A Lua Astrológica e o ciclo mensal da Lua – guias para navegarmos as águas das nossas emoções.

16422787_1400760006624567_5413051298742758345_oNo meu caminho, a Lua tem representado a ponte entre o mundo exterior e o meu mundo interior. Ela é a barqueira que me dá acesso às águas das minhas emoções e a uma ligação mais profunda e empática com as emoções dos outros, mais ainda, ela é a paciente professora que me ensina a observar e acompanhar os ciclos da vida/morte/vida. Durantes os últimos anos, estudar e observar a Lua, tem sido  a minha ocupação favorita, que me ajudou e ajuda,  não só a ser melhor Astróloga, como muito mais amiga, conhecedora e respeitadora de mim mesma.

Quando falamos da Lua Natal, falamos da posição da Lua no momento do nosso nascimento (aquela que aparece no nosso Mapa Astrológico),  falamos das águas do liquido amniótico que nos acolheu e protegeu até ao momento de nascer para esta nova vida. Falamos da nossa primeira separação e ao mesmo tempo das nossas primeiras memórias de infância e da ligação à ancestralidade feminina da nossa família. Falamos ainda da dependência e do desejo de segurança e por último da nossa ligação às nossas raízes, à primeira paisagem que nos serviu de referência, ao nosso lar emocional que muitas vezes se refere ao lar onde fomos criadas, cuidadas e nutridas.
A Lua tradicionalmente rege as mulheres, o ciclo menstrual, as emoções, a segurança emocional, a alimentação/nutrição, os seios, os ovários, o estômago e a maternidade.
Está ainda ligada ao hemisfério direito do cérebro que gere a criatividade, a intuição, a empatia e o pensamento abstrato.

A Lua Natal fala-nos antes de mais sobre o que nós e as nossas mães partilhamos de mais íntimo. À medida que a nossa Lua vai progredindo por outras casas do nosso mapa, e afastando-se da casa de nascimento, também nós, nos vamos afastando das nossas mães e começando a encontrar a nossa maneira individual de lidar com os condicionamentos da nossa linhagem materna.
À medida que a Lua vai progredindo e visitando diferentes lugares do nosso mapa natal, nós vamos amadurecendo o nosso corpo emocional, e ajustando-o às demandas e exigências da vida adulta, enquanto vamos ficando cada vez mais conscientes daquilo que nos falta, das brechas emocionais que constantemente tentamos preencher e das nossas inseguranças.
Ter consciência de quais são estas brechas e de como o nosso subconsciente as preenche, pode ajudar-nos a tomar decisões mais conscientes e a gradualmente libertar-nos dos condicionamentos herdados da nossa linhagem materna, assim como a honrar as águas que nos transportaram até aqui e os fios ancestrais que nos ligam à grande trama da existência. Para entender melhor a Lua Natal e a Lua Progredida é preciso analisar o signo,  a casa e os aspectos feitos a outros planetas. É necessário algum conhecimento astrológico, mas também alguma paciência, algum questionamento e muita auto-observação.

As melhores respostas na Astrologia vem com o tempo, com a observação e com a humildade de sabermos abordar corretamente os mistérios através dos quais a nossa consciência foi parida neste mundo.

No entanto para além da minha Lua Astrológica, todos os meses eu olho para a Lua no céu.

As fases mensais da Lua

Acompanhar o ciclo mensal da Lua mudou a minha vida, durante muito tempo sentia-me impotente, muitas vezes até receosa dos trânsitos astrológicos que não conseguia compreender. Hoje em dia, sei que num espaço de 28 dias multiplicados pelo ano solar, eu tenho a oportunidade de vivenciar de forma profunda a minha relação com cada signo e com cada casa do meu mapa, na Lua Cheia percebendo o que não está a fluir, o que precisa ser mudado e libertado para na Lua Nova semear as sementes de acção, para fazer as pazes com as sombras de cada um dos meus signos ou exercer a responsabilidade de usar o meu potencial para um bem maior.
Acompanhar o ciclo mensal da Lua ajuda a relacionar-me de forma mais integra com a natureza, a paisagem que ocupo e a minha comunidade, tudo porque reservo tempo para olhar para a minha relação com o todo e tendo a luz da Lua como minha guia eu consigo perceber a minha relação com o tempo das coisas. Agora vivo muito mais apaziguada com o tempo certo que algo leva a crescer, mas também a morrer.
A lua por norma demora-se 2 dias num determinado signo, por isso eu posso vivenciar faces diferente de cada uma destes signos conforme a fase da Lua daquele mês.
O meu trabalho com as fases da Lua tem sido exploratório e vivencial, pautado mais pela minha observação da natureza e das estações do ano, do que pelos meus conhecimentos teóricos de astrologia, acredito que esta é uma forma de viver a astrologia profundamente feminina, onde o mistério é abraçado e celebrado na relação com o Universo que está fora, assim como aquele que nos habita. Acabei desta forma por mudar muito a minha experiência com a prática astrológica, buscando a técnica e as referências daqueles que caminharam antes de mim, mas dando primazia à observação e àquilo que se esconde para lá das análises das óbvias e que só o olhar “Daquela que Sabe” pode desvelar, daí eu usar o termo “Mapas para o Centro”. A Lua Nova é a altura do mês onde estamos mais próximas desse vazio onde as vozes da alma uivam por nós.
Estes são tempos onde o homem precisa abordar a vida com cuidado, respeito e reverência.

Estudar o ciclo mensal da Lua, através de um registo mensal numa mandala lunar e em Março na Lua Nova de Carneiro fazer uma roda anual de invocação para cada mês do novo ano, coloca-nos em contacto com o sagrado, através de uma forma de espiritualidade que está enraizada na terra e nos fenómenos que os nossos 5 sentidos físicos podem abarcar e entender, como as fases da Lua e as estações do ano. Para mim este foi o ponto de partida para a eco-espiritualidade.

