Enraizar – Let’s get Down to Earth!

Como te sentes na Terra no início desde ano, sentes-te enraizada, conectada contigo. Ou nntens muito stress, não sentes o teu corpo ou não te sentes conectada à Terra?

Acredites ou não, 2018 é um ano especial. Se tu somares os números de 2018 obtens um 11, um número Mestre. Este é um ano em que podem ocorrer muitas mudanças e transformações.

Claro que queres estar bem conectada e bem centrada neste ano.

Como sabes se estás bem enraizada, como fazê-lo e como mantê-lo?

Enraizar significa conectares-te à Terra, incorporando as qualidades da tua alma na Terra, sentindo-te segura e firme nela, estando presente no aqui e agora.

Enraizar também significa que sentes cada vez mais o teu corpo e também, que podes encontrar bloqueios e dor. Muitas pessoas (sensíveis) não conseguem enraizar.

Muitas pessoas estão focadas no mundo exterior e têm pouco contacto com seu próprio mundo interior. A ligação à Terra é sentida mais como uma ameaça do que um convite.

Mas a ligação à Terra é muito importante porque te dá energia, firmeza e confiança.

Reconectar com a Terra leva-te a um contacto mais profundo contigo mesma.

Torna se mais fácil para ti ocupares o teu próprio espaço, estabelecer limites e encontrar a tua próprio base para que sejas menos dependente do mundo exterior e possas viver o teu próprio potencial.

Porque vivemos numa sociedade ocupada e o nosso ambiente a toda volta muitas vezes absorve a nossa energia, podemos rapidamente perder o contato connosco e com a Terra.

Há uma diferença em enraizares-te na natureza ou enraizares-te na sociedade. Tu podes sentir te muito bem nesta planeta, apesar do estado actual da nossa sociedade.

Estás bem enraizada se o teu corpo físico e energético estiverem bem enraizados!

Se for esse o caso, a tensão, o stress, as emoções e a agitação podem fluir para a Terra, imagina-o com um sistema de electricidade onde o pólo entra na terra para drenar a electricidade em excesso.

Nós recebemos continuamente energia de cura do cosmos através do chakra da coroa e energia da terra através dos nossos pés e do chakra base para recuperar o equilibrio.

Em muitos livros e cursos, ensina-se o famoso exercício “crescer raízes dos pés”.

Isso só funciona se tu já estas bem enraizada porque só então podes deixa-las crescer. Este é um exercício muito bom para ficar enraizado! Se não te consegues enraizar, então há um desavio em alguma área da tua vida.

A falta de enraizamento pode, por exemplo, levar a problemas de concentração, ansiedade, mau sono, insegurança, depressão, fadiga e até mesmo doenças.

Como saber se o teu corpo esta bem enraizado ou não?

Se tu não estas bem enraizada, então costumas ter respirações curtas localizadas no peito. Ficas muito na tua cabeça e não estas consciente do resto de teu corpo. Por exemplo, quando estas ocupada com a tua mente e a energia não pode flui bem através dos teus pés para a Terra.

A tua cabeça geralmente sente frio, a tua concentração é menor e sentes fadiga.

A energia pode ficar presa, por exemplo, no estômago, no intestino ou na zona lombar das costas com todos os tipos de queixas físicas.

Para enraizar adequadamente, alguns itens são importantes:

  • Intenção, tens a intenção de te conectar com a Terra
  • Respira, uma respiração profunda abdominal
  • Nutrição, álcool, drogas e açucar transformam a energia do chakra da coroa e isso pode causar inquietação
  • Cantar/rir, também podes enraizar facilmente pelo cantar, ou rindo
  • Contato, contato direto com a Terra caminhando com os pés descalços
  • Divertir, divertires-te nas coisas que fazes também te ajuda muito a estares bem enraizada.

Como sabes se o teu campo energetico está bem enraizado?

O nosso campo de energia consiste numa aura e chakras. Este campo de energia está ligado quando está conectado ao campo de energia magnético daTerra.

Se todos os chakras funcionam correctamente, a energia flui do cosmos através da coroa e através de todos os chakras para o primeiro chakra e depois para a terra.

Desta forma, estás conectada com o campo magnético e estás enraizada.

Sentes um desequilíbrio fisicamente ou emocionalmente, por exemplo, se te sentes insegura, stressada, sofres de dor ou distúrbios crónicos, estes podem ser sinais de que o teu campo de energia está desvitalizado ou desenraizado.

Algumas dicas fáceis para enraizar o teu corpo e tua energia:

  • Andar na natureza.
  • Continuamente ter uma respiração profunda faz uma conexão entre mente e sentimentos.

Então para te sentires ligada, podes bater com os pés no chão alternadamente, este é um óptimo exercício, podes simplesmente fazê-lo na tua mesa quando estiveres a trabalhar no computador.

Se tu estives bem enraizada, manténs a tua energia, sem a vazar. Tens mais energia, força e sentes-te muito mais confiante.

Uma boa base certamente vai ajudar-te e apoiar-te a viver o ano 2018, com muito saúde, energia, cheio de inspiração e transformação!

A maioria das pessoas conseguem estar fisicamente enraizadas, mas têm dificuldade em manter o seu campo de energia ligado.

Muito gente precisa de ajuda para equilibrar e manter os seus chakras.

Se não tiveres suficiente sucesso  ou não estiveres bem enraizada, posso ajudar-te a encontrar a  causa. E podemos fazer isso de uma maneira que se adapte a ti.

Feliz 2018!

Pelo outro, vens para ti mesma!

