Círculos de Tecelagem – Tece o teu Verdadeiro Eu

Círculos de Tecelagem

 São grupos que se reúnem para tecer no tear da vida as 7 formas elementares da Arte de Tecer a Vida, que nos conduzem a uma viagem de descoberta, onde aprendemos  a integrar o que amamos ao que fazemos no mundo.

Mudar a forma como nos vemos

E um círculo de Tecelagem é:

Um lugar para descobrir e explorar a criatividade natural, experimentar cores, texturas e padrões que fazem o coração cantar enquanto tecemos sob e sobre fibras naturais, tocando com os dedos o que é orgânico e real…

Uma comunidade, onde nos arriscamos a ser nós mesmos, partilhando e tecendo a nossa história num círculo seguro e solidário….

Um refugio, de paz e pertença que nos empodera a tecer algo com significado e cura, onde somos encorajados em silêncio, com ritmo e fluidez, a voltarmo-nos para dentro …

Uma celebração onde ninguém nos julga se quisermos cantar e dançar, onde podemos visionar  o que queremos para o nosso futuro, encontrar uma maneira de ajudar o mundo e acima de tudo aprender a viver a vida de forma sagrada.

“Quando a descoberta pessoal leva alguém a aprender a fazer alguma coisa, com as mãos, unindo movimento, pensamento e sentimento à busca activa de objectivos a longo prazo, esse alguém transforma-se significativamente e irreversivelmente.”

Dr. Frank Wilson, The Hand

Os Círculos de tecelagem já ajudaram

Cuidadores em geral:

Médicos, Enfermeiros, Psicoterapeutas, Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais, Assistentes Sociais, Coachers, Lares de Terceira Idade, Centros de dia

Educação:

Professores e alunos do ensino básico, secundário e universitário, de escolas de arte, ensino Waldorf, praticantes de ensino doméstico, educadores de infância e catequistas

“O significado inerente destas formas elementares foi a melhor coisa que já me aconteceu.”

– Joyce Anderson

Facilito Círculos de Tecelagem em qualquer ponto do país, para um mínimo de 8 pessoas e um máximo de 10.

Programa de um Círculo de Tecelagem Aqui.

Onde e quando podes atender um Círculo de Tecelagem Aqui.

Tece o teu Verdadeiro Eu enquanto crias o tecido da tua comunidade!

O teu corpo é um fio que se pode transformar em qualquer coisa. Atreve-te, cria-te!

Um fio pode conter milhares de micro fibras que depois de torcidas se  transformam num corpo, um organismo independente com o qual podemos construir objectos sem fim.

As fibras são uma metáfora para as nossas células, e o fio representa o nosso corpo e a sua plasticidade. Com o nosso corpo podemos criar e re-criar quem somos vezes sem fim. Descobrir as mil e uma maneiras de usar um fio e dar-lhe sentido é o meu trabalho enquanto artista, descobrir como criar e re-criar-me face aos desafios da Vida é o meu trabalho como Ser Humano, ajudar outras pessoas a descobrirem-se e re-criarem-se  é o meu Serviço.

E para ti que lês este blogue há meses e ainda não tinhas percebido bem qual é o meu trabalho, aqui está:

Continue reading “O teu corpo é um fio que se pode transformar em qualquer coisa. Atreve-te, cria-te!”

Entrega e Fé…Manual de Sobrevivência para grandes tempestades.

Eu sei que para quem está a atravessar uma crise falar de Entrega ou Fé pode parecer quase um insulto. Eu já lá estive e apesar de saber a teoria, parecia-me impossível entregar-me. Tanto que me parece que na verdade o processo de cair no abismo é mais difícil do que estar realmente caído. O que dói e o que custa é estar a mergulhar na escuridão e não saber nem quando vai parar, nem o que nos espera no centro da tempestade.

A peça que vocês vêem nas fotos é uma reflexão sobre o “olho da tempestade”. Foi feita a pensar nas pessoas que já sofreram o impensável, mas que ao chegar ao centro do sofrimento encontraram uma luz mais forte e mais cristalina do alguma vez experiênciaram, porque a luz brilha mais forte no escuro.

