Lua Nova em Escorpião, a que guarda a chave da porta da Verdade Interior.

Esta Lua Nova está num signo de água, em Escorpião.

Então se a Lua Nova é a melhor altura do mês para invocarmos o que queremos manifestar na nossa vida e no mundo, e se Escorpião é o signo que nos fala do poder pessoal e da forma como o usamos, então parece que este mês é para invocar em grande.

Uma invocação, é uma espécie de prece, algo que queremos, desejamos e ansiamos. Algo em que acreditamos e que queremos/precisamos ver concretizado.

E todas podemos facilmente escrever uma lista com 10 ou mais coisas que desejamos ver manifestadas na nossa vida e no nosso planeta. Não é?

Mas numa Lua Nova em Escorpião, Plutão (regente de Escorpião) pergunta o porquê. A pergunta é: queres mesmo isto para a tua vida? E porquê? Qual a tua real motivação, o que está por detrás, escondido no que mais desejas manifestar? Que vozes estás a ouvir, que vozes te influenciam?  E se receberes o que pedes? E se tiveres mais poder, mais dinheiro, mais atração, o que vais fazer com isso? Tens coragem para ser mais? Melhor? Infinita no teu poder?

O que sinto no peito é que sim esta é uma Lua Poderosa para Invocar, mas é uma Lua que pede Verdade, então façam uma lista curta este mês e respondam às perguntas que Plutão vos coloca, pois quando respondemos a Plutão com verdade ele recompensa-nos com uma visão profunda e clara do caminho a seguir e proteção paraimagem enc c alma a nossa jornada. Para mim Plutão rege os anjos, e a proteção energética.

 

Podemos seguir as linhas gerais do ritual que falei aqui quando do Eclipse em Leão, mas nesta Lua quando chegarem à parte de escreverem o que querem manifestar, respondam às questões de Plutão, e verão que nesta Lua melhor do que em qualquer outra, as respostas fluirão.

Eu sinto esta Lua como detentora da chave da porta da Verdade Interior.

Então espero que Sábado possamos criar tempo e espaço para vir para dentro, abrir a porta e mergulhar fundo neste oceano que chama por nós, sairemos dele mais fortes e de visão renovada. Até lá!

De longe observo.
Com o pó e a água,
Com o fruto e a flor,
Com o Todo avança impetuoso.
Está sempre à superfície,
Agitado pelas ondas e dançando ao ritmo
De alegria e sofrimento.
A mínima perda fá-lo sofrer,
A menor ferida faz-lhe mal…
Vejo-o de longe.
Esse “Eu” não é a minha autêntica identidade;
Estou ainda dentro de mim próprio,
Não flutuo na corrente da morte.
Sou livre, não tenho desejos,
Estou em paz, estou iluminado…
Vejo-o de longe.

Rabindranath Tagore

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Os Mandamentos da Vida Cíclica e a Arte de Tecer a Vida.

 Todo o meu trabalho não é mais do que um estudo aprofundado sobre a vida cíclica e como dançar com ela.

Ao crescer, as 4 estações e o calendário cristão foram impregnados nos meus sentidos devido ao  ambiente familiar em que cresci. Mais tarde na adolescência ao ler Jung e Joseph Campbell, comecei a interessar-se pelos Mitos e a viagem do herói. E foi através dos 12 trabalhos de Hércules que cheguei à Astrologia.

E durante anos tudo isto era fascinante, talvez porque entre os 16 e os 24 eu vivia principalmente alimentada pelo Ar que me caracteriza. Mas depois fui mãe!!!

E ter sido Mãe virou a minha estrutura de cabeça para baixo, e realmente mudou de forma profunda a minha maneira de percecionar a informação. Foi como se a minha inteligência tivesse sido desconstruída. O meu reino mental não teve fundações suficientes para a avalanche emocional que os primeiros anos de maternidade me causaram ( a par da privação de sono). E o que me susteve foram as fundações que tive na infância, a certeza visceral que após um Inverno há sempre uma Primavera.

Foi aí que descobri a importância de reconhecer e respeitar a vida cíclica e mais ainda, foi aí que descobri que o mito do herói que tinha pautado o estudo de anos de vida, não era adaptado a mim, e isto simplesmente porque não sou um homem. Sou mulher!!!!

Então  começaram as questões profundas, aquelas que nem a mente, nem todo o Ar do mundo são capazes de agarrar. E não há nada que doa mais a um intelectual, do que ter uma pergunta para a qual não se encontra resposta!

Foi aí… sim foi aí que a minha roda de fiar, as minhas agulhas de tricô e o meu tear salvaram-se a vida. Foram eles que me ensinaram grande parte do que sei sobre a vida cíclica. Porque eles foram o espaço que eu estava a precisar para reestruturar as minhas fundações mentais e emergir com um nova forma de percecionar e entender o mundo à minha volta. Uma forma mais feminina, uma forma muito mais natural e adaptada à minha anatomia física, emocional e espiritual. Foi aí que percebi que os meus heróis eram todos homens e que eu sabia muito pouco sobre heroínas mulheres.

De repente ao passar noites a fio a fiar, fez-me olhar para as mulheres da aldeia, que eu visitava nas férias, com um renovado interesse que não tinha nada de intelectual, vinha diretamente do coração. A minha pergunta era: Como é que aguentam? Tanta dor, tanta castração, a falta de tanta coisa básica e ainda assim seguem em frente…como aguentam a violência, o trabalho efémero que nunca é reconhecido, as dores caladas, como?

Passamos a vida a renunciar a Dor, quando ela está intimamente enraizada na nossa existência.

