Solidão, Depressão e saber REALMENTE ouvir o outro.

 A minha família é oriunda do interior de Portugal, e eu cresci com histórias de tempos muito diferentes destes em que vivemos.

Tempos de miséria sim, mas também de uma riqueza  artística e espiritual, fruto talvez do contacto e dependência da terra e dos seus ciclos. Na minha família cada pessoa tinha um papel bem definido em termos culturais. Os meus tios tocavam bandolim e violino, a minha tia dançava, a minha avó era rezadeira e contadora de histórias e todos (apesar das grandes dificuldades) contribuíam para a riqueza cultural da sua comunidade.

E este foi o exemplo e o legado que me deixaram, e acho que inconscientemente todo o meu trabalho foi tecido com as linhas da minha infância, as memórias  das tardes passadas a ouvir histórias aos pés da máquina de costura enquanto eu fazia os vestidos das minhas bonecas.

Quando eles partiram eu senti-me meio órfã e sem referências. Achei que ao viver no campo iria participar naturalmente destas coisas, mas ao chegar aqui vi muita tristeza, e uma solidão ainda maior que a minha. Estas coisas deixaram de ter importância e  as pessoas deixaram de ser ouvidas.

A nossa sociedade carece tanto de ser ouvida. Não estou só a falar dos anciões, estou a falar de todos nós, das crianças aos mais velhos.

Quantas vezes por dia é que nos sentamos completamente presentes a ouvir alguém? Às vezes pergunto-me se a depressão não será justamente um síndrome de uma cultura que deixou de saber ouvir.

Ontem no Festival Origens, estive com o meu Tear da Terra a dar voz à comunidade. Através de gestos tão familiares como cortar tiras de tecidos, ou dobar uma meada para depois a tecer. Criou-se ali um momento de cumplicidade, um estado de presença (tão característico dos trabalhos manuais).  Vi o brilho nos seus olhos e a força na sua voz e vi-me através delas, também eu, no meu silêncio a dar voz à minha tia e à minha avó que me criaram e que me acompanham sempre. Em poucas horas recebi mais do que poderia imaginar.

 

 

Precisamos urgentemente de ouvidores compassivos que ofereçam tempo e espaço para deixar o outro Ser.

Mas não é assim tão fácil…

Passa por um exercício de aprender a marcar limites e ter noção do espaço individual, para a seguir poder haver uma abertura sincera e honesta ao outro, sem pressas ou julgamentos. É um movimento para o centro de si antes de qualquer outra coisa.

E é isto que se aprende num círculo. Voltamos ao circulo…

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A Lua, a produtividade e a aceitação do nosso ritmo pessoal e lunar.

Há alguns anos que tenho andado a observar o meu corpo e o meu comportamento mediante as fases da lua. E é um alívio poder fluir com o meu biorritmo em vez de lutar contra ele, ou ainda que tenha de lutar um pouco contra ele (sejamos realistas, nem sempre podemos fazer só o que a “lua” nos pede), ao menos posso ser compreensiva e amorosa no que toca às expectativas que tenho em relação ao que faço enquanto contrario a minha tendência natural. Ter esta consciência ajuda-me a entender e programar o mês de uma forma criativa e produtiva, e faz toda a diferença não só nas minhas relações pessoais como na forma como me relaciono com o que me rodeia, e acima de tudo  como coopero comigo mesma.

Deixem-me só abrir um parêntesis para vos falar de produtividade:  Durante anos eu evitei ter listas de objectivos e o motivo era simples, elas frustravam-me de tal maneira que em vez de alcançar os meus objectivos eu afastava-me ainda mais deles. Hoje em dia tenho técnicas para criar listas e fazê-las acontecer, o que me ajuda muito, mas o que mudou para mim e fez toda a diferença foi eu ter compreendido que:

Os objectivos têm de me servir, não sou eu que tenho de os servir!