Continue reading “Entrega e Fé…Manual de Sobrevivência para grandes tempestades.”

Resoluções de Ano Novo e a minha lista de 10 hábitos para aumentar a produtividade.

Eu tenho os meus rituais de fim de ano. Acho importante fazer um balanço do ano que passou, entregar e libertar o ano velho e preparar o novo ano. Normalmente tenho um caderno, onde vou escrevendo na última semana as experiências mais importantes do ano que passou e onde começo a projectar os objectivos para o novo ano. Ao longo do ano os objectivos podem mudar, e é por isso que tenho um caderno só para os objectivos. Sabe-me bem, uma vez por mês rever as minhas metas e reflectir sobre elas.

E talvez o segredo para eu sentir que resoluções de ano novo são um importante investimento do meu tempo, é que eu sou activa com as minhas resoluções, elas não são pensamentos que se perdem no ar enquanto mastigo umas passas. As minhas resoluções são pensadas, ponderadas e revistas todos os meses!

Do meu caderno de resoluções fazem parte: uma lista de hábitos para aumentar a minha produtividade e um mantra para o ano, que venho partilhar com vocês.

img_20170102_182813

Continue reading “Resoluções de Ano Novo e a minha lista de 10 hábitos para aumentar a produtividade.”

A minha boneca. E a razão pela qual deixei de fazer bonecas personalizadas.

Escrevo o último post do ano com uma partilha muito íntima e um “seak peak” de um projecto de vida que vai tomar forma em 2017.

Comecei o meu percurso artístico a criar bonecas personalizadas. Sempre acreditei que as bonecas eram símbolos ancestrais que representavam a imagem da nossa Alma. E ainda hoje vejo fotos das casas de antigos clientes com bonecas feitas por mim em altares ou locais especiais da casa. E acreditem para mim isso é TUDO!


Sabem, criar algo que seja fiel à energia de uma pessoa que não se conhece é um desafio enorme. Tudo começa por entrar em contacto com a energia da pessoa, trazê-la junto a nós, juntar pedaços de informação intuitiva até uma forma começar a nascer. Depois é verificar se existem as cores, os materiais, quais as técnicas, etc… É maravilhoso mas laborioso. E durante anos amei cada aspecto do processo. Mas porque tudo está em constante evolução, comecei a sentir que estava a sacrificar a minha voz. A minha criatividade era colocada ao serviço dos outros, mas não havia espaço para expressar a minha Alma. Então coloquei-me uma questão muito séria: _ Porque é que fazes trabalhos personalizados, porque não crias os teus próprios trabalhos? E a resposta foi –  Medo.
E perante uma resposta destas, precisei por mãos à obra e trabalhar o meu medo, mexer no meu sistema de crenças, conversar com a voz do meu “Gremlin” interior e fazer-lhe ver que tudo o que crio e ponho à venda já pertence a alguém e que o Universo fará essa pessoa encontrar o que procura.
Redefini a minha forma de servir os outros com a minha arte.

Mas e as bonecas? As bonecas são muito muito importantes para mim, tanto que eu finalmente fiz a minha boneca!

csc_0014

Esta boneca representa o meu Eu sábio. Ela é portadora da minha voz interior e basta segurá-la nas minhas mãos para eu sentir imediatamente uma sensação de Paz e centro. E sim podia criar bonecas personalizadas com esta energia e tenho a certeza que ajudariam outras pessoas, tal como esta boneca me ajuda a mim. Mas não é isso que vou fazer em 2017, no próximo ano vou ajudar-te a criares a tua boneca com a tua energia e com a voz do teu Eu Sábio. Ela será tão rica e cheia de vida quanto a minha. Esta boneca por exemplo, não é perfeita, jamais venderia uma boneca parecida porque não está ao nível da minha exigência técnica no que toca às coisas que coloco à venda. Mas cada fio, cada escolha está inpragnada com a minha história, com meditações e visualizações que fazem com que esta peça represente o meu passado, presente e futuro.

