T.P.M. – Termómetro Periódico Menstrual da nossa Verdade Interior

Sofres de TPM?

Desde sintomas leves a mais severos, todas já experimentámos o tal síndrome de tensão pré-menstrual. Provavelmente habituámos-mos a tomar comprimidos, ou a aceitar os sintomas como “normais”, parte da condição daquilo que é ser Mulher.

Mas e se esses sintomas forem o  sistema natural e intrínseco de auto-exame do nosso estado físico, anímico e espiritual?

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E se esses sintomas forem o Termómetro Periódico Menstrual da Nossa Verdade Interior?

Segundo a autora Miranda Grey, a fase Pré-Menstrual é a chamada fase Criativa, onde vamos sentir as nossas energias, foco e capacidade de organização, decrescer e começamos a entrar em contacto com o nosso subconsciente.

Na Astrologia este é o domínio da casa 8 . E na verdade é nesta fase do ciclo que estamos mais propensas a olhar para a nossa casa 8 ou o para o nosso Plutão Natal de forma mais clara e verdadeira, sem filtros, sem querer ou poder controlar o que de lá vem.

Mas talvez a maior questão que se coloca quando estamos na fase criativa ou Fase Pré-Menstrual, é que é nesta fase em que normalmente parece que nos voltamos contra nós mesmas. É aqui que temos a tendência para prevaricar ou voltar a padrões que já tínhamos abandonado. É aqui que as nossas mamas nos dizem se o equilíbrio entre dar e receber está Ok ou se está a pender mais para um lado do que para o outro, que o nosso útero nos avisa se andamos a acumular demasiada energia em casa, ou se o nosso espaço sagrado precisa de ser protegido.

Para mim em termos de saúde feminina esta é a fase do ciclo onde podemos perceber como está o nosso corpo e como estão as nossas emoções, e claro se estivermos atentas, com que tipo de energias e emoções andamos a lidar.

Hoje em dia fazemos muitos exames de diagnóstico para prevenir doenças, mas todos os meses o nosso corpo oferece-nos um olhar verdadeiro e profundo ao nosso estado físico, anímico e espiritual. 

E o ideal mesmo era usarmos exames externos para aprofundar os exames que fazemos internos, dando-lhes um papel coadjuvante e não determinante, porque a Verdade vem sempre de dentro!

Eu escrevo nesta fase, muito. Às vezes faço perguntas ao meu inconsciente e mesmo que ele não me responda nessa altura, um mês mais tarde a resposta chega. Em termos criativos é muito engraçado, porque nesta fase começo muitas coisas e todas me parecem mal, passado um mês volto a elas e percebo tudo, vejo exatamente o que tenho de fazer para seguir em frente, como etc. Embora seja durante ou depois da menstruação que eu realmente passo à ação.

Mas durante muitos anos era nesta fase que rasgava, queimava e desmanchava trabalhos numa frustração incrível de não conseguir me expressar. Hoje em dia aprendi a começar e guardar sem julgamentos!

Para mim nesta fase, o exercício é muito importante. Com tanta energia emocional a passar pelo meu corpo, tanta tensão e informação, preciso de actividade física para me equilibrar.

Muitas vezes sinto a minha adolescente bem presente. Vejo-a sentada no chão a fumar um cigarro e a escrever no caderno preto, zangada, frustrada e meio perdida. É nesta altura que tenho uma janela de oportunidade para falar com ela, para a entender e apoiar.

É tão bonito este processo, estas oportunidades cíclicas que temos de poder ir ao fundo de nós e iluminar áreas da nossa psique que por norma nos estão veladas!

E vocês? Como vivem a vossa TPM? Partilhem gostava mesmo de saber é nesta partilha circular que todas crescemos.

Com carinho

Ana

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Mercúrio está Retrógrado e o que é que eu tenho a ver com isso?

-Mercúrio está Retrógrado, cuidado!!!!!

-Mercúrio finalmente está direto ufa, podemos respirar de alívio!