A viagem da heroína é tão diferente da do homem. Na crista das crises as mulheres vão para dentro, para dentro das casas, para dentro de si próprias. As mulheres olham a dor de frente e sentam-se com ela frente às lareiras onde fiam e tecem as suas mágoas, encontrando a inspiração e a coragem de transformar a sua existência. Para uma mulher os trabalhos manuais simbolizam a alquimia entre a vida externa e a voz da Loba, aquela que vive no fim do tempo e tudo sabe…eles relativizam o tempo e ligam-nos À vida cíclica, porque tem uma estrutura ritmada, o constante girar do fuso, o andar para frente/trás/frente da lançadeira, a mão firme que da cada ponto minucioso numa espécie de transe.

A mim fascina-me a nossa coragem. A grande maioria das mulheres com quem trabalho seja nos círculos, seja na astrologia, já viveram tanto, já sofreram tanto, e estão de pé e não desistem, porque dentro delas existe esta resiliência feminina ancestral, esta força que é a força das raízes mais profundas que nos ligam a todas. E porque estamos em círculo elas elevam a minha coragem, a força interior que preciso para não fugir da ferida, não fugir da dor.

Nós somos essencialmente lunares, podemos ter vários contornos e arestas cheias de força, explosão e expansão, óbvio que sim, mas quando chega aquela altura do mês somos chamadas à caverna e se dizemos que não, o nosso corpo grita, arqueja e queixa-se.

Mas como todas estamos tão habituadas a ignorar a dor, tapamos orelhas, porque as necessidades dos outros falam sempre mais alto, e porque vivemos numa sociedade onde ou se é vitima ou se é bem sucedido, e não há grandes espaços pelo meio. É como se ouvir a dor seja igual a uma derrota, e nestas vidas ocupadas orientadas para o sucesso externo, quem tem dor é fraco.

Então quando mulheres me dizem que não entendem porque tenho de trabalhar com coaching criativo a par da tecelagem que é uma coisa tão demorada, quando me perguntam porque não faço o mesmo a desenhar, ou com processos mais fáceis e rápidos, ou workshops mais curtos por exemplo de um fim-de-semana, a resposta é clara:

Nós mulheres construímos do vácuo, daquele escuro primordial que suga. Nós fiamos fios com o pó das estralas e os filamentos mais frágeis das raízes das árvores, nós temos a capacidade de criar estrutura onde não havia absolutamente nada. E não há nenhuma outra arte criada pelo homem que represente essa metáfora tão bem como a tecelagem.

E se falamos em Arte de Tecer a Vida, não podemos falar de um workshop ou fim-de-semana. Para além de tudo isto, sentarmo-nos e tecermos um eureka, uma invocação, uma nova visão, novas crenças, um sentido de pertença, é profundamente transformador. O tempo que vamos dedicar a criar do tal vácuo que falei, a viagem de andar para a frente e para trás no tear que representa a estrutura da nossa psique, o movimento dos braços e dos ombro, o silêncio, o transe e o  espaço interno alimentados por horas, isso é o que faz com que o trabalho com o coaching, neste contexto de transformação profunda,  seja realmente transformador para a psique feminina.

Então a Arte de Tecer a Vida não pode ser rápida, nem fácil, nem imediata. É lenta, tem passos, etapas que precisam de ser conquistadas tal como o mito dos nossos companheiro homens. Só que no nosso caso, nós não vamos à guerra com espadas e flechas perseguindo demónios para os conquistar, nós voltamo-nos para dentro e trabalhamos com as forças primordiais da natureza humana, aquelas que habitam os nossos ventres, e que são regidas pela nossa madrinha a Lua, nós incorporamos e transmutamos os demônios.

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Da minha parte por tudo o que Sou e já vivi, não acredito muito em atalhos.  Mas acredito em escolhas e em transformações poderosas, confio na alquimia pura do coração humano.

E acredito acima de tudo no poder do círculo cíclico, razão pela qual escolhi este como o meu formado de trabalho.

Abraço cíclico a todas!

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida – aqui

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Lua Cheia em Touro, Sol em Escorpião e o fogo que destrói, purifica e transmuta.

Quero escrever sobre a Lua de hoje e quero inspirar-vos a fazer um ritual, mas confesso que hoje é difícil escrever ou melhor ainda é difícil escrever,  este é o primeiro post pós incêndio e as palavras ainda não fluem. Eu sou acima de tudo uma escritora emocional, pelo menos é assim que me assumo neste espaço, e o que posso eu dizer sobre esta Lua com tanto ainda para processar no meu peito?

Esta é uma Lua intensa, o eixo é Escorpião/Touro. E a imagem que vos posso dar do ponto de interceção deste eixo é a da barqueira que faz a ponte entre o mundo do corpo e o mundo das emoções profundas, o oceano do subconsciente. A que viaja entre os dois mundos com igual conforto e agilidade.

Não foi à toa que no fim desta semana tive uma série de consultas, muitas pessoas inconscientemente procuraram estes dias para uma consulta, estes últimos dias a par deste Sábado e Domingo, são especiais para trabalho com corpo e emoções.

