Eclipse da Lua 31 de Janeiro/Eclipse do Sol 15 de Fevereiro – Como casar a minha vontade pessoal com a sagrada entrega? – As pedras basilares de uma nova tribo humana.

Vocês conseguem imaginar um planeta onde cada individuo consciente de Si, dos seus dons e dos seus desejos mais íntimos, sabe equilibrar os seus desejos e a sua vontade pessoal com o plano sagrado? Com uma Visão Maior e o seu papel nessa visão e nessa teia de acontecimentos causa/efeito? Onde a vontade pessoal e a vontade coletiva estão unidas em prol do desenvolvimento do Todo?

Pois os eclipses do SOL/LUA que desde o Verão de 2017 estão a iluminar o eixo Leão/Aquário estão justamente a catapultar-nos numa nova direção/relação com esta grande tapeçaria que é a existência, e a forma como o fio das nossas vidas individuais, integra, complementa e afeta a tapeçaria no seu todo.

Eu tenho sentido grandes perguntas emergirem dentro de mim, tenho visto cada vez mais pessoas a falarem abertamente da sua culpa, da sua sombra, da sua responsabilidade neste quadro nada esperançoso que é o futuro do nosso planeta, como se a ferida estivesse mais exposta do que nunca e a dor já não nos deixasse continuar centrados apenas nas nossas vidas pessoais.

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Georgia O’Keeffe Jimson Weed/White Flower No. 1 1932

Observo estes tempos e a energia destes eclipses no eixo Leão/Aquário com grande esperança e entusiasmo, mesmo na face da minha própria dor e culpa … “what we reveal, we heal” – Jay Z …  o que revelamos, curamos.

 

Este é um espectro da energia que está latente e vai ser ampliada nos eclipses das próximas semanas, e no Verão em Julho/Agosto,  está de certa maneira ativo no nosso interior e na sociedade em geral.

Mas fala-se imenso sobre eclipses, e eu gostava de vos explicar um pouco sobre eles o querem dizer e como interagem connosco, e dar-vos linhas gerais para que possam relacionar-se com estes e outros que virão.

Devido à dança entre o Sol, a Terra e a Lua, os eclipses do Sol ocorrem quando a Lua na sua fase Negra, ou na Lua Nova, e os da Lua na Lua Cheia, amplificando ao quadrado os poderes e as características de cada uma dessas luas.

Cada eclipse inicia um tema que vem ao de cima num determinado espaço de tempo, que pode ir de  um a vários anos. Para observar a ação de um eclipse em termos globais, é  necessário analisar o mapa astral correspondente ao dia do eclipse, em primeiro lugar ver onde se posiciona em relação aos nódulos lunares ( cada nódulo dá uma tónica completamente diferente a cada eclipse) e que planetas estão a passar por perto no momento do eclipse. Sobre esta parte não me vou alongar porque não é o meu foco, embora seja bastante interessante.

Gostava de vos falar daquele que é o meu tema de estudo de há uns tempos para cá: como é que os eclipses  afetam-nos em termos pessoais e como desencadeiam em nós trampolins que podem, ora nos catapultar para o futuro e para a concretização da nossa missão usando os nossos dons e talentos (nódulo Norte), ou auxiliando-nos a resolver as questões do passado que nos impedem de seguir em frente (nódulo Sul).

Então de forma geral somos todas afetadas por um eclipse independentemente da sua posição particular no nosso mapa Natal. E podemos de facto observar como eles mexem connosco observando o próprio ritmo lunar e tendo em consideração que a natureza de um eclipse da Lua é bastante diferente da natureza de um eclipse do Sol, assim como a Lua Nova difere da Lua Cheia, então para simplificar podemos dizer que:

Eclipse da Lua é uma Lua Cheia com o poder exponenciado ao quadrado assim  como o eclipse do Sol exponencia o poder da Lua Nova.

Só com esta informação vocês já podem  buscar dentro de vocês maneiras de ir para dentro e relacionarem-se com o vosso próprio ciclo à luz de um eclipse. Para ajudar vamos ver as diferenças entre ambos os eclipses (tenham em contam que se um eclipse estiver junto ao Nódulo Norte irá ter uma tónica diferente de um eclipse junto ao Nódulo Sul – talvez venha a escrever sobre estas diferenças noutra ocasião).

