Círculos de Astrologia – os 4 Elementos: Fogo, Terra, Ar e Água e o seu papel nas nossas fundações e na nossa natureza.

2ª Edição 2019 – Carcavelos e Oliveira do Hospital – Inscrições Abertas

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Os Círculos de Astrologia acontecem num ambiente intimo de aprendizagem, vivência e partilha, de forma a proporcionar ferramentas para um trabalho individual com cada um dos elementos através do mapa natal. As vagas são por isso limitadas.

A cada círculo abordaremos o elemento em questão, a sua natureza e a sua expressão através dos signos e a sua falta/excesso no mapa.

A cada participante será dada uma cópia do mapa natal e a cada circulo cada participante terá a oportunidade de adquirir ferramentas para iniciar um olhar mais aprofundado e terapêutico do seu próprio mapa, assim como uma base para começar a olhar para as suas relações através da natureza da dança dos elementos entre si.

Desta forma estes encontros poderão servir tanto de iniciação ao estudo da Astrologia como disciplina de autodesenvolvimento quanto de aprofundamento dos conhecimentos básicos da prática astrológica.

Abordar cada um dos elementos em profundidade e em Círculo possibilita uma aprendizagem mais completa e integrada acerca da natureza não só de cada elemento, mas também da expressão mais elementar de cada um dos signos.

Este é o começo de um caminho que passa por entender a linguagem arquetípica da Astrologia usando o sentir e o experienciar, aliados ao entendimento intelectual.

1º Circulo  – Sábado

Fogo 

Elemento impulsionador, falaremos sobre Vontade, Iniciativa, Inspiração e Criação, assim como destruição e purificação. Abordaremos a qualidade do Fogo nos signos de Carneiro, Leão e Sagitário.

 Terra

Estrutura, alimento, estabilidade, abundância e prazer, abordaremos a nossa ligação ao corpo físico, aos nossos ossos e às estruturas que construímos e às vezes precisamos desconstruir. Falaremos da qualidade da Terra nos signos de Touro, Virgem e Capricórnio.

2º Circulo – Domingo

Ar 

Respiração, abertura, horizontes e estrutura mental, abordaremos a nossa relação com as ideias e os estímulos mentais, os excessos e a falta de ar na nossa vida. Falaremos das varias qualidades do Ar através dos signos: Gêmeos, Balança e Aquário.

 Água 

Utero, memórias, inconsciente, emoções, falaremos da comunicação fluida e misteriosa da água, da forma e falta de forma, abordaremos as qualidades da Água através dos signos: Caranguejo, Escorpião e Peixes.

Lisboa
19 e 20 de Janeiro – das 10h30h às 18h00

Oliveira do Hospital
26 e 27 de Janeiro – das 10h30h às 18h00

Valor de Troca: €60 + Inscrição: 20€ ( a vaga só ficara reservada após a receção do comprovativo de pagamento).

Todas as participantes obtêm um desconto de 20% na marcação de uma consulta de Astrologia comigo.

Inscreve-te aqui

Até breve

Com carinho

Ana Alpande

Círculos de Tecelagem – Curso a Arte de Tecer a Vida 2019 – Inscrições Abertas

Abriram as Inscrições para o Curso a Arte de Tecer a Vida 2019

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Senhoras da Teia da Vida,

as inscrições para o  Curso: 

Círculos de Tecelagem A Arte de Tecer a Vida 2019

encontram-se abertas

Podes descobrir mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

Teremos duas turmas, uma em Carcavelos e outra em Oliveira do Hospital.

Datas:

Curso na Livraria Mais em Carcavelos – Vagas Disponíveis

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  • Amuleto ( Invocação ) – 18 Fevereiro
  • Taça ( Convite ) – 16/17 de Março
  • Boneca (Insight) –  13 de Abril
  • Cinto do Poder ( Escolha ) – 18 de Maio
  • A Máscara ( Identidade ) – 15/16 de Junho
  • A Bolsa ( Ferramentas ) – 13 de Julho

 

As datas  dos encontros do Xaile e Espiral  serão divulgadas posteriormente.

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

Inscreve-te aqui

 

Curso em Oliveira do Hospital – Vagas Disponíveis

  • Amuleto ( Invocação ) – 9 de Fevereiro 35971452_1941365752563987_1779628134413369344_o
  • Taça ( Convite ) – 23/24  de Março
  • Boneca (Insight) – 6 e 7 de Abril
  • Cinto do Poder ( Escolha ) – 11 de Maio
  • A Máscara ( Identidade ) – 22/23 de Junho
  • A Bolsa ( Ferramentas ) – 6 de Julho

As datas dos encontros do Xaile e Espiral serão divulgadas posteriormente.

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.
Inscreve-te aqui

 

 

Valor de troca:

Inscrição €40 – inscrições até 30 de Dezembro  beneficiam de 10% de desconto no valor mensal do curso.

Prestação mensal – € 86 (caso efetuem inscrição até 30 de Dezembro, a mensalidade será € 77). As mensalidades deverão ser pagas até dia 10 do respetivo mês.