É uma Lua incrível para trazer luz às feridas emocionais alojadas no corpo físico, uma Lua incrível para VER a verdade sobre o que está por detrás das nossas motivações e necessidades básicas. Quais os nossos valores? Quais as nossas carências e o que é que as motivam? Onde é que doí? Porque é que doí? Mas isso não quer dizer que a resposta chegue hoje… 

A Lua Cheia é sempre tempo de libertar, esta Lua pode estar a despertar questões estranhas abstratas e difíceis de responder como:

  • qual é o meu lugar?
  • porque é que não consigo?
  • porque é que não faço, porque não ando para a frente?
  • se sei que me faz mal, que me magoa porque continuo, porque insisto?
  • de onde vem esta tristeza?
  • porque é que o dinheiro não chega?
  • porque é que não tenho abundância?

Estas são algumas… e podem vir acompanhadas de peso no corpo, dormência e dor física.

A Lua Cheia serve para iluminar e libertar. Não é tempo de começos, é tempo de conclusões. É tempo de purificar, e como está em Touro, é hora de nutrir, e estar connosco, com a dor e com as emoções suportadas  pelos alicerces taurinos, sem nos mexermos, sem nos queremos desviar. Deixem que venham as questões, deixem que o corpo gema, fiquem no centro, quietas mas alerta. E respirem profundamente, deixem as lagrimas rolar pelas vossas faces, não queiram compreender nada, entreguem-se ao momento como nos entregamos ao sexo profundo. E depois desta Lua estiquem-se, toquem-se (ou façam amor), nutram o corpo e a alma, mas não queiram nestes dias entender, mudar ou conceptualizar, esta lua não é para isso.

20171104_093042 Este é o meu lugar sagrado, completamente transformado pelo fogo. Semanas atrás era um paraíso verde, cheio de cores e aromas. Cebolinho, alfazema, menta, calêndulas, tomilhos, salvias e mentas habitavam este espaço, e esta Oliveira era abençoada por uma estátua de um Buda compassivo que me acompanhou de casa em casa desde há cerca de 15 anos, os mesmos anos que tenho de prática com consultas astrológicas. Choro mas não me agarro ao choro ou à pena, agradeço ao fogo ele ter-me deixado um monumento em honra do que um dia foi… E respiro a dor que lateja no peito, esperando que vocês sejam capazes do mesmo.

Este post deveria ter seguido há dois dias atras, porque hoje vocês estão na crista da onda. Mas a mensagem que vos quero passar é que estamos na crista da onda juntas!

Om Mani Padme Hum.

Até para a semana!

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Outubro mês de amar, ouvir e olhar para os nossos seios, curar e criar novos hábitos e uma nova visão sobre o seio feminino…

Se eu escrever a palavra “breast” no google e procurar por imagens, quase todas as imagens que aparecem são: ou sobre o cancro da mama, ou imagens sexualizadas de mulheres.

Se eu escrever a palavra mama no google, a maioria das imagens serão sobre amamentação ou cancro da mama.

Hoje falamos de mamas, o facto de ser Outubro é pura coincidência… ou não…

Segundo Maria Gimbutas, as primeiras imagens com seios surgiram na Europa, no Paleolítico, e estavam relacionadas com a Deusa Pássaro que representava a fonte divina de alimento (leite/chuva), e a capacidade de gerar Vida.

Os seios eram representados não apenas em figuras, mas também em amuletos, pendentes com dois pares generosos de mamas.

As mamas são de facto muito importantes, elas são as almofadas do nosso chakra cardíaco, sendo os mamilos as suas antenas.

É através dos nossos seios que damos e recebemos energia e é através do nossos mamilos que somos estimuladas pela vida, não apenas de forma erótica, mas por tudo aquilo que nos dá prazer.

Então, as mamas são símbolos de amor, de dar e receber amor, e de estarmos abertas ao milagre que é a criação. De todas as Deusas da velha Europa, a Deusa Pássaro foi sempre a que mais me fascinou, o seu culto era muito popular na época Minoica.

Então no mês de Outubro fala-se sobre a prevenção do cancro da mama, é obvio que é importante pensarmos em prevenir doenças, mas a maior prevenção de todas é sem dúvida saber criar tempo e espaço para ouvir o nosso corpo e tomar conta de nós mesmas. E as mamas são maravilhosas porque entre a esquerda e a direita elas equilibram a medida certa entre o dar e o receber e toda a bagagem emocional e espiritual que trazemos que torna este processo mais ou menos difícil.

Eu acredito em honrar o corpo. Acredito que ao tocar os meus seios devo faze-lo porque os amo e me amo, e não porque tenho medo deles. Acredito também que ter medo dos seios não é um bom caminho para prevenir doenças relacionadas com os mesmos. E todas nós de uma forma ou outra temos feridas, dores e memórias que precisam ser sanadas para termos saúde física, emocional e espiritual e nos podermos relacionar com a mamas de forma saudável.

Primeiro há que curar as feridas emocionais que estão alojadas no nosso tecido mamário, só depois podemos tocar e examinar os nossos seios, sem que isso se torne num castigo, ou num ato de medo.

A nível físico muito já se escreveu sobre a saúde dos seios, eu recomendo a leitura dos seguintes links:

http://www.drnorthrup.com/stop-pinkwashing-start-encouraging-breast-health/

e

http://www.drnorthrup.com/transforming-breast-self-exam/

Tanto um como o outro abordam a saúde mamária, falam sobre o significado dos seios no nosso corpo emocional, sobre prevenção de doenças, suplementos a tomar, cuidados com a alimentação e uma abordagem alternativa à apalpação dos seios. É uma abordagem muito diferente,  quem conhece a Dra. Christiane Northrup, pode imaginar.

A mim o que me atrai mais nesta abordagem, é que ela passa do medo para o Amor, e eu sei e tenho a certeza que onde há Amor puro, não há doença. Então passar do medo para o Amor é o primeiro passo tanto para prevenir, como para curar qualquer  desequilíbrio.