As fases da Lua são:

Lua Nova
Plantar a semente, plantar o futuro (começa a 1/3 dias após a Lua Balsâmica)
Introspeção, foco.

Lua Crescente
Alimentar a semente (ainda que a mesma não tenha começado a germinar)
coragem, fé.

Quarto Crescente
A semente começa a brotar.
Determinação, perseverança.

Lua Geba
A semente dá as primeiras folhas.
Observação, escolhas, eliminar o que já não serve para fortalecer o que precisa vingar.

Lua Cheia
A semente dá flor
Celebração, perdão, limpeza, gratidão.

Lua Disseminante
A semente dá fruto.
Relaxar, Colher, Aceitar, Aproveitar os dons e dádivas.

Quarto Minguante
O fruto começa a decompor.
Conservar, re-avaliar, confiar.

Lua Balsâmica
A semente entra em dormência
Libertar, curar, entrega.

Observar e registar o ciclo da Lua trouxe segurança, foco, constância e uma vivência muito mais dinâmica e visceral dos arquétipos representados pelos signos astrológicos.

Neste video ensino a fazer uma mandala lunar mensal e anual.

 

Nos dias 10 de Março e 14 de Abril vou estar a aprofundar estes temas num círculo de Astrologia em Carcavelos, as inscrições estão abertas.

Se quiseres saber mais espreita o link:

Círculo: A Lua de Nascimento e as Fases da Lua

Este ano, irei enviar mensalmente para toda a comunidade do Correio da Lua Cheia, uma mandala mensal com as fases da Lua e os signos, que poderá  impressa e utilizada como ferramenta de observação e registo mensal. Se ainda não fazes parte da nossa tribo

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Eclipse Lunar 21 de Janeiro, Lua Cheia em Leão, um convite à autenticidade.

eclipse da luaEste próximo eclipse da Lua dia 21 de Janeiro, é o último desta série de eclipses no eixo Aquário/Leão, sobre o qual tenho vindo a escrever desde 2017. Para mim que acompanhei estes eclipses tão de perto, atenta e observadora dos efeitos em mim e nas vidas das minhas e meus clientes, este é um momento de alguma expectativa e ao mesmo tempo de celebração, este eclipse vem de alguma forma, para muitas pessoas, fechar um ciclo que está relacionado com a autenticidade, e a coragem e de assumirmos a nossa luz. E esta luz é o quê? Do que é que ela é feita?

Este eclipse ocorre em Leão, signo de Fogo e o que é este Fogo  pode dizer-nos sobre a nossa luz?

O Fogo é o pai de todas as imagens, aquelas que são geradas no altar do nosso coração, e que comunicam diretamente com o nosso Self. É através da sua luz que chegamos à caverna “Daquela que Sabe” e na sua caverna, é ele que mantém a chama da vida única viva.
Podemos dizer que é através do Fogo que acedemos à nossa luz interna, à nossa realização pessoal. Ou por outras palavras, sem alimentar o fogo da nossa criatividade, sem a coragem e a ousadia de expressarmos a verdade que arde no nosso coração, não poderá existir realização. Mas é através do Ar que o Fogo consegue transmitir as suas imagens, ele precisa do ar para  traduzir e conceptualizar os símbolos e arquétipos que moram no altar do nosso coração. Para descodificar os símbolos numa linguagem que o consciente possa reconhecer.

O Eixo de Leão (Fogo) / Aquário (Ar) fala-nos, entre outras coisas, da nossa voz. Da capacidade de a usarmos para expressar quem somos, e qual o nosso papel no tecido da nossa comunidade.

E para isso é preciso ter coragem e acreditar na capacidade que cada uma de nós tem para ser AUTÊNTICA.

Este eclipse fecha um ciclo de busca pela manifestação da Autenticidade.

Vocês conseguem imaginar um planeta onde cada individuo consciente de Si, dos seus dons e dos seus desejos mais íntimos, sabe equilibrar a sua vontade pessoal com as necessidades da sua comunidade, do seu planeta? Com uma Visão Maior do seu papel na teia de acontecimentos causa/efeito, onde na verdade, a vontade pessoal sagrada (elevada ao fogo do coração) e a vontade coletiva são  Uma?

Escrevi várias vezes durante o ano passado que uma das várias perguntas para esta fase poderia ser:

Como  equilibrar vontade pessoal com sagrada entrega? 

Esta pode ser uma boa altura para refletir sobre estes últimos 2 anos.

Ficam algumas informações gerais sobre o que esperar durante um eclipse da Lua.

eclipseEclipse da Lua
O Eclipse da Lua sente-se a nível emocional, mexe com o nosso inconsciente e pode até passar desapercebido especialmente para as pessoas com características mais Yang (ativas dinâmicas, orientadas para o exterior). Pessoas mais sensíveis podem de repente começar a sentir velhos padrões aparecerem, medos, culpas, podem sentir-se agitadas ou mais cansadas, confusas com velhos assuntos ao vir ao de cima, ampliando as emoções boas e as menos boas. Este é um tempo de purificar, abrir espaço, libertar o que já não serve e pedir clareza para o propósito. Não é tempo de tomar decisões ou iniciar coisas novas. (Eu gosto de fazer um ritual de purificação, durante os eclipses da Lua, que envolva água ou vapor (banho/sauna) e trabalhar com as minhas crenças e memórias, já que antes dos elipses normalmente vem tanta coisa ao de cima. Como este eclipse calha num signo de Fogo, activar o Fogo é aconselhável, exercício, gargalhadas, alegria, movimento, é importante por o sangue a circular. Gosto de escrever e olhar para as minhas crenças, e acima de tudo tento ter muito amor, paciência e compaixão comigo mesma, privilegiando momentos para me enraizar na terra de forma a não ser “levada” pelas ondas fortes que o eclipse da Lua levanta em mim.

