O que significa ser “empático” e o que fazer quando a empatia se torna “demais”.

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imagem retirada da internet

Hoje em dia fala-se imenso de empáticos e empatia.

 

O Ser Humano é empático por natureza, quando uma pessoa não é capaz de sentir empatia é porque tem um distúrbio psíquico, que pode até mesmo ter origem química.

Sim, investigadores descobriram que temos uns neurónios chamados neurónios espelho, e que esses neurónios são os responsáveis pela nossa capacidade de sentir empatia. Em algumas pessoas esses neurónios estão mais adormecidos, e noutras extremamente activos.

Hoje vamos falar sobre as pessoas que “sentem demais”, ou seja as que tem estes neurónios extremamente activos e cuja a capacidade de empatizar é levada a um extremo que pode muitas vezes parecer um distúrbio.

Uma pessoa no pico da escala de empatia, de certeza que não teve, ou não tem uma vida muito fácil.

Uma pessoa no pico da escala de empatia pode sentir que não tem pele, ou seja que toda a informação que recebe lhe chega diretamente à carne, sem filtro, sem proteção, como se estivesse exposta, aberta aos mais pequenos estímulos, cheguem eles através dos 5 sentidos ou de outras esferas mais internas.

E tudo, é muito para estas pessoas. Quando recebem emoções, informações negativas podem ficar completamente drenadas, mas quando recebem emoções posivitas absorvem-nas e irradiam-nas como se fossem candeeiros de luz.

Na astrologia há uma série de interações entre planetas que nos podem indicar o grau de empatia de uma pessoa. E que tipo de filtros, ou defesas é que essa pessoa tem para se proteger do excesso de informação. Porque no fundo é disso que se trata. Quando estás numa escala muito alta de empatia, estás constantemente a ser retirada do teu centro, porque a tua identificação está sempre a ser projectada para fora, em vez de ficar dentro, e isto faz com que te canses com mais facilidade, que te esgotes sem razão aparente, que sintas dores no teu corpo físico e emocional e que muitas vezes tenhas ciclos repetitivos de pensamentos que nem sequer sabes indentificar muito bem de onde vêm. No entanto e por outro lado, também és capaz de te alimentar e auto-regenerar com mais facilidade pois estás muito mais premeável à cura, venha ela de pessoas, animais ou do contacto com a natureza, consequentemente tens a capacidade de irradiar isso para fora, ajudando não só pessoas, como animais , plantas e toda a vida neste planeta e noutros planos também.

Repito, qualquer pessoa saudável é empática, ok? Parece é que nestes tempos onde o mundo está cada vez mais polarizado, que também a escala da empatia começa ela própria a polarizar-se. Há cada vez mais pessoas com um nível de empatia muito elevado, e por oposição, pessoas com  níveis de empatia muito baixos ( e na psicologia tais pessoas poderão ter patologias espacíficas cada uma delas com contornos diferentes, como por exemplo, narcisistas, psicopatas e os tais vampiros energéticos de que se ouve falar tanto).

Agora, há uns anos atrás uma empatia desmedida também era considerada como uma condição patológica. O que se começa a entender por alguns psicólogos e psiquiatras mais sensíveis, é que um nível elevado de empatia pode ser justamente  o que este mundo precisa para dar o salto para sairmos da separação  para a fraternidade.

Se tu tens um nível elevado de empatia e sofres desde criança com isso como eu, podes ler este último paragrafo e podes achar que o sacrifício é demasiado grande. Sim, ser empática “demais” doí, doi no corpo, na alma e em outros cantos do Ser que nem conseguimos descrever. É uma condição extremamente vulnerável, com um impacto gigante na vida e nas relações, geralmente caracterizada por infâncias de isolamento profundo, culpa e responsabilidade onde  criança interior foi abafada desde muito cedo e muitas vezes ignorada. Mas aprendendo a viver com isso, curando e limpando as feridas do passado associadas a esta empatia desmedida e aceitando essa condição como parte integrante de ti, pode trazer-te bênçãos como nunca imaginaste. A questão é que se vibras numa escala alta de empatia tens de aprender a caminhar com a tua empatia, em vez de lutar contra ela. Tens de perceber que tens necessidades básicas a serem respeitadas que podem ir contra as convenções sociais actuais e a tua própria educação, que podes não conseguir responder às necessidades dos outros da mesma maneira que outras pessoas respondem, ou esperam que tu respondas (e isto inclui relações familiares, inclusive com os filhos).

Vou deixar aqui algumas prácticas que são essenciais para a sobrevivência de uma pessoa com um alto expectro de empatia:

  • saber dizer Não e definir limites, sendo que os teus limites são só teus e mudam de tempos a tempos, às vezes precisam de ser mesmo rígidos e quase colados ao corpo, outras podem se expandir um pouco mais, è uma dança cujo compasso muda constantemente.
  • tempo e espaço para estar sozinha, pessoas empáticas só se conseguem realmente restabelecer quando passam tempo sozinhas, evitando estímulos.
  • conecta-te ao que te dá prazer e que une mente/coração/corpo.
  • pausas durante o dia para enraizar, seja através de caminhadas na natureza, visualizações, exercisio físico etc…  – repito pausas várias vezes ao dia, uma não chega.
  • evitar ambientes com muitas pessoas ou muito estímulo, não podendo evitar, fazer uma oração de protecção e visualizares-te num saco cama transparente fechado, onde só entram as interacções energéticas que são BOAS para ti.
  • Perceber que não és tu que salvas ninguém  – Cada pessoa merece a dignidade de percorrer o seu próprio caminho.
  • Evitar ser depósito de problemas, em vez de permires que a amiga te ligue vezes sem conta para falar dos mesmos problemas para os quais nunca parece haver solução, tenta interagir menos e quando estiveres sozinha centrada e bem alimentada (em todos os aspectos), pede por ela, envia-lhe amor e luz (vais ajudar muito mais assim).
  • dormir bem é essencial para uma pessoa com altos níveis de empatia, e isto pode significar pedir ao companheiro que de vez em quando durma noutro lugar, ou energeticamente visualizar uma parede no meio da cama, às vezes podes ter muita dificuldade em dormir se o teu companheiro ou companheira estão a passar por dificuldades. E se tu não dormes, não vais ter condições de ajudar ninguém, muito menos de te manter centrada.
  • Ter muita atenção ao corpo, ele é sábio, ele dá sinais assim que estás a entrar em “overload” e quanto mais rápido saires do estímulo e te centrares, mais rápida será a tua recuperação – entenda-se aqui recuperação como: voltar ao centro.
  • andar descalça na natureza pode fazer milagres.
  • a água é muito importante, banhos de água e sal, ou sais de magnésio com lavanda, eucalipto ou hortelã-pimenta, nem que seja um esclada pés antes de dormir.
  • e meditar…. meditar é sem dúvida uma ajuda imensa, porque com uma práctica diária de meditação aprendes a indentificar-te menos com os estímulos o que te ajuda a ancorar mais no teu centro, mesmo durante momentos e interações desafiantes.
  • evita notícias, a maneira como os midia fazem jornalismo hoje em dia, é nociva para todos nós, mas em especial para pessoas altamente empáticas.
  • exercício físico, seja ele qual for, é essencial para drenar as sensações que ficam “agarradas” ao teu corpo.