  • o Eclipse da Lua sente-se a nível emocional, mexe com o nosso inconsciente e pode até passar desapercebido especialmente para as pessoas com características mais Yang (ativas dinâmicas, orientadas para o exterior). Pessoas mais sensíveis podem de repente começar a sentir velhos padrões aparecerem, medos, culpas, podem sentir-se agitadas ou mais cansadas, confusas com velhos assuntos ao vir ao de cima, ampliando as emoções boas e as menos boas. Este é um tempo de purificar, abrir espaço, libertar o que já não serve e pedir clareza para o propósito. Não é tempo de tomar decisões ou iniciar coisas novas. (Eu gosto de fazer um ritual de purificação, durante os eclipses da Lua, que envolva água ou vapor (banho/sauna) e trabalhar com as minhas crenças e memórias, já que antes dos elipses normalmente vem tanta coisa ao de cima. Gosto de escrever e olhar para as minhas crenças, e acima de tudo tento ter muito amor, paciência e compaixão comigo mesma, privilegiando momentos para me enraizar na terra de forma a não ser “levada” pelas ondas fortes que o eclipse da Lua levanta em mim.
  • O Eclipse do Sol, é por norma um momento poderoso para invocar o que realmente queremos para a nossa vida, invocar a nossa Visão. Pode ser especialmente poderoso se na Lua Cheia anterior houve de facto um trabalho de purificação. Se por um lado as Lua Cheias e Novas dançam o nosso ritmo mensal, os eclipses dançam (através dos nódulos lunares) o nosso ciclo kármico, daí ser-lhes atribuído tanto poder desde a antiguidade. O eclipse do Sol é um momento de novos inícios, ou reinícios. Normalmente é dinâmico e ativo e as pessoas sentem-no já que se sente no Ego. Pessoas, eventos exteriores podem trazer-nos o insight e a informação que precisamos para saber como alinharmo-nos com o nosso propósito, ou despoletar situações e encontros (menos agradáveis) mas que vão ajudar-nos a mudar para a direção certa.

Se olharmos para o nosso Mapa Natal podemos ver em que casa se manifesta o eclipse e se este cair perto dos ângulos (Ascendente/Descente – Fundo do Céu/Meio do Céu), dos nódulos lunares ou de planetas pessoais, aí já precisamos olhar com mais atenção para as áreas da nossa vida “iluminadas” pelo eclipse pois elas serão alvo de transformação que de certeza não nos passará “ao lado” e que poderá determinar os anos futuros.

Então se quiserem ver no vosso mapa Natal onde calha cada um destes próximos eclipses podem:

 –  ver o vosso mapa natal no site Astro.com

–  verificar: o signo, o grau do eclipse e onde ele calha no mapa (as minhas/os clientes que tiveram consulta comigo desde Setembro 2017 terão as datas de ambos eclipses assinaladas no mapa natal).

Eclipse da Lua – 31 Jan  – 11º de Leão

Eclipse do Sol – 15 Fev – 27º Aquário

Podem verificar a legenda que fiz para perceber linhas gerais  o que querem dizer os símbolos, os signos, os planetas e as casas aqui:  legenda_mapas_para_centro

Se os eclipses caírem em alguns dos pontos chave que mencionei e tiverem dúvidas ou quiserem aprofundar, podemos marcar uma consulta Skype de 40m para esclarecer dúvidas específicas em relação aos eclipses –  40€, ou marcar uma consulta de Astrologia.

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Lua Nova a primeira ou a do fim? Uma reflexão sobre a energia desta Lua e as guardiãs do tempo.

Ups… já devia ter escrito este post certo, afinal a Lua já está em Aquário, mas… gostava de vos falar um pouco sobre as Luas Novas, a nossa capacidade de criarmos conscientemente a nossa realidade e a energia de Capricórnio que esteve tão forte esta semana.