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Mais informações sobre o meu trabalho com a Astrologia – aqui.

 

Lua Nova e Elipse Solar em Capricórnio, agora sim é tempo de resoluções para o novo ano, vejam como.

Este é o primeiro post do ano, depois de quase dois meses de pausa, sabe tão bem  voltar a este ritual semanal! Em 2019 vocês vão ter bons motivos para me visitar, tenho uma série de surpresas na manga nas quais tenho vindo a trabalhar e muitas delas serão gratuitas.

E trabalho, expansão, ambição, esforço e perseverança são palavras chave desta Lua Nova, pois elas expressam muito daquilo que é o reino de acção da energia de Capricórnio.

A Lua Nova é neste Domingo e surge no virar da página do nosso ano civil, estamos no pico do Inverno onde o que é existe fruto de um longo processo de crescimento e maturação, o que morreu já foi devolvido à terra e o que sobreviveu passou o teste do tempo está agora ao serviço de cuidar e proteger o que virá a germinar no início da Primavera ( o início do ano lunar com a Lua Nova de Carneiro). No pico do Inverno a natureza coloca-se a nú e a existência é levada ao limite, sobrevive-se em interdependência, “sobre-vive-se” vivendo sobre a experiência adquirida e a consorciação de esforços, de atributos, de saberes.

Então esta é uma Lua para escolhermos quais são as sementes que queremos proteger, alimentar, cuidar e porquê, para que estas possam nascer e expandir na Primavera/Verão.

O que eu mais gosto na energia de Capricórnio é a perseverança, a ambição que busca a excelência e a necessidade de segurança, o que menos gosto é justamente o que muitas vezes vêm associado a estes atributos: a rigidez, o medo e a arrogância.

O facto desta Lua Nova ser ao mesmo tempo um eclipse solar potencializa e muito esta energia tão poderosa de manifestação e concretização. Sim Capricórnio é focado e orientado para resultados,  podemos aproveitar esta energia para obter resultados durante o resto do ano, agora… se nos focamos demasiado em resultados, podemos tornar-mo-nos demasiado rígidas, por isso o meu diagrama de resoluções é bastante gráfico e invoca a sabedoria de dançar com a vida e com as várias vertentes que a alimentam. Assim eu tempero esta energia capricorniana com um pouco de Lua e um pouco de Vénus, de modo a não ficar demasiado  cristalizada  nos meus objectivos.

O meu diagrama para esta Lua Nova é mais ou menos assim:

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Contêm 8 áreas de expansão que formam a saia da bailarina:

Espiritual, Criativa, Mental, Emocional, Vital, Abundância, Carreira/Serviço e um mantra no final que abraça todas as áreas as eleva ao meu centro ( a bailarina na figura).

O Mantra deverá ser uma frase curta, impactante e de fácil memorização que me irá guiar durante esta lunação, podendo o mesmo ser revisto na próxima Lua Nova.

Também gosto muito de o imprimir em A5 e colar no meu diário,  semanalmente a cada  fase da Lua faço uma reflexão sobre o que foi escrito, tentando avaliar como está a dança com cada uma destas áreas e resoluções.

luanovaa5Eu procuro não escrever mais do que 1 item na folha que coloco no meu diário, 1 item por Lua Nova.

Nesta Lua em especial, porque esta energia é Capricórnio e por ser um eclipse solar, eu fiz uma lista maior para abarcar 2019, mas mensalmente vou colocando no diário apenas 1 item  por área,

uma resolução implica –  acção – demasiados itens ao mesmo tempo podem levar à confusão, fuga e frustração.

Os melhores dias para este trabalho são Sábado/Domingo/Segunda, sendo o apogeu no Domingo.

Deixo aqui a imagem que fiz para esta lua e para partilhar com vocês, podem copiar para o vosso computador e imprimir.

diagramaluanova

Desejo a todas um bom ano, um ano de dança, de maravilhamento com o que é belo e simples, um ano de conquistas baseadas no amor e na compaixão, um ano de auto-cuidado e auto-valorização.

Para a semana cá estarei!

Abraço com carinho

Ana Alpande

Ps. ainda tenho vagas para o Círculo de Astrologia sobre os 4 Elementos, onde vamos aprender a olhar para os nossos mapas astrais apartir da nossa relação com a mãe natureza, é um trabalho lindo e transformador. Podem saber mais aqui.

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Lua Cheia no eixo Gémeos/Sagitário dia 23 de Novembro – tempo de reclamar as tuas partes e voltar a casa.

Escrever sobra uma Lua Cheia em Gémeos com Mercúrio retrogrado não é coisa fácil!

Por isso e para ser capaz de chegar ao fim deste artigo vou ter de mudar de estratégia e abordar o tema de forma bastante diferente, talvez arriscando a quase não falar de Astrologia. Vou fazer como faço nas consultas, não vou falar em linguagem astrológica, mas a conversa que vou ter com vocês vai ser baseada na minha interpretação dos arquétipos que dançam (neste momento do ciclo mensal/anual) a dança entre Sol e Lua.

Pode ser?

