Eclipse Solar e Lua Nova em Leão. Ritual de Manifestação

Não podia deixar passar este eclipse sem vos escrever. Temos ouvido falar muito deste eclipse, que vai ser forte, importante e decisivo.

A Arte de Tecer a Vida (método de empoderamento pessoal, o qual me dedico a ensinar), é uma ferramenta que nos lembra que somos ao mesmo tempo criação e criadoras do nosso destino. Através das janelas dos nossos teares nós visionamos quem queremos ser e,  tecemos o tecido da nossa vida consciente. Este eclipse é uma oportunidade incrível para estimular e potencializar essa criação. Tem tudo a ver com a primeira Forma Elementar que é o Amuleto, que nos fala da Invocação e que nos leva à toca da Mulher Loba, aquela que vive para lá do tempo, e que guarda os segredos da Vida/Morte/Vida.

No Amuleto assim como neste eclipse somos chamadas à nossa caverna ancestral e convidadas a tocar e a cheirar os nossos ossos e olharmos sem medo para quem realmente somos. A partir daí invocamos o nosso poder para o que queremos manifestar na nossa vida.

Sobre  o eclipse em si não vou escrever porque já muito foi escrito.

Mas quero partilhar com vocês uma de muitas possibilidades pra aproveitar esta onda interna e surfar com ela.

Deixo a sugestão de um ritual para esta segunda-feira:

A energia do eclipse já se faz sentir, então algumas de vocês já estão a sentir um chamado de se recolherem um pouco. Talvez precisem de descansar,  comer melhor, ou de alguma forma prestar atenção ao vosso corpo, seja físico ou emocional.

O corpo é o veículo através do qual expressamos as nossas emoções e este é um tempo que nos convida a esvaziar mente e coração, para que do vazio possa emergir a verdade.

Então até segunda-feira é tempo de tomar contacto com o nosso corpo físico, sentir-lhe os músculos, as articulações, a pele e purificar através do corpo…sim… estou mesmo a falar de suar e deixar as emoções “destilar” através dos nossos poros. Um passeio à beira mar com um passo mais acelerado, subir um terreno de inclinação acentuada, nadar ou treinar com mais vigor…enfim vocês percebem a ideia. Também é importante o toque, trocar carícias, receber uma massagem ou oferecermo-nos uma auto-massagem. Nesta fase é importante unir consciência ao corpo. E esta é a preparação para o ritual deste eclipse.

No dia do eclipse é importante criar um momento só para ti. Encontra um lugar onde não vais ser incomodada, cria um espaço agradável onde te sintas “em casa”. Eu gosto de ter um baralho de cartas, papel, caneta, as minhas lãs e claro o meu tear. Para as mulheres que não ainda aprenderam a tecer, podem usar canetas, aguarelas, qualquer veiculo artístico que faça a vossa alma cantar. (No curso a Arte de Tecer a vida exploramos em pormenor como usar os nossos teres como ferramentas de manifestação).

. Começa por agradecer as tuas bênçãos. Sente a energia da gratidão no peito à medida que vais trazendo à consciência todas as coisas pelas quais és grata na vida.

. Faz uma pequena meditação, aquela que gostares mais. Eu gosto de visualizar a energia das profundezas da terra a percorrer os meus 3 chakras inferiores e a energia do cosmos a descer sobre os 3 superiores e depois no coração unir ambas as energias, e desta forma limpar a minha aura.

. Também podes cantar um mantra.

Se gostares de astrologia, podes ver em que casa se está a manifestar o eclipse e iluminar essa área, visualizando qualquer aspecto mais tenso a suavizar e pedir para que os aspectos favoráreis possam ser aproveitados a teu favor. Se não percebes nada de astrologia ótimo!!! Apenas entrega os teus desafios e pede para que todas as oportunidades sejam aproveitadas (às vezes a vida abre-nos portas, e estas passam-nos ao lado).

Também podes aproveitar  para olhar para o planeta e lançar as tuas intenções para a nossa humanidade.

Quais são os teus desejos? Os teus sonhos? Tenta dar uma resposta sincera.

Escreve. Lê. Re-lê.

Agora visualiza-te a ser essa pessoa, a pessoa que realizou o seu desejo, que concretizou o seu sonho. Como te sentes? É mesmo isso que queres?

