: left;">Então, quando vivemos um momento transcendente que não sabemos explicar, o mais sábio é permitir-mo-nos saborear o momento, através da impermanência do próprio tempo.</p>

<h5 style="text-align: left;">Então na Astrologia temos três tipos diferentes de Fogo:</h5>
<p style="text-align: left;">1º Fogo &#8211;  Carneiro – Casa 1 &#8211; regente  Marte</p>
<p style="text-align: left;">2º Fogo –  Leão &#8211; Casa 5 &#8211; regente  Sol</p>
<p style="text-align: left;">3º Fogo – Sagitário &#8211; Casa 9 – regente Júpiter</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="alignnone  wp-image-34317" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/03/fogo-pagina2-300x300.png" alt="" width="318" height="318" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/03/fogo-pagina2-300x300.png 300w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/03/fogo-pagina2-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/03/fogo-pagina2-600x600.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/03/fogo-pagina2-1024x1024.png 1024w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/03/fogo-pagina2-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/03/fogo-pagina2-768x768.png 768w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/03/fogo-pagina2-500x500.png 500w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/03/fogo-pagina2-1000x1000.png 1000w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/03/fogo-pagina2.png 1080w" sizes="(max-width: 318px) 100vw, 318px" /></p>
<p style="text-align: left;">Uma vez que o domínio do Fogo é o domínio das imagens e da imaginação, pessoas regidas por Fogo podem ficar muitas vezes retidas na imagem original, sem serem capazes de fazer a conversão entre o Fogo das possibilidades e as limitações da realidade.</p>
<p style="text-align: left;">Todos os signos de Fogo precedem signos de Água. Carneiro é originado através das águas oceânicas de Peixes, Leão das águas “amnióticas” de Caranguejo e Sagitário das águas profundas de Escorpião. A função das águas é a de purificar o nosso veículo, para que este possa receber e conter o Fogo que nos leva à acção coerente.</p>
<p style="text-align: left;">Olhar para o fogo do nosso mapa natal ajuda-nos a perceber como purificar o nosso veículo interno, de forma a poder alimentar e cuidar do nosso Fogo na medida certa.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>E tu? Como cuidas do teu Fogo?</strong></p>
Em Março irei iniciar um curso online, sobre esta temática: Os <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/quatro-elementos-na-astrologia/">4 Elementos na Astrologia</a>. Se te interessar, podes descobrir mais acerca deste tema e do curso <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/quatro-elementos-na-astrologia/">nesta página</a>.
<p style="text-align: center;"><em>Amor.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Amor é o nome desconhecido,</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Por detrás das mãos que teceram</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>A camisa de chamas insuportável</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Que nenhum poder humano pode remover.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Podemos apenas viver, podemos apenas aspirar</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Consumidos tanto por fogo como por fogo.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>T.S. Elliot – Four Quartets</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>(Traduzido do Inglês por Ana Alpande)</em></p>
<p class="vc_custom_heading"><strong> </strong></p>
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		<title>Eclipses &#8211; O Convite</title>
		<link>https://anaalpande.com/eclipses-o-convite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2020 18:35:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eclipses &#8211; O Convite Segunda feira é dia de Lua Cheia e Eclipse Lunar em Gémeos. Desde Maio a Dezembro de 2021 que os Nodos Lunares estarão a transitar pelo eixo Gémeos/Sagitário e teremos uma série de eclipses que nos convidam a integrar os temas e as áreas envolvidas neste eixo. O primeiro eclipse desta</p>
<p>O conteúdo <a href="https://anaalpande.com/eclipses-o-convite/">Eclipses &#8211; O Convite</a> aparece primeiro em <a href="https://anaalpande.com">Ana Alpande</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h5 class="wp-block-heading">Eclipses &#8211; O Convite</h5>



<p class="has-text-align-left">Segunda feira é dia de <strong>Lua Cheia </strong>e<strong>  Eclipse Lunar em Gémeos</strong>.</p>



<p>Desde Maio a Dezembro de 2021 que os <strong>Nodos Lunares</strong> estarão a transitar pelo eixo <strong>Gémeos/Sagitário</strong> e teremos uma série de eclipses que nos <strong>convidam</strong> a integrar os temas e as áreas envolvidas neste eixo.</p>