Em enraizamento e resonância,

Maaike

Sou Holandesa e vivo em Portugal, Fiais da Beira, há 4 anos.

Tenho uma prática com medicina energética focada principalmente em:

Acupunctura Esotérica e cura da som (soundhealing).

Acupunctura Esotérica é baseada em Medicina Tradicional  Chinesa aliada à terapia com  o som torna-se  numa cura  eficaz para esta era de Aquário. Na minha opinião  a base da medicina energética precisa uma boa enraizamento!

Maaike Niemantsverdriet

maike

Quinta da Ladeira

Rua da Anta

3405-112

Fiais da Beira

Mob: 926 095 539

e-mail: info@instituutniemantsverdriet.nl

www.instituutniemantsverdriet.nl ( site Holandes)

O site de portugues está em construção

A fase da Lua no dia em nasceste tem algo a dizer sobre a qualidade da tua Alma.

Este é  o primeiro post de 2018, em dia de Super Lua em Caranguejo!

Talvez vocês já se tenham dado conta que apesar de já estarmos a 2 de Janeiro, muitas de vocês ainda não foram capazes de fazer resoluções de ano novo.

A energia deste início de ano não conviva de facto a resoluções, mas sim a libertações. Esta é uma Lua Cheia muito especial, convida-nos a olharmos para as crenças e padrões que herdamos da nossa família e ancestrais. É uma Lua para limpar e purificar a nossa linhagem, convida-nos a celebrar os dons e os poderes que herdámos dos nossos ancestrais e a  reconhecer e libertar o que herdámos mas que já não nos serve, não  faz falta. Parece simples escrito assim, mas é bem profundo, e não é propriamente um trabalho de uma mas sim de várias lunações.

Hoje quero aproveitar o facto da Lua estar  num eixo que me é tão próximo e familiar Caranguejo/Capricórnio para vir atender a um pedido de várias clientes de Astrologia.

Normalmente quando preparo o Mapa Natal escrevo no topo da página a Fase da Lua em que a pessoa nasceu. Assim como o signo solar e o signo lunar são por norma os mais acessíveis a nível consciente, a fase da Lua em que se nasceu e a sua relação com o Sol oferecem-nos insights que podem-nos ajudar a perceber a nossa relação com o ciclo da vida, ou mais concretamente onde é que a qualidade que a nossa Alma veio manifestar se situa no ciclo da Vida/Morte/Vida. Para mim, sintonizar-me com a fase da Lua em que nasci mensalmente ajuda-me a perceber melhor a minha dinâmica inconsciente e o meu propósito mais intimo. Creio que para todas as mulheres (e homens) que dançam a dança da vida cíclica, esta é uma informação importante.

Atenção que existem alguns sites que calculam a fase da Lua no dia de nascimento, mas por norma usam algoritmos e nem sempre estes são exactos. O mais fiável é olhar para o Mapa Natal e através da posição do Sol e da Lua fazer o cálculo, ou muito mais simples, perguntar a um astrólogo.

Então em seguida vou dar palavras chave para uma interpretação intuitiva da Fase da Lua no dia de nascimento. Como sempre refiro, nós somos uma sinfonia complexa de várias vozes, e qualquer interpretação astrológica deve ter como base o Todo do Mapa Natal, aqui ofereço inspiração para que cada uma de vocês busque caminhos de observar e interagir com a Lua de Nascimento, não pretendo dar respostas ou interpretações, mas sim lançar perguntas internas que dêem voz à vossa Alma.

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Lua Nova/Lua Negra – Lua a 0-45º do Sol

No útero escuro da terra, a semente impulsiona a sua vontade para se libertar do seu invólucro em busca da manifestação.

Necessidade de “dar à luz” ainda que não se saiba bem o quê; começo de um novo ciclo, onde a força segue um chamado inconsciente; aprendizagem através da experimentação; necessidade de começar coisas novas, impulso para a acção, no inicio da vida pode haver a sensação de não se saber para onde se vai, de não haver rumo, de não se “ver” o caminho, com a maturidade vai-se aprendendo a confiar nos sentidos internos, a ver de olhos fechados.

Imagem: mulher que vê melhor com as pontas dos pés do que com os olhos.

Lua Crescente – Lua a 45-90º frente ao Sol

Os primeiros rebentos rompem a terra e começam a percepcionar a luz pela primeira vez.

Impulso para a auto-realização; capacidade de percepcionar que existe um caminho a ser percorrido; perseverança, vontade de crescer, de alcançar objectivos, de Ser; sentido latente de que há uma missão a ser cumprida, algo a ser conquistado ou realizado; conflito entre a vontade de se realizar e crescer rumo à luz e ao colectivo e por outro lado o sentimento  de querer voltar a casa, ao conforto e à segurança do que é conhecido e estável; vontade de voltar ao útero da mãe Terra.

Imagem: Mulher que se sente conectada consigo mesma ao deitar-se nua na terra em posição fetal.

Quarto Crescente – Lua a 90-135º frente ao Sol

Nasce a Planta, agora busca o Sol como fonte de alimento, embora a firmeza da Terra ainda proteja a jovem planta.

Necessidade de criar estrutura, de gerir e administrar a energia anímica e os recursos; sensação de que a vida interior é tão importante quanto a vida exterior e muitas vezes a sensação de ter de escolher entre uma e outra; impulso de cortar com o passado, com as raízes, mas receio de ficar sem alimento.

Imagem: A árvore que quer voar.

Lua Geba – Lua a 135 a 180º frente ao Sol

A planta está agora bem estabelecida e toda a sua energia está colocada no exterior.