Repete até sentires no teu corpo as emoções que sentirias se já tivesses concretizado o teu desejo. Demora o tempo necessário nesta etapa pois ela é das mais importantes deste ritual.

Agora é a altura de pegar no tear, escolher a lãs e criar o teu amuleto, ou pegar na folha branca e nos pinceis e pintar uma representação dessa energia.

Coloca essa representação no teu altar, junto com uma lista com pelo menos três acções que te aproximem do teu objectivo.

Esta é uma das abordagens a este eclipse que envolve o meu trabalho com a Arte de Tecer a Vida e com o nosso trabalho nos círculos de tecelagem.

As suas raízes vêm do coaching criativo e na verdade trata-te de aproveitar a confluência de energias deste eclipse para tira ainda mais partido deste trabalho. Mas ele poderá ser feito a qualquer altura em especial na Lua Nova.

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Ser livre é criar e entregar e entregar e criar.

Então não te esqueças de entregar tudo ao teu Ser Divino, pois ele melhor que ninguém sabe o que é melhor para ti. Por isso se não tiveres nenhum desejo para manifestar, foca-te em amplificar emoções de amor e entrega pelo corpo e dar-lhes forma através da tua arte. Desta forma vais estar a criar espaço para o divino agir através de ti.

Juntas criamos um mundo novo.

Informações sobre a Arte de Tecer a Vida ou novos cursos aqui: circulosdetecelagem@anaalpande.com

História de La Loba em áudio para te inspirares, aqui:

Volto a escrever com regularidades no blogue às segundas em Setembro.

Até lá!

Com amor

Ana

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Programa – Círculos de Tecelagem para Mulheres – A Taça

Neste segundo círculo vamos tecer uma taça e ser iniciadas na arte da cestaria. E vais ser
convidada a receber o teu Ser de coração aberto.

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A taça convida-nos  a receber uma nova dimensão de nós mesmas, o que realmente desejamos e que têm valor intemporal para a nossa psique. A taça assim como nós tem um interior e um exterior.

Ela representa o nascimento, o saco amniótico que se rompe e de onde  nasce um novo Ser que vêm trazer a sua luz para o mundo.

Durante este círculo de tecelagem vamos:

. cantar em grupo.

. ouvir histórias.

. trabalhar com o nosso sistema de crenças.

. aprender a fazer aumentos e diminuições.

.  ser introduzidas à cestaria.

. aprender a transformar um projecto plano, num objecto tri-dimensional.

. libertar as crenças que não servem o nosso propósito.

. Escrever ou desenhar “insights” e inspirações, que poderão ou não ser partilhados com o grupo.

Após este círculo de tecelagem terás:

. uma taça.

. um poema em áudio para que possas sempre relembrar a experiência deste círculo.

. a experiência de unir: o sentir ao fazer, a arte aos arquétipos e o consciente ao inconsciente.

. Uma apostilha com as instruções básicas de como elaborar a tua taça.

TODOS OS MATERIAIS INCLUÍDOS, todas as fibras são 100% naturais.

Um círculo de Tecelagem é:

Um lugar para descobrir e explorar a criatividade natural, experimentar cores, texturas e padrões que fazem o coração cantar enquanto tecemos sob e sobre fibras naturais, tocando com os dedos o que é orgânico e real…

Um refugio, de paz e pertença que nos empodera a tecer algo com significado e cura, onde somos encorajadas em silêncio, com ritmo e fluidez, a voltarmos-nos para dentro.

Nos círculos de tecelagem tecemos as 7 formas elementares da Arte de Tecer a Vida.

A Arte de Tecer a Vida (ver link) é uma viagem pela psique feminina que nos leva até ao centro, onde podemos tomar consciência das nossas escolhas e da forma como elas determinam a nossa experiência.

Formas Elementares (ver link) são símbolos antigos, transversais a todas as culturas do mundo, elas incorporam a essência da Arte de Tecer a Vida, como processo de integração da vida interna na vida externa.

Duração 6 horas – das 10h às 17h

Público Alvo:  Mulheres que já fizeram o Círculo do Amuleto.

É necessário: trazer o coração aberto e roupa confortável.

Almoço partilhado

Onde e Quando? – Consulta a Agenda Aqui

Criar espaço para Ser, criar espaço de dentro e fora.

Chegou o Verão!!!

Tanta coisa que aconteceu, estive longe do blogue, estive longe do computador depois de vários problemas com o meu servidor. Tanta dor de cabeça que por fim desisti e acabei por deixar o tempo cuidar do que tinha de ser cuidado.