Se queres saber mais sobre o assunto, eu aconselho-te os seguintes livros:

  • The Empath’s Survival Guide: Life Strategies for Sensitive People da Dra. Judith Orloff
  • Dodging Energy Vampires: An Empath’s Guide to Evading Relationships That Drain You and Restoring Your Health da Dra. Christiane Northrup M.D.

Numa consulta de Astrologia podemos sempre olhar e determinar o teu grau de empatia e como essa empatia te pode apoiar no teu caminho e que estratégias podes adquirir para aprender a viver com ela, porque ela é um dom, ser altamente empático é uma bênção, pode parecer um paradoxo, mas… a nossa vida é feita deles não é?

Podes saber mais sobre as consultas de Astrologia aqui

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Como fazer as tuas mandalas para estudares o teu ciclo lunar e solar. Começa este ano astrológico a registar a dança Sol/Lua/Terra em Ti.

Há alguns meses, algures entre os incêndios de 15 de Outubro e o meu trabalho ter começado a chegar a mais pessoas, comecei a ser assaltada pela seguinte pergunta: ” E se tudo o que mais valorizas, que mais amas, se fosse retirado? Casa, objetos sagrados, memórias, família, trabalho, reputação. E se fosses desprovida de tudo o que consideras querido e sagrado para ti? O que é que te restaria? O que é que te faria continuar a levantar da cama pela manhã?

Esta é uma pergunta inquietante, uma pergunta à qual viramos a cara, porque a resposta verdadeira a tal pergunta só pode vir de um estado de “graça”. Nos mandamentos da vida cíclica existe uma altura para semear, e uma altura para colher, assim como existe uma altura para fazer perguntas e uma para encontrar as respostas.

Esta é uma daquelas perguntas chave! Perguntas chave são perguntas que surgem do inconsciente e que “acendem” em nós um tipo de inteligência inspirada. São perguntas que de alguma forma alteram os padrões familiares dos nossos processos mentais, levando o nosso cérebro a encontrar novos caminhos, a construir novas sinapses.

Na minha prática astrológica sinto-me a fazer um bom trabalho, quando durante uma consulta ajudo a pessoa a sair do consultório com uma ou duas destas perguntas na manga. Aí sim, fico com a certeza que a vida da pessoa acabou de mudar ali mesmo à minha frente, ainda que essa mudança não seja obvia nem durante a consulta nem nos dias que se seguem. Pois as perguntas chave, são como sementes que quando encontram terreno fértil, vão depositar as suas forças e o seu fogo no interior da terra à espera da hora certa para brotar. E qual é a hora certa para brotar?

A resposta à minha pergunta veio de mansinho, qual broto despontando da terra. Primeiro senti o primeiro verde, num livro que me veio para às mãos (por acaso), depois foi uma conversa distraída de café com uma amiga que me levou a ver um vídeo na internet. Em seguida o mar revolto de Carcavelos decidiu lamber-me as faces e regar a planta emergente, mais tarde os ventos fortes abanaram a planta jovem e fizeram-me perceber que esta planta/resposta estava a tornar-se cada vez mais clara.

Voltei à minha casa, ao meu jardim e ouvi com a minha audição interna:

“Quem vem ao verde tão verde, quem vem ao verde verá. Que não vem em vão e vede. Que o verde o ajudará.” – esta pequena melodia cantada pela Luísa Barreto , de repente abriu dentro de mim a resposta obvia, a única que faria qualquer sentido.

Se me retirassem tudo o que me é querido, agarrar-me-ia à VIDA, e esta Vida não é a minha vida ou a tua. É a nossa Vida, a VIDA/MORTE/VIDA, onde numa espiral continua toda a existência se cruza e entrecruza a toda a hora.

E eu já passei por alturas onde a dor era tanta que eu não conseguia sair da cama, onde para aguentar passar os dias precisava de me anestesiar, para não sentir. Então acreditem, eu sei que quando os desafios nos batem à porta, não é cor-de-rosa…nunca é.

Mas… assim como a semente sempre renasce, mesmo depois das piores catástrofes, também nós renascemos, e às vezes nem é porque queremos, é porque a força da Vida fala mais alto.

Eu que já caí fundo, como muitas de vocês, vivo esta vida com os pés o mais assentes no chão possível para que quando voltar a cair, saiba cair melhor, com mais graça, mais auto-respeito, mais compaixão.

Vivemos na impermanência constante, e a pergunta é: “Como encontrar o que é permanente nesta existência impermanente, como encontrar o que é duradouro e constante num mundo em constante revolução?

Não existe uma resposta, existem várias. Uma possível, é dedicarmo-nos a estudar a vida cíclica, ou melhor, deixem-me reformular… dedicarmo-nos a dançar conscientemente com a vida cíclica, tentando não apressar o que não pode ser apressado, tentando não encontrar soluções rápidas para o que precisar de cuidado e de tempo para se resolver. Encontrando na observação dos nosso ciclos e respetivos padrões cíclicos fios condutores que nos ajudam a tecer a nossa história com consciência e integridade.