No fim do curso terás aprendido técnicas básicas de tapeçaria que te permitirão explorar a tua criatividade, saber ler e seguir um padrão, criar os teus próprios projectos, terás ferramentas de trabalho interno como:

  • montar uma teia, os princípios da trama, retirar uma peça do tear, acabamentos, tecelagem tri-dimensinal, aumentos e diminuições, cuidados a ter com a teia e com a trama.
  • saber escolher fios e as suas características.
  • a nível interno terás tecido os teus valores, terás trabalhado com as tuas crenças e descobrirás a voz da sábia dentro de ti e terás criado uma coleção de peças tecidas com intenção que contam a história da tua viagem nesta vida.
  • Terás histórias, poemas e músicas que irão acompanhar-te durante a tua viagem e o apoio incondicional de um grupo vibrante de mulheres que tal como tu, percorrem o seu interior ajustando e acolhendo os fundamentos da vida cíclica.
  • Terás perguntas e exercícios adaptadas ao trabalho com cada objeto e com a fase da vida psíquica que ele representa.
  • Manuais com as instruções e informação sobre a simbologia de cada objeto/fase psíquica.
  • objetos de poder tecidos com matérias nobres, 100% naturais, escolhidas com muito carinho para te proporcionar uma experiência táctil, anímica e criativa únicas!
  • 96h de círculo entre mulheres, de partilha e aprendizagem, de comunhão, de entrega e cumplicidade a teceres o Teu Verdadeiro EU.

Dúvidas e questões poderão ser colocadas por e-mail: circulosdetecelagem@anaalpande.com

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A placenta e a casa 4, a relação entre o fundo do nosso céu e o espaço partilhado com os nossos ancestrais.

Normalmente quando olhamos para um mapa natal olhamos para o Ascendente como o ponto da nossa entrada no mundo, a Alma vem do grande oceano das mães divinas na casa 12 e entra na atmosfera terrestre a partir  do momento que respira neste mundo pela primeira vez.

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Mas entre uma coisa e outra, vivemos uma vida intermédia, uma vida passada nas águas mornas do útero materno onde durante 9 meses de relação simbiótica vivemos os pensamentos e as emoções da nossa mãe como se fossem nossos, tendo como intermediário um órgão que tem tanto de estranho, como de misterioso… a placenta.

Esta vida intermediária é passada na casa 4, na  figura acima está assinalada como IC, abreviatura de Imun Coeli, este lugar uterino também é conhecido como Fundo do Céu. A Lua é a senhora responsável pelo ambiente da casa 4, é ela que trata das suas águas, que morre e renasce a cada vez que precisa de dar à luz algo exterior a ela mesma, é ela que tem braços longos e colo quente, tão quente que é difícil  largar o seu colo, é difícil acreditar que podemos viver, respirar e cumprir o nosso destino longe dela. Cada vez que o temos de fazer dá-se uma pequena morte, e consequentemente um pequeno renascimento.

A Lua tanto pode dar-nos o colo e o alimento que precisamos para viver, como pode nos tornar prisioneiras do seu amor e conforto.c2e9d405ffc19c1682c9a69c788b75eb

A casa 4 no seu lugar mais escuro fala-nos desta placenta, como promessa de que uma vida exterior nos espera, fora das paredes macias e mornas da barriga da nossa mãe.

Quando nascemos ela nasce connosco, fala-nos do que é  profundo, intrínseco, escondido e que temos de deixar nascer, para que tanto nós como as nossas mães possamos nascer de verdade.

Quando eu olho para a casa 4 no mapa (que representa o berço do nosso corpo emocional e o lugar onde guardamos as nossas memórias),  olho com olhos plutónicos  para esta placenta, que para mim representa a nossa ligação à sombra herdada dos nossos ancestrais, e que várias vezes durante as nossas vidas temos de deixar nascer, de olhar de frente, de passar para lá do repúdio e tocar, cheirar e sim quem sabe até “comer”, para que possamos perceber ao certo do que é que somos feitos, o que é que nos trouxe até aqui e que tanto nos alimenta e protege quanto nos condiciona e prende.

Este é um assunto fascinante para mim. Para já porque fala diretamente à minha Lua e às histórias que ela tem para contar, depois porque naturalmente atraio muitas mulheres com histórias fortes para contar, com placentas pesadas para dar à luz e com a necessidade de terem parteiras ágeis que lhes deem a mão, por isso ultimamente tenho feito desta área uma área de estudo e aprofundamento.

Eu olho para tudo isto como uma floresta, onde nós somos as árvores e os ancestrais as raízes que no escuro nos alimentam, já repararam na imagem da placenta?

Num mapa natal podemos olhar em profundidade para a casa 4, ou para a nossa Lua Natal e as suas interações e explorar este período entre vidas. Há alguns astrólogos que chegam a estudar mapas pré-natais, confesso que nunca explorei essa vertente, até porque  há tanto para aprofundar e explorar no mapa natal, nesta dimensão mais profunda que para já, sinto que tenho pano para mangas, mas é absolutamente fascinante a possibilidade de poder explorar este campo “pré-natal” mais a fundo e saber que há pessoas que o fazem.