Mas também existe esta dimensão arquetípica dos seios, e os arquétipos são as pontes entre o nosso mundo e o mundo espiritual. Como falei no início, os seios eram usados no Paleolítico como amuletos e estavam diretamente relacionados com a Deusa Pássaro, aquela que gerava a Vida e que nutria a Vida.

Nas astrologia os seios estão relacionados com a Lua, com a Alma, com o afeto, a recetividade, a casa emocional. Algumas de nós tivemos uma figura materna ausente, outras sofreram um corte drástico com a figura materna, outras sentiram-se mães demasiado cedo, não tendo recebido todo o amor e calor tão importantes à formação do Eu.

Há ainda a questão do espaço emocional e de nos sentirmos ou não invadidas no nosso espaço. Há muitas questões que podem acumular mágoas à volta do nosso tecido mamário.

Trazendo todas estas questões para o meu dia-a-dia e inspirada pelo amuletos do paleolítico, eu quis entrar em contacto com o tecido emocional e espiritual dos meus seios, e decidi fazer um pequeno amuleto onde eu pudesse moldá-los, amá-los e cura-los e recomendo este exercício a todas as mulheres.

20171012_120621É simples, na verdade, basta comprar pasta de modelar, fazer uma grande bola com ela, e com a almofada da mão dar um golpe no meio da bola, criando uma divisão, onde se poderá começar a trabalhar seio esquerdo e direito. Sugiro que usem um cristal no meio para representar o chakra do coração (lembro que é ele que rege os seios) e dois cristais pequenos para os mamilos. Eu decorei o meu amuleto com fios com cores e texturas, vocês podem deixar só com os cristais ou usar outros métodos de decoração.

A próxima Lua Nova em Escorpião tráz (pela sua natureza)  uma energia de transmutação que poderá facilitar o processo de ouvir as feridas emocionais do nosso seio. Também pode ser boa ideia fazer este exercício em círculo com outras mulheres, uma vez que pode trazer ao de cima dores que vão precisar de colo e aconchego, e como as mamas falam da nossa relação com a Mãe Divina, ter mulheres do nosso lado com quem podemos chorar e a quem podemos entregar-nos pode ser extremamente curador.

Óbvio que este assunto tem pano para mangas e que há muitos padrões emocionais que poderão causar desequilíbrio aos nossos seios, mas…

Criar tempo e espaço para estar com as nossas mamas, para honrá-las, observá-las massajá-las, cuidar da nossa saúde emocional, do nosso espaço, do equilíbrio entre dar e receber, é muito importante não só para revenir doenças, mas principalmente para podermos viver a Vida em plenitude!

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Lua Cheia em Carneiro, Sol em Balança – Espelho, espelho meu…

Estava difícil escrever sobre esta Lua, para mim é tão intensa que não estava a encontrar maneira de condensar toda esta intensidade em palavras… mas quando um escritor perde as suas palavras pode sempre recorrer às palavras de outras pessoas, no meu caso encontrei justamente o fogo que estava a precisar no seguinte mantra que encontrei hoje numa partilha no FB.

“I am not a mother, I am not a wife. I am not a daughter, I am not a woman. I am a spirit, FREE, walking (magnificent), the surface of the Earth”  sentido e materializado pela Joana Fartaria que tem esta beleza selvática que me faz lembrar as montanhas e os rios que rasgam as montanhas.

22181288_1443915792395651_7980133421969828752_oLogo depois no feed da Susana Cristina Rodrigues cara, corpo e alma da Bless Woman, mulher que eu adoro e conheço já há tanto tempo, encontro isto: “…a aprender a ser quem é para além do que acha que o mundo quer dela…”

Verdadeiramente com estas duas citações está tudo dito sobre esta lunação. Até porque Marte, regente do signo de Carneiro não é de palavras e sim de ação e nesta Lua muitas de vós podem estar a sentir ou uma força que vêm das entranhas completamente descontrolada que fere o que encontra pela frente, ou uma astenia brutal, por medo das consequências desta força. Esta é uma Lua que testa os nossos limites e a nossa paciência e os limites daqueles que nos rodeiam, já que o Sol está neste momento em Balança.

 

Então das minhas entranhas o novo quer romper sem dó nem piedade sem esperas ou misericórdia, mas a forma como esse novo encontra caminho depende muito daquilo que eu projeto nos outros e que os outros me devolvem projetado de volta. Por isso as palavras da Susana tão perfeitas e o mantra da Joana tão poderoso, porque é um mantra que entende a força desta energia mas ao mesmo tempo que a reconhece e enaltece, a pacifica, porque a sublima e eleva ao reino do Espírito.

E a Lua Cheia é aquela altura do mês onde o que anda escondido em certa área das nossas vidas “salta” à luz.

E as perguntas que podemos colocar a nos próprias durante esta lunação são:

  • O que é que faço como o meu ímpeto? Como é que eu giro a minha agressividade e a minha frustração? Isolo-me e encolho-me com medo das consequências, ou grito berro e descarrego naqueles que me são mais próximos, ou ainda, permito que outras pessoas descarreguem a sua descompensação em mim?
  • Ando demasiado acelerada sem tempo para respirar e conectar-me comigo? Ou ando a levar-me ao limite sem ser capaz de parar?
  • Estou à espera que sejam os outros a providenciar-me o que necessito para ser feliz, ou sou capaz de canalizar este fogo para suprir as minhas necessidades?
  • Confio em mim, nas minhas capacidades em quem sou e no que sou capaz de dar ao mundo, ou sinto necessidade de me provar a mim mesma, competindo com o próximo, comparando, sentindo a necessidade de estar à frente, de ser mais que…
  • Tenho sido capaz de me aperceber das sensibilidades ténues de quem me rodeia ou a minha tempestade emocional tem-me isolado numa redoma de forma a esquecer-me das necessidades dos outros?
  • Tenho sido capaz de pedir ajuda, ou tenho aceite a ajuda oferecida?
  • E no meio disto tudo, tenho brincado? Divertido, Respirado plenamente?