Mudou completamente o meu paradigma, em vez de andar com um chicote na mão, porque não estou a chegar onde eu acho que quero, eu olho para os objectivos como ferramentas que servem o meu propósito, e isto faz muita diferença porque permite-me re-avaliar, questionar e alterar os meus objectivos sempre que é necessário, isto também me permite depositar a minha lealdade não na visão daquilo que eu acho que quero ter ou ser, mas no propósito maior que consiste na pergunta: Como posso colocar as minhas capacidades ao  serviço de mim mesma e dos outros?
E de uma forma geral eu faço esta reflexão mensalmente com a ajuda da Lua e do seu ritmo mensal.

E por falar em Luas, nesta última Lua Cheia, senti uma grande necessidade de orar.

Partilho com vocês a minha oração cantada, um presente encontrado na Internet de uma compositora brasileira que adorei conhecer, não resisti em tomar a liberdade de fazer uma versão minha. Aí fica:

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O círculo, as pessoas, a arte e a sociedade. A mudança que está a chegar.

Num círculo não existem diferenças nem hierarquias ocupamos todos os mesmo lugar. O círculo representa a totalidade, o ciclo, o principio, o meio e o fim em constante movimento e alternância. Na tecelagem o circulo leva-me ao movimento em espiral, tal como o universo, o ADN e o fio (sim fiar é fazer espirais com fibras) espirais dentro de espirais, onde a minha percepção do espaço não é linear, é circular… é diferente, tenho menos controle em termos de planeamento e estética, mas abre-se um espaço para o  inesperado, para o que não se controla.

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E quantos de nós passamos a vida a querer controlar? Controlar a medida em amamos, a medida em que nos deixamos amar, a medida em que sofremos a medida em que tocamos os aspectos mais sombrios e também os mais luminosos da nossa psique.

De todas as formas eu sinto-me mais Eu no circulo, é a minha casa, o meu território.

Trabalho com pessoas há anos. E durante muitos anos eu era a professora, a “performer”, a que estava de um lado e as pessoas do outro, como num triângulo. E funcionava, eu cumpria a minha missão e tirava grande satisfação, mas….

Num círculo eu sou tu e tu és eu

Não existe preponderância de um ou de outro, todos temos exactamente a mesma importância, todos temos voz, todos temos vez.

E assim nasceram os círculos de tecelagem e assim surgem outros projectos paralelos,  todos com a mesma intenção e a mesma vontade.

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Caminhar juntamente com…

…lado a lado.

Um dia esta será a estrutura da nossa sociedade, não sei quando, mas assim será.

E que assim seja!

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10 mulheres do século XXI que desafiam o meu modo de pensar.

Na minha vida sempre tive a sorte de estar rodeada de pessoas incríveis. Tenho os melhores amigos do mundo, uma família maravilhosa e pessoas à minha volta que me inspiram e dão o exemplo, o exemplo que é possível romper barreiras, mudar paradigmas e sair da caixa, e ser bem sucedido a fazê-lo. Não há nada mais poderoso no mundo do que uma pessoa com uma Visão Clara e um Sentido de Missão.  O post de hoje fala de 10 mulheres que têm Visão e Sentido de Missão e cujo exemplo são alavancas para que eu, possa continuar a crescer e a evoluir, porque afinal aprendemos pelo exemplo.

Há muitas mais mulheres para acrescentar a esta lista, mas hoje falo das que têm influenciado ou inspirado o meu caminho mais recentemente, e cujo trabalho considero um “serviço público” com proporções gigantes na nossa cultura e forma de pensar. (Algumas das mulheres desta lista vão ler-me e achar que exagero, mas não. Eu vejo o impacto do vosso trabalho gerações à frente.)

E a verdade é

Quando uma de nós avança, avançamos TODAS!

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Fios 100% merino by Rosa Pomar

Então aí vai:

(cliquem nos nomes para visitarem os respectivos sites)

A Susana da Bless e a Marie Foleo. Junto as duas  porque quando preciso de inspiração ou informação sobre como gerir o meu negócio, sem perder a minha integridade é no trabalho delas que me vou alimentar.

