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	<title>Arquivo de arte de tecer a vida - Ana Alpande</title>
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	<description>Tecendo o Ser de Volta ao Estar</description>
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	<title>Arquivo de arte de tecer a vida - Ana Alpande</title>
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		<title>Crónicas Sobre O Pendular Do Tempo E O Afecto Vivo À Matéria Morta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2023 21:32:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crónicas Sobre O Pendular Do Tempo E O Afecto Vivo À Matéria Morta A minha avó descascava as favas com a paciência de quem é intimo do tempo, grão a grão galopava certeiramente a espessa camada verde oliva, mesmo quando esgotava a força da unha do polegar.Fazia-o por amor: amor aos da casa, amor a</p>
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<h4 class="wp-block-heading">Crónicas Sobre O Pendular Do Tempo E O Afecto Vivo À Matéria Morta</h4>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-left">A minha avó descascava as favas com a paciência de quem é intimo do tempo, grão a grão galopava certeiramente a espessa camada verde oliva, mesmo quando esgotava a força da unha do polegar.<br>Fazia-o por amor: amor aos da casa, amor a si mesma, amor ao próprio tempo e à sua condição de mulher cuja cronologia diária era ditada pelo intervalo entre refeições e a arte de nutrir corpos; os corpos da casa que ora entravam, ora saiam do espaço, enquanto pacientemente contava as ausências pelo som da Ave-Maria que ressoava na caixa de madeira escura, relógio da sala, <strong>a minha primeira introdução à inevitabilidade do pêndulo.</strong></p>
</div></div>



<p><br>A indumentária da minha avó era sempre a mesma: uma bata de tecido barato comprada na praça e uns manguitos feitos com restos de lençóis velhos para proteger as mangas dos casacos e camisolas. Acho que os primeiros pontos que dei foram nos meus primeiros manguitos, que recebi de presente aos quatro anos quando já tinha idade suficiente para subir ao banco e ajudar a minha avó a lavar as folhas de alface que o meu avô trazia da horta, ainda a cheirar a terra molhada e a corpos de insetos.<br>Aprendi com a minha avó a remendar as horas com pontos certeiros e orações simples, quase sempre responsos e ave-marias que preenchiam o espaço livre da cozinha, onde as ondas sonoras fundiam-se com os raios de sol.<br>Todo o universo da minha avó parecia girar ao redor da preparação das quatro refeições do dia, entre horas limpava, remendava e contava histórias com vividez e entusiasmo de criança.</p>



<p><br>Quando lavávamos as folhas cheias de frescura e delicadas nervuras, ou quando remendávamos os trapos com carinho e atenção parecia que estávamos suspensas no tempo, que tudo o que existia era aquele lugar, naquele momento e todo a amor que os poros de uma jovem pele pode absorver, não como uma prisão ou redução da imaginação de criança, mas como o universo do tempo-não-tempo, um outro lugar<br>da existência por onde as crianças navegam com facilidade e onde os adultos parecem não conseguir entrar. A minha avó entrava e saia com tamanha mestria que às vezes eu não tinha a certeza se ela era verdadeiramente velha ou nova, tão nova quanto eu, tão nova quanto a mais tenra folha da mais jovem alface, apaparicada pela suavidade do sol primaveril e acolhida pelo gentil orvalho.<br>Tudo naquela cozinha cheirava a refogado, maçã cozinha, gestos familiares e a um compromisso sério em dizer não ao desperdício, fosse ele de substâncias formais, estas que têm forma concreta, fosse da atenção preciosa dada às coisas que crescem, envelhecem e morrem tão devagar que quase que perdemos o a tempo passar, a fiel batida pendular do relógio que anuncia a porção de tempo que acabou de desaparecer para nunca mais voltar. <strong>A minha avó era bem ciente da trágica realidade que o tempo não se recupera</strong>, por isso vivia devagar com o vagar de quem se dá por inteiro e sabe verdadeiramente apreciar o valor da porção de vida que lhe cabe viver.</p>



<p><br>Eu nada seria sem ela.</p>



<p><br>Sem ela seria poeira suspensa num dia de vento e nevoeiro, um espectro medroso, vagueando pelo espaço do por vir a ser. Uma folha perdida da sua casa, do seu chão, levada pelo vento para lugares que nunca poderá alimentar.<br>A minha avó está em mim como o sangue, as vísceras e os ossos.</p>



<p><br>Quando morreu, morri com ela e demorei muito tempo a renascer para a realidade de não poder mais escutar a doçura rouca da sua voz ou lavar-lhe os óculos garrafais para lhe ver bem os olhos de saudade.</p>



<p><br>Renasci nós, nunca mais pessoa individual, mas colónia colectiva de afetos, traumas e memórias. Hoje sou tudo o que fomos juntas: riso, beleza, tristeza, saudade, e o amparo de saber pisar o chão por inteiro, não porque quero alguma coisa do chão, mas sim porque sou o seu projecto em constante transformação.<br>Cada vez menos eu, cada vez mais nós, uma amalgama de tecidos, espectros, fogo, espaço e as águas sagradas da memória. Essa memória que guarda a eternidade.<br>Embora esteja muito satisfeita com a finitude das coisas, <strong>não estou disposta a aceitar o fim do amor</strong>, por isso cultivo orgulhosamente a teimosia de não aceitar a morte das coisas como o fim do afeto às coisas.</p>



<p><br>É só mesmo por causa desta teimosia que afirmo que desde a matéria mais pesada, à partícula mais leve, é o amor, sempre o amor que encadeia a delicada dança da transformação.</p>



<p><br>Eu só posso aspirar a ser como a cozinha da minha avó, o espaço onde a oração ressoa e os cheiros mornos do afeto constroem paredes de memória para as próximas gerações.</p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



<p>Créditos da Imagem&nbsp;<a href="https://www.tiagocerveira.com/">Tiago Cerveira</a></p>



<p>Artigo publicado na minha Coluna “O Canto do Verbo” na&nbsp;<a href="https://ventoeagua.com/"><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-light-green-cyan-color">Revista Vento e Água</mark></a></p>



<p>Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha newsletter A Poética do Abraço</p>



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<p></p>
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		<title>INTRODUÇÃO AO CICLO LUNAR</title>
		<link>https://anaalpande.com/introducao-ao-ciclo-lunar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 20:48:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo lunar]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pastoras da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO AO CICLO LUNAR Quando falamos do ciclo lunar é necessário fazer a distinção entre aquilo que são as fases da lua e a sua posição zodiacal.Nas mandalas astro-lunares procuro acompanhar ambos, sendo a sua natureza diferente. As fases da lua advêm do período sinódico da lua, que dura cerca de 29,5 dias e que</p>
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<h3 class="wp-block-heading">INTRODUÇÃO AO CICLO LUNAR</h3>



<p>Quando falamos do <strong>ciclo lunar</strong> é necessário fazer a distinção entre aquilo que são as fases da lua e a sua posição zodiacal.<br>Nas <a href="https://anaalpande.com/produto/workshop-online-de-mandalas-astro-lunares/">mandalas astro-lunares</a> procuro acompanhar ambos, sendo a sua natureza diferente.</p>



<p><strong>As fases da lua</strong> advêm do período <strong>sinódico da lua</strong>, que dura cerca de 29,5 dias e que vai desde a lua nova à lua nova seguinte. O período sinódico marca o intervalo de tempo que um astro demora a aparecer num ponto em conjunção ao sol. Sempre que falamos das fases da lua, falamos da relação entre a terra, o sol e a lua, sem o sol não existem fases da lua.</p>



<p><strong>A posição da lua por signo refere-se ao período sideral</strong> e é medida pelo tempo que a lua leva a percorrer o zodíaco, cerca de 27,3 dias.</p>



<p>Todos os planetas descrevem um <strong>período sinódico </strong>em relação ao sol. No entanto, nenhum destes períodos é tão óbvio e presente como o da lua. </p>



<p>A dança sol/lua é, sem dúvida, a mais íntima e presente no nosso quotidiano.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ao Sol,</h3>



<p>os povos antigos atribuíram o dia, a luz, a energia, o dinamismo, os princípios do arquétipo masculino.</p>



<h3 class="wp-block-heading">À Lua,</h3>



<p>a vulnerabilidade, o caos, a intuição, o mistério, os princípios da energia feminina.</p>



<p>Da penumbra da lua nova, a luz vai crescendo gradualmente, até atingir o seu apogeu na lua cheia. Através da revelação total da luz, começa o caminho de regresso, o necessário declínio que irá culminar na lua negra, cerca de três dias antes da lua nova, o tempo da morte necessária à renovação da vida.</p>



<p><strong>Este processo ocorre todos os meses no útero de uma mulher em idade fértil</strong> <strong>e repete-se, de forma menos óbvia, noutros tempos cíclicos em todas as relações que existem, inclusive nas relações pessoais</strong>. Toda a relação passa por um início, uma fase crescente, um apogeu e uma fase decrescente que culmina no fim. Ainda que esse fim não seja a cisão completa, pode, por exemplo no caso de uma relação, representar o fim de um determinado aspeto na própria relação.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O ciclo sol/lua é a mais perfeita metáfora do ciclo de uma relação, desde o seu início, ao apogeu, passando pelo declínio. Todos os meses temos a oportunidade de aprender com ele.</p></blockquote></figure>



<p>Uma das melhores comparações que conheço para explicar a simbologia do ciclo de lunação, é o ciclo da planta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As fases da Lua&nbsp;</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Fase Crescente</h3>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Nova &#8211; 0- 45º do Sol</h3>



<p>A <strong>lua nova</strong>, marca o início de um ciclo, sol e lua estão conjuntos.</p>



<p>Numa conjunção temos uma potência inconsciente que urge revelar-se.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>No útero escuro da terra, a semente impulsionada pela vontade liberta-se do seu invólucro em busca da manifestação.</p></blockquote></figure>



<p>Esta fase caracteriza-se pelo início do ciclo de uma relação. Quando falo de relação, falo de um ponto de vista abrangente e inclusivo que abarca pessoas, vida orgânica, objetos, paisagens, ideias, crenças e inclusive as várias partes de nós mesmos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O novo ciclo</h4>



<p>Na lua Nova surge uma&nbsp;necessidade de “dar à luz” ainda que não se saiba bem o quê. Começa um novo ciclo, onde a força segue um chamado inconsciente. Necessidade de começar coisas novas, impulso para a ação. Pode haver a sensação de não se saber para onde vai, de não haver rumo, de não se “ver” o caminho. Com a maturidade, vai-se aprendendo a confiar nos sentidos internos, a ver de olhos fechados. </p>



<p><strong>Tradicionalmente associamos esta fase à semeadura</strong>, no entanto é importante explicar que se por um lado esta pode ser uma fase para definir objetivos e lançar intensões, também é uma excelente fase para silenciar e perceber o que nos move no momento, o que chama por nós e pede para ser iniciado e que muitas vezes pode já estar a ser sussurrado desde a Lua Balsâmica do ciclo anterior.</p>



<p>Quando lanço sementes na lua nova estou a definir o que quero e quais são os meus objetivos, afirmo o meu direito a&nbsp;desejar, ou ambicionar alguma coisa. Quando eu silencio na lua nova e atento ao meu mundo interno, eu crio um terreno para que a vida me semeie. Assumo o meu dever de ser taça, pronta a ser transbordada pela própria vida da alma.</p>



<p>As duas opções parecem-me complementares embora à primeira vista, pareçam antagónicas.</p>



<p>O caminho contemplativo proposto no <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/">curso As Pastoras da Noite</a> promove este espaço de escuta tão rico e fértil, através do qual nos permitimos ser tecidos pela vida e os seus mistérios e validando ao mesmo tempo os nossos anseios e as nossas necessidades pessoais.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Não será essa a verdadeira aventura, dizer sim a um chamado que não sabemos onde nos irá levar, com a maturidade de sabermos o que estamos a entregar?</strong></h4>



<p>Muitas vezes a voz da alma faz-se ouvir para lá do eco dos desejos da mente. Por isso é necessário cultivar espaços para que a alma se expresse e nos permita aceder a uma outra visão sobre o mundo. A visão anímica.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>A lua nova</strong> é a melhor altura do mês para se perceber ao que estamos a ser convidados.</h5>