Podemos ler e estudar várias matérias: sagrado feminino, astrologia, I-Ching, tarôt, podemos inspirar-nos com as histórias dos outros e pensar no que desejaríamos para nós, mas ao colocarmos essas coisas em 2º plano, e nos colocarmos a nós e à história contada pelos nossos ciclos em primeiro lugar, estaremos a construir um sistema único e revolucionário de autoconhecimento, individual e intransmissível! Dá para ver os resultados de um dia para o outro? Não… demora, são anos. Mas vale a pena? Claro!!!

Como podemos fazê-lo? Bem para mim uma das coisas é ter um diário e escrever regularmente, guardando os meus diários e sistematizando a forma como escrevo neles, para que mais tarde possam ser de fácil consulta. Outra das coisas que faço e que quero partilhar hoje com vocês é estudar os ciclos da Lua e o ciclo do Sol. Aprendendo a perceber-me através da dança mensal da Lua e da dança anual do Sol, registando estes estudos sob a forma de mandalas no meu diário. No link vocês poderão ver um video meu onde explico como faço estas mandalas e no que consistem estes estudos.

Aconselho este trabalho. Traz foco, e a longo prazo, ferramentas que mais ninguém te pode oferecer a não seres tu própria. É tão transversal a tantas áreas da vida de uma mulher, como o ciclo menstrual, hormonal etc… para quem estuda astrologia é a melhor introdução possível a uma mundo de estudo e observação constantes, da danças entre o Eu e os arquétipos planetários e seus respetivos ciclos.

Espero que vos inspire, que expire e que vos leve a começar já hoje a registar aquilo que mais tarde irá se transformar na vossa auto-biografia circular, onde o tempo da vossa existência passa a ser vivenciado como uma espiral em vez de uma recta. Muda tudo!

Digam-me o que acharam do video.

Um abraço com carinho

Ana Alpande

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Proserpina em mim, Proserpina em nós. Mitos que nos tecem e se entrelaçam com a vida cíclica.

Aceitei o desafio de escrever um pequeno texto, à luz do trabalho que fui desenvolvendo (bom, em verdade, vivendo) no curso “A Arte de Tecer a Vida Tece o Verdadeiro Eu”, dou por mim, a dar voz e palavras a uma viagem alquímica… uma viagem de corpo e consciência, que hoje nasce em tom de celebração da chegada de um novo ano astrológico.

Dante Gabriel Rosseti Proserpina 1874Tecendo, ouvi o Mito de Proserpina.
Dando corpo com cada fio, à trama montada, as palavras, como que por osmose, penetraram em mim. E como não seria assim?
Tecendo a minha Taça, embrenhei-me na companhia de Proserpina e durante os últimos meses, caminhei numa viagem interna a que posso chamar simplesmente Proserpina em Mim, sempre acompanhada pelo meu Tear, meu confidente, que hoje olho, com se olhasse um espelho que mostra além do reflexo; espaço criador e criação; espaço de encontro com o mais íntimo silêncio interno.
Não me prendo na história contada no Mito, até porque sei, que para o próximo ano, a história será diferente. Porque sei, que sendo igual para todas, como é para a Mãe Terra, é única para cada uma; e mesmo que a vivenciemos mais que uma vez  (e com certeza o faremos, vezes e vezes sem conta), ela será sempre nova e o caminho será diferente…
A sincronicidade da vida, permitiu-me ir revisitando o Mito ao longo do Outono e do Inverno, dando mais força à vivência navegada entre momentos de nevoeiro, em que as coisas e os acontecimentos pareciam turvos e quase impalpáveis e fortes momentos de insigth, de uma lucidez incrível no meio do frio, da escuridão e da dureza. Fui renascer ao submundo, com a consciência de que ali, no meu submundo interno, se encontra um dos meus férteis úteros; na sombra desnudo-me e renasço.
Na verdade, nesta altura da minha vida, o escuro, o não visível, já é um espaço mais conhecido e confortável. O medo que continua presente, já adquiriu uma nova qualidade, é olhado, acolhido, já não me faz parar, porque me sei em movimento constante.
Uma vez mais Proserpina, mas desta vez, Proserpina tecendo-se.
Proserpina reconhecendo toda uma carga que as expectativas luminosas de Demeter, de todas as que me esperam somente pura,virgem e “bela” colocam-me olhos nos olhos da adolescente que fui.
E dali, como não olhar o narciso? E como não dar-lhe um sorriso? Até mesmo um piscar de olhos? (sorrio pensando se não semeei eu narcisos até…)
E nos fios que passaram a tramas, foi ficando clara que a iniciação não se dá porque o Carlo Francesco Nuvolone O Rapto de Proserpina 1630-1640Deus Plutão me levou, ou levará vezes sem conta no tempo, ainda para mais tendo em conta que por vezes é ele que comigo vem… mas quando, numa adolescência sem idade, parto ao encontro das trevas; num retornado movimento de renovar… de me despir de expectativas que já pesam… porque em nada são meus desejos ou anseios.
Quando olho a Demeter interna e lhe digo… agora, agora vou partir sem ti. Sem medo, e até na sabedoria que a sua viagem será para ela também um renascimento, ou não. Mas é a sua!
Aqui, esvaziei a taça que sou, porque só vazia a posso encher do que me serve.
Montada novamente a trama, ainda o Inverno se fazia, tecendo-se na minha cabeça novos fios brancos. É engraçado como ciclicamente no escuro, venho reconhecer e encontrar luz. Luz luminosa, Luz calor… Luz sabedoria.
Nas alturas de escassez, o espaço criado por um vazio expansor, mostra-me bem as minhas raízes… o meu coração. Aquele espaço onde, quando faz frio, a vida encontra ninho para se recolher e se preservar. O subsolo. A terra.
E eu confio. Confio no carinho e na empatia. Na honestidade. Na verdade. No amor. Na responsabilidade. Na criatividade. Na beleza.
E sei-me acompanhada. Sozinha, não estou só.
As minhas irmãs tecem nos seus teares. Canto com elas. Damos espaço às fibras dos seus nobres fios com água dos nossos olhos, como suor do esforço que às vezes a vida exige e com o calor da irmandade que se constrói tecendo.
E com elas canto o meu nome e o nome de cada uma. Connosco cantam as da nossa linhagem. As nossas ancestrais.
Desta vez a visita ao Mundo inferior, não é visita, é permanência. Porque aqui é minha casa também.
Dizem que sem dormir, ninguém sobrevive. Hoje digo, sem sombra, ninguém vive realmente.
E na gestação, sabendo-me de coração ao alto, ganho braços e pernas.
E é na intimidade com os demónios que aqui habitam, com as partes que quiz esconder e até matar (mas por isso dando-lhes vida), que forjo a foice com que me defendo, com que corto as ligações que me desvitalizam… com que colho as ervas medicina, ervas perfume!
Sou responsável para escolher.
E na gestação reconheço os meus corpos, o meu espaço, o espaço que ocupo. Aqui em baixo, lá em cima… o espaço que sou e ocupo em qualquer lugar onde me mova. Espaço semente, espaço concretização.
Como uns bagos de romã que Plutão me ofereceu… já os judeus sabiam da sua ligação com a Árvore da Vida.
Porque sangue é conexão com a vida. E a morte, uma porta para o nascimento.
E olho Plutão sendo cada vez mais aquela que ocupa um trono, num Reino que é o dele também. Vivendo Ciclicamente, em encontro com outros seres cíclicos. E olho-o sabendo que o posso também amar. Porque o meu cinto… é sempre meu. Porque o meu espaço… posso defendê-lo, tanto como partilhá-lo.
E assim foi contando o meu tear… fomos contando, o meu Tear e eu. Cocriando a Persona, Rainha Bela em toda a sua fealdade. Bela em toda sua força e fragilidade … Bela, prudente e protegida.
Proserpina, com nome, corpo, coração e alma. Inteira e atuante na Roda da Vida.
Acolhendo a ciclicidade da vida em toda a sua extensão.
É incrível como na sombra destes meses frios resgatei a minha INOCÊNCIA!!!
Tecendo luz e sombra… gargalhando e sorando… morrendo e nascendo… sempre tecendo, sempre criando…
Sim Proserpina, com mais cabelos prata… Rainha do submundo… forte, bela e inocente…
As bagas que sobraram, como-as em compromisso com a ligação com este espaço sagrado, na verdade de ser a Rainha do meu submundo. Laço de cuidado e responsabilidade. Sabedoria de que regresso, vezes sem conta, honrando a verdade naquela que sou. Antioxidantes são bons para qualquer caminho!
Já os corpos cheiram a Primavera, e cá em baixo as sementes rompem denunciando a verdade dos tempos e a linha que desenha o meu caminho na Vida . Em amor abraço-me. Troco cumplicidades com Plutão que em momentos pontuais me viu tecer, tecendo-me…
Com quem aprendi na escassez e na abundância (sim… como pode ser abundante o sobsolo no Inverno…). A quem odiei e amei… com quem afinal, até coopero.
Coloco na Bolsa o que me é sagrado.
Nascendo-me, paro-me na viagem ao encontro da Primavera, um novo zero ou infinito no meu baralho.