Há vários sites com artigos sobre este aspeto, podem pesquisar para saber ao certo quem é Mercúrio e o que significa estar ou não retrógrado, quem estiver neste momento perdido entre palavras estranhas pode fazer uma pesquiza rápida e vai encontrar imensa informação.

Confesso que quando estou mais frágil e sensível, desconectada dos meus ritmos internos (ou seja meio perdida de mim), leio que Mercúrio está Retrogrado e penso… ah pois está tudo explicado, é o Mercúrio, deixa lá ver quando passa a direito para ver se isto melhora (podíamos dizer o mesmo em relação à Lua).

Mas a verdade é que o universo dança para que nós possamos dançar com ele.

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E a grande questão quando ouvimos estas coisas é:

Esta informação ajuda-me?

Dá-me poder?

Torna-me mais consciente da forma como eu aceito e transformo quem Sou e da minha capacidade de aceitar e acolher o outro?

Amplifica a minha visão do todo a partir da parte?

Se sim, excelente!!!

Saber de trânsitos e aspetos ajuda-te a olhar para dentro, para as profundezas de ti com coragem e lucidez? Gera desconforto positivo, daquele que nos chama para a ação? Ou faz-te sentar no sofá à espera que um determinado transito passe para que tudo possa então melhorar?

Deixei a astrologia por seis anos justamente porque andava a debater-me com as seguintes questões:

O meu trabalho traz liberdade e autonomia ao outro? Ou pelo contrário condiciona e gera dependência?

E voltei à Astrologia, primeiro porque fui chamada para isso pelo meu ser interno (fui mesmo, não estou com tretas)  mas também porque a Arte de Tecer a Vida veio trazer-me a estrutura interna e as ferramentas de forma a usar a Astrologia para entender e dançar a vida cíclica.

Olhemos para os trânsitos como olhamos para as estações do ano. Em aceitação e com fluidez, como observadoras e ao mesmo tempo observadas. Sabendo que há um tempo para plantar, um tempo para cuidar e outro para colher. Esta coisa das previsões astrológicas deveria ser o nosso “Borda de Água” e mesmo assim, eu por exemplo, muitas vezes uso o Borda de Água como referência mas acabo por seguir o meu coração, às vezes percebo que o Borda de Água tinha razão, noutras era o meu coração que estava certo. Mas isso é viver, e é isto que significa Ser Criativo!!!!

Quando escrevo sobre rituais na Lua Cheia, Lua Nova e Eclipses, escrevo sobre dançar com a Lua e Ser criadora da minha Vida. E isto de criar com a Lua, é sermos parceiras e cúmplices na tela imensa que é a tela da Vida. Isso é Poder e Beleza!

O mesmo pode ser feito com  qualquer trânsito!

Planetas, aspetos, pessoas, plantas, pedras, somos todos o mesmo e estamos todos em constante movimento.

Usem a informação que recebem com cuidado, saibam filtra-la. Porque na verdade, é no coração que se encontram as respostas,e a informação que é realmente válida deve servir apenas para acender o fogo do coração!

Não somos vitimas  dos astros, nós somos as tecelãs da nossa própria vida. Trânsitos aspetos etc… são as cores e as texturas com que nos tecemos, fazem a diferença? Sim fazem, mas as criadoras somos nós e quem dita o resultado final deste tecido maravilhoso que é a vida SOMOS SEMPRE NÓS, para o melhor e pior como sabemos.

Ps. Tenho clientes de astrologia a quem recomendo prestar atenção ao movimento de mercúrio por uma série de questões observadas em consulta, eu pessoalmente pouco ou nada ligo ao meu, a menos que num caso muito específico a minha atenção seja levada a isso.

Saibamos aceitar e celebrar o nosso instinto e a nossa “unicidade”!!!

Mais sobre consultas de astrologia aqui.

Com amor

Ana

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Lua Cheia em Peixes – “A parte sem o Todo não é parte.” – ideias para um ritual

Quem vive na natureza como eu, não pode passar indiferente às fases da Lua.