<p>Aprofundaremos a relação entre a lua nova e cada signo no capítulo lua disseminante.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Crescente &#8211; 45-90º frente ao Sol</h3>



<p>A lua começa a afastar-se, um pequeno contorno de luz surge nos céus.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>Os primeiros rebentos rompem a terra e começam a percecionar a luz pela primeira vez.</p></blockquote></figure>



<p>Na <strong>lua crescente</strong>, cresce o impulso para a autorrealização. Perseverança, vontade de crescer, de alcançar objetivos, de ser. Sentido latente de que há uma missão a ser cumprida e algo a ser conquistado ou realizado. Existe um conflito entre a vontade de se realizar e crescer, por outro lado, existe o sentimento de querer voltar para casa, ao conforto e à segurança do que é conhecido e estável. É necessário vencer a inércia, protegendo com o devido cuidado a fragilidade do que acaba de nascer.</p>



<p><strong>A lua crescente</strong> representa a fase do ciclo onde precisamos cultivar persistência, avançar com aquilo com que nos comprometemos na fase anterior. Quando estamos a querer consolidar um novo hábito por exemplo, esta é a fase das tentações, de achar que o entusiasmo por si só é o suficiente para seguir em frente. Na lua crescente e fases seguintes, é necessário aparecer, cultivar a relação com a semente e assegurar que esta tem o espaço suficiente para poder singrar.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Quarto Crescente – 90-135º frente ao Sol</h3>



<p>A Lua está a metade do caminho, até chegar à revelação na Lua Cheia.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A planta busca o sol como fonte de alimento, embora a firmeza da terra ainda proteja o jovem rebento.</p></blockquote></figure>



<p>Necessidade de criar estrutura, de gerir e administrar a energia anímica e os recursos; a vida interior é tão importante quanto a vida exterior e muitas vezes a sensação de ter de escolher entre uma e outra; reconhecer a segurança e a estabilidade oferecidas pelas nossas estruturas, escolhendo entre o que ainda precisa ser protegido e o que precisa ser liberto.</p>



<p>Esta é a fase das escolhas, que pressupõem sempre uma avaliação cuidada do momento presente no sentido de permitir que algo avance. Urge manter o fogo da coragem e determinação, para que o jovem rebento tenha coragem de se assumir na vida externa, mantendo a proteção da estrutura para que possa resistir às assimetrias do mundo “lá fora”.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Geba – Lua a 135 a 180º frente ao Sol</h3>



<p>A revelação já se intuí. Aumento progressivo da intensidade. Aquilo que era difuso na lua nova, começa a ficar cada vez mais claro.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A planta está agora bem estabelecida e toda a sua energia está colocada no exterior.</p></blockquote></figure>



<p>Necessidade de autoanálise, preparação para receber a luz, vontade de contribuir, de discriminar e processar informação.</p>



<p>A <strong>lua geba</strong> é um convite para receber a luz da lua cheia, afinar o olhar para entender a revelação da luz de forma mais profunda. Na <strong>lua geba</strong> somos convidados a convergir a nossa atenção para que está prestes a revelar-se.</p>



<p>Muitas vezes com o excesso de estímulo, perde-se o presente, a visão do botão de flor que desabrocha e que revela o mistério do potencial liberto.</p>



<p>Na natureza vemos o reflexo da <strong>lua geba </strong>nos botões quase a despontar, na geometria bela de uma rosa que lentamente se abre e que revela no seu despontar toda a beleza da criação.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Cheia – Lua a 180-135º do Sol</h3>



<p>A Lua fica finalmente oposta ao sol, iluminando a sua sombra. A lua cheia representa a projeção total da luz, a dissolução da sombra na luz da consciência.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A planta dá flor.</p></blockquote></figure>



<p>Iluminação, libertação da força e energias acumuladas; a&nbsp;luz da consciência está agora totalmente encarnada; objetividade; realização pessoal. Contemplar o caminho feito e o caminho a percorrer. Cuidado com as distrações. Não desperdiçar a revelação.</p>



<p>Este é um tempo que convida à purificação. Esvaziamos e purificamos os templos, as casas, o corpo para que estes espaços arejados e limpos possam receber a luz, o insight, a graça, &nbsp;uma visão mais alargada e abrangente.</p>



<p>Celebração da dádiva. Celebrar implica encarnar o feito, a conquista nas fibras do corpo. A revelação pode nem sempre ser agradável, mas a celebração foca-se no caminho percorrido, na jornada e não tanto na conquista. É na celebração que se cria o espaço para não desperdiçar a revelação.</p>



<p><strong>A libertação da energia/consciência na lua cheia</strong>, é vista na natureza como a fase da polinização. A libertação de matéria-prima criativa que inspira e frutifica outras plantas.</p>



<p><strong>Na lua cheia polinizamos e somos polinizados. Este é um tempo de inspiração e potência.</strong></p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Fase Minguante</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Disseminante – Lua a 135-90º atrás do Sol</h3>



<p>Após o culminar, a lua começa o seu caminho de regresso ao sol, o ciclo inicia assim, o caminho para o seu fim.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A planta dá fruto.</p></blockquote></figure>



<p>Vontade de partilhar os conhecimentos e experiência adquiridos; disseminação dos dons e da consciência, revelados na <strong>lua cheia.</strong> Partilhar o fruto.</p>



<p>Como o nome indica, nesta fase disseminamos, espalhamos e partilhamos o que nos foi oferecido. É a partilha e a disseminação do fruto que promovem e asseguram a abundância para os ciclos vindouros.</p>



<p>Na <strong>lua disseminante</strong> não só colhemos frutos, como os oferecemos ao mundo para que estes possam-se replicar noutros lugares e paisagens de forma diversa e singular.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Quarto Minguante – Lua a 90-45º atrás do Sol</h3>



<p>A lua chega a metade do caminho do seu ciclo minguante. A morte espreita. Necessidade de começar a largar a bagagem. Coragem para largar o que foi conquistado e caminhar rumo a um novo ciclo.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A energia da planta começa a recolher de volta para a terra.</p></blockquote></figure>



<p>Crise entre o que já se viveu e a vontade de abandonar tudo rumo ao desconhecido; chegou-se ao cimo da montanha, conquistaram-se os objetivos, mas isso já não basta. Medo de perder o que se conquistou, libertar-se da experiência.</p>



<p>No <strong>quarto crescente</strong> passamos por uma crise onde precisamos equilibrar a tensão entre a necessidade da segurança da terra que nos dá estrutura e protecção e o chamado a libertarmo-nos para avançar para o exterior. O movimento nesta fase é justamente o oposto. Queremos regressar ao colo seguro da terra, mas ainda precisamos cumprir com o que foi estabelecido no mundo externo. A tensão no <strong>quarto minguante</strong> está entre a necessidade de reduzir os chamados externos ao essencial, para poder ter a liberdade de caminhar de forma mais leve para o mundo interno, neste regresso ao solo.</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Lua Balsâmica – Lua de 45-0º atrás do Sol</h3>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A semente regressa à Terra.</p></blockquote></figure>



<p>Vazio, integração do ciclo, abrem-se as portas para a possibilidade do novo; aceita sacrificar-se, largar o conhecido, pois consegue ver os resultados dos seus atos projetados no futuro. Tempo do sonho e da imaginação.</p>



<p>&nbsp;Acolhimento do vazio.</p>



<p>A <strong>lua balsâmica</strong> é uma fase de vazio, de entrega e recolhimento. De escutar as vozes do futuro, ouvir o eco das sementes que precisam germinar no próximo ciclo e por amor ao novo, deixar-se morrer. Bem aproveitada esta é a fase de nutrição da alma no húmus dos nossos terrenos psíquicos.</p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">RESPEITAR A SINGULARIDADE</h2>



<p>Existem muitos livros e publicações tanto online como em revistas, onde podemos encontrar uma série de receitas e manuais para as fases da lua, ditando o que pode ser feito em cada uma delas. Eu opto por não escrever esse tipo de receitas nem quando falo da lua, nem quando falo dos restantes astros e gostaria de explicar porquê:</p>



<p>&#8211; Uma receita não pode dar resposta à singularidade de um indivíduo nem tão pouco à subjetividade do seu contexto.</p>



<p>&#8211; A receita muitas vezes torna os nossos músculos de observação e escuta preguiçosos. Porque ao adotar as ideias e propostas de outra pessoa, ou uma formulação generalizada ou descontextualizada de um conceito, inibimos a capacidade autónoma que todos temos para reconhecer, validar e aprender com a nossa experiência pessoal.</p>



<p>&#8211; A receita, especialmente no que diz respeito a uma arte complexa e subjetiva como a astrologia ou a sabedoria cíclica, limita de forma violenta, a perceção da complexidade a que a nossa relação com a vida está sujeita. Justamente por esta, a relação, ser cíclica e fazer parte de um sistema aberto e extremamente complexo, logo: caótico, individual, mutável e imprevisível.</p>



<h5 class="wp-block-heading">É necessário encontrar uma linguagem que alimente a imaginação.</h5>



<p>Num trabalho diário de pertença, dedicado à subtiliza e profundidade do território da alma humana, é necessário encontrar uma linguagem que alimente a imaginação e respeite a individualidade de cada um. Daí a importância do uso de metáforas, quando nos referimos à linguagem arquetípica e simbólica.&nbsp;A nossa psique fala por imagens e não por conceitos. </p>



<p>A metáfora é o recurso linguístico capaz de abordar um assunto sem o fechar na literalidade. Com uma boa metáfora, em vez de fechar as portas da possibilidade num conceito estanque, abro caminhos para múltiplas leituras e significados, oferecendo à minha alma a abrangência necessária para que ela possa encontrar formas de comunicar comigo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cuidado com as instruções quando falamos de arquétipos.</strong></h3>



<p>É muito diferente escrever:</p>



<p><em>Na lua nova é altura para o leitor iniciar projetos e formular intenções.</em></p>



<p>ou</p>



<p><em>A lua nova é a fase onde a semente começa a despertar no subsolo.</em></p>



<p>Na primeira frase, reproduzi um significado generalizado, que reduziu a frase a duas ações/definições bastante concretas e como tal estanques.</p>



<p>Na segunda frase, não sou eu que digo o que fazer, em vez disso, desperto a tua imaginação, utilizando uma linguagem simbólica e universal. Aqui és tu que irás construir não só o significado, como a relação viva e imanente com esta fase da lua.</p>



<p>No primeiro exemplo convido-te a ser um leitor passivo, deixando implícito que possuo o conhecimento total acerca desta fase da lua, que ela não pode nada mais do que aquilo que está a ser dito.</p>



<p>Na segunda, convido-te a ser um leitor ativo e peço&nbsp;que te juntes a mim, para que possamos aprender com a lua através da individualidade de cada um, aquilo que a lua nos quer ensinar.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>É necessário cuidar da linguagem quando nos referimos a arquétipos universais, de forma a não dissipar a potência do símbolo. Porque é a potência que alimenta e informa a alma humana.</p></blockquote></figure>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>Os símbolos, transformam energia em imagens</strong>.</h5>



<p>Se reduzimos os símbolos a definições ou receitas, roubamos-lhes a potência. A energia retira-se e ficamos com um símbolo vazio. Ao longo da história temos vários exemplos de símbolos sagrados que foram reduzidos a ícones vazios em prateleiras de supermercado.</p>



<p>A imagem da semente é universal a todas as culturas do mundo como uma potência latente, o início de algo novo e desconhecido.</p>



<p>Através da universalidade do símbolo, podes chegar ao teu próprio significado, ativando a potência criativa da tua alma. Poderás assim perceber o que a semente representa para ti, respeitando o contexto e a singularidade da tua história, cultura e personalidade.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>E assim, criamos um terreno fértil para a alma.</strong></h5>



<p>Tenho um pequeno workshop no meu site que ensina a fazer as mandalas,&nbsp; deixo o link para a loja, o acesso ao curso é gratuito. <a href="https://anaalpande.com/produto/workshop-online-de-mandalas-astro-lunares/"><strong>Vê aqui</strong></a><br></p>



<p>Um outro recurso que pode enriquecer a tua experiência é o Curso de Introdução à Astrologia Arquetípica e Vivêncial, podes assistir a primeira aula gratuitamente.&nbsp; <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/astrologia-arquetipica/"><strong>Vê aqui</strong> </a>.</p>