Rita Leite Prudente

Proserpina lá vem vindo,
Aí como o dia está lindo,
Aí lá vem ela a cantar….
Cantando com breves cantigas
Bailando com as amigas
Leves como bolhas de ar…

O Rapto de Proserpina_ Adaptação Maria Luisa Barreto
Ouço-a com a voz da querida Ana Alpande

(A Rita esta a acabar o Curso a Arte de Tecer a Vida sobre o qual podes saber mais aqui. É Terapeuta, Doula, Artista, Mulher plena e imensa com quem tenho o prazer de caminhar e aprender.)

Aqui podes ouvir a versão do mito da Proserpina de que a Rita fala no fim do seu testemunho/reflexão.

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Posso na minha prática, olhar para o teu Mapa Astral e analisar apenas um planeta, posso espreitar os mapas dos teus amigos e familiares?

Aqui

Ultimamente chagaram-me uma série de pedidos seguidos, para analisar planetas isolados num mapa natal, na verdade, dos vários pedidos todos eles referiam-se à Vénus, mas para este caso não faz diferença se for a Vénus ou outro planeta.

Outro pedido que me fazem várias vezes é o de olhar para o Mapa de amigos, conjugues, familiares etc…

Apesar de eu ter todo o prazer de responder pessoalmente a cada pessoa que me contacta, hoje escrevo aqui a minha abordagem em relação a estas duas perguntas. Salvaguardando desde já que ela não é nem certa nem errada, é a minha, a que faz sentido dentro da minha linha de trabalho. Certo?

Eu estudo um Mapa Natal como se estivesse a caminhar no Labirinto de Chartres, encaro cada volta como um mistério, às vezes vejo segredos, outras portas fechadas, outras possibilidades ilimitadas, mas é só a partir do centro que eu recebo uma visão mais claro do todo.

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foto retirada da net

O Labirinto de Chartres tem 12 voltas, 12 camadas, 12 áreas a serem percorridas desde a periferia até ao centro, (um mapa natal tem respetivamente 12 casas/12 signos). Se eu quiser respeitar um labirinto e o propósito com que foi criado, eu preciso ir da periferia ao centro e do centro à periferia, este é o caminho para o coração. O caminho do herói e da heroína, onde cada passagem tem a sua função e dá acesso ao nível seguinte.

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Quando eu estudo o mapa de uma pessoa, eu coloco-me na posição de testemunha, eu sei que ao estudar um mapa eu estou apenas a olhar para a paisagem, é numa consulta e apenas na medida da confiança estabelecida entre a pessoa e eu, que me é dada a oportunidade de realmente entrar e ver para lá da superfície. Eu percorro o labirinto, não na frente da pessoa, mas atrás dela, não para lhe mostrar o caminho para o seu centro (quem sou eu) mas para a encorajar a não desistir, para lhe dar força e coragem, ajudá-la a ir para além do ponto de resistência um pouco mais fundo, um pouco mais longe, respirando com a dor, descansando nos miradouros, celebrando as conquistas. Esta é a minha missão. E a razão pela qual eu entro no labirinto com a pessoa é simplesmente porque para a ajudar eu preciso de ver as paisagens internas, através dos seus olhos e não do meu julgamento.