Necessidade de auto-análise, busca o desenvolvimento pessoal; vontade de contribuir de oferecer algo à comunidade, embora não se tenha bem claro o quê; capacidade de questionar, de descriminar e processar informação; necessidade de usar a sua consciência e dons (que começam agora a tornar-se perceptíveis) para se relacionar com o exterior.

Lua Cheia – Lua a 180-135º do Sol

A planta dá flor.

Iluminação, libertação da força e energias acumuladas; a luz da consciência está agora totalmente encarnada; objectividade; realização pessoal.

Imagem: Mulher a parir.

Lua Disseminante – Lua a 135-90º atrás do Sol

A planta dá fruto.

Vontade de partilhar os conhecimentos e experiência adquiridos; alimentar os outros a partir da experiência pessoal; partilha; aquela que inspira, liderança pelo exemplo.

Imagem – A Mãe

Quarto Minguante – Lua a 90-45º atrás do Sol

A energia da planta começa a recolher de volta para a terra.

Crise entre o que já se viveu e a vontade de abandonar tudo rumo ao desconhecido; chegou-se ao cimo da montanha, conquistaram-se os objectivos, mas isso já não basta; vontade de se rebelar contra as convenções e o que está estabelecido; aspiração a algo maior, a uma nova forma de viver; busca de um grupo ou de uma comunidade que possa manifestar a visão; crise de consciência.

Imagem – Deixar morrer o velho para deixar vir o novo.

Lua Balsâmica – Lua de 45-0º atrás do Sol

A semente regressa à Terra.

Aquela que terminou a viagem e traz consigo a Visão do futuro; visionária; o ciclo está completo, as vivências e experiências integradas, abrem-se as portas para o novo; sentido de serviço à humanidade de se servir um propósito maior; aceita sacrificar-se por um bem maior, pois consegue ver os resultados dos seus actos projectados no futuro.

Imagem: A Mística.

Espero que vos inspire a aprofundar a vossa dança com a vida cíclica.

(Infelizmente não tenho grande bibliografia para vos recomendar sobre o assunto, para quem estuda astrologia pode encontrar mais informação técnica no livro O Ciclo de Lunação de Dane Rudhyar da editora Pensamento, para este estudo para além da minha experiência pessoal como astróloga e dos textos de Rudhyar contei ainda com a inspiração retirada dos Cadernos da Serpente – Notas do Bagua Feminino da autoria da Sofia Batalha)

Se quiseres saber mais sobre o meu trabalho com Astrologia podes ver: https://anaalpande.com/astrologia/

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Ser/Estar segura, de onde vem a segurança, o que significa para ti estar segura?

Esta semana acompanhei, ser querer acompanhar os fogos na Califórnia. Lembro-me de naquela noite (de 15 de Outubro), estar deitada com o meu filho a rezar/implorar por chuva e a pedir para que ninguém nunca mais tivesse de passar por uma noite assim…

E sim, a todos os minutos há catástrofes a acontecerem no mundo, mas parece ser realmente difícil entender o que é passar por algo assim sem o experiênciar primeiro.

Naquela noite não havia segurança, só fé, só esperança que as coisas corressem pelo melhor, que a chuva viesse, que o vento mudasse de direcção, que os amigos escapassem com vida.

Naquela noite rezei pelos meus amigos, pela minha casa e pedi ao arcanjo São Miguel que os protegesse. Passados dois meses a artista dentro de mim ainda não consegue processar em forma de arte o que se passou nem tão pouco a paisagem à minha volta.

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Arcanjo São Miguel (em trabalho)

Tudo mudou. Oiço ruídos que nunca ouvi, existem ecos criados pelos espaços livres entre as árvores que nunca experiênciei, existem socalcos e ruínas que jamais vi, e possibilidades infinitas de exploração de uma paisagem que se faz cada vez mais nua.

Sei que quando cortarem todas as árvores mortas o sol beijará cada canto da terra ardida e outras plantas, outras espécies virão.

Então por uma lado a artista dentro de mim gostava de processar a dor através da arte, por outro a sábia dentro de mim diz que está na hora de deixar ir. De me despedir do que outrora foi e confiar no que há-de vir. Diferente? Sim, será certamente diferente, mas quem sabe melhor.

E não é exactamente isto que está a acontecer no mundo neste exacto momento?

Esta semana a artista recuperou a voz, não para cantar lamentos, mas para tecer gratidão. E aqui está a minha obra em progresso, uma obra de amor, de gratidão profunda aos anjos da minha vida, em especial ao arcanjo São Miguel que não tenho qualquer duvida salvou-me a casa e salva-me e que me tem salvado tantas e tantas vezes.

A segurança está dentro de nós! É tão simples quanto…

As consequências dos incêndios agravam-se com o passar do tempo e com o frio. As pessoas continuam a precisar de ajuda. Não se esqueçam desta região. Deixo aqui um site, de duas amigas voluntárias que têm feito muito pela comunidade local, quer seja através delas, ou através das câmaras etc…, inteirem-se por favor das necessidades e ajudem como puderem, nem que seja com um passeio à neve, para estimular o comércio local, ou um fim de semana diferente numa paisagem que renasce literalmente das cinzas! Ao contrário da Califórnia nós não obtivemos  cobertura mediática internacional.