A Lua Cheia é o momento do mês para: agradecer, perdoar, libertar, purificar.

Para mim e graças ao mantra da Joana Fartaria, consegui hoje limpar a intensidade emocional, cantando tocando tambor e agitando o corpo. Tenho mais muito mais para limpar, libertar, chorar e uns quantos palavrões para gritar ao vento, porque para libertar a energia de Marte não bastam festinhas e Ommmms.

O Universo dança para que possamos dançar com ele, e espero ter-vos dado inspiração para dançarem esta Lua em Verdade, Plenas e Integras convosco e com as pessoas que vos rodeiam.

A foto incrível da Joana, faz parte do projeto Essência, da Lieve Tobback – podem ver o trabalho dela aqui.

A Joana é actriz, doula e facilita Círculos de Mulheres, podem saber mais sobre ela e o seu trabalho aqui.

Aproveito para lembrar que durante Outubro e Novembro as consultas de Astrologia pelo Skype estão com 20% de desconto. Outubro já não tenho vagas, resta Novembro, envia-me e-mail para circulosdetecelagem@anaalpande.com se quiseres saber mais ou fazer marcação.

Com amor

Ana Alpande

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Onde estão as palavras? Como abarcar tudo o que vibra no peito? Dancemos…

A semana passada foi tão forte de tudo, que deixou-me sem palavras para escrever.

262423_238489236184989_7967747_nNa terça-feira reafirmei quem Sou e o que quero criar na minha Vida, na Lua Nova em Virgem. Afirmei a intenção de  trabalhar e cumprir responsabilidades sem sacrifícios, sem me vitimizar ou aceitar fardos que não me pertencem, respeitando os meus limites, respeitando-me a cada e em cada passo e decisão que tomo.

Quarta iniciou-se uma maratona de 24h de crianças pelo mundo inteiro a caminharem em labirintos pela Paz. Trabalhámos durante o ano  para na Quarta acolhermos 220 crianças mais os seus professores. Foi uma tarde intensa, cheia de sentimentos fortes e belos, daqueles que uma pessoa chega a casa cheia de fé e esperança renovadas, sentindo-se unida ao Todo e a fazer parte de algo muito maior que Si própria.

Sábado no Círculo de Tecelagem fui mais uma vez testemunha de tanto mas tanto, de forma tão indescritível…. que nem ainda não tenho palavras.

Dias fortes estes onde perto de mim tanta energia se movimenta e acomoda de uma forma tão amorosa e livre, e ao mesmo tempo pelo resto do planeta a mesma energia movimenta-se de forma tão violenta e com consequências tão graves.

Dentro do meu peito há uma mistura de paz e esperança com dor e incerteza.

E hoje acolho-as a ambas, porque esta é a altura do ano em que o dia e a noite se igualam em duração e eu no silêncio acolho-as, sem julgamento, sem me prender a um lado ou ao outro. Observo e respiro as emoções para dentro e fora de mim.

Dancemos a vida escolhendo a cada passo qual o movimento mais orgânico, mais completo que incluí tudo o que Somos e o que queremos Ser.

Paz é cada Passo!

Com amor

Ana

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T.P.M. – Termómetro Periódico Menstrual da nossa Verdade Interior

Sofres de TPM?

Desde sintomas leves a mais severos, todas já experimentámos o tal síndrome de tensão pré-menstrual. Provavelmente habituámos-mos a tomar comprimidos, ou a aceitar os sintomas como “normais”, parte da condição daquilo que é ser Mulher.

Mas e se esses sintomas forem o  sistema natural e intrínseco de auto-exame do nosso estado físico, anímico e espiritual?

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E se esses sintomas forem o Termómetro Periódico Menstrual da Nossa Verdade Interior?

Segundo a autora Miranda Grey, a fase Pré-Menstrual é a chamada fase Criativa, onde vamos sentir as nossas energias, foco e capacidade de organização, decrescer e começamos a entrar em contacto com o nosso subconsciente.

Na Astrologia este é o domínio da casa 8 . E na verdade é nesta fase do ciclo que estamos mais propensas a olhar para a nossa casa 8 ou o para o nosso Plutão Natal de forma mais clara e verdadeira, sem filtros, sem querer ou poder controlar o que de lá vem.

Mas talvez a maior questão que se coloca quando estamos na fase criativa ou Fase Pré-Menstrual, é que é nesta fase em que normalmente parece que nos voltamos contra nós mesmas. É aqui que temos a tendência para prevaricar ou voltar a padrões que já tínhamos abandonado. É aqui que as nossas mamas nos dizem se o equilíbrio entre dar e receber está Ok ou se está a pender mais para um lado do que para o outro, que o nosso útero nos avisa se andamos a acumular demasiada energia em casa, ou se o nosso espaço sagrado precisa de ser protegido.

Para mim em termos de saúde feminina esta é a fase do ciclo onde podemos perceber como está o nosso corpo e como estão as nossas emoções, e claro se estivermos atentas, com que tipo de energias e emoções andamos a lidar.