Eu vou crescendo e aprofundando a minha arte com a ajuda de todas/os vocês, e por isso sou imensamente grata, que possamos crescer em conjunto!

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Lua Cheia em Carneiro – depois de olhar para as projeções chega a hora de olhar para o sangue. Qual é a qualidade do sangue que andas a derramar?

Esta semana volto à newsletter e ao canal no Youtube, depois de 2 meses de ausência.

Que coisa boa, estar a escrever-vos já a sentir o Outono a bater à porta, a ouvir as corujas cantar lá fora e a doce noite a embalar os dedos rápidos que fazem música com as teclas do computador.

Porque a energia desta Lua está no auge e porque a semana passada eu foquei-me exclusivamente nas relações e pouco falei de Marte que é o senhor cuja energia está a ser refletida por esta Lua de Outono, decidi adicionar aqui mais um convite à reflexão, desta vez sobre a qualidade do sangue que andamos a derramar. Todos derramamos sangue, ou nosso, ou dos outros,  pingando, ou  jorrarando.

Porque a semana de Lua Cheia é semana de video, desta vez em fez de escrever eu fiz um video a falar sobre os aspectos desta Lua que não mencionei a semana passada, mas acho importante sublinhar, e sobre o sangue, o nosso sangue.

Vamos olhar para o sangue? Vejam o video e partilhem comigo.

 

Abraço com carinho

Ana Alpande

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Lua Cheia no Eixo Carneiro/Balança, um ritual para olhar para as feridas internas projetadas pelas relações.

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A Lua Cheia este mês chega a  25 de Setembro, no eixo Carneiro/Balança, ou seja no eixo das relações.

A Lua Cheia é o momento do mês para: agradecer, perdoar, libertar, purificar.

Neste eixo, para que eu possa limpar, purificar, eu primeiro preciso de olhar para mim, para a minha relação comigo e para a forma como a mesma  é projetada nas relações com os outros. Esta é uma Lua que pode trazer ao de cima o que não anda bem no mundo das relações, porque na polaridade Carneiro/Balança, a conversa é entre o Eu e as vontades inconscientes do Eu e os Outros e a  necessidade de o Eu ser amado, ouvido e respeitado.

Muitas vezes quando o Eu se sente ferido, tende a ferir o outro, ou a aumentar ou exagerar as ações do outro.

Muitas das vezes sentimos como agressões externas as atitudes ou as palavras que tocam as nossas feridas mais internas, e é nesse campo que as relações se tornam valiosas ferramentas de crescimento pessoal, pois ao olhar para a forma como o outro me faz sentir, eu tenho oportunidade de iluminar aspetos mais escondidos da minha sombra.

E esta é uma Lua para olharmos com honestidade  para as nossas sombras projetadas nos outros.

Para mim, Balança como sou, é das Luas mais difíceis, mas também é invariavelmente a que me faz crescer mais, pois é aquela que mais fundo chega às feridas que me aplico a esconder.

Se nesta Lua te sentes especialmente agredida, emocionada, desprotegida, não vista ou ouvida nas tuas relações intimas, ou se por outro lado  és tu que estás tensa, inquieta, ou agressiva, talvez esteja na altura de perguntares a ti mesma o que é estás a projetar ou o que é que te está a ser projetado.

Esta Lua é um momento de ouro para trazer clareza às projeções que fazemos nas pessoas que mais amamos.

Costumo recomendar muitas vezes nas consultas o seguinte exercício:

Senta-te num local confortável onde não vás ser interrompida, com caneta e papel na mão:

1º Escreve de forma rápida e fluida o que sentes em relação a determinada pessoa, situação ou grupo de pessoas (desde que envolva acontecimentos externos).

2º Agora noutra folha de papel, re-escreve de novos trocando o Ele/Ela por Eu.

3º Lê os dois em voz alta, observando o que sentes.

4º Volta a ler, desta vez sublinhando o que te magoa.

5º Escreve só as partes que te magoam, reconhecendo-as como parte de ti.

No dia da Lua Cheia, podes fazer um pequeno ritual de perdão e libertação destas emoções, seguindo a seguinte ordem:

1º fazer algum tipo de exercício físico, pode ser uma caminhada com um passo mais rápido, yoga, saltar, correr, subir escadas etc… a ideia é que o teu corpo fique cansado e comece a eliminar toxinas.

2º Podes desenhar um círculo com a tua mente, ou fazer um círculo no chão (as minhas alunas podem usar o cinto do poder), e decidir nesse momento que esse círculo é o teu espaço sagrado, onde não haverão interferências.

3º Pede proteção aos teus guias, anjos, mestres etc…

4º Encontra 3 coisas pelas quais sejas grata e agradece no circulo, de forma a que a tua gratidão forme uma bolha protetora à tua volta (isto faz-se trazendo a emoção da gratidão para o corpo e inspirando-a e expirando-a, imaginando que se amplia e preenche o círculo).