Muitas pessoas chamaram a esta Lua a primeira do ano, do nosso ano civil, sim é a primeira, mas do ano lunar não,  na verdade a Lua Nova em Capricórnio surge no virar da página, estamos no pico do Inverno onde o que é existe fruto de um longo processo de crescimento e maturação, o que morreu já foi devolvido à terra e o que sobreviveu passou o teste do tempo, agora está ao serviço daquilo que virá a ser no início da Primavera ( o início do ano lunar com a Lua Nova de Carneiro, essa sim uma Lua de excelência para invocar a visão para o próximo ano lunar). No pico do Inverno a natureza coloca-se a nú e a existência é levada ao limite. No pico do Inverno sobrevive-se em interdependência, “sobrevive-se” vivendo sobre a experiência adquirida e a consorciação de esforços,  de atributos, de saberes.

Esta Lua Nova perguntei aos meus ossos o que é que eles queriam invocar, e a resposta foi esta:

Equilíbrio entre a minha vontade pessoal e a minha sagrada missão!

Vivemos numa época de realização pessoal, nunca na nossa cultura se falou tanto de realização pessoal como agora, profissões emergentes como o coaching rendem milhares de euros porque as pessoas querem (e muito bem) realizar o seu propósito, o seu potencial máximo, mas… precisa haver um equilíbrio entre o que o eu posso alcançar e as minhas obrigações e responsabilidades perante os outros, perante o meu planeta perante a existência.

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O meu altar à permanência.

Para mim nesta Lua Nova dei por mim num espaço de contemplação, o que é muito fácil para mim pois vivo numa paisagem que respira e exala Capricórnio por todos os cantos, então talvez por isso desta vez fui mesmo tomada pela essência deste arquétipo que nos fala de resiliência, de responsabilidade e de paciência para saber deixar o Inverno passar, paciência e resiliência face às intempéries da vida, paciência e a certeza que a vida é regida por leis universais e que há que saber respeitá-las, que somos livres, mas pertencemos a uma teia complexa de causas e efeitos e que a cada acção nossa, tocamos essa teia e mudamos a existência, a nossa e a dos que nos rodeiam.

Os fios que nos ligam a todos são exaltados no pico do Inverno, porque existe nesta altura do ano, mais do que em qualquer outra a necessidade de nos juntarmos, de nos agruparmos para resistir às exigências da realidade que nos rodeia. Que se pensarmos bem ilustra muito bem o momento planetário que vivemos.

Então lanço-te esta pergunta ainda com a energia destes últimos 4 dias:

Como é que equilibras a tua vontade pessoal  com  as tuas responsabilidades para com o que te rodeia, para com a tua missão sagrada?

Num mundo de constante mutabilidade, valha-nos a permanência das pedras, para que possamos ser relembradas que há coisas eternas e intemporais e que é o tempo e só o tempo que possuí a chave para a nos levar-nos à  realização do espírito, aquela que é intemporal e eterna.

Então num mundo onde o tempo nos escorrega pelas mãos talvez possamos aproveitar esta Lua para invocar sabedoria e responsabilidade na forma como vivemos e usamos o tempo que a cada manhã nos é oferecido.

Informações sobre consultas de astrologia aqui.

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Enraizar – Let’s get Down to Earth!

Como te sentes na Terra no início desde ano, sentes-te enraizada, conectada contigo. Ou nntens muito stress, não sentes o teu corpo ou não te sentes conectada à Terra?

Acredites ou não, 2018 é um ano especial. Se tu somares os números de 2018 obtens um 11, um número Mestre. Este é um ano em que podem ocorrer muitas mudanças e transformações.

Claro que queres estar bem conectada e bem centrada neste ano.

Como sabes se estás bem enraizada, como fazê-lo e como mantê-lo?

Enraizar significa conectares-te à Terra, incorporando as qualidades da tua alma na Terra, sentindo-te segura e firme nela, estando presente no aqui e agora.

Enraizar também significa que sentes cada vez mais o teu corpo e também, que podes encontrar bloqueios e dor. Muitas pessoas (sensíveis) não conseguem enraizar.

Muitas pessoas estão focadas no mundo exterior e têm pouco contacto com seu próprio mundo interior. A ligação à Terra é sentida mais como uma ameaça do que um convite.

Mas a ligação à Terra é muito importante porque te dá energia, firmeza e confiança.