<p>As inscrições estão abertas para o Curso que terá início em Março, podes saber mais aqui&nbsp;<a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/">https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/</a></p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



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		<title>CAMINHO PARA O CENTRO</title>
		<link>https://anaalpande.com/caminho-para-o-centro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 19:23:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo lunar]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pastoras da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CAMINHO PARA O CENTRO No preciso momento em que escrevo estas palavras, o meu coração movimenta sangue e oxigénio do centro para a periferia e vice-versa, num circuito complexo e constante que me mantém viva. O centro é o lugar do pulsar da vida. O coração é um músculo complexo, composto por diferentes áreas e</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">CAMINHO PARA O CENTRO</h4>



<p>No preciso momento em que escrevo estas palavras, o meu coração movimenta sangue e oxigénio do centro para a periferia e vice-versa, num circuito complexo e constante que me mantém viva.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O centro é o lugar do pulsar da vida.</h3>



<p>O <strong>coração</strong> é um músculo complexo, composto por diferentes áreas e compartimentos que processa diferentes componentes e nunca para. Não pode parar. Para estarmos vivos o sangue precisa estar em constante movimento entre o coração e as extremidades, se esta circulação fica interrompida num ponto específico, interrompe-se a vida nesse lugar.</p>



<p>A verdade é que apesar do <strong>centro</strong> ser altamente venerado na nossa cultura, como uma imagem impia de estabilidade e bem-estar, a vida não acontece no centro, mas sim na periferia.</p>



<p><br>No entanto sem o pulsar do nosso centro, a vida que vivemos na periferia do nosso quotidiano não é nossa, é uma vida propulsionada por outros lugares, paisagens externas, que não são animadas pelo ritmo único do nosso Eu. Podemos ficar cativos uma vida inteira desses lugares impostos, a viver uma meia-vida. Assim como podemos nos isolar no centro, construindo muros e ameias entre nós e o que vive para lá da fronteira de quem somos.</p>



<p>Qualquer uma das duas hipóteses, traduz-se numa vida cuja circulação do fogo da alma é apenas o suficiente para nos fazer sobreviver.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O coração é o símbolo do centro,</h3>



<p>do lugar que anima a vida. Muitos associam à morada da alma ou<em> anima</em>, em latim, aquela que dá ânimo, que reveste um corpo inanimado do pulsar da vida. Tal como o nosso coração anatómico, pulsa sangue “animado” através das nossas veias.</p>



<p>Muitas vezes penso na forma como a anatomia humana reflete a anatomia do cosmos. <strong>O zodíaco com os seus 12 signos</strong> lembra-me um corpo, cada signo um membro, uma parte essencial ao funcionamento do todo. No centro do zodíaco a terra, o lugar do coração, a morada da alma do mundo.</p>



<p><strong>No centro da alma</strong>, a nossa <em>psique</em> pulsa tal como o coração anatómico, fazendo circular a seiva da vida através de cada uma das diferentes áreas da nossa anatomia psíquica, cada uma destas áreas expressa-se através dos signos e casas do zodíaco. </p>



<p>Muitas vezes parece que somos vítimas dos astros, apanhados na curva dos trânsitos planetários, mas a verdade é que o centro está sempre lá, à espera de nos revelar significados, esperando a oportunidade de nos mostrar o sentido maior por detrás do acontecimento ou sentimento que nos aprisiona. &nbsp;Metemo-nos em sarilhos, não quando a vida nos troca as voltas e retira o tapete debaixo dos pés, mas sim quando nos recusamos a participar do acto criativo. Quando nos fechamos ao fluxo da vida e deixamo-nos cristalizar por ideias, conceitos e dogmas.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>A vida é seiva que tal como o sangue, corre pelas veias da alma, precisamos acompanhá-la nos seus ciclos e perceber que somos nós que temos que nos adaptar ao seu ritmo e nunca o contrário.</p><cite>Ana Alpande</cite></blockquote></figure>



<p>O centro tece o fio &nbsp;que nos mostra como voltar a circular em vez de ficarmos cristalizados numa determinada situação ou evento. Se o coração tem um pulsar fraco, o sangue demora a chegar à periferia, falta-nos o ânimo, ficamos desanimados. Se o ritmo cardíaco é demasiado rápido, somos como um fósforo que faz uma<br>forte faísca que por um instante ilumina tudo, mas rapidamente se extingue.</p>



<p>Porque cada um de nós é único e cada fase da nossa vida singular, esse ritmo vai-se alterando. Então o centro apesar de ser um lugar fixo, está em constante relação com o que o rodeia.</p>



<p>Se é verdade que ele representa a fonte da vida em nós, é igualmente verdadeira a afirmação que este não é um local onde uma pessoa possa ficar estagnada.</p>



<p>O cento é o lugar onde vamos buscar alimento, energia, sabedoria e inspiração, para depois ir percorrer as estradas da vida, as veias que nos conduzem ao nosso lugar no mundo e nas relações que constroem esse lugar.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>O nosso lugar no mundo&nbsp; é construído através das nossas relações com as paisagens que nos rodeiam.</p><cite>Ana Alpande</cite></blockquote></figure>



<p>A ideia não é ficar no centro, mas sim perceber como chegar ao centro e fazê-lo frequentemente, cuidando das estradas e caminhos para que estes se mantenham desimpedidos e de fácil acesso, ao pulsar da alma.</p>



<p>As inscrições estão abertas para o Curso que terá início em Março, podes saber mais aqui&nbsp;<a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/">https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/</a></p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



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		<title>A LUA ASTROLÓGICA E O CICLO DA LUA</title>
		<link>https://anaalpande.com/a-lua-astrologica-e-o-ciclo-da-lua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jan 2022 19:59:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo lunar]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pastoras da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lua Astrológica O ciclo da Lua é o cicerone da impermanência ordenada da vida. A Lua astrológica é arquetipicamente a guardiã das nossas memórias, senhora das águas das nossas emoções, condutora dos ribeiros da nossa intuição e da nossa vinculação à vida. &#160;Madrinha da noite e dos nossos processos mais escuros e inconscientes é ela</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h1 class="wp-block-heading"><span style="color:#b27e4c" class="has-inline-color">Lua Astrológica</span></h1>



<p>O ciclo da Lua é o cicerone da impermanência ordenada da vida.</p>



<p>A <strong>Lua astrológica </strong>é arquetipicamente a guardiã das nossas memórias, senhora das águas das nossas emoções, condutora dos ribeiros da nossa intuição e da nossa vinculação à vida.</p>



<p>&nbsp;<strong>Madrinha da noite e dos nossos processos mais escuros e inconscientes</strong>  é ela que comanda arquetipicamente as nossas marés internas, consoante a sua fase e&nbsp; signo por onde transita, irá ora trazer à costa o que precisa ser revelado, ora arrastar para o mar profundo o que precisa ser absorvido pelo vazio.</p>



<p><strong>A lua astrológica rege as marés cheias e vazias do oceano da nossa Alma.</strong> &nbsp;O seu ciclo que dura aproximadamente 29 dias, reflete numa fração, que se repete a cada mês, não só os ciclos da natureza, como os ciclos de relação interpessoal no nosso planeta.</p>



<p>A lua é a barqueira das águas da alma.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sempre tive a Lua como “madrinha”,</h3>



<p>desde a adolescência, quando a minha fome de liberdade e introspeção me levavam a grandes passeios ao luar pelo calçadão de Cascais. Tantas vezes inspirada pelos livros do Jorge Amado, que devorei avidamente na idade dos antagonismos. “Pastoreávamos a noite” escrevia o célebre autor na primeira linha do seu romance, <em>Os Pastores da Noite</em>. Assim o fazia eu, guiada pela Lua, pastora da noite e dos seus mistérios. &nbsp;</p>



<h1 class="wp-block-heading"><span style="color:#b27e4c" class="has-inline-color">O Ciclo da Lua</span></h1>



<p><strong>O ciclo da Lua</strong> convida-me diariamente a “pastorear” a minha noite, ou seja, o território desconhecido dos meus sentimentos, emoções e vazios através da sua transitoriedade. Tal como a Lua que se mantém em constante movimento, mudando diariamente, também mudam as nossas emoções e disposições, neste espaço interno, escuro e fértil que nos permeia, o nosso subconsciente.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Faço uma pausa enquanto escrevo estas palavras,</h4>



<p>a casa finalmente silencia. O fogo exala o seu último suspiro e a cadela enrosca-se nela mesma para se ajustar à falta de calor. Paro de escrever para não incomodar o silencio. Lá fora a coruja pia num compasso ritmado, quase que consigo contar os intervalos do seu chamado solitário.</p>



<p>A noite é fria, por entre as mantas afino a visão, fecho o computador por momentos para apreciar o espetáculo sem distrações, aquele momento em que a “madrinha” chega, vestida de prata e glória, penetrando de mansinho através dos vidros e afaga-me a face. Vejo de repente nascer uma nova realidade – <strong>a realidade lunar</strong>. Tudo brilha, numa qualidade noturna e sábia que só a lua sabe conferir. O que ainda há pouco estava na sombra revela-se perante os meus olhos e sei no meu coração que esta revelação é uma oportunidade. Agradeço e aspiro os raios prateados da Lua através dos meus pulmões, na esperança de iluminar os cantos côncavos do meu interior.</p>



<p>Posso sempre contar com a “minha madrinha”, não importa onde vivo, a minha idade ou a condição socioeconómica.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Todos os meses,</h4>



<p>quando a Lua chega ao culminar do seu afastamento do Sol e se faz cheia repete-se o mesmo ritual, independentemente da estação do ano ou de estar pessoalmente disposta a receber, ou não, as suas bênçãos e revelações. Dentro da impermanência que caracteriza a vida, de tudo o que é incerto neste mundo, sei que posso sempre contar com a Lua cheia. Virá pontualmente adornar a minha sala com a mais fina luz de prata e iluminar os cantos mais escuros e inacessíveis do meu interior.</p>



<p>Observar a lua transformar-se dia a dia, ciclicamente, deu-me chão e segurança numa fase da vida onde tudo muda constantemente, onde de meninas passamos a moças e de moças a adultas, numa velocidade que mal dá para fazer despedidas do que foi e do que pensamos que queremos ser.</p>



<p>Trabalho como astrológa desde os 22 anos de idade. No entanto apesar das fases da Lua e o zodíaco, estarem intimamente ligados, só lhes uni as pontas há alguns anos.</p>



<p>Aos 20 estava, como é próprio da idade, estava muito investida em desenvolver-me intelectualmente e lutava para provar que era digna de me sentar à mesa dos adultos, que é como quem diz, ser aceite pela sociedade. Há sempre uma fase das nossas vidas onde parece que não há tempo para as coisas menores e infantis, onde temos que cortar com os laços que nos ligam ao maravilhamento da infância. A verdade é que maravilhamento e vulnerabilidade andam de mãos dadas e &nbsp;nessa altura eu fugia a sete pés de qualquer coisa que me pudesse fazer sentir frágil. Foi assim que deixei para trás a simplicidade de cultivar uma relação viva com o céu estrelado essa que cultivava aos 15/16 e agarrei-me aos livros para entender o mundo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Aprendi a contemplar os céus muito nova,</h4>



<p>graças á minha mãe. Nas noites mornas de verão, sentava-me no seu colo e juntas contemplávamos a paisagem noturna.</p>



<p>A vista era a de um descampado sobre o qual se ergue a capela de Nossa Senhora de Porto Salvo.<br>Reza a lenda que após um naufrágio, um grupo de marinheiros andava no mar à deriva e tiveram uma visão de Nossa Senhora, que lhes disse que se rezassem com fé, os guiaria até um porto seguro. Foi assim que os marinheiros chegaram ao lugar conhecido agora como Porto Salvo, uma freguesia que pertence ao concelho de Oeiras. Ergueram então uma capela em honra de Nossa Senhora como forma de agradecimento.</p>



<p>No entanto, apesar da materialização de um milagre mariano em frente à janela, eu e a minha mãe, elevávamos o olhar para o céu estrelado e eram as estrelas e as árvores, cujas copas competiam com o 2º andar onde vivíamos, que nos serviam de altar.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Este talvez tenha sido o maior presente que recebi na vida, o mais importante de todos: saber ver na natureza o meu altar.</h4>