Às vezes é cansativo estar sempre “em cima” do acontecimento.

Entretanto percebi na resistência que estava na hora de largar. Ou melhor, ESTÁ na hora de largar, e deixar ir o que precisa e vir e criar espaço para o novo!

É por isso que vou fazer uma pausa até a primeira semana de Setembro. Decidi estar afastada das redes sociais durante dois meses, não serão propriamente férias uma vez que estarei a trabalhar, mas vou aproveitar o tempo para ir fundo na minha arte e claro aproveitar ao máximo as férias escolares e a companhia do meu filho nesta natureza maravilhosa que nos rodeia.

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Esta Sábado estarei em Lisboa a facilitar um Circulo de Tecelagem onde vamos tecer o amuleto, será provavelmente o último deste ano. Em Setembro voltarei ao Círculos, mas desta vez com a Taça, dando continuidade ao ciclo A Arte de Tecer a Vida.

Estou super feliz por este tempo de pausa, este espaço para Ser e libertar, e tenho a certeza que estarei ainda mais feliz por voltar em Setembro para este cantinho virtual.

Até muito breve!

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O caminho para o sucesso, o quotidiano e o espaço entre uma coisa e outra.

Às vezes é preciso inspirar… fundo e demoradamente, sem pressas, sem querer ser-se o que ainda não se é.

Na pedagogia Waldorf aprendemos a organizar as aulas em tempos… intercalando inspiração com expiração, oferendo às crianças uma rotina equilibrada entre estimulo e introspecção.

Acho que o ritmo era a minha parte favorita do trabalho, ao deixar o Jardim de Infância senti muita falta do ritmo diário e semanal, dava comigo quarta feira de manhã a olhar para a mesa da minha sala e a pensar – as crianças a esta hora devem estar a amassar o pão – e as minhas mãos faziam um pequeno movimento involuntário.

Este tempo de deixar as coisas serem e crescerem por si próprias sé uma dádiva incrível, especialmente nos tempos que correm.

Quando me vi a facilitar círculos de tecelagem, estruturei-os com os mesmos princípios que aplicava no Jardim de Infância. É tão engraçado agora que penso sobre o assunto… mas sim, é realmente muito parecido, existe uma estrutura, um inspirar e expirar que como que por magia faz com que o tempo do círculo seja um tempo fora do tempo… e isto faz-me sonhar… sonhar com uma vida ditada pelo prazer de estar presente, em tudo!

Para a minha mente é assustador, pensar que posso abrir mão do tempo. Que posso respirar o dia e a vida com calma e confiança, acreditando no tempo que cada coisa leva para crescer e maturar. Confiando na vida e na sua sabedoria, naquelas coisas que não fazem sentido, que não se racionalizam, mas que fazem o coração crescer e a respiração ficar mais leve e compassada.

Não sei ao certo para onde vou, e eu sei que faz parte de toda a filosofia do sucesso  saber-se para onde se vai…

Mas…

O que tenho aprendido é que há momentos de vazio que são essenciais para os processos criativos, e aqui estou mesmo a falar da arte de tecer a vida, de pararmos em frente ao vácuo sem medo de sermos engolidas.

E depois a partir de um movimento interno voltar a montar a teia, a cantar a canção dos nossos ossos e pacientemente revesti-los de pontos, de carnes, de tecidos que nos vão recriar novamente e aí sim, podemos voltar aos mapas, aos objectivos e às To Do List’s da vida…

Mas quando o vácuo te chamar, não fujas, não tenhas medo, senta-te com ele e respira-o profundamente. Não resistas…

Aproveita para te re-escreveres, para afirmares uma e mais uma vez quem És e o que queres Ser.

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E sim é isto que fazemos nos círculos de tecelagem. Se sentires o chamado, podes consultar a minha agenda e quem sabes poderemos fazê-lo juntas…em círculo.

Cá te aguardo.

Até já

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Solidão, Depressão e saber REALMENTE ouvir o outro.

 A minha família é oriunda do interior de Portugal, e eu cresci com histórias de tempos muito diferentes destes em que vivemos.