Aqui ficam o link das minhas amigas, partilhem se puderem, o site está em Português e Inglês:

http://portugal-fire-fund-beira.taniko.eu

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Mapa para o Centro – um guia para dançares com o teu Mapa Natal

Na tradição da Astrologia Esotérica, acredita-se que para além dos 12 signos conhecidos do Zodíaco, existe um 13º, que se situa no centro do mapa. Este signo chama-se Unicórnio e representa o arquétipo da iluminação, a morada do Eu Superior. Quando no meu trabalho me refiro a “Mapas para o Centro”, este Centro que falo é representado por este 13º signo que representa o nosso centro Divino, a parte em nós onde vive Aquela que Tudo Sabe, que vive para lá do tempo, para lá do espaço e que integra dentro de si toda a Humanidade, sendo ao mesmo tempo Una como o Todo, mas consciente de Si própria.

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O teu mapa Natal mostra-te o teu caminho pessoal e individual para o teu centro, o lugar fora do tempo onde vive a Senhora da Teia da Vida, a que transcendeu o tempo, a vida e a morte.

O meu trabalho consiste em ajudar-te a encontrares em ti a força, a clareza e a determinação para escreveres a tua própria mitologia, e para teceres a tua vida com os teus próprios fios, integrando e co-criando com as forças e as vozes dos arquétipos que vivem dentro de ti, através do teu mapa e de um trabalho de orientação criativa com ferramentas várias através das quais vais poder fazer a viagem da heroína rumo ao centro e a partir de lá a viagem de regresso rumo à vida quotidiana, com ferramentas, estrutura, visão e poder para seres a tecelã da tua própria vida.

E para que possas olhar para o teu mapa, dançar com ele, integra-lo como um elemento vivo e dinâmico, eu criei uma pequena legenda, onde encontrarás uma explicação básica para cada elemento do mapa, de forma a poderes relacionar-te com ele.

Podes fazer o download neste link:

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Mais informações sobre as consultas de Astrologia, ou sobre a Orientação Criativa, aqui

O mais bonito neste caminho é que quando eu chego ao meu centro estou a inspirar e a apoiar todas vocês e vice-versa, porque nós mulheres somos tribais por natureza, o nosso instinto básico é de partilhar e integrar. Então quando uma de nós avança, avançamos todas!

Espero que gostes do manual/legenda, e se puderes partilha a tua experiência comigo para que eu possa crescer.

Até breve

Com carinho

Ana

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Lua Nova em Escorpião, a que guarda a chave da porta da Verdade Interior.

Esta Lua Nova está num signo de água, em Escorpião.

Então se a Lua Nova é a melhor altura do mês para invocarmos o que queremos manifestar na nossa vida e no mundo, e se Escorpião é o signo que nos fala do poder pessoal e da forma como o usamos, então parece que este mês é para invocar em grande.

Uma invocação, é uma espécie de prece, algo que queremos, desejamos e ansiamos. Algo em que acreditamos e que queremos/precisamos ver concretizado.

E todas podemos facilmente escrever uma lista com 10 ou mais coisas que desejamos ver manifestadas na nossa vida e no nosso planeta. Não é?

Mas numa Lua Nova em Escorpião, Plutão (regente de Escorpião) pergunta o porquê. A pergunta é: queres mesmo isto para a tua vida? E porquê? Qual a tua real motivação, o que está por detrás, escondido no que mais desejas manifestar? Que vozes estás a ouvir, que vozes te influenciam?  E se receberes o que pedes? E se tiveres mais poder, mais dinheiro, mais atração, o que vais fazer com isso? Tens coragem para ser mais? Melhor? Infinita no teu poder?

O que sinto no peito é que sim esta é uma Lua Poderosa para Invocar, mas é uma Lua que pede Verdade, então façam uma lista curta este mês e respondam às perguntas que Plutão vos coloca, pois quando respondemos a Plutão com verdade ele recompensa-nos com uma visão profunda e clara do caminho a seguir e proteção paraimagem enc c alma a nossa jornada. Para mim Plutão rege os anjos, e a proteção energética.

 

Podemos seguir as linhas gerais do ritual que falei aqui quando do Eclipse em Leão, mas nesta Lua quando chegarem à parte de escreverem o que querem manifestar, respondam às questões de Plutão, e verão que nesta Lua melhor do que em qualquer outra, as respostas fluirão.

Eu sinto esta Lua como detentora da chave da porta da Verdade Interior.

Então espero que Sábado possamos criar tempo e espaço para vir para dentro, abrir a porta e mergulhar fundo neste oceano que chama por nós, sairemos dele mais fortes e de visão renovada. Até lá!

De longe observo.
Com o pó e a água,
Com o fruto e a flor,
Com o Todo avança impetuoso.
Está sempre à superfície,
Agitado pelas ondas e dançando ao ritmo
De alegria e sofrimento.
A mínima perda fá-lo sofrer,
A menor ferida faz-lhe mal…
Vejo-o de longe.
Esse “Eu” não é a minha autêntica identidade;
Estou ainda dentro de mim próprio,
Não flutuo na corrente da morte.
Sou livre, não tenho desejos,
Estou em paz, estou iluminado…
Vejo-o de longe.

Rabindranath Tagore

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Os Mandamentos da Vida Cíclica e a Arte de Tecer a Vida.

 Todo o meu trabalho não é mais do que um estudo aprofundado sobre a vida cíclica e como dançar com ela.

Ao crescer, as 4 estações e o calendário cristão foram impregnados nos meus sentidos devido ao  ambiente familiar em que cresci. Mais tarde na adolescência ao ler Jung e Joseph Campbell, comecei a interessar-se pelos Mitos e a viagem do herói. E foi através dos 12 trabalhos de Hércules que cheguei à Astrologia.

E durante anos tudo isto era fascinante, talvez porque entre os 16 e os 24 eu vivia principalmente alimentada pelo Ar que me caracteriza. Mas depois fui mãe!!!