A Patrícia Lemos e a Dra. Kelly Brogan, cada uma na sua área está a revolucionar a forma como nós mulheres olhamos para o nosso corpo e sistema hormonal. A Patrícia ajuda mulheres a lidarem com problemas de fertilidade e tem um projecto muito interessante que se chama Círculo Perfeito, neste momento lançou um calendário menstrual que se chama a Deusa em Si (aguardo pacientemente o meu). Tenho acompanhado com grande emoção o trabalho da Dra. Kelly Brogan, ela é  psiquiatra holística, a sua abordagem à depressão e outras doenças psiquiátricas simplesmente lavou-me a alma, só posso agradecer a sua coragem de falar de uma forma tão aberta sobre as grandes farmacêuticas.

A minha queria amiga Sofia Batalha, uma das profissionais mais sérias e profundas que conheço. O trabalho dela influenciou-me tanto. A sua visão e insight sobre a casa interna e a casa externa mudaram completamente a forma como me relaciono com a minha casa, o corpo e os meus ciclos. Eu chamo-a de “Mãe” do feng-shui feminino.

Brené Brown – é Pesquisadora e contadora de histórias e talvez a conheçam pela sua famosa Ted Talk sobre o Poder da Vulnerabilidade, se não viram, vejam, vai certamente despertar uma serie de sininhos internos.

Lieve Tobback, é fotografa, vive em Coimbra e tem uma projecto de fotografia feminina que se chama Essência, o olhar que ela traz sobre a mulher é simplesmente curador, serei cliente em breve com certeza, mas mesmo sem ser cliente posso ver-me através da Alma destas mulheres que tão generosamente entregam à câmara muito mais do que uma imagem..

O projecto da Ana Sofia chama-se cabeleireiro hoslístico, sim ela é cabeleireira, mas na verdade é muito mais do que isso, ela também é “artista têxtil e contadora de histórias” a diferença é que ela faz isto com os cabelos de mulheres.

A Rosa Pomar tem uma Retrosaria em Lisboa, e está a revolucionar o panorama têxtil em Portugal, tendo vindo a ressuscitar a fiação portuguesa e produzindo fios de alta qualidade portugueses feitos apenas com lã portuguesa. Um orgulho este trabalho!

Susan Barrett Merrill, minha mentora e coach, a mulher que criou a Arte de Tecer a Vida, o método com o qual trabalho e que no meu caso me deu as ferramentas para trazer ao mundo a minha própria visão e missão.

A cada uma delas estou extremamente grata, pois quando uma de nós avança, avançamos todas.

E por falar em avanços, a minha loja na Etsy já abriu!!! Visitem-me 🙂

Com amor

Ana

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O vazio que doí, mas traz novos começos.

Hoje não consigo escrever, não consigo… não tenho palavras. Não há nada que eu coloque aqui que não soe forçado ou movido por um qualquer sentido de  obrigação.

Mas escrevo à mesma! Porque a vida continua o seu movimento, porque há pessoas que contam com este post e porque as emoções são SEMPRE passageiras.  Aceito que às vezes tenho menos para dizer ou até mesmo, que não tenho nada. O nada é um lugar espectacular, porque dele pode nascer tudo. E na arte é muitas vezes assim. É quando sentimos um vazio interno, uma espécie de vácuo que nos quer sugar para um abismo interno do qual não vemos saída, que as melhores coisas acontecem.

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A nogueira em frente à janela do meu estúdio, de onde vos escrevo este post, está tal como eu. Como pouco para mostrar no interior, mas a fervilhar no interior. Tal como ela, em breve estarei a escrever longos e inspirados posts, a partilhar a minha loja em construção e a viajar pelo país com os círculos de tecelagem.

Mas…

Por hoje, deixo-vos a minha silenciosa presença.

Estou aqui e vejo-vos, importo-me com vocês, estamos juntas.

Até segunda!