<p>O primeiro eclipse desta &#8220;época&#8221; <strong>Gémeos/Sagitário</strong> foi a 5 de Junho,<a href="https://anaalpande.com/lua-cheia-eclipse-lunar-em-sagitario/"> escrevi sobre ele e sobre as novas religiões do século XXI</a>.  Parece-me que será tema   prevalente durante estes próximos tempos.</p>



<p>Ou seja, no que podemos realmente acreditar? Quem ou o quê tem o poder de &#8220;iluminar&#8221; a nossa <strong>verdade</strong>?</p>



<p>Para mim esta época é um <strong>convite</strong> a sermos <strong>raízes em propagação</strong>.</p>



<p></p>



<h5 class="wp-block-heading">A Última Temporada de Eclipses</h5>



<p>Durante  fins de 2018 e início de 2020, foi o eixo <strong>Caranguejo/Capricórnio</strong> que esteve a eclipsar os lugares vazios do nosso vinculo ao Mundo, as estruturas obsoletas e as falsas sensações de segurança.</p>



<p>Escrevi bastante sobre estes eclipses e mais do que escrever, senti-os no mais fundo de mim. Na forma como tudo o que considerava como garantido foi eclipsado e precisei construir &#8211; contruindo, num verbo infinito,  a minha definição de segurança e pertença.</p>



<p></p>



<h5 class="wp-block-heading">Nesta Temporada</h5>



<p>O <strong>convite</strong> deste eixo, parece-me ter muito a ver com a propagação de raízes, com a capacidade de estar no meu lugar e ainda assim chegar longe na minha acção. <strong>Gémeos</strong>, oferece-nos essa capacidade de sermos sistemas radiculares, construírmos pontes,  sermos lugares de passagem entre duas margens que à primeira vista, parecem totalmente opostas.</p>



<p>O arquétipo de <strong>Gémeos</strong> traz consigo esta capacidade de se mover entre mundos sem ficar preso em nenhum deles. </p>



<p></p>



<h5 class="wp-block-heading">Enraizar</h5>



<p class="has-text-align-left">É aqui que começa a aprendizagem deste eixo. Para sermos pontes, raízes em propagação, somos<strong> convidadas</strong> primeiro a saber quem servir. Onde está essa luz maior que irradia a visão do absoluto em nós? Isso a que eu gosto de dar o nome de <strong>Grande Mistério</strong>. </p>



<p class="has-text-align-left">É aqui que entramos no arquétipo de <strong>Sagitário</strong> e na energia da Graça.</p>



<p>Então por um lado temos a imagem da ponte, do outro o convite a acolher a Graça nas nossas vidas. A irradiar a sua luz e sermos porta-voz da sua mensagem.</p>



<p>Estes serão tempos bem interessantes!</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/zodiaco_eclipses.jpg" alt="" class="wp-image-33899" width="563" height="563" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/zodiaco_eclipses.jpg 750w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/zodiaco_eclipses-100x100.jpg 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/zodiaco_eclipses-600x600.jpg 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/zodiaco_eclipses-300x300.jpg 300w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/zodiaco_eclipses-150x150.jpg 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/zodiaco_eclipses-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 563px) 100vw, 563px" /></figure></div>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Os Nodos Lunares </strong></h5>



<p>Os <strong>nodos lunares</strong> são pontos muito importantes num mapa. Falam de Passado e Futuro, não como uma linha recta, mais como um círculo,  onde caminhamos para o centro do paradoxo. </p>



<p>Vejo nos nodos lunares a mais bela representação dos princípios ligados ao símbolo do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ouroboros" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ouroboros</a>.</p>



<p>Todas trazemos no nosso <a href="https://anaalpande.com/astrologia/consultas/mapa-natal/">Mapa Natal </a>um paradoxo específico, cuja integração leva à progressão da nossa história, ao consumar do  compromisso com o nosso <strong>propósito de vida</strong>. Ou seja no ano que nascemos os <strong>Nodos</strong> transitavam por determinado eixo e esse será o nosso eixo de evolução.</p>



<p>Mas porque tudo é movimento, dança e integração, a cada 1/2 anos os <strong>Nodos</strong> transitam de eixo, num movimento retrógrado, um <strong>convite</strong> a evoluir e integrar opostos em nós. E fazemo-lo colectivamente, porque cada uma de nós traz para integrar a sua parte deste grande Todo que é o princípio arquetípico do eixo em questão.</p>