Tempos de miséria sim, mas também de uma riqueza  artística e espiritual, fruto talvez do contacto e dependência da terra e dos seus ciclos. Na minha família cada pessoa tinha um papel bem definido em termos culturais. Os meus tios tocavam bandolim e violino, a minha tia dançava, a minha avó era rezadeira e contadora de histórias e todos (apesar das grandes dificuldades) contribuíam para a riqueza cultural da sua comunidade.

E este foi o exemplo e o legado que me deixaram, e acho que inconscientemente todo o meu trabalho foi tecido com as linhas da minha infância, as memórias  das tardes passadas a ouvir histórias aos pés da máquina de costura enquanto eu fazia os vestidos das minhas bonecas.

Quando eles partiram eu senti-me meio órfã e sem referências. Achei que ao viver no campo iria participar naturalmente destas coisas, mas ao chegar aqui vi muita tristeza, e uma solidão ainda maior que a minha. Estas coisas deixaram de ter importância e  as pessoas deixaram de ser ouvidas.

A nossa sociedade carece tanto de ser ouvida. Não estou só a falar dos anciões, estou a falar de todos nós, das crianças aos mais velhos.

Quantas vezes por dia é que nos sentamos completamente presentes a ouvir alguém? Às vezes pergunto-me se a depressão não será justamente um síndrome de uma cultura que deixou de saber ouvir.

Ontem no Festival Origens, estive com o meu Tear da Terra a dar voz à comunidade. Através de gestos tão familiares como cortar tiras de tecidos, ou dobar uma meada para depois a tecer. Criou-se ali um momento de cumplicidade, um estado de presença (tão característico dos trabalhos manuais).  Vi o brilho nos seus olhos e a força na sua voz e vi-me através delas, também eu, no meu silêncio a dar voz à minha tia e à minha avó que me criaram e que me acompanham sempre. Em poucas horas recebi mais do que poderia imaginar.

 

 

Precisamos urgentemente de ouvidores compassivos que ofereçam tempo e espaço para deixar o outro Ser.

Mas não é assim tão fácil…

Passa por um exercício de aprender a marcar limites e ter noção do espaço individual, para a seguir poder haver uma abertura sincera e honesta ao outro, sem pressas ou julgamentos. É um movimento para o centro de si antes de qualquer outra coisa.

E é isto que se aprende num círculo. Voltamos ao circulo…

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A Lua, a produtividade e a aceitação do nosso ritmo pessoal e lunar.

Há alguns anos que tenho andado a observar o meu corpo e o meu comportamento mediante as fases da lua. E é um alívio poder fluir com o meu biorritmo em vez de lutar contra ele, ou ainda que tenha de lutar um pouco contra ele (sejamos realistas, nem sempre podemos fazer só o que a “lua” nos pede), ao menos posso ser compreensiva e amorosa no que toca às expectativas que tenho em relação ao que faço enquanto contrario a minha tendência natural. Ter esta consciência ajuda-me a entender e programar o mês de uma forma criativa e produtiva, e faz toda a diferença não só nas minhas relações pessoais como na forma como me relaciono com o que me rodeia, e acima de tudo  como coopero comigo mesma.

Deixem-me só abrir um parêntesis para vos falar de produtividade:  Durante anos eu evitei ter listas de objectivos e o motivo era simples, elas frustravam-me de tal maneira que em vez de alcançar os meus objectivos eu afastava-me ainda mais deles. Hoje em dia tenho técnicas para criar listas e fazê-las acontecer, o que me ajuda muito, mas o que mudou para mim e fez toda a diferença foi eu ter compreendido que:

Os objectivos têm de me servir, não sou eu que tenho de os servir!

Mudou completamente o meu paradigma, em vez de andar com um chicote na mão, porque não estou a chegar onde eu acho que quero, eu olho para os objectivos como ferramentas que servem o meu propósito, e isto faz muita diferença porque permite-me re-avaliar, questionar e alterar os meus objectivos sempre que é necessário, isto também me permite depositar a minha lealdade não na visão daquilo que eu acho que quero ter ou ser, mas no propósito maior que consiste na pergunta: Como posso colocar as minhas capacidades ao  serviço de mim mesma e dos outros?
E de uma forma geral eu faço esta reflexão mensalmente com a ajuda da Lua e do seu ritmo mensal.

E por falar em Luas, nesta última Lua Cheia, senti uma grande necessidade de orar.

Partilho com vocês a minha oração cantada, um presente encontrado na Internet de uma compositora brasileira que adorei conhecer, não resisti em tomar a liberdade de fazer uma versão minha. Aí fica:

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O círculo, as pessoas, a arte e a sociedade. A mudança que está a chegar.