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Weaving Circles – Weave your real SELF

 

Weaving Circles  – Weave your real Self

On this 1st circle we are going to weave an Amulet.

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The Amulet represents Invocation. A call for change. Where words cannot reach, a mythic pattern speaks with your heart through your hands. The amulet is an invocation to awaken to the need for change.

During the weaving circle we’re going to: 

. Meditate

. Sing

. Lisen to stories

. Lisen to your inner voice and identify what you want to bring to your life.

. Learn the basics of tapestry weaving

. Have a beautiful finished Amulet

. Write or draw you inner vision and any insight that might come to you.

After the weaving circle you’ll  have:

. weaving a simple form on a frame loom

. identify what you want to manifest in your life

. a piece of art that represents your higher will, your deepest dream, and that holds and protects the new energy that you want to bring to life

. the hability to unite: feeling to making, art to personal myths, consciousness to the  unconscious

All materials included, all fibers are 100% natural.

A weaving circle is:

A place to discover and explore your natural creativity, to experience colours, textures and patterns that make your heart sing as you weave over and under the wild elemental fibers, touching with your fingers what is organic and real…

A refuge of peace and belonging empowering you to weave something with meaning, healing and supporting one another with some silence, flow and time to go inside…

The art of weaving a life is a method to empower us women to go where we need to go, to change what has to be changed, and accept us as the beautiful wise beings that we already are. It’s all about moving from fear into love and acceptance.
From 10am to 5pm – in English

To: women with or without weaving experience

Facilitator: Ana Alpande – Fiber Artist, Storyteller, Creative Coach

More about The Art of Weving a Life in English visit: http://www.weavingalife.com/

Programa – Círculos de Tecelagem para Mulheres – O Amuleto

Círculos de Tecelagem – Tece o teu Verdadeiro Eu

Neste primeiro círculamuletofbo vamos tecer um amuleto.
O Amuleto, representa a Invocação, uma chamada para a mudança. Ele  simboliza aquilo que dentro de nós precisa nascer, e que precisamos manifestar conscientemente.

Durante este círculo de tecelagem vamos:

. meditar

. cantar em grupo

. ouvir histórias

. Escutar o nosso interior e identificar o que queremos manifestar na nossa Vida

. montar uma teia num tear de tapeçaria

.  aprender o ponto básico de tecelagem

. finalizar um amuleto que poderá ser  utilizado ao pescoço como símbolo de protecção

. incorporar um objecto especial e uma intenção

. Escrever ou desenhar “insights” e inspirações, que poderão ou não ser partilhados com o grupo

Após este círculo de tecelagem saberás:

. tecer formas simples num tear

. identificar o que de ti quer nascer

Após este círculo de tecelagem terás:

. uma peça de arte que representa a tua vontade Maior, o teu sonho mais querido, e que simbolicamente guardará a energia dessa semente

. uma história em áudio para que possas sempre relembrar a experiência deste círculo

. a experiência de unir: o sentir ao fazer, a arte aos arquétipos e o consciente ao inconsciente

. Uma apostilha com as instruções básicas de como montar uma teia e tecer uma forma simples.

TODOS OS MATERIAIS INCLUÍDOS, todas as fibras são 100% naturais.

Um círculo de Tecelagem é:

Um lugar para descobrir e explorar a criatividade natural, experimentar cores, texturas e padrões que fazem o coração cantar enquanto tecemos sob e sobre fibras naturais, tocando com os dedos o que é orgânico e real…

Um refugio, de paz e pertença que nos empodera a tecer algo com significado e cura, onde somos encorajadas em silêncio, com ritmo e fluidez, a voltarmos-nos para dentro.

Nos círculos de tecelagem tecemos as 7 formas elementares da Arte de Tecer a Vida.

A Arte de Tecer a Vida (ver link) é uma viagem pela psique feminina que nos leva até ao centro, onde podemos tomar consciência das nossas escolhas e da forma como elas determinam a nossa experiência.