Reconectar com a Terra leva-te a um contacto mais profundo contigo mesma.

Torna se mais fácil para ti ocupares o teu próprio espaço, estabelecer limites e encontrar a tua próprio base para que sejas menos dependente do mundo exterior e possas viver o teu próprio potencial.

Porque vivemos numa sociedade ocupada e o nosso ambiente a toda volta muitas vezes absorve a nossa energia, podemos rapidamente perder o contato connosco e com a Terra.

Há uma diferença em enraizares-te na natureza ou enraizares-te na sociedade. Tu podes sentir te muito bem nesta planeta, apesar do estado actual da nossa sociedade.

Estás bem enraizada se o teu corpo físico e energético estiverem bem enraizados!

Se for esse o caso, a tensão, o stress, as emoções e a agitação podem fluir para a Terra, imagina-o com um sistema de electricidade onde o pólo entra na terra para drenar a electricidade em excesso.

Nós recebemos continuamente energia de cura do cosmos através do chakra da coroa e energia da terra através dos nossos pés e do chakra base para recuperar o equilibrio.

Em muitos livros e cursos, ensina-se o famoso exercício “crescer raízes dos pés”.

Isso só funciona se tu já estas bem enraizada porque só então podes deixa-las crescer. Este é um exercício muito bom para ficar enraizado! Se não te consegues enraizar, então há um desavio em alguma área da tua vida.

A falta de enraizamento pode, por exemplo, levar a problemas de concentração, ansiedade, mau sono, insegurança, depressão, fadiga e até mesmo doenças.

Como saber se o teu corpo esta bem enraizado ou não?

Se tu não estas bem enraizada, então costumas ter respirações curtas localizadas no peito. Ficas muito na tua cabeça e não estas consciente do resto de teu corpo. Por exemplo, quando estas ocupada com a tua mente e a energia não pode flui bem através dos teus pés para a Terra.

A tua cabeça geralmente sente frio, a tua concentração é menor e sentes fadiga.

A energia pode ficar presa, por exemplo, no estômago, no intestino ou na zona lombar das costas com todos os tipos de queixas físicas.

Para enraizar adequadamente, alguns itens são importantes:

  • Intenção, tens a intenção de te conectar com a Terra
  • Respira, uma respiração profunda abdominal
  • Nutrição, álcool, drogas e açucar transformam a energia do chakra da coroa e isso pode causar inquietação
  • Cantar/rir, também podes enraizar facilmente pelo cantar, ou rindo
  • Contato, contato direto com a Terra caminhando com os pés descalços
  • Divertir, divertires-te nas coisas que fazes também te ajuda muito a estares bem enraizada.

Como sabes se o teu campo energetico está bem enraizado?

O nosso campo de energia consiste numa aura e chakras. Este campo de energia está ligado quando está conectado ao campo de energia magnético daTerra.

Se todos os chakras funcionam correctamente, a energia flui do cosmos através da coroa e através de todos os chakras para o primeiro chakra e depois para a terra.

Desta forma, estás conectada com o campo magnético e estás enraizada.

Sentes um desequilíbrio fisicamente ou emocionalmente, por exemplo, se te sentes insegura, stressada, sofres de dor ou distúrbios crónicos, estes podem ser sinais de que o teu campo de energia está desvitalizado ou desenraizado.

Algumas dicas fáceis para enraizar o teu corpo e tua energia:

  • Andar na natureza.
  • Continuamente ter uma respiração profunda faz uma conexão entre mente e sentimentos.

Então para te sentires ligada, podes bater com os pés no chão alternadamente, este é um óptimo exercício, podes simplesmente fazê-lo na tua mesa quando estiveres a trabalhar no computador.

Se tu estives bem enraizada, manténs a tua energia, sem a vazar. Tens mais energia, força e sentes-te muito mais confiante.

Uma boa base certamente vai ajudar-te e apoiar-te a viver o ano 2018, com muito saúde, energia, cheio de inspiração e transformação!

A maioria das pessoas conseguem estar fisicamente enraizadas, mas têm dificuldade em manter o seu campo de energia ligado.

Muito gente precisa de ajuda para equilibrar e manter os seus chakras.