Todas nós, todas as manhãs assim que despertamos começamos a alimentar a nossa mente. Começamos pelo primeiro pensamento que temos ao despertar, esse primeiro pensamento vai levar a uma cadeia em série de pensamentos que farão com que a nossa consciência semi-desperta comece a espalhar os seus tentáculos agigantando-se à medida que o dia progride, muitas vezes com muito pouca ou sem qualquer consciência da nossa parte.

Esse polvo pode tornar-se (e na grande maioria das vezes transforma-se mesmo) num animal com vontade própria, com uma fome insaciável que não conhece limites ou sequer discrimina a qualidade da comida de que se alimenta. Esse polvo é a nossa mente, o alimento é a nossa atenção.

Todos os dias a nossa mente espalha os seus tentáculos pela realidade, sem conhecer fronteiras ou limites, levando a nossa energia com ela e muitas vezes a nossa identidade também.

De repente o que eu penso não é pensado por mim, mas por este polvo gigante que irá sintonizar-se com os aspetos mais frágeis da minha sombra, ao mesmo tempo refletindo uma parte escondida de mim, claro!, mas também captando ideias e emoções de longe, muito longe da minha casa, do meu Self, fazendo-me sentir fraca, dispersa e muitas vezes confusa, como que perdida numa floresta onde o estímulo é tanto que de repente perdem-se as referências e fico sem saber como voltar a casa.


Quando tudo corre bem, ao chegar a hora de recolher, este polvo gigante vai diminuindo e na hora de deitar, conseguimos de alguma maneira processar o dia e esvaziar a mente para entrar no tempo do sonho que vem com a noite. Mas sabemos que nem sempre é assim, existe muitas vezes resistência a abrirmos mão da oponência deste polvo (especialmente quando acreditamos que nós somos o polvo), uma resistência grande a aceitar as trevas que crescem, resistência ao convite a deixar morrer para poder voltar à vida.

Queremos morrer sem perder o controle e queremos dormir sem aceitar a noite escura do Ego, assim o Ego não tem como voltar a si, ao seu tamanho, o seu lugar, à sua casa.

Não é por acaso que esta é a Lua Cheia onde potencialmente, podemos reconhecer em nós como e onde é que a nossa mente anda a resistir ao chamado da noite, ao chamado da Alma, o lugar escuro da psique onde todas as coisas são convidadas a morrer para poderem renascer novamente à luz da nova aurora, de uma renovada consciência. E não é por acaso, porque esta é a época do ano onde as trevas começam a tomar conta do tempo cronológico, onde a falta de luz começa a convidar-nos a visitarmos os lugares mais frágeis e esquecidos da nossa casa interna, paradoxalmente esta é a época do ano onde temos mais resistências em nos deixar ir.

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Desde Outubro e até ao Solstício de Inverno o ego luta contra as trevas e é na medida dessa resistência que esta Lua Cheia e a próxima podem-se tornar mais desafiantes. Esta em especial fala-nos sobre a nossa relação com este polvo que vos falei. Para poder haver uma reflexão séria acerca da qualidade desta Lua, o polvo tem de estar ao vosso serviço e não o contrário, então depois de chamar o polvo a casa, as seguintes perguntas podem ser feitas:

 

. Onde é que tenho vindo a focar a minha atenção?

. Tenho tido a capacidade de me escutar? De retirar inspiração dos meus momentos reflexivos?

. Tenho dado espaço ao silêncio na minha vida?

. Tenho dado tempo para que os estudos que faço sejam assimilados e absorvidos, ou salto de curso para curso, livro para livro, sem parar para refletir, para acomodar o conhecimento à minha história, à minha realidade?

. Com que facilidade é que a minha mente aceita voltar a casa? Voltar ao Eu, ao meu corpo, ao Presente?

. Que pensamentos tenho ao despertar pela manhã? Que pensamentos tenho ao deitar?

. De onde vem a minha opinião sobre os assuntos que mais me incomodam neste momento? Do coletivo? Da massa cultural e mental com a qual me sintonizo inconscientemente? Ou da minha verdade, da minha reflexão, do meu sentir?

. Que crenças são estas que eu alimento e qual a sua origem?

Estes são pontos de partida para aproveitar a luz desta Lua Cheia, de forma a criar mais clareza, transparência e uma melhor relação com o polvo que alimentamos todos os dias.

Colocar o polvo ao nosso serviço implica saber exatamente o que queremos quais são os nossos objetivos e mais importante:

Quais são as nossas resistências a alcançar os nossos objetivos.

É tão importante saberes onde queres chegar como teres a consciência de quais são os medos que te impedem de dar o passo, e no contexto desta Lua esses medos manifestam-se muitas vezes pela distração, por excesso de preocupação com o que os outros pensam, consumo de informação e consumo de conhecimento como fuga, entre outros…

No Curso a Arte de Tecer a Vida, aprendemos a criar uma bolsa, que transportamos connosco e onde colocamos simbolicamente o que queremos transportar connosco durante o dia, as coisas onde queremos colocar a nossa atenção, à noite esvaziamos a bolsa, para podermos esvaziar a mente e entregar-nos vazias à morte do sono.

Podes fazer o mesmo com um pequeno caderno, onde escreves de manhã o que queres transportar contigo durante o dia e onde queres colocar a tua atenção, ao fim do dia faz uma pequena reflexão sobre o correr do dia e um entregar simbólico do que carregas, de forma a que possas viajar para a terra dos sonhos sem bagagem.

Relembro que a Lua Cheia é a altura do mês para entregar, libertar, perdoar e agradecer.

Guarda os teus desejos, os teus planos e inícios para a Lua Nova. Agora é para olhar, reconhecer e libertar!

E já agora porque não aproveitar para fazer um  detox de informação?

Com carinho

Ana Alpande

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ESTUDO BIOGRÁFICO DOS CICLOS DE SATURNO – Segue o fio do que foi, tece com consciência o que será.