5º Sintoniza-te com a Lua, e olhando para as tuas emoções em relação à forma como as tuas relações intimas te fazem sentir e ao que foi trazido à tona pelo exercício anterior;  encontra dentro de ti a força e a coragem para pedires perdão a ti mesma e às pessoas envolvidas; se isso for verdadeiro para ti… se não for, entrega à Lua, imagina os seus raios limparem as emoções do teu corpo; respira a luz prateada da Lua para que possa limpar e purificar as sombras que vieram à luz; pergunta a ti mesma, ou pede para que te seja revelado como podes integrar, o que podes fazer, o que podes mudar em ti para alterar a situação.

6º Toma um banho com sal, imagina que todas as emoções que pesam são drenadas pelo ralo.

7º Vai para a rua, encontra-te com uma árvore, com uma pedra ou com o mar. Agradece a ti mesma o tempo, a coragem e a honestidade que deste a ti mesma.

Vamos aproveitar esta Lua para cultivarmos relações mais verdadeiras, para invocarmos a coragem de assumir a nossa responsabilidade nas nossas relações, e acima de tudo para nos auto-responsabilizarmos pelas feridas que doem e por sermos nós a lambê-las e  sará-las.

Com muito amor

Ana

Ps. Em outubro vou  começar um ciclo sobre a Lua Natal e os ciclos da Lua, neste ciclo de dois círculos iremos abordar este entre muitos outros temas. Se te interessa vê o programa aqui.

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Círculos de Astrologia: A Lua de Nascimento, as fases da Lua e os ciclos de crescimento emocional.

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Os Círculos de Astrologia acontecem num ambiente íntimo e rico em aprendizagens, vivências e partilhas, as vagas são por isso limitadas.

Durantes  dois círculos, espaçados entre dois meses, estaremos a mergulhar nas águas profundas da Lua, abordando dois aspetos distintos da nossa relação com a Lua dando o espaço necessário entre ambos para que os ensinamentos possam ser absorvidos e vivenciados após cada círculo.

No primeiro exploraremos a Lua Natal e o seu significado mais profundo através do  posicionamento no nosso mapa e  das  nuances que recebe de cada signo, falaremos ainda da Lua Progredida e dos ciclos do nosso amadurecimento emocional.

No segundo  falaremos das fases da Lua, e da forma como o ciclo mensal da Lua influencia as águas dos nossos ciclos internos, assim como as possibilidades de desenvolvimento pessoal através  das Luas Cheias e Luas Novas a cada mês do ano e de como elaborar um calendário anual de trabalho interno através da Lua Nova/Lua Cheia.

A cada participante será dada uma cópia do mapa natal e progredido,  a cada círculo cada participante terá a oportunidade de adquirir ferramentas para se relacionar de forma profunda e terapêutica com a  sua Lua Natal, assim como adquirir uma base para começar a acompanhar e relacionar-se com as fases mensais da Lua e o seu ciclo anual através dos 12 signos do zodíaco.
Desta forma estes encontros poderão servir  de iniciação ao estudo da Astrologia  como disciplina de autodesenvolvimento,   ferramenta de aprofundamento e trabalho mensal para as estudantes da vida cíclica, assim como ferramenta de trabalho para facilitadoras de círculos de mulheres.

1º Circulo:   A Lua Natal e o tecido do nosso corpo emocional –  03 de Março das 10h às 18h

Neste primeiro círculo começamos por abordar a Lua de forma pessoal,  criando as bases para o reconhecimento e aprofundamento  pessoal das qualidades do nosso tecido  emocional, olhando para o nosso mapa natal e para a posição da Lua de nascimento falaremos sobre o nosso berço emocional e ancestral assim como os ciclos de desenvolvimento da nossa malha emocional através dos seguintes tópicos:

. A Lua Natal –  o nosso berço emocional e a nossa linhagem ancestral;

. A Lua através dos elementos e dos signos;

. Os ciclos do nosso desenvolvimento emocional, olhando para as progressões da Lua pelo nosso mapa;

. Como honrar a nossa Lua em todas as suas expressões incluindo as nossas carências mais profundas;

2º Circulo –  As fases da Lua, a missão da nossa Alma e o ciclo mensal de morte e renascimento – 19 de Maio  das 10h às 18h

Com as bases simbólicas e arquetípicas adquiridas no primeiro círculo iremos explorar formas práticas de nos relacionarmos com os ciclos mensal  e  anual da Lua através dos 12 signos do zodíaco.

. Neste círculo abordaremos a viagem da heroína através das fases da Lua e a sua relação com a fase da Lua em que nascemos;

. Iremos olhar para a roda anual dos meses do ano através  das Luas Nova e Cheia por cada um dos signos, aprofundando as oportunidades de crescimento pessoal em cada um dos meses;

. Falaremos ainda de rituais, meditações, mantras e questões de aprofundamento para cada um dos meses, de forma a que cada participante fique com ferramentas para criar o seu calendário anual de trabalho interno através da Lua;

Indicado para:

Estudantes e Aprendizes da Vida Cíclica e da Arte de Tecer a Vida

Estudantes de Astrologia

Facilitadoras de Círculos de Mulheres

Datas: dias 03 de março e 19 de Maio das 10h às 18h

Valor de Troca: €40 por círculo mais inscrição
Inscrição: 20€ ( a vaga só fica reservada após a receção do comprovativo de pagamento).
Todas as participantes obtêm um desconto de 20% na marcação de uma consulta de Astrologia.