Então assim sendo, não olho para mapas de pessoas se não for para fazer esta viagem com elas, a não ser que seja um caso muito específico onde a pessoa autoriza por exemplo um colega seja astrólogo ou terapeuta a partilhar o seu mapa comigo. Ou no caso de crianças, e ainda assim todos os meus clientes sabem que analiso sempre os mapas das crianças tendo em conta a relação com Pai/Mãe, ou seja de um ponto de vista relacional.

Também não consigo estudar apenas um planeta, como a Vénus, por exemplo, nesta forma de trabalhar que acabo de explicar, não faz sentido.

Sou contra quem o faça? De todo!!! Só não é a minha linha. É como na música, há o jazz, há a música clássica etc…, cada linguagem ajuda a fazer deste mundo um lugar mais rico.

Já agora, para quem estuda astrologia não poderia recomendar mais, a experiência de caminhar num labirinto de 12 voltas. É algo que tem de se experienciar para se perceber a real dimensão do que acabo de escrever sobre esta minha forma de trabalhar.

Então quando eu escrevo que faço consultas de Mapas para o Centro, onde podes encontrar os fios para Tecer o teu Verdadeiro Eu, podem agora perceber que eu realmente acredito e vivencio o que proponho, é poético mas é, numa certa dimensão, bastante real.

Muito grata a todas as pessoas que me escrevem. É uma prazer conhecer as caras por detrás do ecrã.

Com muito carinho

Ana Alpande

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Lua Cheia – Eixo Virgem/Peixes. És parteira ou parturiente?

Lua Cheia é a altura do mês onde a luz interna brilha com mais intensidade, onde temos a oportunidade de olhar para dentro com mais clareza. Nas noites da Lua Cheia, a luz entra-nos pelo quarto dentro, e não nos deixa dormir, não nos deixa esquecer ou esconder…

É uma Lua de finalizações, de limpeza, pois é quando a Lua atinge o seu pico que podemos ver o que precisamos limpar.

No eixo Peixes/Virgem somos ora parteiras, ora parturientes.

Do lado Virgem, oferecemos o nosso trabalho, as nossas capacidades, servimos as mulheres à nossa volta e somos testemunhas do sagrado, do milagre da Vida. é-nos exigida firmeza, foco, acção. Somos protectoras da grávida e do milagre que ela  transporta. Somo testemunhas do mistério, mas sentimos nas nossas costas o fino equilíbrio entre intervir e deixar acontecer.

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Imagem da série britânica – Call the Midwife

Ser terapeuta, é ser parteira. Eu sou parteira de milagres, de memórias, de realizações, de dores assimiladas, de crenças transmutadas… muitas de nós somos parteiras… parteiras em serviço, 24h… sempre alerta, sempre à disposição, prontas a cuidar, a doar, sentindo nas costas a responsabilidade de saber quando ajudar e quando confiar.

Mas também somos as parturientes. Também nós parimos, crenças transformadas, fantasmas redecorados, novas Visões, transformações, projectos e sonhos. E quem são as nossas parteiras? De quem nos rodeamos quando estamos a parir? Como escolhemos parir? Rodeadas de máquinas e olhares curiosos, no nosso espaço com as pessoas que confiamos ou sozinhas?

Esta Lua Cheia fala-nos do equilíbrio entre cuidar e deixar ser cuidada, entre saber quando intervir e usar: a técnica, o saber aprendido, o foco, ou saber entregar, confiar no mistério.

Falamos de comunidade, sim uma comunidade onde a fronteira entre o visível e o invisível é ténue, onde na neblina se podem ver contornos de seres informes que caminham connosco de forma anónima.

Na vida cíclica não nos podemos esquecer que não caminhamos sós, caminhamos com e para o Todo, a toda a hora a todo o instante.

Então como está o equilíbrio entre o meu espaço sagrado e o teu espaço sagrado?

Que fronteira é esta que me separa do todo?

E como é que eu sei quando agir, quando confiar na técnica, no foco, no mecânico, e quando entregar e usar a Fé como escudo e ao mesmo tempo como guia?

A luz que guia a estrada que vai de Virgem a Peixes é sem dúvida a luz do coração.

É uma espécie de exercício muscular, tal como num parto. Contraímos voltamo-nos para dentro, para depois expandirmos e abrirmo-nos um pouquinho mais, até à dilatação total… e podemos fazê-lo com ou sem parteira. Essa é uma escolha nossa.

Mas sozinhas? Sozinhas nunca estamos, nunca… Caminhamos Juntas!

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As 8 etapas da viagem da Heroína através das fases da Lua.

Hoje quero falar ao de leve sobre a viagem da Heroína. A viagem da Heroína não é um termo meu, já existe, foi criado por necessidade. Todos os mitos tem uma série de etapas a serem alcançadas, estas etapas fazem parte da vida psíquica e das nossas fases de desenvolvimento. Na nossa cultura estudou-se e aprofundou-se o mito do Herói, mas a verdade é que Homens e Mulheres tem estruturas psíquicas diferentes, e acima de tudo uma relação com o tempo e a vida cíclica estruturalmente diferente.

Então surgiu este novo termo que é a viagem da Heroína, há muita bibliografia sobre este assunto, muitas mulheres maravilhosas e visionárias que estão a reescrever a história das mulheres na cultura actual e acima de tudo a criar estruturas que nos sirvam e com as quais possamos realmente nos identificar. Nesta curva cultural, vemos finalmente as mulheres de forma global a questionarem-se sobre o que é Ser Mulher, o que é viver e ter Poder a partir do feminino e não de padrões culturais patriarcais, estes são sem dúvida tempos de uma grande mudança cultural.

Ora como sabem eu estudo ciclos e interesso-me especialmente pelos ciclos da Lua e de Saturno. Mas neste momento estou mesmo muito curiosa com os ciclos da Lua.

À medida que vou crescendo como astróloga e crescendo como coach tenho vindo a observar a Arte de Tecer e Viver a Vida Cíclica  no meu quotidiano e na minha abordagem terapêutica, precisei de enquadrar a viagem da heroína nos ciclos da Lua e na roda anual, para que eu própria enquanto narradora da minha história pudesse estar mais atenta às fases da minha heroína interna e acima de tudo à forma como essas fases informam e moldam a minha Biografia pessoal, a forma como tudo isto se casa com o Mapa Natal e os trânsitos astrológicos é fascinante!