<p>É sob um céu semelhante, &nbsp;num outro lugar, livre de candeeiros que contaminam a vista, que escrevo este artigo.</p>



<p>Olho para a minha relação com o <strong>ciclo da Lua</strong> e a <strong>astrologia</strong> como uma herança, que começou a ser tecida na pré-história, quando começámos a perceber a ligação entre o cosmos e os ciclos da Terra. Esta foi passada de geração em geração por parteiras, curandeiras, agricultoras, pescadores e tantas outras artes ligadas à terra e à sobrevivência das comunidades.</p>



<p>A relação íntima e profunda com o <strong>ciclo da Lua</strong> surgiu na minha vida depois de um sério esgotamento, tinha 35. Supostamente, depois de estar desde os 19 anos profundamente ligada ao desenvolvimento espiritual e pessoal, deveria ter conseguido as ferramentas necessárias para não cair, não desabar, não perder o controle da vida, mas a vida, tal como a Lua, tem os seus ciclos e estes ciclos não se controlam, navegam.</p>



<p>O encontro diário com o ciclo da Lua pelo zodíaco e as fases do ciclo Lua/Sol &nbsp;que mantenho desde então têm-me ensinado, através da presença e da auto-observação a entender e aceitar o fluxo da vida. A respeitar as alturas de pousio, a hora de avançar e colocar as sementes à terra, a hora de ser disciplinada e consistente, a hora de aproveitar expandir as asas e voar e o tempo de não fazer nada acolhendo a velha morte.</p>



<p>Talvez a lição mais importante que aprendo todos os dias  é a de me relacionar com o tempo e o espaço desde um profundo sentido de respeito e curiosidade. Esta curiosidade por sua vez fomenta o meu sentido de pertença à vida, ao mundo e ao &#8220;corpo das coisas”.</p>



<p>Lancei este mês o <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/"><span style="color:#9accb1" class="has-inline-color">Curso Pastoras da Noite</span></a> como um guia para a navegação e fluidez, dançado ao som da música das estrelas e do coro das águas que correm nas veias da Terra. A intenção é oferecer uma forma simples mas extremamente profunda de fortalecer diariamente a intenção de reencontrar o caminho para o centro – a âncora da nossa pertença à Vida.</p>



<p>Todos os meses, durante 29 dias, Sol e Lua dançam a dança arquetípica que espelha a dinâmica de todas as relações, refletindo as leis fractais da vida/morte/vida.</p>



<p>Todos os meses temos a oportunidade de aprender a observar, através da passagem da Lua pelos vários arquétipos do zodíaco, as várias nuances da nossa relação com o todo, representada arquetipicamente pelos signos e pelas geografias do zodíaco.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Observar e registar a nossa relação com o ciclo lunar oferece-nos a possibilidade de fazermos pazes com a &#8220;impermanência ordenada&#8221; da vida.</h4>



<p>As inscrições estão abertas para o Curso que terá início em Março, podes saber mais aqui <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/"><span style="color:#9accb1" class="has-inline-color">https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/pastoras-da-noite/</span></a></p>



<p>Com carinho</p>



<p>Ana Alpande</p>



<p>Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha&nbsp;<span style="color:#9accb1" class="has-inline-color">newsletter mensal.</span> A cada Lua Cheia eu envio um e-mail com novidades e inspiração.<br><a rel="noreferrer noopener" href="https://anaalpande.us14.list-manage.com/subscribe?u=aacc472d700ba3f302d1f98e9&amp;id=314e93b9ef" target="_blank"><span style="color:#9accb1" class="has-inline-color">Subscreve o correio da Lua Cheia</span></a></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>AS 12 ETAPAS DA JORNADA DA HEROÍNA PELO ZODÍACO</title>
		<link>https://anaalpande.com/as-12-etapas-da-jornada-da-heroina-pelo-zodiaco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2020 11:53:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[mito da heroína]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Jornada da Heroína pelo Zodíaco A Jornada do Herói foi um conceito criado por Joseph Campbell, descrito pela primeira no seu livro The Hero with a Thousand Faces. Publicado em 1949, após anos a estudar os mitos do mundo, percebeu em todos eles um guião. Uma estrutura comum e transversal que guia a jornada</p>
<p>O conteúdo <a href="https://anaalpande.com/as-12-etapas-da-jornada-da-heroina-pelo-zodiaco/">AS 12 ETAPAS DA JORNADA DA HEROÍNA PELO ZODÍACO</a> aparece primeiro em <a href="https://anaalpande.com">Ana Alpande</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h5 class="wp-block-heading">A Jornada da Heroína pelo  Zodíaco</h5>



<p> A Jornada do Herói foi um conceito criado por<a rel="noreferrer noopener" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Campbell" target="_blank"> Joseph Campbell,</a> descrito pela primeira no seu livro <em><a rel="noreferrer noopener" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Hero_with_a_Thousand_Faces" target="_blank">The Hero with a Thousand Faces</a></em>. Publicado em 1949, após anos a estudar os mitos do mundo, percebeu em todos eles um guião. Uma estrutura comum e transversal que guia a jornada mítica e seus heróis, por meio dos arquétipos e do inconsciente coletivo. Este guião cingia-se ao masculino.</p>



<p>Mais tarde a psicoterapeuta<a href="https://maureenmurdock.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Maureen Murdock</a>, aluna de Campbell, escreveu o livro <em><a href="https://www.wook.pt/livro/the-heroines-journey-maureen-murdock/15077485" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Heroines&#8217;s Journey,</a></em> que descrevia as várias etapas de desenvolvimento e individuação femininas.</p>



<p>Sendo astróloga e contadora de histórias, trabalho com guiões de narrativas míticas há mais de 15 anos. A ideia de um guião universal da <strong>Jornada</strong> <strong>Mítica</strong>, evoca uma imagem poderosa de continuidade e ciclicidade, implícitas na própria estrutura zodiacal.</p>



<p>A ligação entre o modelo mítico e o zodíaco mostra-se óbvia.</p>



<p>Seguindo a ideia de <a rel="noreferrer noopener" href="http://www.khaldea.com/rudhyar/" target="_blank">Dane Rudhyar</a>, que apresentou o <strong>Zodíaco </strong>como um modelo das várias etapas de <strong>desenvolvimento humano</strong>, fui ao longo de anos, justapondo o zodíaco à construção mítica pessoal. Comecei então  a perceber que as nossas biografias não se desenrrolam em linhas rectas, mas sim em círculos espiralados.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O livro a Jornada da Heroína pelo Zodíaco</h5>



<p>Durante os últimos anos, tenho associado à práctica da<a href="https://anaalpande.com/astrologia/"> astrologia</a>, o estudo da <strong>biografia humana</strong> e da <strong>mitologia pessoal</strong>. Desde grupos a sessões individuais, dedico-me a entender a forma cíclica com que somos chamadas a responder à Vida, e como todos os eventos que nos sucedem estão intrinsecamente ligados aos lugares que ocupamos num determinado ecossistema, que por sua vez se liga a outros de forma sistémica.</p>



<p>Foi com a ideia de que os feitos de um herói ou heroína se prendem aos lugares e contextos onde se inserem e com a totalidade do circulo narrativo que a vida desenha,  que escrevi o <a href="https://anaalpande.com/livro-a-jornada-da-heroina-pelo-zodiaco/">livro a Jornada da Heroína</a>. Na verdade, o livro nasceu da urgência de repensar os modelos míticos que esculpiram a nossa cultura e a forma evidente como estes foram consecutivamente deixando a Terra de lado, posicionando o Homem no centro da evolução.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O Caminho Mítico da Alma pelas Paisagens da Vida Ciclica</h5>



<p><a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/jornada-da-heroina/">A Jornada da Heroína pelo Zodíaco</a>, fala do caminho que a Alma percorre através da <strong>vida cíclica</strong>. Não tem um fim ou objectivo específico que possa ser determinado por este ou aquele desafio. Muitas vezes o chamado é uma voz longínqua que brota dos poços do inconsciente e que causa uma inquietação que nos faz aguçar os instintos e formular perguntas.</p>



<p>Tudo começa com uma pergunta.</p>



<p>Desenvolvi então uma interpretação deste modelo mítico que incorpora as paisagens do zodíaco no guião da Jornada. </p>



<p>E porquê?</p>



<p>Porque o zodíaco fala-nos acerca da ordem cíclica do cosmos e de como o que está em cima é indissociável do que vive em baixo. Nesta tapeçaria sistémica da realidade que nos permeia, somos todos heróis e heroínas dos desafios do quotidiano, tecendo a cada etapa das nossas viagens totalidade, não apenas  enquanto indivíduos, mas acrescentando essa mesma totalidade à Alma do Mundo.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Construir uma Narrativa Mítica</h5>



<p>A cada passo da jornada somos convidadas a construir uma narrativa mítica que celebre cada uma das passagens da vida, sem excluir nenhuma, abraçando as particularidades de cada paisagem. </p>



<p>Entender como cada ciclo se entrelaça no ciclo seguinte é profundamente poderoso.</p>



<p>A <strong>Jornada da Heroína</strong> oferece-nos um sentido de continuidade, a Vida passa a ser um trânsito, e tudo o que nos rodeia informa-nos acerca das qualidades desse mesmo trânsito.</p>



<p>Através da  <a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/jornada-da-heroina/">Jornada da Heroína pelo Zodíaco</a> permitimo-nos aprender com a Vida a navegar as várias fases de evolução da Alma, sem nos querermos prender em nenhuma delas, entendo como o Todo informa a parte e como a Parte é inerente ao todo.</p>



<h5 class="wp-block-heading">O  guião da Jornada da Heroína pelo Zodíaco</h5>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/12/jornada-da-heroina-mandala-ZODIACO-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-33964" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/12/jornada-da-heroina-mandala-ZODIACO-1024x682.jpg 1024w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/12/jornada-da-heroina-mandala-ZODIACO-600x400.jpg 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/12/jornada-da-heroina-mandala-ZODIACO-300x200.jpg 300w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/12/jornada-da-heroina-mandala-ZODIACO-768x512.jpg 768w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/12/jornada-da-heroina-mandala-ZODIACO-500x333.jpg 500w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/12/jornada-da-heroina-mandala-ZODIACO.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />1ª Etapa &#8211; O Chamado</h5>



<p>Chamado a mudar, na sua primeira fase inconsciente, como um desconforto que aguça os instintos e nos chama à acção.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />2ª Etapa &#8211; Preparar a Mochila </h5>



<p>Perceber o que é que é essencial à viagem. Necessidade de ter clareza em relação ao que realmente se valoriza.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31696" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />3ª Etapa &#8211; Ultrapassar a Fronteira</h5>



<p>Sair de casa, ir para lá da fronteira do conhecido. Saber usar o instinto e saber em quem confiar, manter o foco quando o exterior nos absorve com distracções.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />4ª Etapa &#8211; Ancorar Pertença</h5>



<p>Chegada à gruta da anciã, encontrar o elixir que cura a fragmentação do Eu em relação ao chão que o gerou.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />5ª Etapa &#8211; Acordar a Voz</h5>



<p>Aprender a conhecer os limites e os potenciai através da exploração criativa da expressão pessoal.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />6ª Etapa &#8211; Chamado ao Serviço</h5>



<p>Aprender a entender a definição de propósito em contacto com as realidades do mundo. Activar a Mãe interna, cuidar de quem cuida.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />7ª Etapa &#8211; Revelação</h5>



<p>Chegada ao destino, a revelação do Eu no encontro com o outro.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />8ª Etapa &#8211; Troca de Pele</h5>



<p>Descida ao fundo do poço, encontro com a nudez.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />9ª Etapa &#8211; A Graça </h5>



<p>Elevação da Consciência, epifania.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />10ª Etapa &#8211; O Regresso a Casa</h5>



<p>Chegada a casa, ocupar o seu lugar no ecossistema.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />11ª Etapa &#8211; Passar Testemunho</h5>