<p></p>



<h5 class="wp-block-heading">Nodo Sul ou a Cauda do Dragão</h5>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/glifo-nodo-sul.png" alt="" class="wp-image-33897" width="41" height="41" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/glifo-nodo-sul.png 225w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/glifo-nodo-sul-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/glifo-nodo-sul-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 41px) 100vw, 41px" /></figure></div>



<p>O<strong> Nodo Sul </strong>fala de Passado, daquilo que é confortável  e que muitas vezes somos inclinados a querer defender.</p>



<p></p>



<p></p>



<h5 class="wp-block-heading">Nodo Norte ou a Cabeça do Dragão</h5>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/Glifo-Nodo-Norte.png" alt="" class="wp-image-33898" width="40" height="40" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/Glifo-Nodo-Norte.png 301w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/Glifo-Nodo-Norte-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/Glifo-Nodo-Norte-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 40px) 100vw, 40px" /></figure></div>



<p>O <strong>Nodo Norte</strong> fala do grande desconhecido, do chamado que nos leva a crescer para lá das medidas do Eu.</p>



<p></p>



<p>Como digo sempre nas consultas, este não é um caminho em linha recta, é mais uma dança entre contração/expansão, sem sístole, não existe diástole. A vida do coração, essa morada da Alma, depende da integração síncrona dos dois. </p>



<p></p>



<h5 class="wp-block-heading">Eclipses como Professores</h5>



<p>Os eclipses catalizam essa integração. A cada época de eclipses somos convidadas a crescer em determinada área das nossas vidas. Os eclipses são os grandes senhores desse crescimento.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_lunar.jpg" alt="" class="wp-image-33902" width="41" height="41" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_lunar.jpg 225w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_lunar-100x100.jpg 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_lunar-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 41px) 100vw, 41px" /></figure></div>



<h5 class="wp-block-heading">Eclipse Lunar</h5>



<p>Os eclipses lunares agitam as águas da memória, mexem com o inconsciente e podem ser tempo de purgas e curas profundas na área do signo onde se encontram.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/sol_astrologia.png" alt="" class="wp-image-33900" width="50" height="50" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/sol_astrologia.png 225w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/sol_astrologia-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/sol_astrologia-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 50px) 100vw, 50px" /></figure></div>



<h5 class="wp-block-heading">Eclipse Solar</h5>



<p>Os eclipses solares, para mim são alturas de epifania, lugares de revelação que apontam para o futuro.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O Todo Maior</h5>



<p>É importante entender que nada na natureza acontece de forma isolada. Todos os  eclipses num determinado eixo estão encadeados e fazem parte dos ciclos evolutivos do próprio planeta. Nós como parte da Alma do Mundo, somos convidadas a integrar o paradoxo proposto pelos Nodos Lunares.</p>



<p>Para isso é importante olhar para estes fenómenos não como acontecimentos isolados, mas integrá-los na história e biografia não só pessoal como social, cultural etc&#8230;</p>



<h5 class="wp-block-heading">Os Próximos Eclipses no eixo Gémeos/Sagitário</h5>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/datas-eclipses-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-33905" width="512" height="512" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/datas-eclipses-1024x1024.png 1024w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/datas-eclipses-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/datas-eclipses-600x600.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/datas-eclipses-300x300.png 300w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/datas-eclipses-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/datas-eclipses-768x768.png 768w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/datas-eclipses-500x500.png 500w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/datas-eclipses-1000x1000.png 1000w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/datas-eclipses.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></figure></div>



<h5 class="wp-block-heading">Escuta Activa</h5>



<p>Se os eclipses são <strong>convites</strong>, então é preciso criar um espaço de escuta activa para sabermos ao que estamos a ser convidadas.</p>



<p>Esse lugar é o sítio onde o corpo se encontra, nessa paisagem desconhecida que é a sinfonia de tecidos e fluidos que somos.</p>



<p>Caminhar em nós, escutando e observando a forma como nos relacionamos com os lugares onde estamos, é a melhor forma de saber escutar o Convite, mantendo a clareza de que esse convite é como um embrulho que irá se desvelando ao longo de 2021.</p>



<p>Boas escutas!</p>



<p></p>



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<p></p>
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		<title>Ser peregrina do quotidiano</title>
		<link>https://anaalpande.com/ser-peregrina-do-quotidiano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2020 10:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>SER PEREGRINA DO QUOTIDIANO “As time remains free of all it frames May your mind clear of all it names”. John O’ Donohue Todos os dias o aprumado par de sapatos arrumado à porta de casa, aguarda pacientemente o momento de explorar as paisagens familiares do quotidiano. O chão que os sapatos pisam nunca é</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">SER PEREGRINA DO QUOTIDIANO</h3>