Então fiquem atentos porque em 2017 vou sair do vosso computador e estarei presente com todo o meu Ser, disponível a deslocar-me onde fôr necessário para vos ajudar a Tecerem a vossa Vida e criarem a vossa Boneca.

Um 2017 maravilhoso para Todos!

Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha newsletter mensal. A cada Lua Cheia eu envio um e-mail com novidades e inspiração.

Subscreve o correio da Lua Cheia
Aqui

Labirintos, mapas para o nosso centro.

Há qualquer coisa de mágico quando nos propomos a parar os nossos afazeres quotidianos e deliberadamente decidimos caminhar num labirinto. Iniciamos o percurso cheios de expectativas, não sabemos o que vamos encontrar ou se vamos encontrar alguma coisa. À medida que acertamos o passo com o compasso da nossa respiração, vários pensamentos esgueiram-se pela nossa cabeça enquanto o corpo lentamente começa a relaxar. Para o corpo é libertador não ter de pensar no caminho, o caminho já lá está é só percorrê-lo.

labirint_way
Crianças a caminharem pela Paz numa réplica do labirinto de Chartres – foto por Jayada


De repente nós adultos regressamos à infância, voltamos a sentir que nos podemos entregar e confiar, tal como fazíamos com os nossos pais quando por força da idade entregávamos o nosso destino nas mãos daqueles que tinham todas as respostas. Este sentimento de confiança e guiança interior começa então a passar do corpo, para as emoções até que finalmente aquieta o pensamento.

Quando chegamos ao centro estamos mais calmos e rectos, o batimento cardíaco desacelerou e os pulmões pedem golfadas maiores de ar, transformando a nossa respiração num processo demorado e consequentemente fazendo o oxigénio viajar por áreas mais alargadas do nosso corpo. Esse sentimento de plenitude atingido no zénite do labirinto poderia facilmente ser roubado pela mente quotidiana e a urgência do relógio, mas não; não pode, porque depois de regressar ao centro há-que tomar exactamente o mesmo caminho para regressar.

Ao passar por cada recta e contornar cada curva sensação consumada vai-se assimilando como uma chuva fina que encontra o corpo desprevenido e que carinhosamente vai-se infiltrando nas roupas até chegar à pele, fazendo com que uma qualquer memória ou sensação prevaleça connosco até à saída.

Involuntariamente voltamo-nos de frente para a entrada e entregamos uma vénia sentida de agradecimento por todos os pés que há mais de quatro mil anos, por todo o mundo, percorreram ou percorrem labirintos.

Voltamos a casa sentindo-nos ligados a algo maior que nós.

Queres saber mais sobre labirintos? Tenho um site em português, visita:

http://www.labirintospelapaz.com

Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha newsletter mensal. A cada Lua Cheia eu envio um e-mail com novidades e inspiração.

Subscreve o correio da Lua Cheia
Aqui

Que valor dás à arte? Qual a sua importância na tua vida?

Artistas de certeza que já se perguntaram que valor poderá ter a arte comparada com outros bens e serviços. A resposta da perspectiva do observador pode parecer óbvia, mas quando se ganha a vida a fazer arte, quando é necessário quantificar horas de trabalho e anos de estudo e dedicação, garanto que o assunto se torna um pouco mais complexo.

Para mim pessoalmente criar é uma necessidade básica. É simples, se não crio fico doente! Se não encontro um espaço para me expressar, para deixar as emoções fluírem sem julgamentos; se não sinto a energia de olhar para algo como se fosse a 1ª vez na vida, sem qualquer conceito preexistente e começar uma história completamente nova; se não tenho o incrível prazer de descobrir coisas novas por mim própria, a vida perde a cor e o sabor.

Porque preciso de criar, preciso de outros artistas para me desafiarem e inspirarem. Então para mim criar e consumir arte é uma relação simbiótica.

 

dsc_0343
Taça cerimonial onde coloco as crenças que quero manifestar.

Continue reading “Que valor dás à arte? Qual a sua importância na tua vida?”