Se não tiveres suficiente sucesso  ou não estiveres bem enraizada, posso ajudar-te a encontrar a  causa. E podemos fazer isso de uma maneira que se adapte a ti.

Feliz 2018!

Pelo outro, vens para ti mesma!

Em enraizamento e resonância,

Maaike

Sou Holandesa e vivo em Portugal, Fiais da Beira, há 4 anos.

Tenho uma prática com medicina energética focada principalmente em:

Acupunctura Esotérica e cura da som (soundhealing).

Acupunctura Esotérica é baseada em Medicina Tradicional  Chinesa aliada à terapia com  o som torna-se  numa cura  eficaz para esta era de Aquário. Na minha opinião  a base da medicina energética precisa uma boa enraizamento!

Maaike Niemantsverdriet

maike

Quinta da Ladeira

Rua da Anta

3405-112

Fiais da Beira

Mob: 926 095 539

e-mail: info@instituutniemantsverdriet.nl

www.instituutniemantsverdriet.nl ( site Holandes)

O site de portugues está em construção

A fase da Lua no dia em nasceste tem algo a dizer sobre a qualidade da tua Alma.

Este é  o primeiro post de 2018, em dia de Super Lua em Caranguejo!

Talvez vocês já se tenham dado conta que apesar de já estarmos a 2 de Janeiro, muitas de vocês ainda não foram capazes de fazer resoluções de ano novo.

A energia deste início de ano não conviva de facto a resoluções, mas sim a libertações. Esta é uma Lua Cheia muito especial, convida-nos a olharmos para as crenças e padrões que herdamos da nossa família e ancestrais. É uma Lua para limpar e purificar a nossa linhagem, convida-nos a celebrar os dons e os poderes que herdámos dos nossos ancestrais e a  reconhecer e libertar o que herdámos mas que já não nos serve, não  faz falta. Parece simples escrito assim, mas é bem profundo, e não é propriamente um trabalho de uma mas sim de várias lunações.

Hoje quero aproveitar o facto da Lua estar  num eixo que me é tão próximo e familiar Caranguejo/Capricórnio para vir atender a um pedido de várias clientes de Astrologia.

Normalmente quando preparo o Mapa Natal escrevo no topo da página a Fase da Lua em que a pessoa nasceu. Assim como o signo solar e o signo lunar são por norma os mais acessíveis a nível consciente, a fase da Lua em que se nasceu e a sua relação com o Sol oferecem-nos insights que podem-nos ajudar a perceber a nossa relação com o ciclo da vida, ou mais concretamente onde é que a qualidade que a nossa Alma veio manifestar se situa no ciclo da Vida/Morte/Vida. Para mim, sintonizar-me com a fase da Lua em que nasci mensalmente ajuda-me a perceber melhor a minha dinâmica inconsciente e o meu propósito mais intimo. Creio que para todas as mulheres (e homens) que dançam a dança da vida cíclica, esta é uma informação importante.

Atenção que existem alguns sites que calculam a fase da Lua no dia de nascimento, mas por norma usam algoritmos e nem sempre estes são exactos. O mais fiável é olhar para o Mapa Natal e através da posição do Sol e da Lua fazer o cálculo, ou muito mais simples, perguntar a um astrólogo.

Então em seguida vou dar palavras chave para uma interpretação intuitiva da Fase da Lua no dia de nascimento. Como sempre refiro, nós somos uma sinfonia complexa de várias vozes, e qualquer interpretação astrológica deve ter como base o Todo do Mapa Natal, aqui ofereço inspiração para que cada uma de vocês busque caminhos de observar e interagir com a Lua de Nascimento, não pretendo dar respostas ou interpretações, mas sim lançar perguntas internas que dêem voz à vossa Alma.

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Lua Nova/Lua Negra – Lua a 0-45º do Sol

No útero escuro da terra, a semente impulsiona a sua vontade para se libertar do seu invólucro em busca da manifestação.

Necessidade de “dar à luz” ainda que não se saiba bem o quê; começo de um novo ciclo, onde a força segue um chamado inconsciente; aprendizagem através da experimentação; necessidade de começar coisas novas, impulso para a acção, no inicio da vida pode haver a sensação de não se saber para onde se vai, de não haver rumo, de não se “ver” o caminho, com a maturidade vai-se aprendendo a confiar nos sentidos internos, a ver de olhos fechados.