Almoço vegetariano fornecido por Omfoods  – €6,5 a confirmar no acto de inscrição.

Inscrições em breve

Local: Livraria Mais Carcavelos – https://livrariamais.net/

 

 

Eclipse Total da Lua 27 de Julho – Lua de sangue em Aquário, Lua de libertação, Lua de assunção

Sabem, às vezes a vida monta o seu palco para nos oferecer um espetáculo cheio de beleza e esplendor, que nos pode alimentar, estruturar e fazer aguentar as marés mais vazias da alma. Porém tal como os antigos olhavam para os eclipses com temor, sem saber se o céu lhes iria cair em cima, muitas vezes escondendo a cabeça por entre as pernas na hora do espetáculo, também a nossa mente muitas vezes pode nos pregar a partida de ficarmos mais preocupadas em dar significado ao que tememos, ao que é intenso, ao que quer ser transpirado pelos poros das nossas entranhas, do que realmente nos entregarmos a vivenciar as sensações que o nosso corpo nos pede para serem vivenciadas, os preliminares do apogeu que culmina (neste caso) no dia 27 de Julho com o eclipse total da Lua, o mais longo eclipse do nosso século, ou seja um espetáculo único a que vamos ter privilégio de poder assistir desde as 18h às 0h28, embora em Portugal é possível que seja visível apenas apartir das 21h20 já no seu apogeu.

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A Astrologia trás consigo alguns perigos, como todas as coisas na vida que valem realmente a pena! Um deles é ficarmos presas ao que poderá vir a ser, ou vitimas da justificação astrológica para aquilo que é… Às vezes em vez de nos levar à liberdade pode nos levar ao condicionamento, já agora quem fala de astrologia fala de qualquer outra arte que dê uma explicação externa ao que sentimos dentro de nós.

Não dá para darmos voz aos nossos demônios através da voz dos outros, nem dos nossos anjos já agora. É preciso sermos nós a ter a coragem de parar, escutar e nominar.

Este eclipse no eixo Aquário/Leão do qual eu tenho vindo a escrever desde o ano passado, fala-nos da nossa voz. Da capacidade de a usarmos para expressar quem somos em verdade e totalidade, criando e recriando em nós e na sociedade de onde vivemos a forma de o fazer. Sim… é preciso encontrar a forma de o fazer, parte da viagem da heroína passa por saber quais as ferramentas que cabem na sua bolsa e que são verdadeiramente úteis no seu caminho, se essas ferramentas não existem , não podem ser encontradas, então a heroína terá de as sonhar, criar, materializar por si mesma.

Então e se este fosse o último artigo que lês sobre o eclipse de dia 27, e ao invés de continuar à procura de mais informação e justificações para a intensidade que sentes, fosses escrever, cantar, dançar, caminhar com o ter próprio ritmo, o teu próprio balançar das ancas num lugar onde te encontres contigo mesma, e abrisses espaço para que a energia tão poderosa deste eclipse possa fluir dentro de ti, sem te preocupares com os aspetos astrológicos, com os trânsitos, com nada dessas coisas. Noutros eclipses tudo isso faz todo o sentido, mas neste? Este eclipse é um presente da natureza, vai ser um espetáculo natural único neste século, a menos que estejas a contar com viver mais de 100 anos aproveita, deixa a curiosidade mental de lado esta semana, aquieta a mente e a ansiedade estando mais consciente da tua respiração, colocando por perto aquele frasco de óleo essencial que te aclama, indo mais vezes ver o mar, ou o rio, trazendo o caderno mais junto a ti, porque não ir para o trabalho por outro caminho, ou em vez de vir direta para casa para num jardim. Abre espaço para aprender com as crianças à tua volta como viver no momento, só durante estes dias, só até ao eclipse…depois logo pensas no que foi, o que quis dizer, como podes aproveitar as energias, essas coisas todas que também fazem parte do nosso desenvolvimento.

Mas esta semana, só esta semana tenta com toda a doçura colocar o medo, a necessidade de explicar, justificar, saber, em pausa, e usufrui de algo que este corpo que habitas só pode experienciar uma única vez. E talvez assim nesta grande abertura de portal, possas criar mais espaços na tua vida para estar Presente e apreciar por inteiro os milagres, os grandes espetáculos que acontecem todos os dias na nossa vida e que tantas vezes olhamos, reparamos, mas não os respiramos, não os trazemos até aos ossos onde poderão ser armazenados na memória celular de forma a servir de chão para quando a vida nos tira o tapete…sim a vida, mesmo que faças tudo muito bem, vai-te tirar-te novamente, tal como a morte também as marés baixas da vida são uma certeza, e nesses momentos será a tua reserva de momentos belos, cheios e plenos que irá te ajudar a querer levantar mais depressa, não percas este!