Formas Elementares (ver link) são símbolos antigos, transversais a todas as culturas do mundo, elas incorporam a essência da Arte de Tecer a Vida, como processo de integração da vida interna na vida externa.

Duração 6 horas – das 10h às 17h

Público Alvo:  Mulheres com ou sem experiência em tecelagem.

É necessário: trazer o coração aberto e roupa confortável.

Almoço partilhado

Onde e Quando? – Consulta a Agenda Aqui

Estás pronta para tecer o teu verdadeiro EU? Vem, dá-me a tua mão e eu vou estar contigo durante o parto de ti mesma.

Formas Elementares

As formas elementares são símbolos antigos, transversais a todas as culturas do mundo, elas incorporam a essência da Arte de Tecer a Vida, como processo de integração da vida interna na vida externa.

Elas estão descritas em profundidade no livro The Art of Weaving a Life, escrito pela autora Susan Barrett Merril, que podes adquirir aqui.

Uma tradução oficial do livro da Susan está a ser feita para Português por mim, estará disponível até ao fim do Outono.

As formas elementares são:

1 – AmuletoInvocação – És chamada para a mudança.

O que as palavras não alcançam, pode ser expresso através da linguagem simbólica ao usar um padrão arquetípico que se tece com o coração e as mãos. O amuleto é uma invocação para que despertemos para uma mudança interna. Ele representa aquilo que dentro de nós precisa nascer.

Simboliza o momento da concepção, energia masculina e feminina unem-se para criar um novo Ser.

2 – Taça – Convite – És convidada a receber o teu Ser de coração aberto.

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A taça convida-nos  a receber uma nova dimensão de nós mesmas, o que realmente desejamos e que têm valor intemporal para a nossa psique. A taça assim como nós tem um interior e um exterior.

Ela representa o nascimento, o saco amniótico que se rompe e de onde  nasce um novo Ser que vêm trazer a sua luz para o mundo.

3 –  Boneca – Insight – Um encontro com a tua anciã.

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Ela traz consigo o insight, as respostas que vêm da nossa alma e  da voz interior. Representa de forma  simbólica o nosso Eu Sábio –  a Anciã –  aquela em quem nos queremos transformar.

A boneca representa a infância,  o Ser sábio (intuição) que nos dá a mão nos primeiros anos da nossa vida psíquica e sem o qual não sobreviveríamos.

4 –  Cinto do PoderEscolha – Liberta-te das crenças que te limitam.

Com o cinto do poder somos convidadas a fazer escolhas, assumindo o compromisso interno de eliminar as crenças que não nos servem mais, criando espaço para seleccionarmos aquilo que fortalece o que queremos para a nossa Vida, delineando acções concretas que manifestem essa visão.

O Cinto do poder representa a adolescência, onde iniciamos a dança das escolhas entre o que sentimos que somos, e o que os outros acham que devemos Ser

5 – Máscara – Identidade – Abre a porta do Grande Mistério.

Tecer a máscara é uma iniciação ao mundo dos mistérios. Ela abre as portas aos nossos arquétipos mais profundos e permite-nos escolher com quem nos queremos identificar. Podemos deixar a máscara que usamos todos os dias e escolher a máscara do nosso Ser Superior, ou de “La Loba”, a mulher que vive no fim do tempo.

A mascara representa a vida adulta, onde para podermos fazer face aos desafios do dia-a-dia precisamos de criar uma persona, que cumpra responsabilidades que seja produtiva e eficaz, mas que se não tivermos cuidado,  pode sufocar a nossa vida anímica e distanciar-nos da face do nosso verdadeiro EU.

 6  – BolsaTransportar o que é essencial – A tua caixa de ferramentas da Vida Interna.

A bolsa convida-nos a estarmos atentas à nossa vida e a  libertar o que não nos serve, para que possamos caminhar com leveza e graciosidade. Ao tecermos a bolsa estamos a assumir um compromisso com a nossa busca espiritual e estamos a honrar esse compromisso deixando para trás o supérfulo.