No curso que facilito – A Arte de Tecer a Vida, nós aprofundamos cada uma destas fases através de objetos de poder, mas vocês podem encontrar outras formas de se relacionarem com esta informação e de questionar e observar a vossa vida e o vosso ciclo lunar e anual através destas fases e ver a que conclusões chegam (eu ia adorar saber de vocês).

Aí vão as 8 fases da Viagem da Heroína através das fases da Lua:

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O Chamado, a Invocação – Lua Nova

Esta é a fase em que a heroína é chamada para a aventura. Ela sente dentro de si a inquietação de quem sabe que está na hora de trazer algo novo ao mundo. Existe uma Invocação, algo que se quer materializar, mas não se sabe como. Esta é a fase de lançar sementes e de as proteger com cuidado. É a fase em que construímos um amuleto que irá nos proteger na nossa jornada. – Solstício.

O Convite e a Recusa – Lua Crescente

A heroína não se crê capaz e tende a recusar a chamada.  É preciso que tenha coragem de olhar para o vazio e que se esvazie das crenças que alimento de si mesma. Em muitas histórias esta fase está associada ao caldeirão da transformação, no curso que facilito, associamos esta fase à taça e à transformação das crenças que nos limitam. Janeiro/Fevereiro

Encontro com a mentora, a voz que indica do caminho – Quarto Crescente

Esta é a fase dos vários caminhos e das encruzilhadas, a heroína chega ao mundo externo mas não sabe para onde ir. É então que aparecem os sinais, ou na forma de uma Sábia, ou de uma boneca (Vassalissa) ou um animal. É nesta fase que a heroína descobre a sua voz interna e encontra o seu caminho. – Equinócio da Primavera

Desafios, encontro com o poder – Lua Geba

Esta é a fase em que aparecem os desafios, os inimigos ou os obstáculos. A fase em que a heroína precisa encontrar a força interna e precisa aprender a usá-la de forma consciente, onde ela aprende a defender-se e a defender o seu espaço.  – Abril/Maio

A Recompensa,  uma nova identidade – Lua Cheia

A heroína recebe agora o dom de saber equilibrar a vida interna e a vida externa. É lhe dada a capacidade de identificar com uma Visão Maior de si própria. Nesta fase tecemos uma máscara, que faz a ponte entre o nosso mundo interno e externo.                     Solstício de Verão

O Regresso a Casa, a curandeira – Lua Disseminante

A heroína regressa a casa consciente de si e do que é realmente importante para si e ao que é que quer dar atenção. Existe o perigo de perder-se de si e voltar ao estado inicial. Agora é o tempo de aprender a preservar os seus tesouros e a manter na sua bolsa apenas o essencial, para que possa ter espaço para acolher o mistério que transporta dentro de si. – Julho/Agosto

Ressurreição, a anciã – Quarto Minguante

A heroína surge como uma nova mulher, morre como heroína e renasce mulher sábia, a jornada integra-se, agora ela é o seu tesouro,  respira e irradia a sua própria luz. Para onde olha consegue ver o todo, com esta sensação de completude começa a recolher-se.  Equinócio de Outono

Elixir, o serviço – Lua Balsâmica

A mulher sábia sendo completa em si sabe-se sendo Todo, começa agora servir as heroínas que começam a ser chamadas para a aventura. – Novembro

Se quiseres saber mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os objetos de Poder  relacionados com cada uma destas fases clica aqui.

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Eclipse do Sol 15 de Fevereiro – deixa que a vida seja o teu Mestre!

Amanhã ocorre o eclipse parcial do Sol, numa maravilhosa Lua Nova, altura onde no céu se vive sobre a penumbra, onde não há distrações e somos convidadas a focar, a concentrar, interiorizar e a armazenar força para iniciar o caminho. Na Lua Nova delineamos o nosso percurso e fazemos a mochila para partir para uma nova aventura.

Quando ocorre um eclipse do Sol, é preciso ver se ele se posiciona junto ao Nódulo Norte ou ao Nódulo Sul da Lua, dependendo da sua posição podemos: ou ter a certeza / visão de para onde queremos ir e do que precisamos para lá chegar, ou se é necessário limpar a casa primeiro, para depois então iniciar viagem.

Eclipses do Sol são sempre dinâmicos, trazem-nos pessoas e situações, e como já referi no post anterior a sua ação pode influenciar-nos por meses ou mesmo anos.

Então este eclipse é daqueles onde temos de arrumar a casa primeiro.

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Eu gostava de vos lembrar o seguinte:

. O eixo deste eclipse Leão/Aquário tem vindo a ser trabalhado desde o Verão passado e continuará até ao próximo Verão, então podemos olhar para estes eclipses como fenómenos isolados, ou podemos coloca-los a todos em perspetiva e analisá-los à luz dos restantes trânsitos pessoais para entender o quadro maior.

. Este presente eclipse está conjunto ao nódulo Sul ou seja, trará consigo situações ou pessoas do passado, então o último eclipse do Sol (em Agosto de 2017), mostrou-nos para onde queríamos ir, este eclipse está a mostrar-nos o que nos impede de lá chegar, que partes da nossa casa tem de se deixar arrumadas e limpas para que possamos partir à aventura sem amarras ou pontas soltas.

O próximo eclipse do Sol, trará uma visão maior de todo o cenário.

Então o que eu tenho vindo a aconselhar às minhas clientes/companheiras de viagem é para estarem atentas, muito atentas a quem ou o quê anda a bater à porta nestes dias, e como é que essas situações do passado mexem com elas, que sentimentos e crenças são trazidos à superfície nestes dias que antecedem o eclipse, para que possam usar essas situações como matérias primas para tecer o tecido dos próximos anos.

Talvez não tenham um total entendimento da situação agora, mas ele virá mais tarde, o mais importante é estarem atentas. Sejam observadoras de vocês próprias. Quem tece a Arte de Tecer a Vida sabe que nem sempre se começa um projeto com a visão total do tecido acabado, muitas vezes vamos desvelando passo a passo a composição final sendo muitas vezes surpreendidas na hora de cortar os fios da teia.