Saturno dizem os entendidos é o senhor do Karma, o guardião das leis do tempo dos mortais. 141917-091518No nosso corpo Saturno representa os nossos ossos e a matéria que os reveste; na nossa vida, representa as nossas fundações e a forma como estas nos permitem crescer e evoluir.

Ora se bem se lembram dos tempos de criança, as primeiras dores de crescimento não são bem dores, são mais sensações fortes, que podem ser mais ou menos intensas conforme a resposta do ambiente que nos rodeia. Normalmente quando os pais ou os cuidadores sabem explicar à criança que o que sente faz parte do crescimento, logo esta se aquieta, aceita alegremente que o desconforto que sente faz parte do seu crescimento, afinal tudo está certo, ela está a crescer! Já quando o adulto se aflige, mostra ansiedade, fica receoso com dúvidas, não consegue dar-lhe explicação, a criança assusta-se, encolhe-se, fica com receio do desconhecido, crescer passa a assustar.

A forma como abordamos os ciclos de Saturno, a consciência como os vivenciamos, influencia de forma determinante a maneira como vamos enfrentar os desafios (dores de crescimento) que a vida nos apresenta.

Na vida adulta, a voz aquietante que nos diz que tudo está certo, que faz parte do nosso caminho e do nosso crescimento, é a voz do nosso centro   da nossa consciência, ou como eu gosto de lhe chamar “a voz daquela que sabe” ou “daquele que sabe”.

Estudar os ciclos de Saturno é usar a nossa história, a nossa biografia para trazermos à luz da consciência o que foi, como foi e quando. Ao mapearmos os ciclos de Saturno através dos trânsitos, desde a primeira infância até ao momento presente, podemos entender como é que crescemos até agora, quais foram as crises, e a sua relação com a passagem de Saturno pelo nosso mapa, oferecendo-nos assim uma futura referência para podermos estar atentos às crises de crescimento futuras, não para prever o futuro, mas para podermos chegar com mais confiança ao lugar onde podemos escutar a voz que acalma, a voz que aquieta.

Estudar os padrões dos ciclos de Saturno no passado, ajuda-nos a tomar melhores decisões para o futuro, oferece-nos um mapa dos momentos de expansão e contração dos alicerces da nossa vida possibilitando a oportunidade de nos alinharmos com o nosso tempo pessoal e individual de crescimento interior e exterior, já que Saturno representa a mestria sobre a matéria.

No seu caminho a Sábia sabe-se livre por que já fez, já viveu, já construiu, já destruiu e fez as pazes com a passagem do tempo e as leis da vida. Edificou dentro de si pilares seguros que agregam a sua estrutura interna a uma vida maior. O verdadeiro despertar espiritual vem progressivamente com a passagem estruturadora de Saturno pelas várias áreas da nossa vida, é ele que nos ensina a lidar com as leis universais. Se o teu coração anseia pela liberdade de Úrano (o grande libertador), é para Saturno e para o seu movimento pelas casas do teu mapa que deves olhar, pois a verdadeira liberdade vem quando estamos enraizados e em paz com o nosso sentido de dever, quando aprendemos a dançar a dança do tempo, e a fazer magia com ele.
Saturno é o senhor do tempo, e da passagem do tempo, quando ele cristaliza, fica bloqueado, com medo de expandir, Úrano vem como uma flecha que rompe os tecidos mais calcificados das nossas estruturas de forma a que Saturno possa com toda a paciência voltar a criar novo tecido na estrutura dos nossos ossos.

20180921_153030 (1)Este trabalho Biográfico, vai olhar para os trânsitos de Saturno desde a 1ª infância até aos anos de anciã, independentemente da idade cronológica. Vai ajudar-te a perceber os padrões da passagem de Saturno por cada casa, e os acontecimentos chave a cada trânsito. Vamos construir uma mandala cronológica abarcando o passado, o que viveste, como cresceste, para depois olharmos para o futuro, de forma a ficares com referências para poderes fluir nos próximos anos da tua vida com os movimentos de Saturno.
Este é um trabalho que se faz uma vez na vida, e através dele poderás preparar-te para acolher a passagem de Saturno pelos pontos chave do teu mapa, ficando com o registo das datas mais importantes nos anos vindouros. Poderás perceber quais são os momentos de expandir e os de contrair, ajudando-te a ajustar os teus planos aos planos do senhor do Karma.
Em termos terapêuticos através deste estudo Biográfico poderás ficar com uma visão global dos fios dos acontecimentos que teceram a tua história até aqui, o que te poderá ajudar a aceitar, integrar e entender melhor as tuas vivências como um todo, é um trabalho forte e profundo, que exige enraizamento e estabilidade emocional.

Estudo BiográficoCiclos de Saturno2

120€ por sessão ( cerca de 120 minutos)
Contacto: aqui
As consultas são presenciais em: Carcavelos na Livraria Mais, Oliveira do Hospital no meu estúdio ou por Skype.

Oferta de lançamento  – 20% de desconto até 10 de Dezembro 2018

Mais informações aqui: https://anaalpande.com/astrologia/

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Vénus retrógrada e Lua Cheia no Eixo Touro/Escorpião – Vives de acordo com os teus valores, ou andas a ser “vitima” do teus contravalores?

Estes são tempos de grandes ondas, de grande tumulto. Tumulto porque acima de tudo, parece que o mundo está a dividir-se em fações opostas e na consequência disso constrói trincheiras para se proteger do agressor, que está do lado oposto daquela que é a perceção de uma posição particular. Estou a falar não tanto dos acontecimentos das últimas semanas (que curiosamente coincidem com o movimento retrogrado de Vénus em Escorpião), mas  da reação das pessoas aos ditos eventos.