E ter sido Mãe virou a minha estrutura de cabeça para baixo, e realmente mudou de forma profunda a minha maneira de percecionar a informação. Foi como se a minha inteligência tivesse sido desconstruída. O meu reino mental não teve fundações suficientes para a avalanche emocional que os primeiros anos de maternidade me causaram ( a par da privação de sono). E o que me susteve foram as fundações que tive na infância, a certeza visceral que após um Inverno há sempre uma Primavera.

Foi aí que descobri a importância de reconhecer e respeitar a vida cíclica e mais ainda, foi aí que descobri que o mito do herói que tinha pautado o estudo de anos de vida, não era adaptado a mim, e isto simplesmente porque não sou um homem. Sou mulher!!!!

Então  começaram as questões profundas, aquelas que nem a mente, nem todo o Ar do mundo são capazes de agarrar. E não há nada que doa mais a um intelectual, do que ter uma pergunta para a qual não se encontra resposta!

Foi aí… sim foi aí que a minha roda de fiar, as minhas agulhas de tricô e o meu tear salvaram-se a vida. Foram eles que me ensinaram grande parte do que sei sobre a vida cíclica. Porque eles foram o espaço que eu estava a precisar para reestruturar as minhas fundações mentais e emergir com um nova forma de percecionar e entender o mundo à minha volta. Uma forma mais feminina, uma forma muito mais natural e adaptada à minha anatomia física, emocional e espiritual. Foi aí que percebi que os meus heróis eram todos homens e que eu sabia muito pouco sobre heroínas mulheres.

De repente ao passar noites a fio a fiar, fez-me olhar para as mulheres da aldeia, que eu visitava nas férias, com um renovado interesse que não tinha nada de intelectual, vinha diretamente do coração. A minha pergunta era: Como é que aguentam? Tanta dor, tanta castração, a falta de tanta coisa básica e ainda assim seguem em frente…como aguentam a violência, o trabalho efémero que nunca é reconhecido, as dores caladas, como?

Passamos a vida a renunciar a Dor, quando ela está intimamente enraizada na nossa existência.

A viagem da heroína é tão diferente da do homem. Na crista das crises as mulheres vão para dentro, para dentro das casas, para dentro de si próprias. As mulheres olham a dor de frente e sentam-se com ela frente às lareiras onde fiam e tecem as suas mágoas, encontrando a inspiração e a coragem de transformar a sua existência. Para uma mulher os trabalhos manuais simbolizam a alquimia entre a vida externa e a voz da Loba, aquela que vive no fim do tempo e tudo sabe…eles relativizam o tempo e ligam-nos À vida cíclica, porque tem uma estrutura ritmada, o constante girar do fuso, o andar para frente/trás/frente da lançadeira, a mão firme que da cada ponto minucioso numa espécie de transe.

A mim fascina-me a nossa coragem. A grande maioria das mulheres com quem trabalho seja nos círculos, seja na astrologia, já viveram tanto, já sofreram tanto, e estão de pé e não desistem, porque dentro delas existe esta resiliência feminina ancestral, esta força que é a força das raízes mais profundas que nos ligam a todas. E porque estamos em círculo elas elevam a minha coragem, a força interior que preciso para não fugir da ferida, não fugir da dor.

Nós somos essencialmente lunares, podemos ter vários contornos e arestas cheias de força, explosão e expansão, óbvio que sim, mas quando chega aquela altura do mês somos chamadas à caverna e se dizemos que não, o nosso corpo grita, arqueja e queixa-se.

Mas como todas estamos tão habituadas a ignorar a dor, tapamos orelhas, porque as necessidades dos outros falam sempre mais alto, e porque vivemos numa sociedade onde ou se é vitima ou se é bem sucedido, e não há grandes espaços pelo meio. É como se ouvir a dor seja igual a uma derrota, e nestas vidas ocupadas orientadas para o sucesso externo, quem tem dor é fraco.

Então quando mulheres me dizem que não entendem porque tenho de trabalhar com coaching criativo a par da tecelagem que é uma coisa tão demorada, quando me perguntam porque não faço o mesmo a desenhar, ou com processos mais fáceis e rápidos, ou workshops mais curtos por exemplo de um fim-de-semana, a resposta é clara:

Nós mulheres construímos do vácuo, daquele escuro primordial que suga. Nós fiamos fios com o pó das estralas e os filamentos mais frágeis das raízes das árvores, nós temos a capacidade de criar estrutura onde não havia absolutamente nada. E não há nenhuma outra arte criada pelo homem que represente essa metáfora tão bem como a tecelagem.

E se falamos em Arte de Tecer a Vida, não podemos falar de um workshop ou fim-de-semana. Para além de tudo isto, sentarmo-nos e tecermos um eureka, uma invocação, uma nova visão, novas crenças, um sentido de pertença, é profundamente transformador. O tempo que vamos dedicar a criar do tal vácuo que falei, a viagem de andar para a frente e para trás no tear que representa a estrutura da nossa psique, o movimento dos braços e dos ombro, o silêncio, o transe e o  espaço interno alimentados por horas, isso é o que faz com que o trabalho com o coaching, neste contexto de transformação profunda,  seja realmente transformador para a psique feminina.

Então a Arte de Tecer a Vida não pode ser rápida, nem fácil, nem imediata. É lenta, tem passos, etapas que precisam de ser conquistadas tal como o mito dos nossos companheiro homens. Só que no nosso caso, nós não vamos à guerra com espadas e flechas perseguindo demónios para os conquistar, nós voltamo-nos para dentro e trabalhamos com as forças primordiais da natureza humana, aquelas que habitam os nossos ventres, e que são regidas pela nossa madrinha a Lua, nós incorporamos e transmutamos os demônios.