A Astrologia é a arte de estudar ciclos, e a forma como estes ciclos se ajustam e integram à experiência individual (ou seja como é que eles se podem transformar em matérias primas para que possamos Tecer o Verdadeiro Eu), e a melhor forma de vocês se entenderem na ciranda da vida cíclica é serem observadoras de vocês mesmas, sabendo que a vossa vivência e experiência de um ciclo em particular é sempre única.

Este eclipse é um tempo de observação das situações/relações kármicas que estão neste momento a pedir atenção/resolução para que então possamos seguir em frente. É uma época para estarmos atentas ao que nos toca, onde nos doí e como se expressa essa dor.

Já agora, consegues com toda a honestidade responder a esta pergunta? – Como casar a minha vontade pessoal com a sagrada entrega?

É que este eclipse não é só sobre ti, mas acima de tudo sobre o teu papel na grande teia de eventos e relações que moldam o mundo, e aí é que está o grande desafio (pelo menos para mim), depois de limpar a casa e a mochila estar pronta, quando souberes exatamente o que queres e para onde vais, virá novamente a pergunta.

Como casar a minha vontade pessoal com a sagrada entrega?

E quanto mais clara for a resposta para ti, mais clara será a voz do teu coração a mostrar-te o caminho a seguir.

Caminhamos Juntas!

As vagas para o Curso – A Arte de Tecer a Vida 2018 – estão aberta e são limitadas, se quiseres saber mais clica aqui

Podes saber mais sobre as consultas de Astrologia aqui

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Círculos de Tecelagem – Curso a Arte de Tecer a Vida 2018 – Inscrições Abertas

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Senhoras da Teia da Vida, as inscrições para o 1º módulo do Curso Círculos de Tecelagem A Arte de Tecer a Vida 2018, encontram-se abertas.

Podes descobrir mais sobre a Arte de Tecer a Vida aqui.

Durante o 1º módulo, iremos tecer as três primeiras formas elementares/objectos de poder durante 3 círculos de Tecelagem (um por mês), poderás ver as datas mais abaixo.

1 – Amuleto – Lua Nova – Invocação – És chamada para a mudança.

Duração: 8 horas
O que as palavras não alcançam, pode ser expresso através da linguagem simbólica ao usar um padrão arquetípico que se tece com o coração e as mãos. O amuleto é uma invocação para que despertemos para uma mudança interna. Ele representa aquilo que dentro de nós precisa nascer.
Simboliza o momento da conceção, energia masculina e feminina unem-se para criar um novo Ser, e está intimamente ligado à energia da Lua Nova.

2 – Taça – Lua Crescente – Convite – És convidada a receber o teu Ser de coração aberto.

Duração: 14 horas
A taça convida-nos a receber uma nova dimensão de nós mesmas, o que realmente desejamos e que têm valor intemporal para a nossa psique. A taça assim como nós tem um interior e um exterior.
Ela representa o nascimento, o saco amniótico que se rompe e de onde nasce um novo Ser que vêm trazer a sua luz para o mundo. Na taça serás iniciada à técnica inédita de tecelagem tri-dimensional, criada pela Susan Merrill especialmente para este trabalho.

3 – Boneca – Quarto Crescente – Insight – Um encontro com a tua anciã.

Duração: 8 horas
Ela traz consigo o insight, as respostas que vêm da nossa alma e da voz interior. Representa de forma simbólica o nosso Eu Sábio – a Anciã – aquela em quem nos queremos transformar.
A boneca representa a infância, o Ser sábio (intuição) que nos dá a mão nos primeiros anos da nossa vida psíquica e sem o qual não sobreviveríamos, está ligada à energia do Quarto Crescente.

Cada círculo de tecelagem é precedido por uma história áudio enviada para o e-mail que revelará o arquétipo que iremos trabalhar.

Durante cada círculo irás receber um manual com instruções, reflecções e exercícios correspondentes à fase arquetípica abordada durante cada forma elementar.

Todos os materiais são 100% naturais.

No fim deste primeiro módulo poderás prosseguir a tua viagem pela psique feminina participando dos restantes módulos:

2º módulo – O Cinto do Poder, A Máscara, A Bolsa (as datas serão enviadas após a tua inscrição no 1º módulo)

3º módulo – O Xaile

4º módulo – A espiral – Vida/Morte/Vida.

Mais sobre as fórmulas elementares e os restantes módulos aqui

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Curso em Oeiras no espaço Mandarina ESGOTADO! Novas turmas em 2019.

1º Módulo:

  • Amuleto – Invocação – 14 de Abril
  • Taça – Convite – 26 e 27 de Maio
  • Boneca – Insight – 16 de Junho

Curso no meu estúdio Oliveira do Hospital – VAGAS DISPONÍVEIS

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  • Amuleto – Invocação – 19 Maio
  • Taça – Convite – 23/24 Junho
  • Boneca – Insight – 21 Julho

Valor de troca:

Inscrição €40 – inscrições até 20 de Março beneficiam de 10% de desconto no valor mensal do curso.

Prestação mensal – € 86 (caso efectuem inscrição até 20 de Março, a mensalidade será € 77). As mensalidades deverão ser pagas até dia 10 do respectivo mês.

No fim do 1º módulo terás aprendido técnicas básicas de tapeçaria e terás ferramentas de trabalho interno como:

  • montar uma teia, os princípios da trama, retirar uma peça do tear, acabamentos, tecelagem tri-dimensinal, aumentos e diminuições, cuidados a ter com a teia e com a trama.
  • a nível interno terás tecido os teus valores, terás trabalhado com as tuas crenças e descobrirás a voz da sábia dentro de ti.
  • Terás histórias, poemas e músicas que irão acompanhar-te durante a tua viagem e o apoio incondicional de um grupo vibrante de mulheres que tal como tu, percorrem o seu interior ajustando e acolhendo os fundamentos da vida cíclica.
  • Terás perguntas e exercícios adaptadas ao trabalho com cada objecto e com a fase da vida psíquica que ele representa.
  • Manuais com as instruções e informação sobre a simbologia de cada objecto/fase psíquica.
  • 3 objectos de poder tecidos com matérias nobres, 100% naturais, escolhidas com muito carinho para te proporcionar uma experiência táctil, anímica e criativa únicas!
  • 30h de círculo entre mulheres, de partilha e aprendizagem, de comunhão, de entrega e cumplicidade a teceres o Teu Verdadeiro EU.