Na Lua Nova o céu é escuro e as estrelas brilham intensas. Não podemos sair de casa sem lanterna e se saímos, sentimos medo. Um medo um pouco mais profundo do que a preocupação de bater em alguma coisa ou tropeçar nalgum obstáculo. Eu sinto-o como o medo do escuro que tinha quando era pequena e os meus pais apagavam a luz ao sair do meu quarto, para eu dormir.

Na Lua Cheia um candeeiro gigante ilumina o nosso caminho. Ilumina tudo, até mesmo o interior da casa quando estamos às escuras. O brilho das estrelas fica apagado e todas as atenções se voltam para este planeta satélite que rege as águas fora e dentro de nós.

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É fácil deixar passar a Lua Nova, mas quase impossível não dar atenção à Lua Cheia.

Na Lua Cheia sente-se um “conflito de interesses” muito interessante (na Astrologia chama-se a este conflito oposição). Por exemplo, este mês é o mês do signo Virgem, ou seja o Sol está neste momento em Virgem e nesta Lua Cheia, a Lua vai estar em Peixes, exactamente oposta ao Sol, criando tensão entre as energias dos dois signos. Isto é válido para todos os outros meses (Luas Cheias), em cada mês sentimos uma oposição diferente, para o próximo mês a tensão será o Sol em Balança e a Lua em Gémeos, e assim por diante…

Nesta Lua Cheia o tema é Unidade.

Com o quê?

Com tudo o que nos rodeia.

E porque o Sol está em Virgem, a pergunta é:

. Tenho encontrado o tempo e o espaço entre os meus afazeres diários e compromissos para cultivar o sentido de pertença e união a algo maior de que Eu?

. Tenho parado para escutar a minha alma, quando ela fala comigo?

. Sou capaz de abandonar a minha necessidade de perfeição e aceitar as  imperfeições da minha vida, do meu corpo, do meu quotidiano, confiando que no plano Divino tudo É perfeito neste exato momento?

. Como é que equilibro vida prática com a minha imaginação fértil e os meus sonhos? Para onde pende a balança? Estou a ser demasiado prática e responsável que nem encontro tempo para sonhar, para alimentar o meu interior? Ou perco-me demasiado no mundo dos sonhos e não estou a conseguir concretizar objetivos nem atender às necessidades do meu quotidiano.

A Lua Cheia é a melhor altura para iluminar as crenças e os padrões que não nos apoiam, é a altura para perdoar e libertar. E se fizermos este trabalho em harmonia com os ciclos da Terra, mas profundo e eficaz será o nosso olhar para dentro de nós mesmas.

Também vale a pena dizer que perceber em que casa do nosso mapa astral calha a Lua Cheia, ajuda a ir mais fundo na percepção do que se está a passar nas nossas vidas nesse determinado momento do mês lunar.

Nesta altura do ciclo lunar, eu pessoalmente gosto de olhar para os meus projectos inacabados e perceber quais os que são para descartar e quais vão seguir em frente. Isto ajuda-me primeiro a focar-me no que realmente quero ver concretizado e depois a criar espaço para o Novo que normalmente chega com a Lua Nova.

Então nesta Lua Cheia, que irradia a energia de Peixes, faz ainda mais sentido criares um círculo para estar contigo mesma, entregue à Luz que brilha dentro de ti.

. Agradeçe as tuas benções, enumera-as.

. Olha para a tua vida vê o que te serve, o que podes descartar.

. Se tens projectos inacabados, parados ou estagnados, esta é uma boa altura para olhar para eles. Se na Lua Nova gosto de trazer o meu tear para o ritual de Manifestação, na Lua Cheia gosto de me sentar com os projetos que comecei no tear, os que não fazem sentido são desmanchados nesta altura e muitas vezes é nesta altura que finalizo o que comecei ciclos atrás.

. Responde às perguntas acima, com tempo e sinceridade, escrevendo tudo o que tens para escrever.