<p>Juntar as várias gerações ao redor da mesa, ajudar quem inicia agora a jornada.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><img decoding="async" width="44" height="45" class="wp-image-31709" style="width: 44px;" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png" alt="" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1.png 615w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-100x100.png 100w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-600x614.png 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-293x300.png 293w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-150x150.png 150w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/10/aranhafavicon-1-500x511.png 500w" sizes="(max-width: 44px) 100vw, 44px" />12ª Etapa &#8211; Oceano das Mães Divinas</h5>



<p>Fim do ciclo, tempo do sonho e de deixar as sementes do nosso ciclo repousarem até ao novo chamado. </p>



<p>Ao longo das nossas vidas damos a volta a este guião várias vezes, a cada vez apesar de as circunstâncias serem diferentes, as paisagens aparentam muitas semelhanças com os ciclos anteriores.</p>



<p>Conhecer as etapas, ajuda-nos não só a aguçar os sentidos e a assumirmos a nossa total presença no que nos é proposto, como permite que possamos ser agentes conscientes de construção de significado.</p>



<p>E construir significado é uma das principais tarefas da Alma.</p>



<p><a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/jornada-da-heroina/">No Curso a Jornada da Heroína</a> aprofundaremos este guião etapa a etapa à luz da nossa<strong> biografia pessoal</strong>. Construindo bases para o aprofundamento da nossa <strong>mitologia pessoal</strong>.</p>



<p>O Curso está com uma <strong>oferta especial até fevereiro</strong>, se quiseres espreita na <a href="https://anaalpande.com/loja/">loja</a>.</p>



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<p></p>
<p>O conteúdo <a href="https://anaalpande.com/as-12-etapas-da-jornada-da-heroina-pelo-zodiaco/">AS 12 ETAPAS DA JORNADA DA HEROÍNA PELO ZODÍACO</a> aparece primeiro em <a href="https://anaalpande.com">Ana Alpande</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lua Nova em Gêmeos</title>
		<link>https://anaalpande.com/lua-nova-em-gemeos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2020 18:21:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo lunar]]></category>
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		<category><![CDATA[encontra o fio para o centro]]></category>
		<category><![CDATA[escrita terapêutica]]></category>
		<category><![CDATA[lua nova]]></category>
		<category><![CDATA[mapas para o centro]]></category>
		<category><![CDATA[tece o verdadeiro eu]]></category>
		<category><![CDATA[vida/morte/vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>LUA NOVA EM GÊMEOS Chegámos à Lua Nova de Gêmeos! Para mim Gêmeos é o signo que possui a chave para chegar ao Unicórnio, o Centro do Mapa Astral onde todos os opostos se convertem na unidade. Na Lua Nova o Gêmeo que está nas trevas fala mais alto, e na sua voz podemos ouvir</p>
<p>O conteúdo <a href="https://anaalpande.com/lua-nova-em-gemeos/">Lua Nova em Gêmeos</a> aparece primeiro em <a href="https://anaalpande.com">Ana Alpande</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: left;" align="JUSTIFY">LUA NOVA EM GÊMEOS</h4>
<h5 style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Chegámos à Lua Nova de Gêmeos!</h5>
<p style="text-align: left;">Para mim Gêmeos é o signo que possui a chave para chegar ao Unicórnio, o Centro do Mapa Astral onde todos os opostos se convertem na unidade.</p>
<p style="text-align: left;"><b>Na Lua Nova o Gêmeo que está nas trevas fala mais alto, e na sua voz podemos ouvir os murmúrios daquilo que em nós precisa vir à luz da mente. </b></p>
<p style="text-align: left;">Por causa desta busca incessante de um Gêmeo pelo outro, muitas vezes o maior desafio representado pelo arquétipo de Gêmeos é o desafio de permanecer tempo suficiente numa conversa ou numa ideia, para realmente poder ouvir a outra parte, pois quando Gêmeos comunica muitas vezes o que ele busca é o reflexo daquele que está escondido, mesmo que inconscientemente, então nem sempre a comunicação em Gêmeos é direcionada, muitas vezes ela responde a um impulso que vem do inconsciente, uma espécie de contenda incessante em busca de algo que foi perdido, o problema é que esta conversa com o que está escondido, pode suscitar no outro incómodo e dificuldades em se relacionar com o que a pessoa de Gêmeos está a projetar.</p>
<h5 style="text-align: left;">Então, esta Lua Nova é muito importante para avaliarmos a nossa capacidade de comunicar.</h5>
<p style="text-align: left;">Como está a nossa comunicação?</p>
<p style="text-align: left;">Somos ouvidas?</p>
<p style="text-align: left;">Sabemos realmente ouvir o outro e a nós mesmas?</p>
<p style="text-align: left;">Estamos a ser honestas em relação aos nossos sentimentos?</p>
<p style="text-align: left;">E com que verdade estamos a ser capazes de comunicar o que realmente sentimos?</p>
<p style="text-align: left;">Gêmeos também nos fala da forma como aprendemos, como processamos a informação, e esta Lua é também uma oportunidade para refletir na qualidade da informação que andamos a consumir e na nossa capacidade de a reter para depois a passar ao outro, partilhá-la fazê-la circular…</p>
<p style="text-align: left;">Parece pouca coisa, mas… se não soubermos comunicar connosco mesmas como é que alguma vez seremos capazes de saber as nossas reais necessidades? O que realmente precisamos?</p>
<h5>Auto-Cuidado</h5>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Fala-se muito de auto-cuidado nestes dias, que temos que saber cuidar de nós, colocar-nos em primeiro lugar, mas torna-se muito difícil colocar as nossas necessidades em primeiro lugar, se o nosso diálogo interno insistir em que não somos merecedoras, ou em que temos que provar algo aos outros, a crença de que se abdicarmos do nosso tempo e espaço seremos finalmente merecedoras de atenção e amor. Então numa Lua Nova, dedicada à comunicação, temos a oportunidade de invocar a capacidade de saber cultivar conversas interiores mais gentis, bondosas e inteligentes.</p>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Como andamos a cuidar dos nossos diálogos internos?, daquelas frases repetitivas, semiconscientes que fazem prevalecer padrões de auto-sabotagem e punição?</p>
<p style="text-align: left;">Com a energia de Gémeos, podemos aproveitar para trazer equilíbrio a esses diálogos. Não se trata de suprimir a voz da crítica interna, ou mandar calar a mãe castradora e outras que tais, mas sim argumentar com elas, criar um debate saudável, para que estas personagens que criámos num instinto de auto sobrevivência no nosso passado ( ou que herdamos das mulheres da nossa linha ancestral ), possam saber que a sua verdade não é a única, que talvez estejam a defender pontos de vista ultrapassados. É preciso educá-las, fazê-las entender que há mais escolhas, mais possibilidades.</p>
<p style="text-align: left;">É tão importante aprender a comunicar com a nossa mente quanto aprender a ler e respeitar as nossas emoções.<br />
Este é o caminho para uma comunicação mais empática e amorosa para connosco, com as nossas relações mais próximas e toda a nossa comunidade alargada, o caminho verdadeiro do auto-conhecimento e da auto-observação.</p>
<h5>Os benefícios da escrita expressiva</h5>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">No seu livro <em>Expressive Writing</em>, o investigador James Pennebaker explica como é que a escrita expressiva, praticada diariamente, pode ajudar pacientes em stress pós-traumático a terem uma melhora significativa dos seus sintomas em poucos dias. Durante anos, James conduziu um estudo com apoio dos seus alunos universitários, sobre a prática da escrita diária em pacientes com transtornos mentais, e descobriu que escrever sobre as nossas emoções pode melhorar a nossa saúde física e mental.</p>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">No entanto como eu já previa, nem todas as pessoas beneficiam da escrita expressiva, através do seu estudo James pôde constatar que a escrita terapêutica tem algumas regras que implicam o uso de palavras que expressam uma quantidade generosa de: emoções positivas e o uso moderado de expressões negativas, o aumento de palavras cognitivas e alterações aos pronomes, de “me” e “ele/ela” para “eu” e “nós”, James descobriu que as pessoas que beneficiam da escrita expressiva, expressam mais otimismo, reconhecem eventos negativos e estão a construir uma história que dá significado à sua experiência, possuindo a capacidade de mudar de perspetiva enquanto escrevem.</p>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Escrevi toda a minha adolescência até aos 22, uma escrita intuitiva e criativa, voltei a escrever diariamente aos 30 por uma necessidade básica, tinha mudado para o interior de Portugal e precisava de falar com alguém sobre as mudanças radicais que estavam a acontecer na minha vida, não querendo passar longas horas ao telefone com amigas, comecei a fazer dos meus cadernos uma espécie de muro de lamentações, às vezes lá acontecia uma escrita mais interessante e criativa como nos anos áureos da minha busca espiritual, mas a grande maioria eram apenas desabafos, uma espécie de saco onde ia colocando pensamentos soltos e diálogos internos persistentes, naquela altura andava à procura de um lugar de pertença e o caderno era a minha testemunha. Percebi aos 33 que este lugar de pertença que nunca mais chegava não era um lugar físico, mas sim um lugar interno, de enraizamento e conexão com os ciclos da vida/morte/vida e da natureza, a única coisa constante no nosso mundo sempre em mutação.</p>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Seguindo parâmetros parecidos com os de James, fui-me treinando ao longo dos anos a aproveitar melhor o meu encontro diário com o meu caderno, o curso a Arte de Tecer a Vida (<a href="https://anaalpande.com/arte-de-tecer-a-vida/cursos-arte-tecer-vida/arte-de-tecer-a-vida/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ver link</a>), trouxe-me a par dos <a href="https://anaalpande.com/arte-de-tecer-a-vida/formas-elementares/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">objetos de poder</a>, exercícios de escrita que passei a utilizar conforme as minhas necessidades e a usar em consultas com os meus clientes de Astrologia. Foi também nessa altura que comecei a seguir os ciclos da Lua, e utilizar a <a href="https://anaalpande.com/como-fazer-as-tuas-mandalas-para-estudares-o-teu-ciclo-lunar-e-solar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">mandala lunar</a> como “desculpa” para regressar ao meu caderno todos os dias, um gesto simbólico de regressar a casa, à minha casa interna e de regar e fertilizar o meu terreno interno.</p>
<h5 style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Todos os dias ofereço-me a oportunidade de direcionar o meu olhar para o meu sentir, em vez de ir para onde a mente manda.</h5>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Todos os dias ofereço-me a oportunidade de estar em relação comigo mesma e com o que acontece à minha volta, o foco, por momentos, deixa de ser o “eu” passa a ser o “nós”, o que aprendi com a minha prática, foi que o verdadeiro auto-conhecimento não acontece só porque me auto examino até a exaustão, o auto-conhecimento ocorre quando cultivo a capacidade de me observar em relação com o mundo que me rodeia e a partir daí auto-educar-me, com o mesmo amor e compreensão com que acompanho e educo o meu filho e todas as crianças com quem tive a honra de trabalhar.</p>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">A escrita é a minha testemunha, o meu lugar dentro dos hábitos nossos do dia-a-dia, para parar com o burburinho da mente e entrar num diálogo honesto, profundo empático comigo mesma, o mesmo tipo de espaço e comunicação que idealmente se faz presente numa sessão terapêutica. Sem julgamentos, sem chicote quando falho um dia ou vários. O meu caderno não me cobra nada, está ali incondicionalmente, aconteça o que acontecer faça as asneiras que fizer ele está sempre pronto para me receber e ouvir.</p>
<h5 style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Quem sabe esta Lua Nova possa ser o ponto de partida para estreares um novo caderno, ou regressares ao antigo?</h5>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Nota: A fluidez não vem logo, como tudo na vida requer tempo, prática e persistência, os frutos&#8230; esses já estão bem documentados entre terapeutas e cientistas e acima de tudo ( o mais importante para mim) pela experiência empírica.</p>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Desejo-vos boas e ricas conversas internas durante esta Lua.</p>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Com carinho</p>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Ana Alpande</p>
<p style="text-align: left;" align="JUSTIFY">Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha newsletter mensal. A cada Lua Cheia eu envio um e-mail com novidades e inspiração e uma mandala lunar referente ao mês seguinte para imprimires e seguires o teu ciclo lunar.<br />
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		<title>Diz não ao desperdício da beleza &#8211; Ode ao mar sonoro</title>
		<link>https://anaalpande.com/diz-nao-ao-desperdicio-da-beleza-ode-ao-mar-sonoro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2020 18:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo lunar]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[mito da heroína]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diz não ao desperdício da beleza &#8211; Ode ao mar sonoro Esta é a primeira semana onde assumo este compromisso com vocês, de dizermos não ao desperdício da beleza &#8211; juntas. Durante as próximas semanas faremos uma viagem através da arte e da poesia pelas paisagens do nosso corpo emocional. Cultivaremos emoções e as imagens</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h5 class="wp-block-heading"><strong>Diz não ao desperdício da beleza &#8211; Ode ao mar sonoro</strong></h5>