Vamos começar por falar de Vénus: Vénus fala-nos dos nossos valores, sejam os valores base aqueles cujos alicerces se enraízam nas  bases da nossa educação, sejam os valores que expressam a essência mais pura da nossa Alma. Depois também é a própria Vénus que nos ajuda a encontrar parceiros/parcerias com pessoas que são atraídas ou repelidas pelos nossos valores.  Se olharmos para um mapa Natal veremos que Vénus rege a casa 2 que pertence ao domínio de Touro e no outro extremo (na outra trincheira) fica a casa de Plutão, senhor que rege os reinos de Escorpião.

Então, quando Vénus saí do seu palácio e atravessa as muralhas construídas com as pedras basilares dos valores herdados pela 1ª infância e pelo ambiente cultural onde cresceu, e se vê obrigada a entrar no território “inimigo”, ou seja o território onde vive aquele que ela mais teme, que ela mais rejeita (a sua sombra), ela não pode ficar muito satisfeita e porquê? Porque vê-se obrigada a mergulhar no submundo onde terá de se confrontar com as suas verdadeiras motivações, o material inconsciente que deu origem aos pilares que sustêm o seu palácio e tudo o mais que ela considera seguro e estável na vida.

Porque nesta terça-feira, a Lua Cheia vai iluminar justamente a estrada que percorre a distancia entre a casa 2 e a casa 8, o eixo Touro/Escorpião, todas as questões que até agora tem andado a ser remexidas no nosso interior podem muito bem ficar ainda mais ampliadas, gerando grandes ondas emocionais para o nosso corpo físico acolher.

O caso mediático do Ronaldo é uma expressão perfeita desta Vénus retrograda em Escorpião.

Ao mergulhar nas águas escuras do reino de Plutão, ou Hades como era conhecido na mitologia grega, a nossa Vénus vai ser obrigada a confrontar-se com a energia sexual reprimida, e em que área é que essa repressão se anda a manifestar, ainda que de forma muito inconsciente. Pode estar a expressar-se na relação com o dinheiro e posses, numa relação afetiva e amorosa, no  sentido de “posse” sobre o outro ou sobre os seus bens materiais, ou por exemplo na relação com a natureza, como os recursos; ou na forma como comunicamos, julgamos e atacamos aqueles que ferem os nossos valores, muitas vezes como reação de defesa para que não sejamos obrigadas-l1000s a olhar para os nossos contravalores.

Vale aqui dizer que esta energia sexual que estou a falar não se reduz só a sexo, mas à energia primordial que dá a vida e o prazer de nos relacionarmos connosco mesmas e com os outros, do  corpo e dos sentidos, e que rege a expressão criativa.

É a energia sexual que confere ao individuo o sentimento de direito à felicidade.

Vénus a revisitar o submundo não pode mais fechar os olhos à sombra de Plutão, e é “forçada”  a perceber onde é que, dentro do seu palácio finamente decorado com as melhores intenções e necessidades, enterrou a voz do inconsciente, foi na canalização? Se foi será a canalização do seu palácio que ruirá e serão as emoções as mais afetadas. Foi nas paredes? Talvez seja a vida financeira ou o status que vão sofrer, seja em que parte da sua casa for, Vénus terá o trabalho de reformular a nossa relação com os nossos valores, tendo de trazer à luz a sua sombra.

No Curso a Arte de Tecer a Vida, falamos sobre valores e contravalores, ou valores antagónicos, deixo aqui um excerto do manual que elaborei para o Amuleto, a primeira forma elementar que tecemos nos círculos de tecelagem:

“Se os nossos valores mais importantes estão ligados a emoções que queremos sentir, os valores antagónicos falam-nos das emoções que queremos evitar a todo o custo. O problema é que como o nosso inconsciente reage muito mais rapidamente ao que quer evitar do que ao que quer sentir, às vezes os valores antagónicos falam mais alto. Por exemplo:  Eu quero ser reconhecida pelo meu talento e mostrar o que realmente tenho para dar. – Posso ter o valor reconhecimento a falar alto, mas posso inconscientemente ter um valor antagónico como: medo da exposição ou julgamento, e tomar uma série de decisões inconscientes para atrair pessoas e situações de forma a sabotar o meu real objetivo.  “

Então durante este movimento de Vénus somos convidadas a silenciar a mente, a vir para o corpo (Touro) de forma a: ajudá-lo a reconhecer todas emoções que afloram das águas do submundo e ao mesmo tempo encontrar um lugar seguro apartir do qual possamos olhar com honestidade para estas mesmas emoções, entendendo o que é que elas comunicam acerca de quem somos e do que realmente valorizamos.

Ainda no manual do curso a Arte de Tecer a Vida, no tema do Amuleto:

Lembra-te que normalmente somos mais motivadas a evitar a dor do que a procurar o prazer. Saber o que é que nos faz sofrer ajuda-nos a perceber porque é que muitas vezes resistimos ao chamado, ou de onde vem o nosso mecanismo de auto–sabotagem. “

Então e o que isto tem a ver com as trincheiras que eu falei ainda há pouco?

Porque tal como nós, a sociedade reflexe através deste extremismo de valores,  não aquilo em que realmente acredita ou o que deseja para o futuro, mas simplesmente aquilo que se esforça a todo o custo para evitar.

Então esta será uma Lua Cheia rica, muito rica para todas nós!

Caminhamos Juntas.

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Círculos de Astrologia – os 4 Elementos: Fogo, Terra, Ar e Água e o seu papel nas nossas fundações e na nossa natureza.