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Lua Cheia Eixo Caranguejo/Capricórnio criar uma estrutura segura onde te permitas ser terna contigo mesma.

Esta Lua para mim que vim de uma Lua Nova tão desafiante, está a ser um bálsamo. O eixo Caranguejo/Capricórnio é o meu eixo de evolução, então nestes dias tenho estado em casa, curiosamente porque  tantos planetas estão retrógrados sinto a oportunidade de saborear este eixo de forma mais plena e focada na nos meus planetas pessoais.

E posso começar por vos fazer perguntas relacionadas com esta Lua como por exemplo:

Como que fluidez ou rigidez andam a expressar as vossas emoções?

Como está o equilíbrio casa/trabalho?

Como anda a vossa ambição? Apagada ou a apagar a vossa vida intima?

Até que ponto andam a reprimir as vossas emoções ou as emoções dos outros?

Até que ponto é que se resignaram com o estado das coisas?

Todas estas perguntas são válidas e refletem  o espectro desta Lua, mas não é sobre isso que quero falar…

Quero falar sobre tecelagem, sobre a Arte de Tecer a Vida, sobre tecer com esta Lua uma estrutura, um espaço sagrado onde é seguro ser vulnerável, onde é seguro libertarmo-nos das expectativas dos outros e das nossas, onde estamos protegidas do que o exterior projeta em nós e que tantas vezes nos esmaga.

Reparem bem na  imagem, o que é que vocês vêm?

Uma moldura certo? Antes de mais uma moldura, que suporta, que apoia, que permite materializar alguma coisa, esta é a função do tear, ele é a ferramenta com a qual podemos construir a nossa visão maior, através da qual podemos expressar o Eu.

tear do destinoQuando somos crianças esta estrutura é nos dada pelos pais, arquetipicamente este é o papel do masculino, o que protege, o que provê, o que se certifica que existem condições para que a vida se propague, para que haja continuação no processo de trazer nova vida ao mundo.

E onde é que essa nova vida é gerada? No interior, dentro da moldura na interceção entre a teia (fios verticais) e a trama (fios horizontais), aqui estamos no mundo do principio feminino, que cuida, alimenta, nutre, dá permissão, acolhe as primeiras quedas, as primeiras asneiras, os primeiros erros. Permite-nos chorar, rir, e aprender a linguagem das emoções.

Esta Lua fala-nos da nossa relação enquanto adultas com a estrutura masculina de  prover, educar para o mundo, para a vida, a estrutura que nos permite ir para o mundo em segurança, física e emocional, e a forma como permitimos que a nossa vulnerabilidade, os nossos erros, as nossas tristezas e as nossas derrotas, em suma a nossa carência, se expresse e manifeste neste moldura que (na vida adulta) nos é dada pela sociedade e o papel que ocupamos nela.

Eu posso identificar-me totalmente com a minha vida externa, ou estar no conforto da familiar vida interna.

Na Lua Cheia somos convidadas a olhar para cada um dos pólos e ver a sombra do pólo oposto projetada, é uma oportunidade de integração.

Há algo muito interessante sobre o qual vos convido a refletir durante esta Lua, até porque à luz dos próximos eclipses de Julho/Agosto que vão fechar o ciclo de eclipses Leão/Aquário, muitas pessoas foram chamadas para expressar a sua voz, a sua autenticidade, a sua criatividade. Muitas pessoas querem mudar de vida, de carreira, então agora reflitam nisto:

O que é que vos sustêm, protege e dá estrutura? Como é a qualidade desta estrutura? Ela permite-vos criar, ela é maleável e cresce e contraí convosco, ou mantem-se fixa sob qualquer circunstância? E como é que isso vos faz sentir? Presas, seguras, reprimidas, sofucadas, livres para poderem expressar as vossas emoções?  Na vossa resposta não há certo nem errado, apenas a verdade, a vossa verdade, e o que vocês querem fazer com ela.

Existem dois grandes pilares que nos sustêm e sob os quais evoluímos durante a vida: pilares materiais e pilares emocionais, não existe verdadeira estrutura sem estes dois tipos de pilares,  em termos evolutivos vida material e vida emocional andam a par e passo. O tempo que Saturno demora a retornar a si mesmo é mais ou menos o mesmo que a Lua progredida leva a voltar ao local de nascimento. Estes grandes pilares avançam passo a passo e nesta lua temos a possibilidade de parar e fazer um “diagnóstico” das estruturas através das quais podemos viver e expressar quem somos.

Fica a reflexão.

Vou de férias, por isso durante o mês de Julho não haverão posts no blogue, volto em Agosto para os círculos de Astrologia sobre os Elementos, sobre os quais podem saber mais aqui (ainda tenho duas vagas).

Voltarei às consultas por Skye na última semana de Julho e às consultas presenciais em Carcavelos na primeira semana de Agosto.

Até breve

Com carinho

Ana

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Lua Nova em Gêmeos, reconhecendo o espaço vazio entre as zonas iluminadas e as zonas escuras da psique.