Hoje em dia fazemos muitos exames de diagnóstico para prevenir doenças, mas todos os meses o nosso corpo oferece-nos um olhar verdadeiro e profundo ao nosso estado físico, anímico e espiritual. 

E o ideal mesmo era usarmos exames externos para aprofundar os exames que fazemos internos, dando-lhes um papel coadjuvante e não determinante, porque a Verdade vem sempre de dentro!

Eu escrevo nesta fase, muito. Às vezes faço perguntas ao meu inconsciente e mesmo que ele não me responda nessa altura, um mês mais tarde a resposta chega. Em termos criativos é muito engraçado, porque nesta fase começo muitas coisas e todas me parecem mal, passado um mês volto a elas e percebo tudo, vejo exatamente o que tenho de fazer para seguir em frente, como etc. Embora seja durante ou depois da menstruação que eu realmente passo à ação.

Mas durante muitos anos era nesta fase que rasgava, queimava e desmanchava trabalhos numa frustração incrível de não conseguir me expressar. Hoje em dia aprendi a começar e guardar sem julgamentos!

Para mim nesta fase, o exercício é muito importante. Com tanta energia emocional a passar pelo meu corpo, tanta tensão e informação, preciso de actividade física para me equilibrar.

Muitas vezes sinto a minha adolescente bem presente. Vejo-a sentada no chão a fumar um cigarro e a escrever no caderno preto, zangada, frustrada e meio perdida. É nesta altura que tenho uma janela de oportunidade para falar com ela, para a entender e apoiar.

É tão bonito este processo, estas oportunidades cíclicas que temos de poder ir ao fundo de nós e iluminar áreas da nossa psique que por norma nos estão veladas!

E vocês? Como vivem a vossa TPM? Partilhem gostava mesmo de saber é nesta partilha circular que todas crescemos.

Com carinho

Ana

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Mercúrio está Retrógrado e o que é que eu tenho a ver com isso?

-Mercúrio está Retrógrado, cuidado!!!!!

-Mercúrio finalmente está direto ufa, podemos respirar de alívio!

Há vários sites com artigos sobre este aspeto, podem pesquisar para saber ao certo quem é Mercúrio e o que significa estar ou não retrógrado, quem estiver neste momento perdido entre palavras estranhas pode fazer uma pesquiza rápida e vai encontrar imensa informação.

Confesso que quando estou mais frágil e sensível, desconectada dos meus ritmos internos (ou seja meio perdida de mim), leio que Mercúrio está Retrogrado e penso… ah pois está tudo explicado, é o Mercúrio, deixa lá ver quando passa a direito para ver se isto melhora (podíamos dizer o mesmo em relação à Lua).

Mas a verdade é que o universo dança para que nós possamos dançar com ele.

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E a grande questão quando ouvimos estas coisas é:

Esta informação ajuda-me?

Dá-me poder?

Torna-me mais consciente da forma como eu aceito e transformo quem Sou e da minha capacidade de aceitar e acolher o outro?

Amplifica a minha visão do todo a partir da parte?

Se sim, excelente!!!

Saber de trânsitos e aspetos ajuda-te a olhar para dentro, para as profundezas de ti com coragem e lucidez? Gera desconforto positivo, daquele que nos chama para a ação? Ou faz-te sentar no sofá à espera que um determinado transito passe para que tudo possa então melhorar?

Deixei a astrologia por seis anos justamente porque andava a debater-me com as seguintes questões:

O meu trabalho traz liberdade e autonomia ao outro? Ou pelo contrário condiciona e gera dependência?

E voltei à Astrologia, primeiro porque fui chamada para isso pelo meu ser interno (fui mesmo, não estou com tretas)  mas também porque a Arte de Tecer a Vida veio trazer-me a estrutura interna e as ferramentas de forma a usar a Astrologia para entender e dançar a vida cíclica.

Olhemos para os trânsitos como olhamos para as estações do ano. Em aceitação e com fluidez, como observadoras e ao mesmo tempo observadas. Sabendo que há um tempo para plantar, um tempo para cuidar e outro para colher. Esta coisa das previsões astrológicas deveria ser o nosso “Borda de Água” e mesmo assim, eu por exemplo, muitas vezes uso o Borda de Água como referência mas acabo por seguir o meu coração, às vezes percebo que o Borda de Água tinha razão, noutras era o meu coração que estava certo. Mas isso é viver, e é isto que significa Ser Criativo!!!!

Quando escrevo sobre rituais na Lua Cheia, Lua Nova e Eclipses, escrevo sobre dançar com a Lua e Ser criadora da minha Vida. E isto de criar com a Lua, é sermos parceiras e cúmplices na tela imensa que é a tela da Vida. Isso é Poder e Beleza!

O mesmo pode ser feito com  qualquer trânsito!

Planetas, aspetos, pessoas, plantas, pedras, somos todos o mesmo e estamos todos em constante movimento.

Usem a informação que recebem com cuidado, saibam filtra-la. Porque na verdade, é no coração que se encontram as respostas,e a informação que é realmente válida deve servir apenas para acender o fogo do coração!

Não somos vitimas  dos astros, nós somos as tecelãs da nossa própria vida. Trânsitos aspetos etc… são as cores e as texturas com que nos tecemos, fazem a diferença? Sim fazem, mas as criadoras somos nós e quem dita o resultado final deste tecido maravilhoso que é a vida SOMOS SEMPRE NÓS, para o melhor e pior como sabemos.