A bolsa representa a menopausa, onde depois de uma vida a servir, a mulher é convidada a finalmente olhar para si própria. O tempo de estar activa na sociedade e de criar os filhos começa a passar e há uma vazio saudável que pode potenciar novas e maravilhosas descobertas.

7 – Xaile – A vida interior – A morte do Ego e o nascimento do Eu.

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O xaile representa a sabedoria de encontrar o equilíbrio entre as responsabilidades mundanas e o nosso mundo interno. Usado tradicionalmente em muitas culturas, o xaile é usado por mulheres nas suas orações, meditações e na morte. Ele representa o que está para além da vida, o que resta da consciência quando o nosso corpo (ego) morre e o espírito se liberta. O xaile é o toque do infinito na nossa pele,  o lugar  sagrado onde toda a vida é gerada e manifestada, e ao qual podemos aceder quando nos deixamos mergulhar no silêncio e na solitude.

Com ele chegamos ao fim da jornada, ele traz a morte da anciã e o seu regresso sagrado ao útero da Terra mãe, fonte da energia criadora do mundo, onde todas as mulheres são geradas e abençoadas. Com o xaile nas nossas costas honramos a vida e os seus processos sagrados, somos ao mesmo tempo anciãs e crianças, circulamos livremente entre mundos.

Durante a nossa vida vivemos muitas iniciações onde passamos por todas estas etapas simbólicas,  ao tecer as formas elementares somos convidadas a viver o processo iniciático, manifestando consciência e intenção, em artefactos que materializam o que existe de mais profundo e sagrado em nós.

E para uma mulher o que pode ser mais abençoado do que criar tempo, espaço e beleza com as próprias mãos? Não para a sua família, não para a comunidade, mas para si própria, apenas para si própria.

Vem, dá-me a tua mão e eu vou estar contigo durante o parto de ti mesma.

Ver mais sobre a arte de Tecer a Vida –   De ti para Ti – Aqui

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Apps que ajudam no aumento da produtividade e no desenvolvimento pessoal.

Olá a todas. Esta semana o post é super prático e isso deixa-me tão feliz!!!!

Eu tenho um problema com as redes sociais e com o uso do meu telemóvel em geral. A partir do momento que adquiri um smartphone (há cerca de um ano), comecei a ter o computador na ponta dos dedos, e embora seja uma bênção para o meu trabalho e extremamente útil, também se pode transformar numa maldição.

Mas para mim tendo um negócio on-line, não há como fugir! Eu preciso aprender a lidar com a tecnologia e as redes sociais de forma equilibrada, em vez de andar a lutar com elas, e encontrei algumas ferramentas que têm feito toda a diferença na minha vida. Querem saber quais?

Decidi transformar o meu smartphone num instrumento que trabalhe a meu favor. E assim sendo ingressei numa investigação das Apps que podem ajudar-me a passar menos tempo ao telefone e a transformar o tempo de procrastinação em tempo de qualidade.

A primeira App da lista tornou-me na minha melhor amiga.

Chama-se Quality Time e permite-me controlar quanto tempo passo no telemóvel, bem como a altura do dia em que posso aceder a certas aplicações como FB, Youtube e Instagram.

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Ver aqui

Por exemplo, de manhã eu bloqueio as Apps que me distraem e dou permissão apenas às que são necessárias ao meu trabalho. À noite bloqueio todas as Apps que retiram a atenção da minha família e do meu Ser Interno, de modo a não cair em tentações de ir ver quantos likes tenho ou as mensagens na minha caixa de correio. Assim iniciei uma dieta onde só acedo às redes sociais durante algumas horas da tarde, quando tenho de fazer os meus posts, altura onde sou naturalmente menos produtiva, e aproveito as horas em que estou focada e inspirada para estar totalmente presente no que faço.

Outra App que adoro chama-se TIDE.