. Podes também aproveitar para perdoar e libertar pessoas e situações, escrevendo detalhadamente o que te chateia e magoa. (Eu gosto de saltar, dar uns socos no ar, enfim mexer o corpo para libertar as emoções acumuladas).

. Depois com cuidado para não haver acidentes, podes queimar o que escreveste e envolver pessoas e situações em luz rosa (talvez no lavatório ou noutro local que seja seguro), no meu caso, no Verão às vezes opto por enterrar em vez de queimar.

. Agora podes ficar contigo nesse espaço que acabas-te de criar. Escuta o silêncio que vem de Ti. A Lua Cheia em Peixes ideal para se estar no silêncio em escuta ativa.

. Fica atenta a sonhos e sinais, esta é a Lua que rege as àguas do insconsciente coletivo e a mais aberta a comunicar com a Alma.

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Eclipse Solar e Lua Nova em Leão. Ritual de Manifestação

Não podia deixar passar este eclipse sem vos escrever. Temos ouvido falar muito deste eclipse, que vai ser forte, importante e decisivo.

A Arte de Tecer a Vida (método de empoderamento pessoal, o qual me dedico a ensinar), é uma ferramenta que nos lembra que somos ao mesmo tempo criação e criadoras do nosso destino. Através das janelas dos nossos teares nós visionamos quem queremos ser e,  tecemos o tecido da nossa vida consciente. Este eclipse é uma oportunidade incrível para estimular e potencializar essa criação. Tem tudo a ver com a primeira Forma Elementar que é o Amuleto, que nos fala da Invocação e que nos leva à toca da Mulher Loba, aquela que vive para lá do tempo, e que guarda os segredos da Vida/Morte/Vida.

No Amuleto assim como neste eclipse somos chamadas à nossa caverna ancestral e convidadas a tocar e a cheirar os nossos ossos e olharmos sem medo para quem realmente somos. A partir daí invocamos o nosso poder para o que queremos manifestar na nossa vida.

Sobre  o eclipse em si não vou escrever porque já muito foi escrito.

Mas quero partilhar com vocês uma de muitas possibilidades pra aproveitar esta onda interna e surfar com ela.

Deixo a sugestão de um ritual para esta segunda-feira:

A energia do eclipse já se faz sentir, então algumas de vocês já estão a sentir um chamado de se recolherem um pouco. Talvez precisem de descansar,  comer melhor, ou de alguma forma prestar atenção ao vosso corpo, seja físico ou emocional.

O corpo é o veículo através do qual expressamos as nossas emoções e este é um tempo que nos convida a esvaziar mente e coração, para que do vazio possa emergir a verdade.

Então até segunda-feira é tempo de tomar contacto com o nosso corpo físico, sentir-lhe os músculos, as articulações, a pele e purificar através do corpo…sim… estou mesmo a falar de suar e deixar as emoções “destilar” através dos nossos poros. Um passeio à beira mar com um passo mais acelerado, subir um terreno de inclinação acentuada, nadar ou treinar com mais vigor…enfim vocês percebem a ideia. Também é importante o toque, trocar carícias, receber uma massagem ou oferecermo-nos uma auto-massagem. Nesta fase é importante unir consciência ao corpo. E esta é a preparação para o ritual deste eclipse.

No dia do eclipse é importante criar um momento só para ti. Encontra um lugar onde não vais ser incomodada, cria um espaço agradável onde te sintas “em casa”. Eu gosto de ter um baralho de cartas, papel, caneta, as minhas lãs e claro o meu tear. Para as mulheres que não ainda aprenderam a tecer, podem usar canetas, aguarelas, qualquer veiculo artístico que faça a vossa alma cantar. (No curso a Arte de Tecer a vida exploramos em pormenor como usar os nossos teres como ferramentas de manifestação).

. Começa por agradecer as tuas bênçãos. Sente a energia da gratidão no peito à medida que vais trazendo à consciência todas as coisas pelas quais és grata na vida.