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Da minha parte por tudo o que Sou e já vivi, não acredito muito em atalhos.  Mas acredito em escolhas e em transformações poderosas, confio na alquimia pura do coração humano.

E acredito acima de tudo no poder do círculo cíclico, razão pela qual escolhi este como o meu formado de trabalho.

Abraço cíclico a todas!

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida – aqui

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Lua Cheia em Touro, Sol em Escorpião e o fogo que destrói, purifica e transmuta.

Quero escrever sobre a Lua de hoje e quero inspirar-vos a fazer um ritual, mas confesso que hoje é difícil escrever ou melhor ainda é difícil escrever,  este é o primeiro post pós incêndio e as palavras ainda não fluem. Eu sou acima de tudo uma escritora emocional, pelo menos é assim que me assumo neste espaço, e o que posso eu dizer sobre esta Lua com tanto ainda para processar no meu peito?

Esta é uma Lua intensa, o eixo é Escorpião/Touro. E a imagem que vos posso dar do ponto de interceção deste eixo é a da barqueira que faz a ponte entre o mundo do corpo e o mundo das emoções profundas, o oceano do subconsciente. A que viaja entre os dois mundos com igual conforto e agilidade.

Não foi à toa que no fim desta semana tive uma série de consultas, muitas pessoas inconscientemente procuraram estes dias para uma consulta, estes últimos dias a par deste Sábado e Domingo, são especiais para trabalho com corpo e emoções.

É uma Lua incrível para trazer luz às feridas emocionais alojadas no corpo físico, uma Lua incrível para VER a verdade sobre o que está por detrás das nossas motivações e necessidades básicas. Quais os nossos valores? Quais as nossas carências e o que é que as motivam? Onde é que doí? Porque é que doí? Mas isso não quer dizer que a resposta chegue hoje… 

A Lua Cheia é sempre tempo de libertar, esta Lua pode estar a despertar questões estranhas abstratas e difíceis de responder como:

  • qual é o meu lugar?
  • porque é que não consigo?
  • porque é que não faço, porque não ando para a frente?
  • se sei que me faz mal, que me magoa porque continuo, porque insisto?
  • de onde vem esta tristeza?
  • porque é que o dinheiro não chega?
  • porque é que não tenho abundância?

Estas são algumas… e podem vir acompanhadas de peso no corpo, dormência e dor física.

A Lua Cheia serve para iluminar e libertar. Não é tempo de começos, é tempo de conclusões. É tempo de purificar, e como está em Touro, é hora de nutrir, e estar connosco, com a dor e com as emoções suportadas  pelos alicerces taurinos, sem nos mexermos, sem nos queremos desviar. Deixem que venham as questões, deixem que o corpo gema, fiquem no centro, quietas mas alerta. E respirem profundamente, deixem as lagrimas rolar pelas vossas faces, não queiram compreender nada, entreguem-se ao momento como nos entregamos ao sexo profundo. E depois desta Lua estiquem-se, toquem-se (ou façam amor), nutram o corpo e a alma, mas não queiram nestes dias entender, mudar ou conceptualizar, esta lua não é para isso.

20171104_093042 Este é o meu lugar sagrado, completamente transformado pelo fogo. Semanas atrás era um paraíso verde, cheio de cores e aromas. Cebolinho, alfazema, menta, calêndulas, tomilhos, salvias e mentas habitavam este espaço, e esta Oliveira era abençoada por uma estátua de um Buda compassivo que me acompanhou de casa em casa desde há cerca de 15 anos, os mesmos anos que tenho de prática com consultas astrológicas. Choro mas não me agarro ao choro ou à pena, agradeço ao fogo ele ter-me deixado um monumento em honra do que um dia foi… E respiro a dor que lateja no peito, esperando que vocês sejam capazes do mesmo.

Este post deveria ter seguido há dois dias atras, porque hoje vocês estão na crista da onda. Mas a mensagem que vos quero passar é que estamos na crista da onda juntas!

Om Mani Padme Hum.

Até para a semana!

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Outubro mês de amar, ouvir e olhar para os nossos seios, curar e criar novos hábitos e uma nova visão sobre o seio feminino…

Se eu escrever a palavra “breast” no google e procurar por imagens, quase todas as imagens que aparecem são: ou sobre o cancro da mama, ou imagens sexualizadas de mulheres.

Se eu escrever a palavra mama no google, a maioria das imagens serão sobre amamentação ou cancro da mama.

Hoje falamos de mamas, o facto de ser Outubro é pura coincidência… ou não…

Segundo Maria Gimbutas, as primeiras imagens com seios surgiram na Europa, no Paleolítico, e estavam relacionadas com a Deusa Pássaro que representava a fonte divina de alimento (leite/chuva), e a capacidade de gerar Vida.

Os seios eram representados não apenas em figuras, mas também em amuletos, pendentes com dois pares generosos de mamas.

As mamas são de facto muito importantes, elas são as almofadas do nosso chakra cardíaco, sendo os mamilos as suas antenas.

É através dos nossos seios que damos e recebemos energia e é através do nossos mamilos que somos estimuladas pela vida, não apenas de forma erótica, mas por tudo aquilo que nos dá prazer.

Então, as mamas são símbolos de amor, de dar e receber amor, e de estarmos abertas ao milagre que é a criação. De todas as Deusas da velha Europa, a Deusa Pássaro foi sempre a que mais me fascinou, o seu culto era muito popular na época Minoica.