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Ver aqui

Tenho passado muito tempo ao computador a desenvolver conteúdos para o site e a preparar o Curso a Arte de Tecer a Vida. São muitas horas em frente a um ecrã e é realmente difícil manter o foco, normalmente estou sempre a criar desculpas para fazer pausas, ora me dá fome, ora tenho de ir à casa de banho, ora me apetece um chá… e tudo isto quebra o ritmo de trabalho e compromete a minha produtividade. Esta App para além de ter um interface lindo, ajuda-me imenso, pois posso programar o meu tempo de foco e qual a duração do meu intervalo. O principio a nível inconsciente é simples, trabalho 40m e no fim sou recompensada com 10m de pausa onde posso fazer o que me apetece. Às vezes faço uma meditação, vou comer etc… O utilizador pode escolher o tempo de foco e o tempo de estudo, a par de tudo isto, durante o tempo de foco podemos escutar sons da natureza, que realmente ajudam a aumentar a concentração.

Estas são as duas Apps que estão directamente relacionadas com o meu trabalho e com os meus níveis de produtividade.

Mas também quero partilhar as Apps que uso e estão relacionadas com o desenvolvimento pessoal.

Onceaday – uso esta App para criar rotinas saudáveis (sim eu preciso de me lembrar diariamente que tenho de me colocar em primeiro lugar e tomar conta de mim). A App lembra-me diariamente das rotinas para o meu bem estar e quando  chego a uma certa meta, recompenso-me.

Luna Diary – esta App é super bonita e nela faço um registo das minhas emoções para que através das fases da Lua eu consiga perceber padrões de pensamento e emoções associadas, isto não invalida que não escreva as minhas páginas matinais, mas uso a App para escrever palavras soltas e focar-me nos meus sentimentos.

Gratitude Garden –  a minha App favorita! Sou tão grata à Izzie por a ter desenvolvido. Nem vou falar dela, acreditem em mim, esta é um “must have”.

Insight Timer e Simple Habit – Ambas estão relacionadas com meditação, as duas são muito diferentes, Insight Timer é a minha favorita e é a mais tradicional, uso-a porque às vezes tenho o tempo contado para meditar e ela avisa-me dos minutos com o som de taças tibetanas. Também tem uma série de meditações guiadas e mantras. Uso todos os dias.

Simple Habit uso quanto tenho a mente tagarela e não consigo encontrar um espaço de silêncio dentro de mim, com um conceito mais moderno usa uma série de exercícios de mindfullness que  ajudam a minha mente a entregar-se.

Com a App Quick Timer posso escolher quando usar estas Apps e quando deixar o telefone servir apenas de telefone. É importante dizer que no meu computador normalmente trabalho offline e só uso a internet quando é estritamente necessário. Claro que todas estas Apps não invalidam fazer retiros das redes sociais e do telefone, mas durante o tempo de trabalho podem fazer toda a diferença.

Na verdade passo muito menos tempo ao telefone e computador agora que estruturei as minhas rotinas de trabalho e lazer. Assim o tempo em frente ao computador ou a trabalhar sentada numa tarefa é rentabilizado e sinto-me produtiva e  em paz com a tecnologia.

E vocês? Quais são os vossos truques e estratégias? Se este post foi útil para vocês partilhem-no com outras pessoas e partilhem aqui no blogue as vossas estratégias pessoais.

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Amuleto – a invocação e o mergulho na fonte da criatividade pura.

Há cerca de 4 meses, 3 mulheres vieram bater-me à porta. Estavam a trabalhar como voluntárias numa quinta perto da minha casa e tinham ouvido falar de mim. Pediram-me para que lhes facilitasse um dia têxtil, podia ser qualquer coisa: fiar, tricotar, feltrar, tecer…. queriam a experiência de se ligarem à terra e às suas tradições, passando um dia entre fios e cumplicidades.