<p class="has-text-align-center"><em>“As time remains free of all it frames</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>May your mind clear of all it names”. </em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>John O’ Donohue</em></p>



<p></p>



<p>Todos os dias o aprumado par de sapatos arrumado à porta de casa, aguarda pacientemente o momento de explorar as paisagens familiares do quotidiano. O chão que os sapatos pisam nunca é o mesmo. Esta intimidade da sola que pisa firme o solo, não dá espaço a  ilusões de certeza.</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>O solo está em constante mudança: ar, terra, fogo, água, esculpem constantemente a face desse familiar desconhecido – o nosso chão.</strong></p>



<p class="has-text-align-left">Caminhamos pelas paisagens da familiaridade tantas e tantas vezes alheias ao convite profundo que se anuncia nas faces das nossas relações anónimas.</p>



<p class="has-text-align-left">Somos convidadas a testemunhar a magia cíclica da transformação sem que para tal tenhamos que dar provas de diplomas ou merecimentos. Apenas nos pedem presença.</p>



<p class="has-text-align-left">Ao caminhar atenta pelos arredores do meu quotidiano, vou notando as diferenças subtis nos ciclos diários dos elementos da minha paisagem. Também eles, os elementos, são regidos pelas marés cheias e vazias da Lua.</p>



<p><strong>Talvez seja a própria Lua que subtiliza a minha atenção.</strong></p>



<p class="has-text-align-left">Cresço na presença senciente de um mundo oculto que fala, oculto não porque se esconde da vista, antes porque é ocultado pelos nomes familiares, aqueles que familiarmente o designam.</p>



<p class="has-text-align-left">Este mundo velado aponta para os cantos subtis dentro de mim, aos quais só tenho acesso quando saio de casa, pronta para ser participada pela minha própria imaginação ativa. Uma imaginação que desperta enquanto passeia &nbsp;pela &nbsp;paisagem interna dos meus dias, em diálogo com a paisagem externa que também é minha, porque afinal de contas, pertenço-lhe.</p>



<p><strong>O teu quotidiano pertence-te tanto quanto tu lhe pertences.</strong></p>



<p class="has-text-align-left">As pedras da calçada que pisas todos os dias sabem que tu és a sua paisagem; viva, participativa em constante transformação. Os musgos que crescem entre as falhas dos telhados antigos da tua vizinhança também. Eles sabem quem és, todos os dias observam quando sais apressada de casa para cumprir com a tirania de um relógio cujo dono incerto, &nbsp;parece ser o dono do teu tempo.</p>



<p class="has-text-align-left">As árvores do teu bairro, observam-te silenciosas, testemunham os passos  do teu pensamento disperso.</p>



<p class="has-text-align-left">Saber caminhar as avenidas do quotidiano, comunicando com as suas paisagens, é dos maiores tesouros que podemos oferecer à nossa Alma e por conseguinte, à Alma do Mundo.</p>



<p class="has-text-align-left">Saber pertencer à familiaridade dos dias, sem determinismos, sem aprisionar o olhar nos nomes, nem nas certezas da mente discriminatória, buscando activamente o constante maravilhamento da possibilidade,<strong> o tesouro &nbsp;que só o “não saber” pode revelar</strong>.</p>



<p class="has-text-align-left">Caminhar inteira, colocando toda a totalidade do corpo em cada passo, participando de cada diálogo, cumprimentando cada esquina. </p>



<p class="has-text-align-left">Cada pisar de chão, ilumina o passo seguinte e o caminho para o trabalho, ou para o supermercado, transforma-se numa peregrinação. Numa jornada rumo a si mesma e aos  cantos voláteis desta teia sensível que comunica exactamente o &nbsp;que precisamos saber, que ilumina exactamente o que precisamos ver.</p>



<p class="has-text-align-left">Num quotidiano de constantes distrações e isolamento anímico, o que pode ser mais radical do que caminhar pelas avenidas da rotina com a ousadia de a libertar da familiaridade dos seus nomes confinantes? De permitir que as relações rotineiras estejam a &nbsp;salvo de designações seguras, para que possam se revelar permanente possibilidade.</p>