Então no mês de Outubro fala-se sobre a prevenção do cancro da mama, é obvio que é importante pensarmos em prevenir doenças, mas a maior prevenção de todas é sem dúvida saber criar tempo e espaço para ouvir o nosso corpo e tomar conta de nós mesmas. E as mamas são maravilhosas porque entre a esquerda e a direita elas equilibram a medida certa entre o dar e o receber e toda a bagagem emocional e espiritual que trazemos que torna este processo mais ou menos difícil.

Eu acredito em honrar o corpo. Acredito que ao tocar os meus seios devo faze-lo porque os amo e me amo, e não porque tenho medo deles. Acredito também que ter medo dos seios não é um bom caminho para prevenir doenças relacionadas com os mesmos. E todas nós de uma forma ou outra temos feridas, dores e memórias que precisam ser sanadas para termos saúde física, emocional e espiritual e nos podermos relacionar com a mamas de forma saudável.

Primeiro há que curar as feridas emocionais que estão alojadas no nosso tecido mamário, só depois podemos tocar e examinar os nossos seios, sem que isso se torne num castigo, ou num ato de medo.

A nível físico muito já se escreveu sobre a saúde dos seios, eu recomendo a leitura dos seguintes links:

http://www.drnorthrup.com/stop-pinkwashing-start-encouraging-breast-health/

e

http://www.drnorthrup.com/transforming-breast-self-exam/

Tanto um como o outro abordam a saúde mamária, falam sobre o significado dos seios no nosso corpo emocional, sobre prevenção de doenças, suplementos a tomar, cuidados com a alimentação e uma abordagem alternativa à apalpação dos seios. É uma abordagem muito diferente,  quem conhece a Dra. Christiane Northrup, pode imaginar.

A mim o que me atrai mais nesta abordagem, é que ela passa do medo para o Amor, e eu sei e tenho a certeza que onde há Amor puro, não há doença. Então passar do medo para o Amor é o primeiro passo tanto para prevenir, como para curar qualquer  desequilíbrio.

Mas também existe esta dimensão arquetípica dos seios, e os arquétipos são as pontes entre o nosso mundo e o mundo espiritual. Como falei no início, os seios eram usados no Paleolítico como amuletos e estavam diretamente relacionados com a Deusa Pássaro, aquela que gerava a Vida e que nutria a Vida.

Nas astrologia os seios estão relacionados com a Lua, com a Alma, com o afeto, a recetividade, a casa emocional. Algumas de nós tivemos uma figura materna ausente, outras sofreram um corte drástico com a figura materna, outras sentiram-se mães demasiado cedo, não tendo recebido todo o amor e calor tão importantes à formação do Eu.

Há ainda a questão do espaço emocional e de nos sentirmos ou não invadidas no nosso espaço. Há muitas questões que podem acumular mágoas à volta do nosso tecido mamário.

Trazendo todas estas questões para o meu dia-a-dia e inspirada pelo amuletos do paleolítico, eu quis entrar em contacto com o tecido emocional e espiritual dos meus seios, e decidi fazer um pequeno amuleto onde eu pudesse moldá-los, amá-los e cura-los e recomendo este exercício a todas as mulheres.

20171012_120621É simples, na verdade, basta comprar pasta de modelar, fazer uma grande bola com ela, e com a almofada da mão dar um golpe no meio da bola, criando uma divisão, onde se poderá começar a trabalhar seio esquerdo e direito. Sugiro que usem um cristal no meio para representar o chakra do coração (lembro que é ele que rege os seios) e dois cristais pequenos para os mamilos. Eu decorei o meu amuleto com fios com cores e texturas, vocês podem deixar só com os cristais ou usar outros métodos de decoração.

A próxima Lua Nova em Escorpião tráz (pela sua natureza)  uma energia de transmutação que poderá facilitar o processo de ouvir as feridas emocionais do nosso seio. Também pode ser boa ideia fazer este exercício em círculo com outras mulheres, uma vez que pode trazer ao de cima dores que vão precisar de colo e aconchego, e como as mamas falam da nossa relação com a Mãe Divina, ter mulheres do nosso lado com quem podemos chorar e a quem podemos entregar-nos pode ser extremamente curador.

Óbvio que este assunto tem pano para mangas e que há muitos padrões emocionais que poderão causar desequilíbrio aos nossos seios, mas…

Criar tempo e espaço para estar com as nossas mamas, para honrá-las, observá-las massajá-las, cuidar da nossa saúde emocional, do nosso espaço, do equilíbrio entre dar e receber, é muito importante não só para revenir doenças, mas principalmente para podermos viver a Vida em plenitude!

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Lua Cheia em Carneiro, Sol em Balança – Espelho, espelho meu…

Estava difícil escrever sobre esta Lua, para mim é tão intensa que não estava a encontrar maneira de condensar toda esta intensidade em palavras… mas quando um escritor perde as suas palavras pode sempre recorrer às palavras de outras pessoas, no meu caso encontrei justamente o fogo que estava a precisar no seguinte mantra que encontrei hoje numa partilha no FB.

“I am not a mother, I am not a wife. I am not a daughter, I am not a woman. I am a spirit, FREE, walking (magnificent), the surface of the Earth”  sentido e materializado pela Joana Fartaria que tem esta beleza selvática que me faz lembrar as montanhas e os rios que rasgam as montanhas.