. Faz uma pequena meditação, aquela que gostares mais. Eu gosto de visualizar a energia das profundezas da terra a percorrer os meus 3 chakras inferiores e a energia do cosmos a descer sobre os 3 superiores e depois no coração unir ambas as energias, e desta forma limpar a minha aura.

. Também podes cantar um mantra.

Se gostares de astrologia, podes ver em que casa se está a manifestar o eclipse e iluminar essa área, visualizando qualquer aspecto mais tenso a suavizar e pedir para que os aspectos favoráreis possam ser aproveitados a teu favor. Se não percebes nada de astrologia ótimo!!! Apenas entrega os teus desafios e pede para que todas as oportunidades sejam aproveitadas (às vezes a vida abre-nos portas, e estas passam-nos ao lado).

Também podes aproveitar  para olhar para o planeta e lançar as tuas intenções para a nossa humanidade.

Quais são os teus desejos? Os teus sonhos? Tenta dar uma resposta sincera.

Escreve. Lê. Re-lê.

Agora visualiza-te a ser essa pessoa, a pessoa que realizou o seu desejo, que concretizou o seu sonho. Como te sentes? É mesmo isso que queres?

Repete até sentires no teu corpo as emoções que sentirias se já tivesses concretizado o teu desejo. Demora o tempo necessário nesta etapa pois ela é das mais importantes deste ritual.

Agora é a altura de pegar no tear, escolher a lãs e criar o teu amuleto, ou pegar na folha branca e nos pinceis e pintar uma representação dessa energia.

Coloca essa representação no teu altar, junto com uma lista com pelo menos três acções que te aproximem do teu objectivo.

Esta é uma das abordagens a este eclipse que envolve o meu trabalho com a Arte de Tecer a Vida e com o nosso trabalho nos círculos de tecelagem.

As suas raízes vêm do coaching criativo e na verdade trata-te de aproveitar a confluência de energias deste eclipse para tira ainda mais partido deste trabalho. Mas ele poderá ser feito a qualquer altura em especial na Lua Nova.

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Ser livre é criar e entregar e entregar e criar.

Então não te esqueças de entregar tudo ao teu Ser Divino, pois ele melhor que ninguém sabe o que é melhor para ti. Por isso se não tiveres nenhum desejo para manifestar, foca-te em amplificar emoções de amor e entrega pelo corpo e dar-lhes forma através da tua arte. Desta forma vais estar a criar espaço para o divino agir através de ti.

Juntas criamos um mundo novo.

Informações sobre a Arte de Tecer a Vida ou novos cursos aqui: circulosdetecelagem@anaalpande.com

História de La Loba em áudio para te inspirares, aqui:

Volto a escrever com regularidades no blogue às segundas em Setembro.

Até lá!

Com amor

Ana

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Programa – Círculos de Tecelagem para Mulheres – A Taça

Neste segundo círculo vamos tecer uma taça e ser iniciadas na arte da cestaria. E vais ser
convidada a receber o teu Ser de coração aberto.

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A taça convida-nos  a receber uma nova dimensão de nós mesmas, o que realmente desejamos e que têm valor intemporal para a nossa psique. A taça assim como nós tem um interior e um exterior.

Ela representa o nascimento, o saco amniótico que se rompe e de onde  nasce um novo Ser que vêm trazer a sua luz para o mundo.

Durante este círculo de tecelagem vamos:

. cantar em grupo.

. ouvir histórias.

. trabalhar com o nosso sistema de crenças.

. aprender a fazer aumentos e diminuições.

.  ser introduzidas à cestaria.

. aprender a transformar um projecto plano, num objecto tri-dimensional.

. libertar as crenças que não servem o nosso propósito.

. Escrever ou desenhar “insights” e inspirações, que poderão ou não ser partilhados com o grupo.

Após este círculo de tecelagem terás:

. uma taça.

. um poema em áudio para que possas sempre relembrar a experiência deste círculo.

. a experiência de unir: o sentir ao fazer, a arte aos arquétipos e o consciente ao inconsciente.

. Uma apostilha com as instruções básicas de como elaborar a tua taça.