Num círculo não existem diferenças nem hierarquias ocupamos todos os mesmo lugar. O círculo representa a totalidade, o ciclo, o principio, o meio e o fim em constante movimento e alternância. Na tecelagem o circulo leva-me ao movimento em espiral, tal como o universo, o ADN e o fio (sim fiar é fazer espirais com fibras) espirais dentro de espirais, onde a minha percepção do espaço não é linear, é circular… é diferente, tenho menos controle em termos de planeamento e estética, mas abre-se um espaço para o  inesperado, para o que não se controla.

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E quantos de nós passamos a vida a querer controlar? Controlar a medida em amamos, a medida em que nos deixamos amar, a medida em que sofremos a medida em que tocamos os aspectos mais sombrios e também os mais luminosos da nossa psique.

De todas as formas eu sinto-me mais Eu no circulo, é a minha casa, o meu território.

Trabalho com pessoas há anos. E durante muitos anos eu era a professora, a “performer”, a que estava de um lado e as pessoas do outro, como num triângulo. E funcionava, eu cumpria a minha missão e tirava grande satisfação, mas….

Num círculo eu sou tu e tu és eu

Não existe preponderância de um ou de outro, todos temos exactamente a mesma importância, todos temos voz, todos temos vez.

E assim nasceram os círculos de tecelagem e assim surgem outros projectos paralelos,  todos com a mesma intenção e a mesma vontade.

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Caminhar juntamente com…

…lado a lado.

Um dia esta será a estrutura da nossa sociedade, não sei quando, mas assim será.

E que assim seja!

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10 mulheres do século XXI que desafiam o meu modo de pensar.

Na minha vida sempre tive a sorte de estar rodeada de pessoas incríveis. Tenho os melhores amigos do mundo, uma família maravilhosa e pessoas à minha volta que me inspiram e dão o exemplo, o exemplo que é possível romper barreiras, mudar paradigmas e sair da caixa, e ser bem sucedido a fazê-lo. Não há nada mais poderoso no mundo do que uma pessoa com uma Visão Clara e um Sentido de Missão.  O post de hoje fala de 10 mulheres que têm Visão e Sentido de Missão e cujo exemplo são alavancas para que eu, possa continuar a crescer e a evoluir, porque afinal aprendemos pelo exemplo.

Há muitas mais mulheres para acrescentar a esta lista, mas hoje falo das que têm influenciado ou inspirado o meu caminho mais recentemente, e cujo trabalho considero um “serviço público” com proporções gigantes na nossa cultura e forma de pensar. (Algumas das mulheres desta lista vão ler-me e achar que exagero, mas não. Eu vejo o impacto do vosso trabalho gerações à frente.)

E a verdade é

Quando uma de nós avança, avançamos TODAS!

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Fios 100% merino by Rosa Pomar

Então aí vai:

(cliquem nos nomes para visitarem os respectivos sites)

A Susana da Bless e a Marie Foleo. Junto as duas  porque quando preciso de inspiração ou informação sobre como gerir o meu negócio, sem perder a minha integridade é no trabalho delas que me vou alimentar.

A Patrícia Lemos e a Dra. Kelly Brogan, cada uma na sua área está a revolucionar a forma como nós mulheres olhamos para o nosso corpo e sistema hormonal. A Patrícia ajuda mulheres a lidarem com problemas de fertilidade e tem um projecto muito interessante que se chama Círculo Perfeito, neste momento lançou um calendário menstrual que se chama a Deusa em Si (aguardo pacientemente o meu). Tenho acompanhado com grande emoção o trabalho da Dra. Kelly Brogan, ela é  psiquiatra holística, a sua abordagem à depressão e outras doenças psiquiátricas simplesmente lavou-me a alma, só posso agradecer a sua coragem de falar de uma forma tão aberta sobre as grandes farmacêuticas.

A minha queria amiga Sofia Batalha, uma das profissionais mais sérias e profundas que conheço. O trabalho dela influenciou-me tanto. A sua visão e insight sobre a casa interna e a casa externa mudaram completamente a forma como me relaciono com a minha casa, o corpo e os meus ciclos. Eu chamo-a de “Mãe” do feng-shui feminino.