<p class="has-text-align-left">Como se a cada novo dia, o senhor Roberto da padaria, tivesse a oportunidade de ser qualquer coisa que a sua Alma precisa que ele seja.</p>



<p class="has-text-align-left">Como se tal fosse possível “só “ porque tu tens a coragem de não prender o senhor Roberto, na caixa daquilo que achas que sabes a seu respeito. Assim o senhor Roberto pode ver através dos teus olhos um reflexo limpo de si mesmo, da clareza de sua Alma.</p>



<p class="has-text-align-left">E se o verdadeiro nome do senhor Roberto, a sua Verdadeira essência for desconhecida e todos os dias ao comprar-lhe o pão, fores convidada a participar da própria peregrinação do Senhor Roberto ao centro de si mesmo? Tudo isto enquanto ele te entrega o pão de centeio e tu procuras dar-lhe o troco certo. Nesse momento, tu passas a ser a avenida do Sr. Roberto e ele a vitrine onde vais limpar as perspetivas cristalizadas do teu olhar.</p>



<p class="has-text-align-left">O meu Chorão e a minha &nbsp;Nogueira todas as manhãs, cumprimentam-me como se eu fosse tudo. Tudo o que posso ser ou não ser.</p>



<p class="has-text-align-left">Cada dia em que calças os sapatos à porta da tua casa e juntos, tu e os sapatos, pisam a familiaridade desconhecida do chão que vos suporta o peso, vocês, escrevem uma história de pertença e exploração dos territórios da Alma. Passam a ser capazes de reconhecer a teia &nbsp;viva e participativa em que simultaneamente teces e és tecida, pelo mistério inominável que se perde no território hostil das certezas. Que se perde de cada vez que acreditamos que a totalidade de qualquer coisa pode ser enclausurada no nome que lhe damos.</p>



<p class="has-text-align-left">Que o silêncio interno e o olhar fresco e limpo, possam ser os&nbsp; fiéis companheiros neste caminho de avivar a pertença na familiaridade das coisas.</p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



<p>Foto: Tiago Cerveira</p>



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		<title>Lua Nova em Virgem, cuidado com a “Nova Terra”</title>
		<link>https://anaalpande.com/lua-nova-em-virgem-cuidado-com-a-nova-terra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2020 12:27:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lua Nova em Virgem, cuidado com a “Nova Terra”. Chegamos à 3ª semana de Setembro abraçados pelo fogo. O Pantanal arde, assim como o ano passado ardeu a Amazónia numa dimensão que ultrapassou tudo o que se tinha visto até agora. Assim como no fim de 2019 a Austrália viu-se a braços com incêndios de</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="678" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/o_raso_chao_que_somos-1024x678-1.jpg" alt="" class="wp-image-33502" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/o_raso_chao_que_somos-1024x678-1.jpg 1024w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/o_raso_chao_que_somos-1024x678-1-600x397.jpg 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/o_raso_chao_que_somos-1024x678-1-300x199.jpg 300w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/o_raso_chao_que_somos-1024x678-1-768x509.jpg 768w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/o_raso_chao_que_somos-1024x678-1-500x331.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p class="has-text-align-center">Lua Nova em Virgem, cuidado com a “Nova Terra”.</p>



<p>Chegamos à 3ª semana de Setembro abraçados pelo fogo. </p>



<p>O Pantanal arde, assim como o ano passado ardeu a Amazónia numa dimensão que ultrapassou tudo o que se tinha visto até agora. Assim como no fim de 2019 a Austrália viu-se a braços com incêndios de uma violência como há muito não se via. Estes são ataques directos aos principais biomas do nosso planeta.</p>



<p>Perante tudo o que estamos a assistir, não só em termos ecológicos como políticos e sociais é normal fugir, dissociar, encontrar formas de adormecer a indignação e o medo do futuro. Acho mesmo que criar mitos e cultivar imagens míticas que mostrem um horizonte para lá do caos onde nos encontramos, é mesmo vital, para podermos manter-nos presentes e participativos nesta dura realidade.</p>



<p><strong>Agora, vivemos numa sociedade que deixou de saber ler mitos, tudo é literal, somos escravos da linearidade.</strong> E isso é perigoso, como se vê.</p>