TODOS OS MATERIAIS INCLUÍDOS, todas as fibras são 100% naturais.

Um círculo de Tecelagem é:

Um lugar para descobrir e explorar a criatividade natural, experimentar cores, texturas e padrões que fazem o coração cantar enquanto tecemos sob e sobre fibras naturais, tocando com os dedos o que é orgânico e real…

Um refugio, de paz e pertença que nos empodera a tecer algo com significado e cura, onde somos encorajadas em silêncio, com ritmo e fluidez, a voltarmos-nos para dentro.

Nos círculos de tecelagem tecemos as 7 formas elementares da Arte de Tecer a Vida.

A Arte de Tecer a Vida (ver link) é uma viagem pela psique feminina que nos leva até ao centro, onde podemos tomar consciência das nossas escolhas e da forma como elas determinam a nossa experiência.

Formas Elementares (ver link) são símbolos antigos, transversais a todas as culturas do mundo, elas incorporam a essência da Arte de Tecer a Vida, como processo de integração da vida interna na vida externa.

Duração 6 horas – das 10h às 17h

Público Alvo:  Mulheres que já fizeram o Círculo do Amuleto.

É necessário: trazer o coração aberto e roupa confortável.

Almoço partilhado

Onde e Quando? – Consulta a Agenda Aqui

Criar espaço para Ser, criar espaço de dentro e fora.

Chegou o Verão!!!

Tanta coisa que aconteceu, estive longe do blogue, estive longe do computador depois de vários problemas com o meu servidor. Tanta dor de cabeça que por fim desisti e acabei por deixar o tempo cuidar do que tinha de ser cuidado.

Às vezes é cansativo estar sempre “em cima” do acontecimento.

Entretanto percebi na resistência que estava na hora de largar. Ou melhor, ESTÁ na hora de largar, e deixar ir o que precisa e vir e criar espaço para o novo!

É por isso que vou fazer uma pausa até a primeira semana de Setembro. Decidi estar afastada das redes sociais durante dois meses, não serão propriamente férias uma vez que estarei a trabalhar, mas vou aproveitar o tempo para ir fundo na minha arte e claro aproveitar ao máximo as férias escolares e a companhia do meu filho nesta natureza maravilhosa que nos rodeia.

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Esta Sábado estarei em Lisboa a facilitar um Circulo de Tecelagem onde vamos tecer o amuleto, será provavelmente o último deste ano. Em Setembro voltarei ao Círculos, mas desta vez com a Taça, dando continuidade ao ciclo A Arte de Tecer a Vida.

Estou super feliz por este tempo de pausa, este espaço para Ser e libertar, e tenho a certeza que estarei ainda mais feliz por voltar em Setembro para este cantinho virtual.

Até muito breve!

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O caminho para o sucesso, o quotidiano e o espaço entre uma coisa e outra.

Às vezes é preciso inspirar… fundo e demoradamente, sem pressas, sem querer ser-se o que ainda não se é.

Na pedagogia Waldorf aprendemos a organizar as aulas em tempos… intercalando inspiração com expiração, oferendo às crianças uma rotina equilibrada entre estimulo e introspecção.

Acho que o ritmo era a minha parte favorita do trabalho, ao deixar o Jardim de Infância senti muita falta do ritmo diário e semanal, dava comigo quarta feira de manhã a olhar para a mesa da minha sala e a pensar – as crianças a esta hora devem estar a amassar o pão – e as minhas mãos faziam um pequeno movimento involuntário.

Este tempo de deixar as coisas serem e crescerem por si próprias sé uma dádiva incrível, especialmente nos tempos que correm.

Quando me vi a facilitar círculos de tecelagem, estruturei-os com os mesmos princípios que aplicava no Jardim de Infância. É tão engraçado agora que penso sobre o assunto… mas sim, é realmente muito parecido, existe uma estrutura, um inspirar e expirar que como que por magia faz com que o tempo do círculo seja um tempo fora do tempo… e isto faz-me sonhar… sonhar com uma vida ditada pelo prazer de estar presente, em tudo!