<p>Esta é a primeira semana onde assumo este compromisso com vocês, de <strong>dizermos não ao desperdício da beleza &#8211; juntas.</strong></p>



<p>Durante as próximas semanas faremos uma viagem através da arte e da poesia pelas paisagens do nosso corpo emocional. </p>



<p>Cultivaremos emoções e as imagens habitadas pelo nosso corpo emocional, como se fossem tesouros preciosos, amuletos de trazer junto ao peito.</p>



<p>Começamos esta semana e continuaremos ao longo das próximas, a explorar o mar sonoro, o mar sem fundo. Lugar de confluência do Todo, lugar de partida da parte (que somos nós), até que esta regresse ao Todo.</p>



<p>Exploraremos o oceano como forma de <strong>abraçar as tempestades emocionais</strong> que nos invadem como vagas de maresia, cultivando a sabedoria de honrar a natureza do oceano &#8211; mutável, misteriosa e  impermanente. </p>



<p>No vídeo conto-vos a minha história pessoal de luto e relação íntima com o mantra <strong>#diznãoaodesperdíciodabeleza</strong>. Apesar de falar de outras catástrofes, a minha vivência de uma experiência colectiva difícil, pode muito bem ajustar-se ao que estamos a viver agora. </p>



<p>Que vos inspire a encontrarem espaço para preservar esta beleza de que tanto falo &#8211; sistematicamente dentro de vós.</p>



<p><strong>Créditos:</strong></p>



<p>Poema Mar Sonoro &#8211; Sophia de Mello Breyner</p>



<p>Música: Maria Luísa Barreto &#8211; Lenda da Mulher Marinha</p>



<figure class="wp-block-embed-vimeo alignwide wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="DIZ NÃO AO DESPERDÍCIO DA BELEZA – ODE AO MAR SONORO." src="https://player.vimeo.com/video/401425474?dnt=1&amp;app_id=122963" width="500" height="375" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write"></iframe>
</div></figure>



<p>Mencionei a <strong>empatia </strong>e a forma como as <strong>pessoas mais empáticas podem estar a sentir-se assoberbadas</strong> com as emoções colectivas, partilho aqui um artigo que escrevi há alguns anos sobre empatia, e como as pessoas com alto nível de empatia olham e sentem o mundo. <a aria-label=" (abre num novo separador)" rel="noreferrer noopener" href="https://anaalpande.com/o-que-e-ser-empatico-e-o-que-fazer-quando-a-empatia-se-torna-demais/" target="_blank">https://anaalpande.com/o-que-e-ser-empatico-e-o-que-fazer-quando-a-empatia-se-torna-demais/</a></p>



<p>Porque no vídeo vos falo de beleza e do meu jardim, não resisto partilhar  a dádiva das minhas rosas e íris, <strong>começa agora a época oficial de captar a essência das flores em panos</strong>. Puro deleite!</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/03/eco_printing_arte_de_tecer_a_vida-2-1024x678.jpg" alt="" class="wp-image-8015" width="466" height="308"/></figure></div>



<p class="has-text-align-left">Se te identificas com que acabaste de ler e queres acompanhar e participar deste trabalho, <a rel="noreferrer noopener" href="https://anaalpande.us14.list-manage.com/subscribe?u=aacc472d700ba3f302d1f98e9&amp;id=314e93b9ef" target="_blank">Subscreve o correio da Lua Cheia</a>, receberás todas as sextas (durante a quarenta) um aviso para acederes ao vídeo e às sugestões. </p>
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		<title>Lua Cheia e eclipse lunar no eixo Capricórnio/Caranguejo</title>
		<link>https://anaalpande.com/lua-cheia-e-eclipse-lunar-no-eixo-capricornio-caranguejo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jul 2019 14:31:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo lunar]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[mito da heroína]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como é que Mercúrio retrógrado pode ajudar a criar chão em tempos de crise. Lua Cheia e eclipse lunar no eixo Capricórnio/Caranguejo, estamos a chegar à Lua Cheia, este mês tivemos um eclipse do Sol na primeira semana e agora teremos um eclipse da Lua, na próxima terça-feira, no eixo Caranguejo/Capricórnio. Teoricamente, falamos de carreira,</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">Como é que Mercúrio retrógrado pode ajudar a criar chão em tempos de crise.</h2>



<p>Lua Cheia e eclipse lunar no eixo Capricórnio/Caranguejo, estamos a chegar à Lua Cheia, este mês tivemos um eclipse do Sol na primeira semana e agora teremos um eclipse da Lua, na próxima terça-feira, no eixo Caranguejo/Capricórnio.</p>



<p>Teoricamente, falamos de carreira, status, responsabilidades, fios soltos do passados, coisas por resolver, autoridade, karma e sobre o nosso sentido de segurança.</p>



<p>O que posso dizer é que para mim este é um eclipse especial, calha em cima do meu nodo Sul e activa o meu eixo de evolução, este lugar (os Nodos Lunares) representa o lugar de onde viemos (nodo Sul) e o lugar para onde vamos (nodo Norte).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">No meu caso o meu eixo é justamente Capricórnio/Caranguejo.</h3>



<p>E este topo da Montanha, conheço-o bem e tu também, toda a espiritualidade ocidental baseou-se nele, toda a cultura ocidental edificou-se com um único objetivo – chegar ao topo da Montanha (Capricórnio). Capricórnio na sua sombra representa justamente o Patriarcado e as suas ramificações tanto a nível político quanto religioso. Palavras que podem ajudar a definir algumas das suas características quando este vibra na sua sombra são: autoridade, sucesso, resultados, responsabilidades, força, invulnerabilidade, entre outras que conhecemos tão bem, pois temos vindo a erguer-lhes altares na nossa cultura como se fossem Deuses caseiros, santos protetores das famílias, empresas e instituições públicas.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O Topo da Montanha</h3>



<p>O Topo da Montanha pode representar tanto o sucesso profissional; o respeito e a consideração dos pares, da família, da comunidade etc&#8230;, mas também a busca pela iluminação espiritual, o pináculo de um evento de longa data, o culminar de um objetivo para o qual se trabalhou arduamente, o regresso à comunidade com algo para oferecer para o proveito de todos, enfim depende muito de pessoa para pessoa, o significado íntimo daquilo que cada um de nós alimenta em si como “o topo da Montanha”.</p>



<p>Deste Julho de 2018 que este eixo (vamos dar-lhe o meu nome pode ser? ) Topo da Montanha/Ventre da Mãe Terra, tem sido activado pelos eclipses, e assim o continuará a ser até 2020. Esta é uma fase desafiante para todos nós, para alguns países e pessoas será certamente mais desafiante do que para outros, dependerá da quantidade e qualidade da energia de Capricórnio/Caranguejo que trazem consigo, sobretudo quando Saturno chegar à conjunção com Plutão, uma coisa é cerca, o chão começa a tremer e tu já o sentes, talvez até estejas&nbsp; a contrair os músculos, com medo do que sentes a aproximar-se, em vez de deixar que a tua imaginação tome conta e comece a criar o pior, este post serve para ajudar-te a dar-lhe rumo, a criar melhores imagens para sonhar e acolher este futuro incerto e tremido que se avizinha.</p>



<p>Acredito que até 2020 de forma geral este será o tema para todos nós: ver cair as estruturas cujos alicerces não foram bem cimentados, ver falhar sistemas que foram criados para controlar manipular e prever o imprevisível, domar e amordaçar o selvagem, caçar e extinguir a incerteza.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading"> Re-ligar e conectar com a sabedoria da Terra.</h3>



<p>Aprender a respeitar e a conviver com o que se esconde no ventre da memória, re-ligar e conectar com a sabedoria da Terra e dos nossos ancestrais já não é apenas um chamado ou uma escolha, é mesmo uma questão de sobrevivência e mais cedo do que mais tarde vamos perceber, que este ventre que chama por nós, é o lugar alquímico onde a verdadeira mudança de paradigma e de valores, onde a profunda regeneração dos nossos solos e das nossas águas internas, pode ocorrer, não há outro destino, nem outro lugar para onde ir neste momento.</p>



<p>Não queremos ficar presas ao passado, a um lugar escuro e húmido no fundo da terra, mas para que possamos construir um futuro com bases solidas, num topo de uma montanha, que seja flexível, amoroso e fértil (sim utilizei adjetivos ligados a Caranguejo, porque essa é a chave para chegar ao centro, trazer uma ponta à outra – Caranguejo a Capricórnio e vice-versa), para chegarmos a este lugar precisamos mergulhar no escuro húmido e palpável da caverna, encostar os ouvidos ao chão e ouvir as vozes que murmuram por nós e para as decifrar é preciso alimentar o fogo da imaginação.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Numa Lua Cheia (quando calha num eclipse a energia sente-se a dobrar)</h3>



<p> lidas sempre com a dinâmica da sombra projectada no signo oposto, tens uma oportunidade para ver o que de outra forma está escondido, porque Mercúrio está retrogrado em Leão se conseguires acalmar e acolher o teu Ego, encontrando um veículo de expressão autêntica, talvez possas aproveitar este tempo para revelar, curar e rematar todo e qualquer fio solto que te tem impedido de evoluir, através da tua criatividade e expressão autêntica.</p>



<p>Todas fomos dotadas com um Sol, cujo objetivo é projetar a sua luz e vitalidade para o mundo, criando imagens autênticas de quem somos e de quem poderemos vir a ser, em Leão aprendemos ser nós mesmas, a tecer-mo-nos apartir da nossa própria essência (Self).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A criatividade no seu estado mais puro conecta-nos com o criador, </h3>



<p>com a cura psíquica, reestrutura, re-conecta, energiza e faz renascer o que estava morto ou adormecido. Para cada uma de nós existe algo, algo que pode ter tanto de vulgar, quanto de excêntrico, mas que nos conecta connosco mesmas e consequentemente com o Todo, algo que não precisa de palavras, não precisa e apreciações ou justificações, a nossa medicina interna criativa, aquela que através dos atributos de Leão – brincadeira, criatividade, expressão, diversão, nos leva à resolução dos nossos males internos, aquela que revitaliza os terrenos cansados e drenados da nossa psique.</p>



<p>No início deste ano sentia-me vazia, ainda no rastro do luto pós incêndio, a trabalhar intensamente, cheia de ideias e inspiração mas todas baseadas na imagem que projetava para fora, a gastar as minhas reservas, sem a criatividade ou energias necessárias para me tecer e para me curar, tecer para mim representa a minha ligação com este ventre da mãe Terra que falo, quando toco os fios, toco a paisagem, quando construo um tecido, reconstruo-me de dentro para fora apoiada pela terra que me abraça e nada mais me proporciona isso de forma tão poderosa, só mesmo a construção de narrativas internas através de fios e fibras ( tecelagem).</p>



<p>Era óbvio que o luto dos incêndios tinha-me me sugado a beleza do corpo para fora, e o tempo passado comigo mesma era um tempo de luto, de tristeza e de indignação, e tantas outras emoções que para ser sincera nem sei dar nome, eu não queria sentar-me horas num projeto utilizando os fios pelos quais tenho tanto carinho e respeito, como cúmplices na expiação do meu luto. Para mim as fibras e os fios com que trabalho são sagrados, eles são o motivo pelo qual sou artista têxtil, o meu objetivo é sempre o de honrar os fios e todo o processo que estes fizeram para chegar às minhas mãos, eles são a minha forma de honrar terra, ar, fogo e água, que juntos através de uma dança circular consistente e meticulosa, fazem com que da jovem ovelha se produza a mais fina fibra, resultado de um intrincado processo de intima colaboração entre elementos a que eu dou o nome de paisagem. E esta paisagem é a minha casa, o meu chão, a minha porta mais direta para o Ventre da Mãe Terra.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_da_lua_caranguejo-1024x680.jpg" alt="" class="wp-image-33513" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_da_lua_caranguejo-1024x680.jpg 1024w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_da_lua_caranguejo-600x398.jpg 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_da_lua_caranguejo-300x199.jpg 300w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_da_lua_caranguejo-768x510.jpg 768w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_da_lua_caranguejo-1536x1020.jpg 1536w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_da_lua_caranguejo-500x332.jpg 500w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2020/11/eclipse_da_lua_caranguejo.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Eu e as ovelhas somos intimamente cúmplices, trepamos as mesmas rochas, pisamos o mesmo chão e bebemos da mesma água. Somos parte do mesmo tecido vivo. Eu sofro elas sofrem comigo e eu sofro com elas, assim como as árvores, a água e tudo o que faz parte da paisagem que me faz ser gente, o meu lugar de acesso ao Ventre da Mãe Terra.</p>