Lua Nova em Gêmeos!

Para mim que sou uma mulher do Ar, esta é uma das luas, senão a Lua Nova mais exigente do ano, a Lua ao se esconder no céu, deixa-me especialmente vulnerável talvez por isso este post tenha demorado um pouco mais a sair.

Para mim Gêmeos é um dos signos mais subestimados do zodíaco, não tenho a certeza se até hoje conseguimos realmente entender a profundidade e o tremendo desafio, que as pessoas com forte energia em Gêmeos têm pela frente.

Conhecem o mito de Pollux e Castor?

“Tão semelhantes eram, que os mortais
Um do outro jamais distinguiriam.
Tinham armaduras brancas como a neve
E brancos como a neve os seus corcéis.
Jamais forjas terrenas fabricaram
Tão brilhante armadura, ou em terrena
Fonte a sede matou corcel tão belo.
Volta em triunfo o chefe, que nas provas
Incertas do combate sempre vira
O calor dos irmãos inseparáveis.
Volta o navio ao porto, em segurança,
Desafiando o mar e as tempestades
Que a bordo estavam os poderosos gêmeos.”

In: Macaulay – Cantos da Roma Antiga

“Castor foi morto e Pólux, inconsolável com a perda do irmão, pediu a Júpiter que lhe permitisse oferecer a sua própria vida pela do outro. Júpiter consentiu que os dois irmãos vivessem alternadamente, passando um dia na terra e outro na morada celestial. Segundo outra versão, Júpiter recompensou a afeição dos irmãos, colocando-os entre as estrelas, como Gemini, os Gêmeos.” –

retirado de: http://amitologianahistoria.blogspot.com/2010/08/mitologia-grega-castor-e-polux.html

Assim Pollux e Castor, apesar de terem partilhado o mesmo destino nunca mais se puderam ver.

Então em Gêmeos existe uma fenda, um vazio existencial que não se tenta preencher ou colmatar, o vazio é aceite, simplesmente pelo que é, um vazio, algo que separa duas entidades iguais, mas separadas, uma vive na sombra e outra vive na luz, e assim é na ordem superior das coisas.

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(Para mim Gêmeos é o signo que possuí a chave para chegar ao Unicórnio, o Centro do Mapa Astral onde todos os opostos se convertem na unidade.)

Na Lua Nova o Gêmeo que está nas trevas fala mais alto, e na sua voz podemos ouvir os murmúrios daquilo que em nós precisa vir à luz da mente.

Por causa desta busca incessante de um Gêmeo pelo outro, muitas vezes o maior desafio representado pelo arquétipo de Gêmeos, é o desafio de ouvir, de permanecer tempo suficiente numa conversa ou numa ideia, para realmente poder ouvir a outra parte, pois quando Gêmeos comunica muitas vezes o que ele busca é o reflexo daquele que está escondido, mesmo que inconscientemente, então nem sempre a comunicação em Gêmeos é direcionada, muitas vezes ela responde a um impulso que vem do inconsciente, uma espécie de contenda incessante em busca de algo que foi perdido, o problema é que esta conversa com o que está escondido pode suscitar no outro, incómodo e dificuldades em se relacionar com o que a pessoa de Gêmeos lhe está a projetar.

Então esta Lua Nova é muito importante para avaliarmos a nossa capacidade de comunicar. Como está a nossa comunicação? Somos ouvidas? Sabemos realmente ouvir o outro, ou nós mesmas?

Estamos a ser honestas em relação aos nossos sentimentos? E com que verdade estamos a ser capazes de comunicar o que realmente sentimos?

Gêmeos também nos fala da forma como aprendemos, como processamos a informação. E esta Lua é também uma oportunidade para refletir na qualidade da informação que andamos a consumir e na nossa capacidade de a reter e depois passar ao outro, partilhá-la fazê-la circular…

Parece pouca coisa, mas… se não soubermos comunicar connosco mesmas como é que alguma vez vamos ser capazes de saber as nossas reais necessidades? O que realmente precisamos?

Se as Luas Novas são a altura ideal para invocarmos o que queremos manifestar na nossa vida e no nosso planeta, precisamos de Gêmeos tão simplesmente para sabermos identificar o que realmente queremos manifestar.

Então nesta Lua convido-te a perceber a energia de Gémeos em ti, em que area da tua vida é que a dualidade é mais obvia e de certa forma inevitável? O que é que te impele a comunicar? Qual é a tua relação com o ambiente que te envolve? Com as paisagens do teu quotidiano, os vizinhos, os irmãos, os primos, as pessoas com quem partilhaste e trocastes informação, que te mostraram os teus potenciais mas também o teu lado mais sombrio, as tuas falhas, o que está do outro lado da luz? E que relações tens com essas pessoas hoje em dia?

Que esta Lua seja útero fecundo para uma comunicação mais profunda e verdadeira contigo mesma e com o teu meio envolvente.