Para a minha mente é assustador, pensar que posso abrir mão do tempo. Que posso respirar o dia e a vida com calma e confiança, acreditando no tempo que cada coisa leva para crescer e maturar. Confiando na vida e na sua sabedoria, naquelas coisas que não fazem sentido, que não se racionalizam, mas que fazem o coração crescer e a respiração ficar mais leve e compassada.

Não sei ao certo para onde vou, e eu sei que faz parte de toda a filosofia do sucesso  saber-se para onde se vai…

Mas…

O que tenho aprendido é que há momentos de vazio que são essenciais para os processos criativos, e aqui estou mesmo a falar da arte de tecer a vida, de pararmos em frente ao vácuo sem medo de sermos engolidas.

E depois a partir de um movimento interno voltar a montar a teia, a cantar a canção dos nossos ossos e pacientemente revesti-los de pontos, de carnes, de tecidos que nos vão recriar novamente e aí sim, podemos voltar aos mapas, aos objectivos e às To Do List’s da vida…

Mas quando o vácuo te chamar, não fujas, não tenhas medo, senta-te com ele e respira-o profundamente. Não resistas…

Aproveita para te re-escreveres, para afirmares uma e mais uma vez quem És e o que queres Ser.

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E sim é isto que fazemos nos círculos de tecelagem. Se sentires o chamado, podes consultar a minha agenda e quem sabes poderemos fazê-lo juntas…em círculo.

Cá te aguardo.

Até já

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Solidão, Depressão e saber REALMENTE ouvir o outro.

 A minha família é oriunda do interior de Portugal, e eu cresci com histórias de tempos muito diferentes destes em que vivemos.

Tempos de miséria sim, mas também de uma riqueza  artística e espiritual, fruto talvez do contacto e dependência da terra e dos seus ciclos. Na minha família cada pessoa tinha um papel bem definido em termos culturais. Os meus tios tocavam bandolim e violino, a minha tia dançava, a minha avó era rezadeira e contadora de histórias e todos (apesar das grandes dificuldades) contribuíam para a riqueza cultural da sua comunidade.

E este foi o exemplo e o legado que me deixaram, e acho que inconscientemente todo o meu trabalho foi tecido com as linhas da minha infância, as memórias  das tardes passadas a ouvir histórias aos pés da máquina de costura enquanto eu fazia os vestidos das minhas bonecas.

Quando eles partiram eu senti-me meio órfã e sem referências. Achei que ao viver no campo iria participar naturalmente destas coisas, mas ao chegar aqui vi muita tristeza, e uma solidão ainda maior que a minha. Estas coisas deixaram de ter importância e  as pessoas deixaram de ser ouvidas.

A nossa sociedade carece tanto de ser ouvida. Não estou só a falar dos anciões, estou a falar de todos nós, das crianças aos mais velhos.

Quantas vezes por dia é que nos sentamos completamente presentes a ouvir alguém? Às vezes pergunto-me se a depressão não será justamente um síndrome de uma cultura que deixou de saber ouvir.

Ontem no Festival Origens, estive com o meu Tear da Terra a dar voz à comunidade. Através de gestos tão familiares como cortar tiras de tecidos, ou dobar uma meada para depois a tecer. Criou-se ali um momento de cumplicidade, um estado de presença (tão característico dos trabalhos manuais).  Vi o brilho nos seus olhos e a força na sua voz e vi-me através delas, também eu, no meu silêncio a dar voz à minha tia e à minha avó que me criaram e que me acompanham sempre. Em poucas horas recebi mais do que poderia imaginar.

 

 

Precisamos urgentemente de ouvidores compassivos que ofereçam tempo e espaço para deixar o outro Ser.

Mas não é assim tão fácil…

Passa por um exercício de aprender a marcar limites e ter noção do espaço individual, para a seguir poder haver uma abertura sincera e honesta ao outro, sem pressas ou julgamentos. É um movimento para o centro de si antes de qualquer outra coisa.