<p>Eu pertenço a um grupo de pessoas que desde os anos 60 (90 no meu caso), tem vindo a observar com muita preocupação a destruição dos ecossistemas do nosso planeta, assim como do tecido da nossa cultura. Entrei na primeira década deste milénio à procura de soluções. Na altura pautava a vida pelas minhas aspirações espirituais e fui encontrando grupos, muitos deles filhos de movimentos dos anos 80 que defendiam a ascensão planetária e o nascimento de uma nova era, a tal “New Age”. Estes movimentos prometiam uma “Nova Terra” e nos éramos os personagens principais, aqueles que iriam através da sua vibração elevar o planeta a um novo plano de consciência. Seríamos nós e o nosso compromisso espiritual a parir um novo mundo.</p>



<p>Olhando para o estado do planeta neste momento entendo que a urgência de fortalecer a imagem de uma “Nova Terra” se faça sentir de uma forma ainda mais premente que há 20 anos atrás.</p>



<p>Neste caminho espiritual de discipulado, conheci algumas das pessoas que mais me influenciaram e que mantenho como modelos até hoje. Não porque eram muito ou pouco espirituais, mas porque eram seres humanos com a mesma grandeza de carácter que reconheço nas minhas relações mais intimas. Essa que me serviu de berço e à qual aspiro.</p>



<p>Mais do que os professores espirituais, o que ficou daquela época foram as amizades que cultivo com carinho até hoje.</p>



<p>Quando o meu filho nasceu eu renasci, não para uma “Nova Terra”, mas para a velha imperfeita, imprevisível, cruel e maravilhosamente obstinada Terra que temos. Esta que os meus pés pisam todos os dias e que generosamente testemunha a história e legado da minha família e cultura.</p>



<p>Deixei o assunto da “Nova Terra” de lado, permitindo simultaneamente encontrar novos significados para o chamado do eixo Virgem/Peixes em mim.</p>



<p>Quando comecei a estudar a obra de James Hillman, dei-me conta que para ele a inocência era algo ofensivo, daquilo que pude entender, ele defendia que o culto da inocência, da pureza e virtuosidade, tem vindo a criar uma cultura infantil, de homens e mulheres incapazes de ver a totalidade do mundo, incapazes de criar uma linguagem estética que abrace a imensidão da existência e as próprias leis da vida/morte/vida.</p>



<p>Na altura e talvez pela força do eixo Virgem/Peixes em mim, achei aquele ataque ao altar da inocência um pouco estranho já para não dizer ofensivo. Mas talvez por me ter incomodado tanto, mantive o desconforto por perto, como um desafio a questionar os meus pontos de vista e perspetivas.</p>



<p>Ultimamente entendo o que Hillman queria dizer, quando digo entendo, enfim… reduzo-me às capacidades de entendimento que tenho agora, sabendo que no futuro podem ser outras, ou seja, poderei acalentar outros olhares sobre a questão. Mas hoje, no tempo em que vivo, na dança cósmica que todos dançamos, eis o que penso sobre a “Nova Terra”.</p>



<p>Talvez se vivesse na África profunda, ou na Amazónia se fosse herdeira de uma cultura indígena cuja cosmologia e mitologia não tenham sido colonizadas, conseguisse enquadrar a dimensão mítica da imagem “Nova Terra” numa narrativa cosmológica inclusiva da totalidade e soberania da Terra enquanto identidade psíquica. Mas não pertenço a essas narrativas nem a essas cosmologias. Sou Europeia, vitima da colonização e órfã da sabedoria mítica dos meus ancestrais. Sou filha do colonialismo, corre-me nas veias o sangue da conquista e da desapropriação. Está é a verdade da minha cultura e simultaneamente a minha maior limitação.</p>



<p>As narrativas míticas actuais, muitas delas são apropriações de outras culturas, outros lugares que não os nossos. Sempre que me aproximo delas, corro o risco de as descontextualizar e ficar vítima dos grilhões inconscientes desta cultura da qual sou herdeira. Vivemos um sério problema de leitura e interpretação. A criação de significado ocorre num nível inconsciente e nesse mar não estamos sós, somos teia, fazemos parte de uma paisagem específica. De certa forma somos ao mesmo tempo crianças e adultos num ecossistema que precisa que estejamos presentes, atentos e enraizados, não só na realidade das nossas circunstancias, mas também nas limitações das mesmas. Eu sei…limitação é uma palavra nada popular nos tempos que correm.</p>



<p>Hoje em dia caminho com maior atenção às limitações impostas pela minha própria história. Talvez por isso o termo “Nova Terra” active os meus sinais de alarme.</p>