22181288_1443915792395651_7980133421969828752_oLogo depois no feed da Susana Cristina Rodrigues cara, corpo e alma da Bless Woman, mulher que eu adoro e conheço já há tanto tempo, encontro isto: “…a aprender a ser quem é para além do que acha que o mundo quer dela…”

Verdadeiramente com estas duas citações está tudo dito sobre esta lunação. Até porque Marte, regente do signo de Carneiro não é de palavras e sim de ação e nesta Lua muitas de vós podem estar a sentir ou uma força que vêm das entranhas completamente descontrolada que fere o que encontra pela frente, ou uma astenia brutal, por medo das consequências desta força. Esta é uma Lua que testa os nossos limites e a nossa paciência e os limites daqueles que nos rodeiam, já que o Sol está neste momento em Balança.

 

Então das minhas entranhas o novo quer romper sem dó nem piedade sem esperas ou misericórdia, mas a forma como esse novo encontra caminho depende muito daquilo que eu projeto nos outros e que os outros me devolvem projetado de volta. Por isso as palavras da Susana tão perfeitas e o mantra da Joana tão poderoso, porque é um mantra que entende a força desta energia mas ao mesmo tempo que a reconhece e enaltece, a pacifica, porque a sublima e eleva ao reino do Espírito.

E a Lua Cheia é aquela altura do mês onde o que anda escondido em certa área das nossas vidas “salta” à luz.

E as perguntas que podemos colocar a nos próprias durante esta lunação são:

  • O que é que faço como o meu ímpeto? Como é que eu giro a minha agressividade e a minha frustração? Isolo-me e encolho-me com medo das consequências, ou grito berro e descarrego naqueles que me são mais próximos, ou ainda, permito que outras pessoas descarreguem a sua descompensação em mim?
  • Ando demasiado acelerada sem tempo para respirar e conectar-me comigo? Ou ando a levar-me ao limite sem ser capaz de parar?
  • Estou à espera que sejam os outros a providenciar-me o que necessito para ser feliz, ou sou capaz de canalizar este fogo para suprir as minhas necessidades?
  • Confio em mim, nas minhas capacidades em quem sou e no que sou capaz de dar ao mundo, ou sinto necessidade de me provar a mim mesma, competindo com o próximo, comparando, sentindo a necessidade de estar à frente, de ser mais que…
  • Tenho sido capaz de me aperceber das sensibilidades ténues de quem me rodeia ou a minha tempestade emocional tem-me isolado numa redoma de forma a esquecer-me das necessidades dos outros?
  • Tenho sido capaz de pedir ajuda, ou tenho aceite a ajuda oferecida?
  • E no meio disto tudo, tenho brincado? Divertido, Respirado plenamente?

A Lua Cheia é o momento do mês para: agradecer, perdoar, libertar, purificar.

Para mim e graças ao mantra da Joana Fartaria, consegui hoje limpar a intensidade emocional, cantando tocando tambor e agitando o corpo. Tenho mais muito mais para limpar, libertar, chorar e uns quantos palavrões para gritar ao vento, porque para libertar a energia de Marte não bastam festinhas e Ommmms.

O Universo dança para que possamos dançar com ele, e espero ter-vos dado inspiração para dançarem esta Lua em Verdade, Plenas e Integras convosco e com as pessoas que vos rodeiam.

A foto incrível da Joana, faz parte do projeto Essência, da Lieve Tobback – podem ver o trabalho dela aqui.

A Joana é actriz, doula e facilita Círculos de Mulheres, podem saber mais sobre ela e o seu trabalho aqui.

Aproveito para lembrar que durante Outubro e Novembro as consultas de Astrologia pelo Skype estão com 20% de desconto. Outubro já não tenho vagas, resta Novembro, envia-me e-mail para circulosdetecelagem@anaalpande.com se quiseres saber mais ou fazer marcação.

Com amor

Ana Alpande

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Onde estão as palavras? Como abarcar tudo o que vibra no peito? Dancemos…

A semana passada foi tão forte de tudo, que deixou-me sem palavras para escrever.

262423_238489236184989_7967747_nNa terça-feira reafirmei quem Sou e o que quero criar na minha Vida, na Lua Nova em Virgem. Afirmei a intenção de  trabalhar e cumprir responsabilidades sem sacrifícios, sem me vitimizar ou aceitar fardos que não me pertencem, respeitando os meus limites, respeitando-me a cada e em cada passo e decisão que tomo.

Quarta iniciou-se uma maratona de 24h de crianças pelo mundo inteiro a caminharem em labirintos pela Paz. Trabalhámos durante o ano  para na Quarta acolhermos 220 crianças mais os seus professores. Foi uma tarde intensa, cheia de sentimentos fortes e belos, daqueles que uma pessoa chega a casa cheia de fé e esperança renovadas, sentindo-se unida ao Todo e a fazer parte de algo muito maior que Si própria.

Sábado no Círculo de Tecelagem fui mais uma vez testemunha de tanto mas tanto, de forma tão indescritível…. que nem ainda não tenho palavras.

Dias fortes estes onde perto de mim tanta energia se movimenta e acomoda de uma forma tão amorosa e livre, e ao mesmo tempo pelo resto do planeta a mesma energia movimenta-se de forma tão violenta e com consequências tão graves.

Dentro do meu peito há uma mistura de paz e esperança com dor e incerteza.

E hoje acolho-as a ambas, porque esta é a altura do ano em que o dia e a noite se igualam em duração e eu no silêncio acolho-as, sem julgamento, sem me prender a um lado ou ao outro. Observo e respiro as emoções para dentro e fora de mim.

Dancemos a vida escolhendo a cada passo qual o movimento mais orgânico, mais completo que incluí tudo o que Somos e o que queremos Ser.

Paz é cada Passo!

Com amor

Ana

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