E é isto que se aprende num círculo. Voltamos ao circulo…

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A Lua, a produtividade e a aceitação do nosso ritmo pessoal e lunar.

Há alguns anos que tenho andado a observar o meu corpo e o meu comportamento mediante as fases da lua. E é um alívio poder fluir com o meu biorritmo em vez de lutar contra ele, ou ainda que tenha de lutar um pouco contra ele (sejamos realistas, nem sempre podemos fazer só o que a “lua” nos pede), ao menos posso ser compreensiva e amorosa no que toca às expectativas que tenho em relação ao que faço enquanto contrario a minha tendência natural. Ter esta consciência ajuda-me a entender e programar o mês de uma forma criativa e produtiva, e faz toda a diferença não só nas minhas relações pessoais como na forma como me relaciono com o que me rodeia, e acima de tudo  como coopero comigo mesma.

Deixem-me só abrir um parêntesis para vos falar de produtividade:  Durante anos eu evitei ter listas de objectivos e o motivo era simples, elas frustravam-me de tal maneira que em vez de alcançar os meus objectivos eu afastava-me ainda mais deles. Hoje em dia tenho técnicas para criar listas e fazê-las acontecer, o que me ajuda muito, mas o que mudou para mim e fez toda a diferença foi eu ter compreendido que:

Os objectivos têm de me servir, não sou eu que tenho de os servir!

Mudou completamente o meu paradigma, em vez de andar com um chicote na mão, porque não estou a chegar onde eu acho que quero, eu olho para os objectivos como ferramentas que servem o meu propósito, e isto faz muita diferença porque permite-me re-avaliar, questionar e alterar os meus objectivos sempre que é necessário, isto também me permite depositar a minha lealdade não na visão daquilo que eu acho que quero ter ou ser, mas no propósito maior que consiste na pergunta: Como posso colocar as minhas capacidades ao  serviço de mim mesma e dos outros?
E de uma forma geral eu faço esta reflexão mensalmente com a ajuda da Lua e do seu ritmo mensal.

E por falar em Luas, nesta última Lua Cheia, senti uma grande necessidade de orar.

Partilho com vocês a minha oração cantada, um presente encontrado na Internet de uma compositora brasileira que adorei conhecer, não resisti em tomar a liberdade de fazer uma versão minha. Aí fica:

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O círculo, as pessoas, a arte e a sociedade. A mudança que está a chegar.

Num círculo não existem diferenças nem hierarquias ocupamos todos os mesmo lugar. O círculo representa a totalidade, o ciclo, o principio, o meio e o fim em constante movimento e alternância. Na tecelagem o circulo leva-me ao movimento em espiral, tal como o universo, o ADN e o fio (sim fiar é fazer espirais com fibras) espirais dentro de espirais, onde a minha percepção do espaço não é linear, é circular… é diferente, tenho menos controle em termos de planeamento e estética, mas abre-se um espaço para o  inesperado, para o que não se controla.

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E quantos de nós passamos a vida a querer controlar? Controlar a medida em amamos, a medida em que nos deixamos amar, a medida em que sofremos a medida em que tocamos os aspectos mais sombrios e também os mais luminosos da nossa psique.

De todas as formas eu sinto-me mais Eu no circulo, é a minha casa, o meu território.

Trabalho com pessoas há anos. E durante muitos anos eu era a professora, a “performer”, a que estava de um lado e as pessoas do outro, como num triângulo. E funcionava, eu cumpria a minha missão e tirava grande satisfação, mas….

Num círculo eu sou tu e tu és eu

Não existe preponderância de um ou de outro, todos temos exactamente a mesma importância, todos temos voz, todos temos vez.

E assim nasceram os círculos de tecelagem e assim surgem outros projectos paralelos,  todos com a mesma intenção e a mesma vontade.

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Caminhar juntamente com…

…lado a lado.

Um dia esta será a estrutura da nossa sociedade, não sei quando, mas assim será.

E que assim seja!

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