Eu aceitei-as de coração aberto, mas sem saber bem o que lhes propor. Elas aceitaram o meu valor por dia, sem saberem exactamente o que iam fazer (incrível). Foi um dos dias mais frios de 2016, saímos de casa para uma caminhada com uma camada espessa de gelo a abrir o caminho entre as ervas e desafiei-as a prestarem atenção à paisagem, disse-lhes que no nosso passeio iriam encontrar prendas da Mãe Terra, e essas prendas seriam as personagens principais do que quer que fossemos criar nesse dia. Com a Serra da Estrela ao fundo a abraçar-me, caminhei em silêncio a observá-las, atenta aos sinais e grata pela oportunidade de servir estas mulheres, sem saber no entanto como. E que forças do destino as teriam levado ao meu estúdio, num dia tão frio e cinzento? Qual seria o meu papel nas suas vidas, e o papel delas na minha?

Chegamos ao estúdio com paus, líquens, pedras e pedaços de raízes, depois de um chá quente formámos num círculo com uma vela no meio e as três ultimas rosas do meu jardim (que por milagre tinham sobrevivido à geada fortíssima dos últimos dias). Expliquei-lhes que estava a finalizar uma formação de coaching criativo e que neste momento era aí que estava o meu coração enquanto facilitadora, mas como não tínhamos combinado nada em especifico propus que cada uma tirasse uma carta do meu baralho “Sacred Path Cards” e que decidíssemos a partir daí o que iríamos fazer. Como sempre magia aconteceu e cada uma recebeu exactamente o que precisava ouvir, mas mais importante ainda as três estavam em sintonia quanto ao momento das suas vidas e tornou-se muito claro para mim,  qual o meu papel neste círculo de mulheres. Propus-lhes tecerem um Amuleto, nenhuma delas tinha qualquer experiência com tecelagem, mas a três aceitaram de imediato.

Fizemos uma visualização criativa, própria do trabalho com o amuleto, elas escreveram as mensagens que brotaram do coração e cada uma começou uma viagem individual de tecer o seu amuleto sagrado.

Na arte de Tecer a Vida, O amuleto representa a Invocação, uma chamada para a mudança. Ele  simboliza aquilo que dentro de nós precisa nascer e o momento da concepção, quando a energia masculina e feminina unem-se para criar um novo Ser.

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Eu numa postura de Doula do Eu Interior, mantive-me em silêncio, utilizando as palavras como ferramentas homeopáticas (a mínima dose para alcançar o máximo resultado), expliquei de forma clara como montar uma teia e fui dando as explicações necessárias para que pudessem trabalhar livres das dúvidas da mente e das preocupações com o certo ou errado. Pedi-lhes que abraçassem a tecelagem como um espelho da vida e que aceitassem todo e qualquer resultado. Contei histórias quando percebi que estavam a travar uma luta criativa, mantive-me em silêncio quando a energia estava tão elevada que se respirava pura inspiração e a cada fio, a cada centímetro de tecido estas mulheres iam-se abrindo cada vez mais.

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Chegaram ao fim quentes de coração, com  um brilho nos olhos e  um amuleto nas mãos, onde as prendas recebidas durante a caminhada se integraram naturalmente, como se o amuleto tivesse sido criado para as acolher, um pedaço de tecelagem que representa um aspecto sagrado da psique de cada uma, uma invocação ao que de mais profundo quer nascer de dentro delas. Eu vibrava de gratidão e inspiração. Olhar estas mulheres nos olhos e vê-las para além da forma gerou em mim uma onda de veneração indescritível e uma certeza que este é o meu caminho, e foi com essa veneração e gratidão que dei a cada uma, uma rosa, as últimas rosas do meu jardim.

Este foi o meu primeiro círculo de tecelagem, curiosamente o Amuleto é a primeira forma elementar da arte de Tecer a Vida.

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida aqui.

E a partir desse momento comecei activamente a trabalhar para te receber de coração aberto, para que possamos comunicar muito para além das palavras. Estou aqui para te dar a mão e acompanhar na tua viagem ao centro de ti própria.

Com amor

Ana

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