<p>Aqueles meses após o fogo quando tanto estava morto, eu não queria deixar-me acolher pela natureza, eu não queria fazer parte de&#8230; eu queria defendê-la, acolhê-la , encontrar culpados para descarregar a minha raiva. Este lugar de querer lutar/defender é um lugar que apenas representa o quanto eu fui educada para me sentir acima de&#8230; responsável por&#8230;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quando achamos que temos o poder de destruir ou preservar a natureza, estamos a colocar-nos fora  e acima da mesma.</h3>



<p>Somos natureza, os crimes que cometemos não os estamos a cometer a uma entidade separada de nós, não precisamos salvar este planeta. Precisamos salvar-nos, a todos (é a abrangência da palavra que precisa mudar), para proteger e preservar, primeiro é preciso amar e para amar é necessário conhecer e identificar-nos com&#8230; chegarmos a uma lugar de igualdade e reconhecimento mutuo, confiar e deixar-nos aninhar e alimentar pela Terra Mãe que nos pariu. Sem conhecer este lugar e pertencer a ele, como é que alguém pode em verdade proteger a natureza, sem entrar no velho paradigma da sombra de Capricórnio? O pior que pensamos já ter vivido, ela já o viveu, ela sabe acolher a nossa dor de uma forma que nenhum ser humano pode saber.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Se nos identificamos como estando fora da natureza, cortamos a nossa ligação com as nossas raízes, com o Ventre da Mãe Terra.</h3>



<p>O Ventre da Mãe Terra é este lugar de colo e nutrição, de contacto com o mais real e verdadeiro no ser humano – a sua Memória.</p>



<p>É a memória que liga Passado-Presente-Futuro, é a memória que nos possibilita a capacidade de criar e sermos continuação em vez de ruptura, renascimento em vez de morte. De crescermos de forma sustentada e verdadeiramente sábia e prospera, até ao topo da montanha.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Ela é a mãe, nós os filhos.</h3>



<p>E nestes meses vindouros até 2020 é mesmo importante que cuides das tuas raízes, e saibas reconhecer que paisagem é esta que te dá acesso à porta para o Ventre da Mãe, porque como já disse, estruturas estão a cair e&#8230;</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Ao que te vais agarrar, quando o chão te faltar debaixo dos pés?</h3>



<p>Se a estrutura que te apoia for a própria natureza e os seus ciclos, garanto-te: muito pode acontecer, tudo pode mudar na tua vida, mas a natureza não te falhará e tu vais sentir o seu abraço, mesmo nos dias em que amanheces desmembrada sem saber como encontrar as partes soltas de ti. Aconteça o que acontecer o Sol irá por-se no Poente e nascer no nascente. </p>



<p>A Terra continuará a girar em volta do Sol e a Lua dançará a sua dança cíclica voltando à mesma roupa a cada 28 dias. E a Terra se transformará para te ensinar a saberes Viver/Morrer e voltar a Viver com graciosidade, tal como as flores e as árvores.</p>



<p>Aproveita Mercúrio retrógrado para te encontrares com a tua criatividade, leva-a a passear, divirtam-se, tenham um encontro intimo e depois enterrem os vossos pés na areia, ergam os braços para o céu e sejam como as árvores, com raízes bem fundas na terra e os ramos flexíveis e maleáveis que majestosamente abraçam o céu, de uma montanha que não é vossa, não é minha, um topo de uma Montanha, que somos todos nós (este nós alargado que abraça o Todo) e que permanentemente dorme no seu leito da sua impermanência.</p>