Quero ainda dizer que gravei um video para sobre os círculos de Astrologia sobre os 4 Elementos, para explicar o que é “isto” de aprender Astrologia em círculo, convido-te a vê-lo aqui: https://youtu.be/dIwqyUBOd7U

Abraço com carinho

Ana

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Proteção energética: defesa ou acolhimento? Uma simples questão de semântica que pode mudar a forma como cuidas do teu campo energético.

Quanto mais empática a pessoa, mais dificuldade em aceitar e perceber a necessidade de se proteger. Na verdade eu própria resisti muitas vezes a “proteger-me” dos outros, fosse com que técnica fosse. Sempre o fiz, porque sempre sofri no corpo físico e não só as consequências de não o fazer, mas nunca o aceitei nem compreendi completamente, talvez por isso nunca tenha sentido uma real eficácia nos métodos que utilizava.

O que é que é isto de proteger? Do que é que eu tenho de me protejo afinal? Neste blogue já convidei a Cristina Méga a escrever sobre o assunto e ela fê-lo muito bem, se quiserem relembrar podem ver aqui para recordar, ou saber mais.

Existem muitos e bons argumentos que insistem que devemos proteger a nossa energia e o nosso espaço anímico.  Para a maioria de nós, ao nos protegermos estamos a defender-nos de alguma coisa.

Mas a grande verdade é que pessoas com um nível alto de empatia, naturalmente “acodem” energeticamente pessoas, criaturas, almas, plantas que estejam em dor e sofrimento, afinal faz parte naturalmente do pacote de se ser empático, mas a grande lição que precisamos aprender é que cada Alma (encarnada ou não), merece a dignidade de caminhar pelos seus próprios pés.

Quando eu me perco de mim e entro pelo outro adentro, ou quando permito que o outro se perca de si em mim, ou ainda quando permito que alguém me invada, me retire aquilo que é vital para mim, estou no fundo a assumir o papel de salvadora ou de mártir (atenção que às vezes pode ser mais complicado e bem mais complexo, por favor não generalizem). O importante é relembrarmo-nos que, cada um precisa percorrer o seu caminho para chegar à sua mestria pessoal.

Então, aceitar o nosso papel, estarmos cientes do nosso espaço e dos nossos limites é essencial para termos uma boa higiene energética, de outra forma, podemos estar a fazer um esforço infrutífero ou a cair no extremo oposto que é fecharmo-nos com medo de qualquer coisa que nos “destabilize”. Para que eu me destabilize eu preciso me identificar 15037217_1302453119788590_4695175665484909736_ne acionar a crença de que sou de alguma forma responsável.

E repito: toda a Alma (encarnada ou não), merece a dignidade de caminhar pelos seus próprios pés.  Muitas de nós construímos os alicerces da autoestima assentes na crença de que temos a missão de ajudar, de resolver problemas, de impedir que as pessoas à nossa volta sofram, e como vivemos num mundo cheio de dor, carregamos a dor do mundo, porque no nosso inconsciente existe uma crença profunda de que esse é o nosso papel.

Será que é mesmo?

Eu  já não acredito nisso.

Acredito que empatia pode coexistir e caminhar lado a lado com: liberdade, confiança nas capacidades dos outros, entrega, confiança na sabedoria da própria vida cíclica e acima de tudo com a sabedoria de que às vezes a dor é o caminho para a salvação e saber estar ao lado de quem sofre sem querer resolver, retirar ou ter pena, pode ser extremamente curador para ambas as partes (não digo que fácil, atenção).

Então se formos ao dicionário procurar a palavra proteção, veremos que para além de defender, ela também simboliza, acolher, conter, dar guarida.

Quando me protejo, eu contenho o meu ego, dou-lhe um lugar a partir do qual ele pode se relacionar com o mundo de forma saudável,  acolho e resguardo a minha energia, pois ela não é infinita, também ela precisa de se regenerar, protejo o meu espaço interno, aquele que me permite ter foco e a atenção necessária para ouvir a voz da minha intuição, aquela que sabe quando ajudar e dar a mão e quando confiar que o outro é capaz de se reerguer sozinho.

Proteger o meu espaço anímico para além de um ato de amor próprio é também um ato de humildade. 

Todos os terapeutas que conheço, que com sucesso ajudam o outro,  cultivam com todo o carinho do mundo o seu espaço anímico, cuidam dele como se fosse um jardim pois sabem que é a única forma de serem realmente eficazes na sua missão.

Para além do post da Cristina também fiz um video com um pequeno exercício, que pratico há muitos anos, porque há alturas em que estamos naturalmente mais abertas, mais recetivas e mesmo com todos os cuidados de proteção e higiene energética acabamos por nos sentir “atacadas” ou  esgotadas e assoberbadas. Nessas alturas, faço o exercício do vídeo que aqui partilho. Simples simples e muito eficaz, experimentem.  Para além de limpar e conter o nosso campo energético, também vasculariza o cérebro e promove a circulação de oxigénio por todo o corpo.

Video – https://youtu.be/Qb1uoehWh9o

Fez-vos sentido esta reflexão?

Partilhem.

Abraço com carinho

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