Dúvidas e questões poderão ser colocadas por e-mail: circulosdetecelagem@anaalpande.com

Formulário de inscrição: https://goo.gl/forms/Ue1eD7AfDYFFaKV13

Como está a vossa higiene energénica? – Técnicas de limpeza e proteção energética

Como está a vossa higiene energénica? Esta semana convidei a minha amiga e terapeuta Cristina para falar de um assunto sério e muito importante para todas nós! Grata à Cristina pelo seu tempo. Aproveitem!

Protecção/Limpeza Energética

Todos nós temos um lado mais pragmático e outro mais sensível que podemos equilibrar. O nosso lado mais sensível/sensitivo está relacionado com aspectos da nossa alma com as missões de vida, com o criativo que existem em nós, com heranças que trazemos do passado.
Porém o sermos sensitivos, por vezes, traz-nos alguns desconfortos, porque sentimos as energias que nos envolvem e afectam positiva ou negativamente. Alguns de nós somos mais “permeáveis” a essas influências, enquanto outros nem se apercebem, embora sejam também influenciados de alguma forma.
Tal como o ar existe, mas não se vê, também as energias existem e a maior parte das pessoas não as vê, mas poderá senti-las. Nós conseguimos sentir se o ar é puro ou poluído. Da mesma forma existem energias positivas e outras negativas, que nos fazem sentir bem ou mal.
Nós atraímos as energias negativas por variadíssimas razões, como por exemplo, um estado emocional de raiva ou de revolta. Por esta razão parece-me importante sabermos proteger e limpar essas energias que nos rodeiam.
Determinadas profissões estão mais sujeitas a interferências energéticas ou “perdas” de energia. Temos o caso dos coachs, terapeutas de medicinas alternativas, bem como todas a práticas que envolvam o contacto directo com pessoas.
Se o trabalho em questão estiver relacionado com as emoções, desenvolvimento pessoal, massagens então a/o terapeuta terá que se munir de ferramentas quer para se proteger, quer para se “limpar”. Isto porque no contacto com as pessoas muitas são as trocas energéticas que acontecem sem que, por vezes, se tenha noção real. Nessas trocas o ser que desempenha o serviço pode ficar “esvaído” de energia porque fica “atolado” em energias de interferência, ou a sua energia é sugada.
Importa então aprender ferramentas para proteger e para limpar.
Ferramentas de protecção energética:
1. Antes de iniciar as actividades profissionais, devemos Conectarmo-nos com Algo Superior e Ancorar em nós as energias dos Guias, Anjos, Santos, Seres Iniciados, Seres Subtis, que sentirmos que faz sentido em termos das crenças de cada um.

Fonte da imagem: http://www.crystalinks.com/merkabah.html

2. Activar a Merkaba de Protecção.
Como se faz isto?
R: Imaginar um feixe de luz em forma de triangulo equilátero que desce pelos nossos centros energéticos (chacras) e do centro da Terra outro feixe de energia que sobe pelos pés, entra pelo 1º chacra e percorre todos os chacras.
As duas energias vão encontrar-se no chacra cardíaco e vão expandir-se formando a Merkaba de protecção ou Estrela tetraédrica. A seguir podemos rodar um pouco no sentido dos ponteiros do relógio.

Esta merkaba de protecção pode ser activada ao longo do dia, sempre que sentirmos que já estamos a ficar com pouca energia.

Ferramentas de limpeza energética:

1. Após o termino do trabalho, tomar banho e no final passar sal do pescoço para baixo e passar por água. Ou tomar um banho de ervas.
2. Saltar a sacudir os braços libertando a respiração na expiração abrir a boca e libertar um som ahhh
3. Fazer respiração (pranayama KapalaBahti) https://www.youtube.com/watch?v=8UURgA8Rf7E
https://www.youtube.com/watch?v=z7R6eb04Jvc

4. Ter uma infusão de alecrim em álcool e esfregar a zona da nuca e omoplatas, ou usar creme vic para esfregar nas mesmas zonas. Estas fragâncias são também muto purificadoras de energias.
Existem outras práticas de purificação mas achei que estas seriam as mais simples e acessíveis para práticas do dia-a-dia.
 Importa salientar que não precisamos ter medo das energias que os pacientes/clientes possam trazer, porque se nos protegermos e Conectarmos com Energias Superiores (Energia Primordial Divina, Anjos, Arcanjos, Guias espirituais, Universo, Sol…) estaremos a Trabalhar com “Rede”, e o Trabalho flui melhor.
o Conecta-te
o Activa Merkaba
o Purifica-te

Sou Cristina Méga
Coach/Terapeuta
Master Coaching com PNL
Master Time Line Theraphy
Autora do método TRE – Terapia da Raiz das emoções (no inconsciente)
Consultórios: Espaço PNL Com Paixão – Av. 5 de Outubro, 142, r/c Esq. Lisboa
Espaço Vida – Rua Dr. Teófilo Braga, nº 20, 2º Esq. Loures
Facebook: PNL Com Paixão
Contacto: 919186657

Para cuidar da floresta, primeiro é necessário aprender a amá-la.

E se na escola nos ensinassem a amar a floresta por aquilo que ela é, pelo prazer interminável de deambular pelos seus mistérios?

E se na escola nos ensinassem a ter prazer em encher os pulmões de verde, em sentir a caruma fazer ticlicar os pés e descobrir os tesouros escondidos no chão.

Precisamos mais do que uma reforma florestal, precisamos de uma reforma educacional e sensorial. Precisamos que a nossa pele se nutra do que é natural e vivo em vez do sintético. Precisamos de poros abertos ao milagre da vida….

A minha floresta está a renascer.

A minha floresta dá vida…
A minha floresta abriga sonhos…
A minha floresta retem a água e nutre o solo…
A minha floresta é nossa…
A minha floresta regenera…
A minha floresta respira comigo e para mim…
A minha floresta não é minha.
Eu sou dela. A ela pertenço, porque sem ela não existe existência.