Ps. Tenho clientes de astrologia a quem recomendo prestar atenção ao movimento de mercúrio por uma série de questões observadas em consulta, eu pessoalmente pouco ou nada ligo ao meu, a menos que num caso muito específico a minha atenção seja levada a isso.

Saibamos aceitar e celebrar o nosso instinto e a nossa “unicidade”!!!

Mais sobre consultas de astrologia aqui.

Com amor

Ana

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Lua Cheia em Peixes – “A parte sem o Todo não é parte.” – ideias para um ritual

Quem vive na natureza como eu, não pode passar indiferente às fases da Lua.

Na Lua Nova o céu é escuro e as estrelas brilham intensas. Não podemos sair de casa sem lanterna e se saímos, sentimos medo. Um medo um pouco mais profundo do que a preocupação de bater em alguma coisa ou tropeçar nalgum obstáculo. Eu sinto-o como o medo do escuro que tinha quando era pequena e os meus pais apagavam a luz ao sair do meu quarto, para eu dormir.

Na Lua Cheia um candeeiro gigante ilumina o nosso caminho. Ilumina tudo, até mesmo o interior da casa quando estamos às escuras. O brilho das estrelas fica apagado e todas as atenções se voltam para este planeta satélite que rege as águas fora e dentro de nós.

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É fácil deixar passar a Lua Nova, mas quase impossível não dar atenção à Lua Cheia.

Na Lua Cheia sente-se um “conflito de interesses” muito interessante (na Astrologia chama-se a este conflito oposição). Por exemplo, este mês é o mês do signo Virgem, ou seja o Sol está neste momento em Virgem e nesta Lua Cheia, a Lua vai estar em Peixes, exactamente oposta ao Sol, criando tensão entre as energias dos dois signos. Isto é válido para todos os outros meses (Luas Cheias), em cada mês sentimos uma oposição diferente, para o próximo mês a tensão será o Sol em Balança e a Lua em Gémeos, e assim por diante…

Nesta Lua Cheia o tema é Unidade.

Com o quê?

Com tudo o que nos rodeia.

E porque o Sol está em Virgem, a pergunta é:

. Tenho encontrado o tempo e o espaço entre os meus afazeres diários e compromissos para cultivar o sentido de pertença e união a algo maior de que Eu?

. Tenho parado para escutar a minha alma, quando ela fala comigo?

. Sou capaz de abandonar a minha necessidade de perfeição e aceitar as  imperfeições da minha vida, do meu corpo, do meu quotidiano, confiando que no plano Divino tudo É perfeito neste exato momento?

. Como é que equilibro vida prática com a minha imaginação fértil e os meus sonhos? Para onde pende a balança? Estou a ser demasiado prática e responsável que nem encontro tempo para sonhar, para alimentar o meu interior? Ou perco-me demasiado no mundo dos sonhos e não estou a conseguir concretizar objetivos nem atender às necessidades do meu quotidiano.

A Lua Cheia é a melhor altura para iluminar as crenças e os padrões que não nos apoiam, é a altura para perdoar e libertar. E se fizermos este trabalho em harmonia com os ciclos da Terra, mas profundo e eficaz será o nosso olhar para dentro de nós mesmas.

Também vale a pena dizer que perceber em que casa do nosso mapa astral calha a Lua Cheia, ajuda a ir mais fundo na percepção do que se está a passar nas nossas vidas nesse determinado momento do mês lunar.

Nesta altura do ciclo lunar, eu pessoalmente gosto de olhar para os meus projectos inacabados e perceber quais os que são para descartar e quais vão seguir em frente. Isto ajuda-me primeiro a focar-me no que realmente quero ver concretizado e depois a criar espaço para o Novo que normalmente chega com a Lua Nova.

Então nesta Lua Cheia, que irradia a energia de Peixes, faz ainda mais sentido criares um círculo para estar contigo mesma, entregue à Luz que brilha dentro de ti.

. Agradeçe as tuas benções, enumera-as.

. Olha para a tua vida vê o que te serve, o que podes descartar.

. Se tens projectos inacabados, parados ou estagnados, esta é uma boa altura para olhar para eles. Se na Lua Nova gosto de trazer o meu tear para o ritual de Manifestação, na Lua Cheia gosto de me sentar com os projetos que comecei no tear, os que não fazem sentido são desmanchados nesta altura e muitas vezes é nesta altura que finalizo o que comecei ciclos atrás.

. Responde às perguntas acima, com tempo e sinceridade, escrevendo tudo o que tens para escrever.

. Podes também aproveitar para perdoar e libertar pessoas e situações, escrevendo detalhadamente o que te chateia e magoa. (Eu gosto de saltar, dar uns socos no ar, enfim mexer o corpo para libertar as emoções acumuladas).

. Depois com cuidado para não haver acidentes, podes queimar o que escreveste e envolver pessoas e situações em luz rosa (talvez no lavatório ou noutro local que seja seguro), no meu caso, no Verão às vezes opto por enterrar em vez de queimar.

. Agora podes ficar contigo nesse espaço que acabas-te de criar. Escuta o silêncio que vem de Ti. A Lua Cheia em Peixes ideal para se estar no silêncio em escuta ativa.

. Fica atenta a sonhos e sinais, esta é a Lua que rege as àguas do insconsciente coletivo e a mais aberta a comunicar com a Alma.

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Eclipse Solar e Lua Nova em Leão. Ritual de Manifestação

Não podia deixar passar este eclipse sem vos escrever. Temos ouvido falar muito deste eclipse, que vai ser forte, importante e decisivo.