<p>Deixo um artigo sobre a Lua Cheia deste eixo em 2018 &#8211; <a href="https://anaalpande.com/lua-cheia-eixo-caranguejo-capricornio-criar-uma-estrutura-segura-onde-te-permitas-ser-terna-contigo-mesma/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ler artigo</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Uma excelente Lua Cheia para todas!</h3>
<p>O conteúdo <a href="https://anaalpande.com/lua-cheia-e-eclipse-lunar-no-eixo-capricornio-caranguejo/">Lua Cheia e eclipse lunar no eixo Capricórnio/Caranguejo</a> aparece primeiro em <a href="https://anaalpande.com">Ana Alpande</a>.</p>
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		<title>Cuida dos hábitos teus do dia-a-dia</title>
		<link>https://anaalpande.com/cuida-dos-habitos-teus-do-dia-a-dia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2019 20:13:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-observação]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[mito da heroína]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
		<category><![CDATA[ana alpande]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de hábitos]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[lua cheia]]></category>
		<category><![CDATA[sombra]]></category>
		<category><![CDATA[Touro/Escorpião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CUIDA DOS HÁBITOS TEUS DO DIA-A-DIA Tantas e tantas vezes recebo pessoas nas consultas de Astrologia com vontade de mudar, arriscar, dar o passo, tomar as rédeas, soltar cá para fora a luz presa no peito. E sim a vontade está lá, o instinto também, só que muitas vezes, entre a vontade e a acção,</p>
<p>O conteúdo <a href="https://anaalpande.com/cuida-dos-habitos-teus-do-dia-a-dia/">Cuida dos hábitos teus do dia-a-dia</a> aparece primeiro em <a href="https://anaalpande.com">Ana Alpande</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>CUIDA DOS HÁBITOS TEUS DO DIA-A-DIA</h3>
<p>Tantas e tantas vezes recebo pessoas nas consultas de Astrologia com vontade de mudar, arriscar, dar o passo, tomar as rédeas, soltar cá para fora a luz presa no peito. E sim a vontade está lá, o instinto também, só que muitas vezes, entre a vontade e a acção, algo falha, algo interrompe a cadeia de acontecimentos que faz com que as coisas aconteçam, com que as oportunidades surjam e as portas se abram. É como se o fogo estivesse lá no peito, mas não comunicasse com o corpo físico, os músculos não obedecem.</p>
<h5>Os motivos que levam cada uma de nós a fugir de dar o passo, a procrastinar, ou adiar o início da viagem, podem ser vários.</h5>
<p>Numa consulta de Astrologia o objetivo é analisa-los à lupa, perceber qual o contexto e quais as vozes específicas que abafam e impedem este fogo de crescer e evoluir através das águas estagnadas, num quotidiano muitas vezes sufocante.</p>
<p>Mas tu podes começar a observar-te através dos teus hábitos, sobretudo aqueles que normalmente executas de forma automática e que se repetem diariamente.</p>
<p>Quase sempre o nosso diálogo interno mais negativo apropria-se de uma determinada postura física ou de determinada actividade diária.</p>
<p>Pode acontecer que inconscientemente estejas a ter um discurso sabotador que se repete diariamente na hora de lavar os dentes, ou que inicies o teu dia com o mesma frase pessimista que é tão subtil e tão curta que mal te dás conta, mas que está lá a fazer parte da tua narrativa e só tu podes mudar o diálogo.</p>
<p>Pode acontecer ainda que todos os dias cozinhes o jantar com a coluna curva, com a cabeça baixa e à pressa entre a tábua de cortar alimentos e os pratos para lavar, e nesse momento repitas para ti mesma, noite após noite, que estás cansada, sozinha, que não tens ajuda suficiente, que não aguentas mais esta vida, mesmo que saibas que não é verdade e que nem é nada disso que na realidade sentes, mas o discurso está lá: na coluna curva, nos gestos agressivos, na pressa e falta de paciência.</p>
<p><strong>E atenção!!!! Sentir estas e outras emoções de vez em quando é normal e saudável.</strong></p>
<p>Mas, repetir estas frases todos os dias, não é saudável e não deveria ser normal.</p>
<p>Há diálogos e padrões que para serem revelados precisam de ajuda externa e nesta altura um terapeuta, um astrólogo que trabalhe com astrologia psicológica ou astro-coaching podem sem dúvida ajudar.</p>
<p>Mas às vezes nós sabemos. Nós percebemos sozinhas que o diálogo está lá e que murmura todos os dias no nosso ouvido. Como está tantas vezes associado a gestos automáticos e repetitivos, parece que fica difícil alterar o diálogo, porquê? Porque ele volta a esconder-se&#8230; no hábito.</p>
<h5>Assim que te aperceberes de um&nbsp; diálogo interno tóxico, há algo que podes fazer imediatamente.</h5>
<p><strong>Muda o hábito!</strong> E como? dizes tu&#8230;</p>
<p>Li uma vez num livro sobre a Roda da Medicina dos Índios Norte-Americanos, que todos temos uma altura do dia que é a nossa <strong>hora do poder</strong> (a hora em que estamos mais ligados à nossa intuição e à luz do universo)&nbsp; por exemplo, se essa hora é às 14 horas, então por oposição às 2h estaremos mais vulneráveis às nossa sombras e à sombra do universo. Primeiro passo é saber identificar a altura do dia em que estás mais ligada à luz e por oposição aquela em que estás mais sensível.</p>
<p>Para mim acordar, beber água com limão e fazer yoga (nem que seja a saudação ao Sol uma vez) é importante.</p>
<p>Assim como ao fim do dia fazer uma caminhada, ou nesta altura do ano fazer pequenos trabalhos no jardim&#8230; antes de fazer o jantar também.</p>
<p>No Inverno um escalda pés com óleos e uma boa música com phones faz-me as delícias, basta uma, duas músicas no máximo e é o suficiente para encarar o fim do dia com mais leveza.</p>
<p>Aprendi no entanto, a TENTAR não me castigar quando não o faço, a não dar espaço à vergonha ou culpa.</p>
<p>Registo quando cumpro com os hábitos a que me designei na <strong>Lua Nova</strong> e escrevo quando não o fiz, perguntando a mim mesma, de forma realmente interessada o porquê de não ter feito o que me propus a fazer, o porquê de não ter dado prioridade ao que sei que me faz bem. Quanto mais perdida ando no meio das exigências da vida mais escrevo, mais preciso de escrever.</p>
<h5>Conversa contigo</h5>
<p>Sabem? No meio disto tudo o principal é aprendermos a<strong> relacionarmo-nos melhor com nós mesmas</strong>, a conversar de forma curiosa, interessada e empática com o nosso Eu, o nosso Ego, a criança interior, a adolescente e todas as outras partes de nós.&nbsp; Sabemos que vergonha, punição e culpa são péssimos professores, certo?</p>
<p>Então é preciso saber aplicar a teoria connosco mesmas, ao espelho, no carro durante a caminhada, no banho etc.</p>
<h5>Se a um hábito rotineiro o teu inconsciente associou um diálogo tóxico, muda o hábito!</h5>
<p>Lava os dentes noutro lugar, com uma pasta nova e muito importante (com uma postura física diferente).</p>
<p>Se ao fim do dia estás exausta e ainda tens tanto para fazer, em primeiro lugar faz uma pausa, 15 minutos a beber o chá na tua chávena favorita e com o chá mais caro, ou então coloca a tua música e dança-a, ou ainda toma banho e perfuma-te, e depois então continua as tuas tarefas, não te deixes ficar para o fim, isso só resulta em ressentimento e mais tarde em punição, tua ou dos que te rodeiam.</p>
<p>Trata-se de começar com passos pequenos, para chegar aos grandes. A cada novo dia em que <strong>dizes sim a ti mesma</strong> e ao que te faz bem, estás a fortalecer a corrente eléctrica que te permitirá mais tarde voar rumo à mudança que buscas, aos teus projectos e às tuas aventuras.</p>
<h5>Parece lento e chato?</h5>
<p>Não!!! Não é. Porque a tua sombra esconde-se nos pequenos hábitos do dia-a-dia e são esses hábitos e o murmúrio da mente associado a eles que na realidade está a fertilizar ou a desgastar o teu terreno interno, aquele que te permite passar da ideia à acção, da falta de tempo e de energia ao espaço e às escolhas que criam tempo para o que é realmente importante para ti.</p>
<h5>E então? O que vais fazer com os hábitos teus do dia-a-dia?</h5>
<p>Tenho lido vários vários livros sobre hábitos, adição, vícios e comportamentos tóxicos. Encontrei um cuja abordagem me agrada, chama-se: <em>The Kindness Method</em> da autora Shahroo Izadi. Falarei mais sobre ele na Lua Nova de Touro, já que o eixo Touro/Escorpião abarca muito do que acabei de falar.</p>
<p>E porque para a semana temos <strong>Lua Cheia</strong>,&nbsp; justamente neste eixo. Trazer este tema à consciência esta semana pode, quem sabe, fazer com que a próxima Lua Cheia revele com maior clareza que hábitos são estes associados às vozes feridas que habitam dentro de nós.</p>
<p>E o mantra de qualquer Lua Cheia é:&nbsp; <b>Revelar para Curar</b>.</p>
<p>Fica a proposta!</p>
<p>Abraço e até para a semana.</p>
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<p>O conteúdo <a href="https://anaalpande.com/cuida-dos-habitos-teus-do-dia-a-dia/">Cuida dos hábitos teus do dia-a-dia</a> aparece primeiro em <a href="https://anaalpande.com">Ana Alpande</a>.</p>
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		<title>Esta sexta inicia-se o novo ano lunar, agora sim é tempo de invocar! Deixo-te exercícios para encontrares as sementes que realmente queres lançar à terra</title>
		<link>https://anaalpande.com/esta-sexta-inicia-se-o-novo-ano-lunar-agora-sim-e-tempo-de-invocar-deixo-te-exercicios-para-encontrares-as-sementes-que-realmente-queres-lancar-a-terra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[anaalpande]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2019 20:40:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[arte de tecer a vida]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo lunar]]></category>
		<category><![CDATA[eco-espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[mito da heroína]]></category>
		<category><![CDATA[vida ciclica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>ESTA SEXTA-FEIRA INICIA-SE O NOVO ANO LUNAR. AGORA SIM, É TEMPO DE INVOCAR! Deixo-te exercícios para encontrares as sementes que realmente queres lançar à terra. Estamos às portas de um novo ano lunar. Esta sexta-feira a lua e o sol vão encontrar-se em Carneiro, o signo que dá início ao zodíaco ou como eu gosto</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: left;" align="LEFT">ESTA SEXTA-FEIRA INICIA-SE O NOVO ANO LUNAR. AGORA SIM, É TEMPO DE INVOCAR!</h4>
<h5 style="text-align: left;" align="LEFT">Deixo-te exercícios para encontrares as sementes que realmente queres lançar à terra.</h5>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Estamos às portas de um novo ano lunar.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Esta sexta-feira a lua e o sol vão encontrar-se em Carneiro, o signo que dá início ao zodíaco ou como eu gosto de lhe chamar &#8211; “O Guardião da entrada nas portas da vida”.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Porque Vénus e Mercúrio andam a navegar pelas águas de Peixes, signo que marca o fim da jornada da heroína e a chegada a um lugar de contemplação e abnegação do Ego, entramos neste novo ciclo lunar com a necessidade de encerrar capítulos, reavaliar as nossas prioridades e examinar os nossos valores e crenças.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Este é um tempo de abertura do nosso coração a valores maiores, à generosidade e à intuição, mas abrir o coração sem uma estrutura sólida, sem o nosso ego saber ocupar o seu devido lugar, pode levar-nos a deixar-mo-nos perder nas batalhas e dores do mundo, ficando desconectadas, desvitalizadas e à mercê de forças e influências que falam ao medo escondido dentro de nós tornando-nos perdidas (sem saber como, ou ter forças para voltar ao nosso centro).</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">E esta semana é tão importante estarmos focadas e centradas!</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">A cada lua nova, quer estejamos conscientes ou não, lançamos à terra as sementes que vão germinar e determinar o curso do mês, volto a repetir, quer estejamos conscientes ou não&#8230;</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Na Lua Nova de Carneiro, essas sementes são ainda mais fortes pois este é o signo do nascimento e dos inícios, o instrutor do ginásio da coragem.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Nesta Lua Nova, quer queiramos&#8230; quer não, as nossas intenções (conscientes ou inconscientes) são lançadas à terra, intenções essas que vão germinar e dar fruto ao longo do ano.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Sabem os rituais de Ano Novo? Esta sexta é o tempo certo para eles, na roda do ano é na Lua Nova de Carneiro que eles fazem sentido no contexto da Vida Cíclica.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Então se o nosso calendário Civil não reconhece o ritmo lunar, o nosso calendário interno precisa de um esforço extra da nossa parte, para que possamos reservar durante estes últimos dias do ano lunar, espaço para ir libertando o que precisamos libertar e purificar: expectativas, crenças, imagens que temos vindo a alimentar e que não estão em coerência com os nossos valores e como nosso verdadeiro Eu.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Antes de lançar sementes à terra, de desejar e invocar, primeiro é preciso limpar, libertar e preparar o terreno do Self para receber as semente de uma vida intencional e coerente.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">O primeiro passo é acolher o vazio, criar espaço dentro de mim para perceber o que é que quero verdadeiramente e imaginá-lo, usar a fantasia para brincar com as possibilidades, examinando as emoções, percebendo onde está a voz da sabotadora, da critica interna, onde estão as crenças que me limitam, porque a imaginação gera imagens que falam diretamente às minhas emoções e isso ajuda-me a explorar a minha paisagem interna com mais clareza e verdade.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Depois porque as imagens quando provenientes do meu fogo interno (Júpiter) geram foco, clareza e direção, alimentam o fogo da minha individualidade e da minha autenticidade (o meu Sol) que por sua vez acende a minha ignição e faz disparar o motor da ação (Marte), responsável por me fazer sair da zona de conforto e lançar-me na aventura de viver a minha autenticidade.</p>
<p align="LEFT"> </p>
<p align="LEFT"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33524 size-large alignnone" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/04/vida_intencional-1-1024x735.jpg" alt="" width="640" height="459" srcset="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/04/vida_intencional-1-1024x735.jpg 1024w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/04/vida_intencional-1-600x431.jpg 600w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/04/vida_intencional-1-300x215.jpg 300w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/04/vida_intencional-1-768x551.jpg 768w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/04/vida_intencional-1-1536x1103.jpg 1536w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/04/vida_intencional-1-500x359.jpg 500w, https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/04/vida_intencional-1.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Nesta altura do ano e antes da Lua Nova, gosto de fazer dois exercícios para trazer clareza ao meu propósito e aos desejos do meu Self.</p>
<h5 style="text-align: left;" align="LEFT">Imaginar a minha rotina daqui a um ano.</h5>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Numa página do meu diário, escrevo ao pormenor a minha rotina durante um dia inteiro, por exemplo:</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT"><em>2 de Abril de 2020</em></p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT"><em>Acordo às 7h da manhã, bebo um copo de água, etc, etc&#8230;.</em></p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">É tão interessante observar as emoções enquanto escrevo, há sempre tantas vozes que emergem e começam logo a disparar tantas coisas diferentes, foco-me em escrever com liberdade e fluidez mantendo-me observadora das vozes, mas sem deixá-las controlar o processo, este exercício ajuda-me a trazer clareza em relação à vida que eu quero viver, às minhas expectativas e crenças e ajuda-me a perceber o que precisa de ser ajustado na vida que vivo agora, logo serve de inspiração e informação para saber que sementes lançar na Lua Nova.</p>
<h5 style="text-align: left;" align="LEFT">Depois deste exercício, faço um exercício de escrita criativa:</h5>
<p align="LEFT">Imagino-me em Abril de 2020 a escrever uma carta a mim mesma em 2019, contando detalhes sobre a minha vida, projetos, aspirações, dificuldades, realizações e dizendo a mim mesma o que espero de mim, que decisões devo tomar, onde devo colocar o meu foco e a minha atenção.</p>
<p align="LEFT">Adoro ler esta carta durante os meses do ano, ajuda-me a manter-me no caminho, alinhada com o percurso que tracei, na Lua Cheia consigo ler e ver nas minhas palavras, mais nuances do meu inconsciente (a Lua Cheia é esta altura do mês, onde tudo fica mais claro), na Lua Nova ajuda-me a saber alinhar as minhas intenções com o meu plano a médio-prazo).</p>
<p align="LEFT">Estes dois exercícios ajudam-nos a despertar a criatividade e a imaginação.</p>
<h5 align="LEFT">Sem imaginação não pode haver nem foco, nem intenção.</h5>
<p align="LEFT">Eu preciso ver com clareza as imagens que alimento no altar do meu coração, para não andar a idolatrar falsas imagens, falsas metas e falsos valores.</p>
<p align="LEFT">Para criar um espaço onde estas imagens possam encontrar um lugar, é necessário adotar um estado mais contemplativo:</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Caminhar, fazer yoga, ouvir música, meditar, desenhar, estar em silêncio, são atividades que podem ajudar a desacelerar, a reduzir os estímulos externos e a aquietar a voz da mente, trazendo a energia de purificação de Peixes para os próximos dias, limpando o espaço interno, libertando e criando lugar para receber o novo.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">No dia da Lua Nova de Carneiro, gosto de preencher a seguinte <strong>mandala</strong>, pensando no que quero invocar e semear para este novo ano.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Esta mandala tem áreas inspiradas nas casas astrológicas, que representam as 12 áreas de desenvolvimento da psique. Eu escolho os aspetos que são mais importantes para mim, aqueles nos quais estou ativamente focada em desenvolver e resolver , vocês poderão acrescentar outros e tornar a vossa mandala mais pessoal.</p>
<p align="LEFT"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone" src="https://anaalpande.com/wp-content/uploads/2019/04/mandalalunar.jpg" alt="" width="400" height="579" /></p>
<h5 style="text-align: left;" align="LEFT">As áreas são:</h5>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Coragem, a minha imagem, aventura</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Alimentação, prazer, recursos</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Comunicação, estudos, relações do meu quotidiano</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Família, lar, cura da ancestralidade</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Auto-estima, expressão artística, diversão</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Saúde e rotinas</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Relacionamentos e equilibro entre o meu espaço e o espaço dos outros</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Cura Profunda, relação com o Poder e Influência</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Fé, Verdade e Expansão. Carreira, Contribuição para a Sociedade</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Criatividade, fazer parte da solução dos problemas da minha tribo, do meu planeta</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">. Vida Espiritual, Purificação e Contemplação.</p>
<p align="LEFT">Em cada um dos espaços brancos, escrevo com clareza o que quero invocar para o próximo ano.</p>
<p align="LEFT">Em alguns casos pode ser um retiro, obras em casa, uma viagem, ou um ritual diário de auto-cuidado. Eu acredito que se as invocações gerarem imagens fortes são muito mais eficazes.</p>
<p align="LEFT">Mas há muitas outras formas de invocar e lançar sementes.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">O importante é, no dia da Lua Nova, ativamente refletir, planear e invocar desejos e objetivos para este novo ano, tal como culturalmente se planeia e deseja o novo ano civil.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Espero que se inspirem, e que estes exercícios tragam-vos a coerência e clareza entre o consciente e o inconsciente que me trazem a mim.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Daqui a um ano voltamos a falar e vocês dirão como cresceram as vossas sementes.</p>
<p align="LEFT"><a href="https://anaalpande.com/astrologia/cursos-astrologia/workshop-mandalas-astro-lunares/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Sabe mais sobre o meu workshop de Mandalas Lunares</a>.</p>
<p style="text-align: left;" align="LEFT">Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha newsletter mensal. A cada Lua Cheia eu envio um e-mail com novidades e inspiração.<br /><a href="https://anaalpande.us14.list-manage.com/subscribe?u=aacc472d700ba3f302d1f98e9&amp;id=314e93b9ef" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Subscreve o correio da Lua Cheia</a></p>


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