<p><strong>As palavras criam e sustêm estruturas de significado que são ditadas pela própria cultura onde vivemos, quer queiramos, quer não.</strong></p>



<p>Numa sociedade individualista como a nossa, afirmar que não és totalmente dono das palavras que usas, pode ser ofensivo, mas a verdade é que a linguística constrói-se como resposta às necessidades de uma cultura e não de um indivíduo. Se queremos construir um futuro realmente diferente do modelo actual, é importante escolher com cuidado as palavras que usamos. O inconsciente cultural do qual fazemos parte, construiu e significou um conjunto de palavras que formam a narrativa em que vivemos, a palavra &#8220;nova&#8221; é uma delas.</p>



<p>Na minha linhagem e herança colonialista, &#8216;novo&#8217; apresenta-se como a solução sempre que o velho não presta ou já não serve. Traz em si implícito o descartar do antigo para ir em busca de algo maior, melhor. Afinal de contas quando saímos da &#8220;velha Europa&#8221;, fomos explorar e expropriar o &#8220;novo mundo&#8221;.</p>



<p>O&#8221; novo&#8221; é o emblema da cultura infantil e individualista onde vivemos. É justamente parte do grande problema que temos em mão. Então se por um lado, imaginar uma “Nova Terra” é importante enquanto processo criativo e exercício de imaginação mítica, por outro deixa implícito num nível sub-consciente que o velho já não serve, que temos o dever e direito de abandonar o que destruímos e ascender a algo diferente. Clamar por uma “Nova Terra” coloca-nos novamente numa posição acima da Terra, como se o ser humano fosse o único responsável pela manutenção e destino deste nosso planeta. Como se a própria Terra dependesse dos humanos para fazer aquilo que faz à biliões de anos. A própria história da Terra está envolta em mistérios, há muito que não se sabe ainda acerca dos seus ciclos de vida/morte/vida.</p>



<p>A Terra desenvolve-se com ou sem humanos, ela é ciclicamente contínua, como aliás tudo o que existe. Nós não precisamos nos esforçar pelo novo, ele chega na hora que chega, é simples assim.</p>



<p>A consciência humana é convidada a abraçar o novo quando o trauma é integrado e re-significado na narrativa, seja individual ou cultural, acredito que esta é a “Nova Terra” em que nos encontramos, no resignificar do tecido traumático, na restauração do novo/velho terreno da consciência colectiva.</p>



<p>Do meu ponto de vista actual (que vale a que vale) o novo chega ciclicamente onde tem de chegar, alicerçado no velho, já que o tempo da evolução é um tempo espiralado e não linear. Nesta perspectiva espiralada, as referências de novo ou velho, perdem sentido.</p>



<p>O cuidado com a expressão  “Nova Terra”, levanta-se pela pobreza e aridez de imaginação mítica da nossa cultura moderna. Corremos o risco de nos apropriarmos da imagem da “Nova Terra”, de transformá-la em mais um objecto de consumo, sendo inevitavelmente nós os consumidos por esta parte da psique-colectiva que cresceu desmesuradamente. A parte masculina, do novo, do mais, do maior, do auto.</p>



<p>Ousemos estar inteiros e participativos nas dores e delícias deste novo/velho mundo.</p>



<p>Possamos gritar as injustiças em plenos pulmões, chorar a perda e a morte dos biomas terrestres como se não houvesse amanhã, pois pode não haver mesmo. Mas juntos, abraçados pelo destino comum que todos partilhamos. Suportados pelas comunidades das quais fazemos parte.</p>



<p>Está na hora de começar a falar sobre um futuro com falta de água, falta de alimentos e condições de habitabilidade, porque esta é a Nova Terra que nos espera, neste mundo concreto em que vivemos.</p>



<p>Esta é a dura verdade, a dura imagem que nós adultos infantis tapamos com anúncios e comerciais de um maravilhoso Mundo Novo.</p>



<p>Se por um lado precisamos de uma imagem imaculada de luz, vida e bondade, onde podemos ir lavar as feridas e alimentar a Alma, precisamos ao mesmo tempo sentarmo-nos à mesa com a imagem oposta e dar a ambas exactamente a mesma atenção.</p>



<p>Esta é a minha corajosa, dura e determinada invocação de Lua Nova, face aos trânsitos planetários e ao que estamos a  viver.</p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



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