A Arte de Tecer a Vida (método de empoderamento pessoal, o qual me dedico a ensinar), é uma ferramenta que nos lembra que somos ao mesmo tempo criação e criadoras do nosso destino. Através das janelas dos nossos teares nós visionamos quem queremos ser e,  tecemos o tecido da nossa vida consciente. Este eclipse é uma oportunidade incrível para estimular e potencializar essa criação. Tem tudo a ver com a primeira Forma Elementar que é o Amuleto, que nos fala da Invocação e que nos leva à toca da Mulher Loba, aquela que vive para lá do tempo, e que guarda os segredos da Vida/Morte/Vida.

No Amuleto assim como neste eclipse somos chamadas à nossa caverna ancestral e convidadas a tocar e a cheirar os nossos ossos e olharmos sem medo para quem realmente somos. A partir daí invocamos o nosso poder para o que queremos manifestar na nossa vida.

Sobre  o eclipse em si não vou escrever porque já muito foi escrito.

Mas quero partilhar com vocês uma de muitas possibilidades pra aproveitar esta onda interna e surfar com ela.

Deixo a sugestão de um ritual para esta segunda-feira:

A energia do eclipse já se faz sentir, então algumas de vocês já estão a sentir um chamado de se recolherem um pouco. Talvez precisem de descansar,  comer melhor, ou de alguma forma prestar atenção ao vosso corpo, seja físico ou emocional.

O corpo é o veículo através do qual expressamos as nossas emoções e este é um tempo que nos convida a esvaziar mente e coração, para que do vazio possa emergir a verdade.

Então até segunda-feira é tempo de tomar contacto com o nosso corpo físico, sentir-lhe os músculos, as articulações, a pele e purificar através do corpo…sim… estou mesmo a falar de suar e deixar as emoções “destilar” através dos nossos poros. Um passeio à beira mar com um passo mais acelerado, subir um terreno de inclinação acentuada, nadar ou treinar com mais vigor…enfim vocês percebem a ideia. Também é importante o toque, trocar carícias, receber uma massagem ou oferecermo-nos uma auto-massagem. Nesta fase é importante unir consciência ao corpo. E esta é a preparação para o ritual deste eclipse.

No dia do eclipse é importante criar um momento só para ti. Encontra um lugar onde não vais ser incomodada, cria um espaço agradável onde te sintas “em casa”. Eu gosto de ter um baralho de cartas, papel, caneta, as minhas lãs e claro o meu tear. Para as mulheres que não ainda aprenderam a tecer, podem usar canetas, aguarelas, qualquer veiculo artístico que faça a vossa alma cantar. (No curso a Arte de Tecer a vida exploramos em pormenor como usar os nossos teres como ferramentas de manifestação).

. Começa por agradecer as tuas bênçãos. Sente a energia da gratidão no peito à medida que vais trazendo à consciência todas as coisas pelas quais és grata na vida.

. Faz uma pequena meditação, aquela que gostares mais. Eu gosto de visualizar a energia das profundezas da terra a percorrer os meus 3 chakras inferiores e a energia do cosmos a descer sobre os 3 superiores e depois no coração unir ambas as energias, e desta forma limpar a minha aura.

. Também podes cantar um mantra.

Se gostares de astrologia, podes ver em que casa se está a manifestar o eclipse e iluminar essa área, visualizando qualquer aspecto mais tenso a suavizar e pedir para que os aspectos favoráreis possam ser aproveitados a teu favor. Se não percebes nada de astrologia ótimo!!! Apenas entrega os teus desafios e pede para que todas as oportunidades sejam aproveitadas (às vezes a vida abre-nos portas, e estas passam-nos ao lado).

Também podes aproveitar  para olhar para o planeta e lançar as tuas intenções para a nossa humanidade.

Quais são os teus desejos? Os teus sonhos? Tenta dar uma resposta sincera.

Escreve. Lê. Re-lê.

Agora visualiza-te a ser essa pessoa, a pessoa que realizou o seu desejo, que concretizou o seu sonho. Como te sentes? É mesmo isso que queres?

Repete até sentires no teu corpo as emoções que sentirias se já tivesses concretizado o teu desejo. Demora o tempo necessário nesta etapa pois ela é das mais importantes deste ritual.

Agora é a altura de pegar no tear, escolher a lãs e criar o teu amuleto, ou pegar na folha branca e nos pinceis e pintar uma representação dessa energia.

Coloca essa representação no teu altar, junto com uma lista com pelo menos três acções que te aproximem do teu objectivo.

Esta é uma das abordagens a este eclipse que envolve o meu trabalho com a Arte de Tecer a Vida e com o nosso trabalho nos círculos de tecelagem.

As suas raízes vêm do coaching criativo e na verdade trata-te de aproveitar a confluência de energias deste eclipse para tira ainda mais partido deste trabalho. Mas ele poderá ser feito a qualquer altura em especial na Lua Nova.

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Ser livre é criar e entregar e entregar e criar.

Então não te esqueças de entregar tudo ao teu Ser Divino, pois ele melhor que ninguém sabe o que é melhor para ti. Por isso se não tiveres nenhum desejo para manifestar, foca-te em amplificar emoções de amor e entrega pelo corpo e dar-lhes forma através da tua arte. Desta forma vais estar a criar espaço para o divino agir através de ti.

Juntas criamos um mundo novo.

Informações sobre a Arte de Tecer a Vida ou novos cursos aqui: circulosdetecelagem@anaalpande.com

História de La Loba em áudio para te inspirares, aqui:

Volto a escrever com regularidades no blogue às segundas em Setembro.

Até lá!

Com amor

Ana

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