Imagem: mulher que vê melhor com as pontas dos pés do que com os olhos.

Lua Crescente – Lua a 45-90º frente ao Sol

Os primeiros rebentos rompem a terra e começam a percepcionar a luz pela primeira vez.

Impulso para a auto-realização; capacidade de percepcionar que existe um caminho a ser percorrido; perseverança, vontade de crescer, de alcançar objectivos, de Ser; sentido latente de que há uma missão a ser cumprida, algo a ser conquistado ou realizado; conflito entre a vontade de se realizar e crescer rumo à luz e ao colectivo e por outro lado o sentimento  de querer voltar a casa, ao conforto e à segurança do que é conhecido e estável; vontade de voltar ao útero da mãe Terra.

Imagem: Mulher que se sente conectada consigo mesma ao deitar-se nua na terra em posição fetal.

Quarto Crescente – Lua a 90-135º frente ao Sol

Nasce a Planta, agora busca o Sol como fonte de alimento, embora a firmeza da Terra ainda proteja a jovem planta.

Necessidade de criar estrutura, de gerir e administrar a energia anímica e os recursos; sensação de que a vida interior é tão importante quanto a vida exterior e muitas vezes a sensação de ter de escolher entre uma e outra; impulso de cortar com o passado, com as raízes, mas receio de ficar sem alimento.

Imagem: A árvore que quer voar.

Lua Geba – Lua a 135 a 180º frente ao Sol

A planta está agora bem estabelecida e toda a sua energia está colocada no exterior.

Necessidade de auto-análise, busca o desenvolvimento pessoal; vontade de contribuir de oferecer algo à comunidade, embora não se tenha bem claro o quê; capacidade de questionar, de descriminar e processar informação; necessidade de usar a sua consciência e dons (que começam agora a tornar-se perceptíveis) para se relacionar com o exterior.

Lua Cheia – Lua a 180-135º do Sol

A planta dá flor.

Iluminação, libertação da força e energias acumuladas; a luz da consciência está agora totalmente encarnada; objectividade; realização pessoal.

Imagem: Mulher a parir.

Lua Disseminante – Lua a 135-90º atrás do Sol

A planta dá fruto.

Vontade de partilhar os conhecimentos e experiência adquiridos; alimentar os outros a partir da experiência pessoal; partilha; aquela que inspira, liderança pelo exemplo.

Imagem – A Mãe

Quarto Minguante – Lua a 90-45º atrás do Sol

A energia da planta começa a recolher de volta para a terra.

Crise entre o que já se viveu e a vontade de abandonar tudo rumo ao desconhecido; chegou-se ao cimo da montanha, conquistaram-se os objectivos, mas isso já não basta; vontade de se rebelar contra as convenções e o que está estabelecido; aspiração a algo maior, a uma nova forma de viver; busca de um grupo ou de uma comunidade que possa manifestar a visão; crise de consciência.

Imagem – Deixar morrer o velho para deixar vir o novo.

Lua Balsâmica – Lua de 45-0º atrás do Sol

A semente regressa à Terra.

Aquela que terminou a viagem e traz consigo a Visão do futuro; visionária; o ciclo está completo, as vivências e experiências integradas, abrem-se as portas para o novo; sentido de serviço à humanidade de se servir um propósito maior; aceita sacrificar-se por um bem maior, pois consegue ver os resultados dos seus actos projectados no futuro.

Imagem: A Mística.

Espero que vos inspire a aprofundar a vossa dança com a vida cíclica.

(Infelizmente não tenho grande bibliografia para vos recomendar sobre o assunto, para quem estuda astrologia pode encontrar mais informação técnica no livro O Ciclo de Lunação de Dane Rudhyar da editora Pensamento, para este estudo para além da minha experiência pessoal como astróloga e dos textos de Rudhyar contei ainda com a inspiração retirada dos Cadernos da Serpente – Notas do Bagua Feminino da autoria da Sofia Batalha)

Se quiseres saber mais sobre o meu trabalho com Astrologia podes ver: https://anaalpande.com/astrologia/

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