Criar espaço para Ser, criar espaço de dentro e fora.

Chegou o Verão!!!

Tanta coisa que aconteceu, estive longe do blogue, estive longe do computador depois de vários problemas com o meu servidor. Tanta dor de cabeça que por fim desisti e acabei por deixar o tempo cuidar do que tinha de ser cuidado.

Às vezes é cansativo estar sempre “em cima” do acontecimento.

Entretanto percebi na resistência que estava na hora de largar. Ou melhor, ESTÁ na hora de largar, e deixar ir o que precisa e vir e criar espaço para o novo!

É por isso que vou fazer uma pausa até a primeira semana de Setembro. Decidi estar afastada das redes sociais durante dois meses, não serão propriamente férias uma vez que estarei a trabalhar, mas vou aproveitar o tempo para ir fundo na minha arte e claro aproveitar ao máximo as férias escolares e a companhia do meu filho nesta natureza maravilhosa que nos rodeia.

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Esta Sábado estarei em Lisboa a facilitar um Circulo de Tecelagem onde vamos tecer o amuleto, será provavelmente o último deste ano. Em Setembro voltarei ao Círculos, mas desta vez com a Taça, dando continuidade ao ciclo A Arte de Tecer a Vida.

Estou super feliz por este tempo de pausa, este espaço para Ser e libertar, e tenho a certeza que estarei ainda mais feliz por voltar em Setembro para este cantinho virtual.

Até muito breve!

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O caminho para o sucesso, o quotidiano e o espaço entre uma coisa e outra.

Às vezes é preciso inspirar… fundo e demoradamente, sem pressas, sem querer ser-se o que ainda não se é.

Na pedagogia Waldorf aprendemos a organizar as aulas em tempos… intercalando inspiração com expiração, oferendo às crianças uma rotina equilibrada entre estimulo e introspecção.

Acho que o ritmo era a minha parte favorita do trabalho, ao deixar o Jardim de Infância senti muita falta do ritmo diário e semanal, dava comigo quarta feira de manhã a olhar para a mesa da minha sala e a pensar – as crianças a esta hora devem estar a amassar o pão – e as minhas mãos faziam um pequeno movimento involuntário.

Este tempo de deixar as coisas serem e crescerem por si próprias sé uma dádiva incrível, especialmente nos tempos que correm.

Quando me vi a facilitar círculos de tecelagem, estruturei-os com os mesmos princípios que aplicava no Jardim de Infância. É tão engraçado agora que penso sobre o assunto… mas sim, é realmente muito parecido, existe uma estrutura, um inspirar e expirar que como que por magia faz com que o tempo do círculo seja um tempo fora do tempo… e isto faz-me sonhar… sonhar com uma vida ditada pelo prazer de estar presente, em tudo!

Para a minha mente é assustador, pensar que posso abrir mão do tempo. Que posso respirar o dia e a vida com calma e confiança, acreditando no tempo que cada coisa leva para crescer e maturar. Confiando na vida e na sua sabedoria, naquelas coisas que não fazem sentido, que não se racionalizam, mas que fazem o coração crescer e a respiração ficar mais leve e compassada.

Não sei ao certo para onde vou, e eu sei que faz parte de toda a filosofia do sucesso  saber-se para onde se vai…

Mas…

O que tenho aprendido é que há momentos de vazio que são essenciais para os processos criativos, e aqui estou mesmo a falar da arte de tecer a vida, de pararmos em frente ao vácuo sem medo de sermos engolidas.

E depois a partir de um movimento interno voltar a montar a teia, a cantar a canção dos nossos ossos e pacientemente revesti-los de pontos, de carnes, de tecidos que nos vão recriar novamente e aí sim, podemos voltar aos mapas, aos objectivos e às To Do List’s da vida…

Mas quando o vácuo te chamar, não fujas, não tenhas medo, senta-te com ele e respira-o profundamente. Não resistas…

Aproveita para te re-escreveres, para afirmares uma e mais uma vez quem És e o que queres Ser.

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E sim é isto que fazemos nos círculos de tecelagem. Se sentires o chamado, podes consultar a minha agenda e quem sabes poderemos fazê-lo juntas…em círculo.

Cá te aguardo.

Até já

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