Onde está a tua voz? A informação que consomes fortalece ou enfraquece a tua voz?

Na semana passada descobri no Youtube a série “30 days of Genius” promovida pela Creativelife. São 30 entrevistas com cerca de 1h20m cada, onde os maiores empreendedores dos EUA e não só, falam do seu percurso. Entre os 30 estão alguns nomes que eu pessoalmente admiro muito e por isso a semana passada vi um ou mais vídeos por dia. Várias dicas, conselhos e insights sobre como montar negócios, fazê-los prosperar e claro perder o medo de errar. Muitas pessoas com uma visão muito bonita sobre o novo paradigma económico em que vivemos e com fortes bases espirituais.

Curiosamente cheguei a 6ª feira com uma overdose de estímulo. Sabem do que estou a falar certo? A cabeça a  mil à hora, montes de anotações, ideias novas e caminhos a explorar. Sábado a ler o que tinha escrito pensei: _ Espera aí?! Calma… eu tenho o mapa do meu pequeno negócio bem desenhado, sei o que quero e tenho a minha visão clara, porque é que escrevi tanta coisa que não têm nada a ver comigo? São ideias interessantes, válidas etc… mas não são minhas, não manifestam a minha Visão.

534761_493660140667896_1238839608_nPois é depois de 5 dias e ouvir outras pessoas falarem (ainda que extremamente bem sucedidas e com legitima autoridade para darem conselhos), vi-me invadida por uma série de inputs que não eram meus e que me estavam a desviar do foco.

E é assim tão simples, não é? Passamos os nossos dias a ser hiper estimulados, seja por livros, vídeos, blogues etc. E não acho nenhum destes meios negativos, muito pelo contrário, mas há um cuidado que se têm de ter em proteger o altar da Alma.

É necessário inverter o consumismo intelectual e dar tempo para mastigar e absorver a informação. Avaliar, discriminar e retirar o que vêm fortalecer a nossa Visão e a nossa voz. Para  sermos donos da nossa voz, primeiro temos de ter a Visão. Visão do que queremos e daquilo em que acreditamos, só depois a nossa voz começa a ganhar os seus próprios tons, aqueles únicos que só nós temos e mais ninguém.

Uma amiga minha disse-me uma vez que o nosso corpo é o Templo da nossa Voz e que cada Voz é única porque cada templo também o é. Então decidi passar mais tempo a cuidar do meu templo e dos seus altares. E limitar o consumo de inspiração externa, não é que eu não precise dela, atenção… Claro que preciso, mas com conta, peso e medida hehehe…. é a mesma coisa que chocolate, preciso de chocolate? Claro que sim, mas não a toda a hora 😉

E vocês? Identificam-se com o que escrevi? Como gerem a informação que consomem todos os dias? Contem-me, quero aprender com a vossa experiência.

Um boa semana para todos!

Se te faz sentido, deixa que a Lua te banhe todos os meses com novidades e inspiração.

Subscreve o correio da Lua Cheia
Aqui

Onde vamos e o que fazemos quando a dúvida aparece e pomos tudo em causa?

Esta semana andei com um poema na cabeça, toda a semana a digerir o poema de uma autora americana cujo nome não me recordo. Então o poema era uma carta da autora com 80 anos para si própria com 30, e toda a narrativa tinha como fundação uma nuvem de melancolia onde ela se arrependia de tudo o que não tinha feito, onde se lamentava por todas as oportunidades perdidas e paixões não vividas, e pedia ao Eu de 30 que não tivesse medo de seguir as suas paixões. Vocês não imaginam o quanto isto me perturbou. Caramba, chegar aos 80 anos a sentir-se assim deve ser terrível!!! Então comecei a pensar (boa escrita faz-nos estas coisas),  quem eu quero Ser aos 80 anos, e o que tenho de mudar na minha vida para ser essa pessoa.

cropped-cropped-dsc_01743.jpg
O meu Eu sábio – a Deusa dentro de mim

Continue reading “Onde vamos e o que fazemos quando a dúvida aparece e pomos tudo em causa?”