Brené Brown – é Pesquisadora e contadora de histórias e talvez a conheçam pela sua famosa Ted Talk sobre o Poder da Vulnerabilidade, se não viram, vejam, vai certamente despertar uma serie de sininhos internos.

Lieve Tobback, é fotografa, vive em Coimbra e tem uma projecto de fotografia feminina que se chama Essência, o olhar que ela traz sobre a mulher é simplesmente curador, serei cliente em breve com certeza, mas mesmo sem ser cliente posso ver-me através da Alma destas mulheres que tão generosamente entregam à câmara muito mais do que uma imagem..

O projecto da Ana Sofia chama-se cabeleireiro hoslístico, sim ela é cabeleireira, mas na verdade é muito mais do que isso, ela também é “artista têxtil e contadora de histórias” a diferença é que ela faz isto com os cabelos de mulheres.

A Rosa Pomar tem uma Retrosaria em Lisboa, e está a revolucionar o panorama têxtil em Portugal, tendo vindo a ressuscitar a fiação portuguesa e produzindo fios de alta qualidade portugueses feitos apenas com lã portuguesa. Um orgulho este trabalho!

Susan Barrett Merrill, minha mentora e coach, a mulher que criou a Arte de Tecer a Vida, o método com o qual trabalho e que no meu caso me deu as ferramentas para trazer ao mundo a minha própria visão e missão.

A cada uma delas estou extremamente grata, pois quando uma de nós avança, avançamos todas.

E por falar em avanços, a minha loja na Etsy já abriu!!! Visitem-me 🙂

Com amor

Ana

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O vazio que doí, mas traz novos começos.

Hoje não consigo escrever, não consigo… não tenho palavras. Não há nada que eu coloque aqui que não soe forçado ou movido por um qualquer sentido de  obrigação.

Mas escrevo à mesma! Porque a vida continua o seu movimento, porque há pessoas que contam com este post e porque as emoções são SEMPRE passageiras.  Aceito que às vezes tenho menos para dizer ou até mesmo, que não tenho nada. O nada é um lugar espectacular, porque dele pode nascer tudo. E na arte é muitas vezes assim. É quando sentimos um vazio interno, uma espécie de vácuo que nos quer sugar para um abismo interno do qual não vemos saída, que as melhores coisas acontecem.

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A nogueira em frente à janela do meu estúdio, de onde vos escrevo este post, está tal como eu. Como pouco para mostrar no interior, mas a fervilhar no interior. Tal como ela, em breve estarei a escrever longos e inspirados posts, a partilhar a minha loja em construção e a viajar pelo país com os círculos de tecelagem.

Mas…

Por hoje, deixo-vos a minha silenciosa presença.

Estou aqui e vejo-vos, importo-me com vocês, estamos juntas.

Até segunda!

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Weaving Circles – Weave your real SELF

 

Weaving Circles  – Weave your real Self

On this 1st circle we are going to weave an Amulet.

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The Amulet represents Invocation. A call for change. Where words cannot reach, a mythic pattern speaks with your heart through your hands. The amulet is an invocation to awaken to the need for change.

During the weaving circle we’re going to: 

. Meditate

. Sing

. Lisen to stories

. Lisen to your inner voice and identify what you want to bring to your life.

. Learn the basics of tapestry weaving

. Have a beautiful finished Amulet

. Write or draw you inner vision and any insight that might come to you.

After the weaving circle you’ll  have:

. weaving a simple form on a frame loom

. identify what you want to manifest in your life

. a piece of art that represents your higher will, your deepest dream, and that holds and protects the new energy that you want to bring to life

. the hability to unite: feeling to making, art to personal myths, consciousness to the  unconscious

All materials included, all fibers are 100% natural.

A weaving circle is:

A place to discover and explore your natural creativity, to experience colours, textures and patterns that make your heart sing as you weave over and under the wild elemental fibers, touching with your fingers what is organic and real…

A refuge of peace and belonging empowering you to weave something with meaning, healing and supporting one another with some silence, flow and time to go inside…

The art of weaving a life is a method to empower us women to go where we need to go, to change what has to be changed, and accept us as the beautiful wise beings that we already are. It’s all about moving from fear into love and acceptance.
From 10am to 5pm – in English

To: women with or without weaving experience

Facilitator: Ana Alpande – Fiber Artist, Storyteller, Creative Coach

More about The Art of Weving a Life in English visit: http://www.weavingalife.com/