2ª Edição 2019 – Carcavelos e Ovar – Inscrições Abertas

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Os Círculos de Astrologia acontecem num ambiente intimo de aprendizagem, vivência e partilha, de forma a proporcionar ferramentas para um trabalho individual com cada um dos elementos através do mapa natal. As vagas são por isso limitadas.

A cada círculo abordaremos o elemento em questão, a sua natureza e a sua expressão através dos signos e a sua falta/excesso no mapa.

A cada participante será dada uma cópia do mapa natal e a cada circulo cada participante terá a oportunidade de adquirir ferramentas para iniciar um olhar mais aprofundado e terapêutico do seu próprio mapa, assim como uma base para começar a olhar para as suas relações através da natureza da dança dos elementos entre si.

Desta forma estes encontros poderão servir tanto de iniciação ao estudo da Astrologia como disciplina de autodesenvolvimento quanto de aprofundamento dos conhecimentos básicos da prática astrológica.

Abordar cada um dos elementos em profundidade e em Círculo possibilita uma aprendizagem mais completa e integrada acerca da natureza não só de cada elemento, mas também da expressão mais elementar de cada um dos signos.

Este é o começo de um caminho que passa por entender a linguagem arquetípica da Astrologia usando o sentir e o experienciar, aliados ao entendimento intelectual.

1º Circulo  – Sábado

Fogo 

Elemento impulsionador, falaremos sobre Vontade, Iniciativa, Inspiração e Criação, assim como destruição e purificação. Abordaremos a qualidade do Fogo nos signos de Carneiro, Leão e Sagitário.

 Terra

Estrutura, alimento, estabilidade, abundância e prazer, abordaremos a nossa ligação ao corpo físico, aos nossos ossos e às estruturas que construímos e às vezes precisamos desconstruir. Falaremos da qualidade da Terra nos signos de Touro, Virgem e Capricórnio.

2º Circulo – Domingo

Ar 

Respiração, abertura, horizontes e estrutura mental, abordaremos a nossa relação com as ideias e os estímulos mentais, os excessos e a falta de ar na nossa vida. Falaremos das varias qualidades do Ar através dos signos: Gêmeos, Balança e Aquário.

 Água 

Utero, memórias, inconsciente, emoções, falaremos da comunicação fluida e misteriosa da água, da forma e falta de forma, abordaremos as qualidades da Água através dos signos: Caranguejo, Escorpião e Peixes.

Carcavelos – Livraria Mais
19 e 20 de Janeiro – das 10h30h às 18h00

Ovar – Espaço Encontros
12 e 13 de Janeiro – das 10h30h às 18h00

Valor de Troca: €60 + Inscrição: 20€ ( a vaga só ficara reservada após a receção do comprovativo de pagamento).

Todas as participantes obtêm um desconto de 20% na marcação de uma consulta de Astrologia comigo.

Inscreve-te aqui

Até breve

Com carinho

Ana Alpande

Círculos de Tecelagem – Curso a Arte de Tecer a Vida 2019 – Inscrições Abertas

Inscrições para o Curso a Arte de Tecer a Vida 2019 em Ovar em breve

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Senhoras da Teia da Vida,

as inscrições para o  Curso: 

Círculos de Tecelagem A Arte de Tecer a Vida 2019 em Carcavelos

encontram-se esgotadas, em Setembro abrirão as inscrições para Fevereiro de 2020

as inscrições para Ovar vão abrir em breve

Podes descobrir mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

 

Datas:

Curso na Livraria Mais em Carcavelos – Esgotado

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  • Amuleto ( Invocação ) – 16 Fevereiro
  • Taça ( Convite ) – 16/17 de Março
  • Boneca (Insight) –  13 de Abril
  • Cinto do Poder ( Escolha ) – 18 de Maio
  • A Máscara ( Identidade ) – 15/16 de Junho
  • A Bolsa ( Ferramentas ) – 13 de Julho

 

As datas  dos encontros do Xaile e Espiral  serão divulgadas posteriormente.

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

Curso em Ovar  – Setembro de 2019 datas em breve

  • Amuleto ( Invocação )  35971452_1941365752563987_1779628134413369344_o
  • Taça ( Convite )
  • Boneca (Insight)
  • Cinto do Poder ( Escolha )
  • A Máscara ( Identidade )
  • A Bolsa ( Ferramentas )

As datas dos encontros do Xaile e Espiral serão divulgadas posteriormente.

 

 

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

Valor de troca:

Inscrição €40 – inscrições até 30 de Dezembro  beneficiam de 10% de desconto no valor mensal do curso.

Prestação mensal – € 86 (caso efetuem inscrição até 30 de Dezembro, a mensalidade será € 77). As mensalidades deverão ser pagas até dia 10 do respetivo mês ( a impossibilidade de comparecer a um ou mais círculos não invalida o pagamento da prestação).

No fim do curso terás aprendido técnicas básicas de tapeçaria que te permitirão explorar a tua criatividade, saber ler e seguir um padrão, criar os teus próprios projectos, terás ferramentas de trabalho interno como:

  • montar uma teia, os princípios da trama, retirar uma peça do tear, acabamentos, tecelagem tri-dimensinal, aumentos e diminuições, cuidados a ter com a teia e com a trama.
  • saber escolher fios e as suas características.
  • a nível interno terás tecido os teus valores, terás trabalhado com as tuas crenças e descobrirás a voz da sábia dentro de ti e terás criado uma coleção de peças tecidas com intenção que contam a história da tua viagem nesta vida.
  • Terás histórias, poemas e músicas que irão acompanhar-te durante a tua viagem e o apoio incondicional de um grupo vibrante de mulheres que tal como tu, percorrem o seu interior ajustando e acolhendo os fundamentos da vida cíclica.
  • Terás perguntas e exercícios adaptadas ao trabalho com cada objeto e com a fase da vida psíquica que ele representa.
  • Manuais com as instruções e informação sobre a simbologia de cada objeto/fase psíquica.
  • objetos de poder tecidos com matérias nobres, 100% naturais, escolhidas com muito carinho para te proporcionar uma experiência táctil, anímica e criativa únicas!
  • 96h de círculo entre mulheres, de partilha e aprendizagem, de comunhão, de entrega e cumplicidade a teceres o Teu Verdadeiro EU.

Dúvidas e questões poderão ser colocadas por e-mail: circulosdetecelagem@anaalpande.com

A placenta e a casa 4, a relação entre o fundo do nosso céu e o espaço partilhado com os nossos ancestrais.

Normalmente quando olhamos para um mapa natal olhamos para o Ascendente como o ponto da nossa entrada no mundo, a Alma vem do grande oceano das mães divinas na casa 12 e entra na atmosfera terrestre a partir  do momento que respira neste mundo pela primeira vez.

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Mas entre uma coisa e outra, vivemos uma vida intermédia, uma vida passada nas águas mornas do útero materno onde durante 9 meses de relação simbiótica vivemos os pensamentos e as emoções da nossa mãe como se fossem nossos, tendo como intermediário um órgão que tem tanto de estranho, como de misterioso… a placenta.

Esta vida intermediária é passada na casa 4, na  figura acima está assinalada como IC, abreviatura de Imun Coeli, este lugar uterino também é conhecido como Fundo do Céu. A Lua é a senhora responsável pelo ambiente da casa 4, é ela que trata das suas águas, que morre e renasce a cada vez que precisa de dar à luz algo exterior a ela mesma, é ela que tem braços longos e colo quente, tão quente que é difícil  largar o seu colo, é difícil acreditar que podemos viver, respirar e cumprir o nosso destino longe dela. Cada vez que o temos de fazer dá-se uma pequena morte, e consequentemente um pequeno renascimento.

A Lua tanto pode dar-nos o colo e o alimento que precisamos para viver, como pode nos tornar prisioneiras do seu amor e conforto.c2e9d405ffc19c1682c9a69c788b75eb

A casa 4 no seu lugar mais escuro fala-nos desta placenta, como promessa de que uma vida exterior nos espera, fora das paredes macias e mornas da barriga da nossa mãe.

Quando nascemos ela nasce connosco, fala-nos do que é  profundo, intrínseco, escondido e que temos de deixar nascer, para que tanto nós como as nossas mães possamos nascer de verdade.

Quando eu olho para a casa 4 no mapa (que representa o berço do nosso corpo emocional e o lugar onde guardamos as nossas memórias),  olho com olhos plutónicos  para esta placenta, que para mim representa a nossa ligação à sombra herdada dos nossos ancestrais, e que várias vezes durante as nossas vidas temos de deixar nascer, de olhar de frente, de passar para lá do repúdio e tocar, cheirar e sim quem sabe até “comer”, para que possamos perceber ao certo do que é que somos feitos, o que é que nos trouxe até aqui e que tanto nos alimenta e protege quanto nos condiciona e prende.

Este é um assunto fascinante para mim. Para já porque fala diretamente à minha Lua e às histórias que ela tem para contar, depois porque naturalmente atraio muitas mulheres com histórias fortes para contar, com placentas pesadas para dar à luz e com a necessidade de terem parteiras ágeis que lhes deem a mão, por isso ultimamente tenho feito desta área uma área de estudo e aprofundamento.

Eu olho para tudo isto como uma floresta, onde nós somos as árvores e os ancestrais as raízes que no escuro nos alimentam, já repararam na imagem da placenta?

Num mapa natal podemos olhar em profundidade para a casa 4, ou para a nossa Lua Natal e as suas interações e explorar este período entre vidas. Há alguns astrólogos que chegam a estudar mapas pré-natais, confesso que nunca explorei essa vertente, até porque  há tanto para aprofundar e explorar no mapa natal, nesta dimensão mais profunda que para já, sinto que tenho pano para mangas, mas é absolutamente fascinante a possibilidade de poder explorar este campo “pré-natal” mais a fundo e saber que há pessoas que o fazem.

Eu vou crescendo e aprofundando a minha arte com a ajuda de todas/os vocês, e por isso sou imensamente grata, que possamos crescer em conjunto!

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Lua Cheia em Carneiro – depois de olhar para as projeções chega a hora de olhar para o sangue. Qual é a qualidade do sangue que andas a derramar?

Esta semana volto à newsletter e ao canal no Youtube, depois de 2 meses de ausência.

Que coisa boa, estar a escrever-vos já a sentir o Outono a bater à porta, a ouvir as corujas cantar lá fora e a doce noite a embalar os dedos rápidos que fazem música com as teclas do computador.

Porque a energia desta Lua está no auge e porque a semana passada eu foquei-me exclusivamente nas relações e pouco falei de Marte que é o senhor cuja energia está a ser refletida por esta Lua de Outono, decidi adicionar aqui mais um convite à reflexão, desta vez sobre a qualidade do sangue que andamos a derramar. Todos derramamos sangue, ou nosso, ou dos outros,  pingando, ou  jorrarando.

Porque a semana de Lua Cheia é semana de video, desta vez em fez de escrever eu fiz um video a falar sobre os aspectos desta Lua que não mencionei a semana passada, mas acho importante sublinhar, e sobre o sangue, o nosso sangue.

Vamos olhar para o sangue? Vejam o video e partilhem comigo.

 

Abraço com carinho

Ana Alpande

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