Lua Cheia no eixo Gémeos/Sagitário dia 23 de Novembro – tempo de reclamar as tuas partes e voltar a casa.

Escrever sobra uma Lua Cheia em Gémeos com Mercúrio retrogrado não é coisa fácil!

Por isso e para ser capaz de chegar ao fim deste artigo vou ter de mudar de estratégia e abordar o tema de forma bastante diferente, talvez arriscando a quase não falar de Astrologia. Vou fazer como faço nas consultas, não vou falar em linguagem astrológica, mas a conversa que vou ter com vocês vai ser baseada na minha interpretação dos arquétipos que dançam (neste momento do ciclo mensal/anual) a dança entre Sol e Lua.

Pode ser?

Todas nós, todas as manhãs assim que despertamos começamos a alimentar a nossa mente. Começamos pelo primeiro pensamento que temos ao despertar, esse primeiro pensamento vai levar a uma cadeia em série de pensamentos que farão com que a nossa consciência semi-desperta comece a espalhar os seus tentáculos agigantando-se à medida que o dia progride, muitas vezes com muito pouca ou sem qualquer consciência da nossa parte.

Esse polvo pode tornar-se (e na grande maioria das vezes transforma-se mesmo) num animal com vontade própria, com uma fome insaciável que não conhece limites ou sequer discrimina a qualidade da comida de que se alimenta. Esse polvo é a nossa mente, o alimento é a nossa atenção.

Todos os dias a nossa mente espalha os seus tentáculos pela realidade, sem conhecer fronteiras ou limites, levando a nossa energia com ela e muitas vezes a nossa identidade também.

De repente o que eu penso não é pensado por mim, mas por este polvo gigante que irá sintonizar-se com os aspetos mais frágeis da minha sombra, ao mesmo tempo refletindo uma parte escondida de mim, claro!, mas também captando ideias e emoções de longe, muito longe da minha casa, do meu Self, fazendo-me sentir fraca, dispersa e muitas vezes confusa, como que perdida numa floresta onde o estímulo é tanto que de repente perdem-se as referências e fico sem saber como voltar a casa.


Quando tudo corre bem, ao chegar a hora de recolher, este polvo gigante vai diminuindo e na hora de deitar, conseguimos de alguma maneira processar o dia e esvaziar a mente para entrar no tempo do sonho que vem com a noite. Mas sabemos que nem sempre é assim, existe muitas vezes resistência a abrirmos mão da oponência deste polvo (especialmente quando acreditamos que nós somos o polvo), uma resistência grande a aceitar as trevas que crescem, resistência ao convite a deixar morrer para poder voltar à vida.

Queremos morrer sem perder o controle e queremos dormir sem aceitar a noite escura do Ego, assim o Ego não tem como voltar a si, ao seu tamanho, o seu lugar, à sua casa.

Não é por acaso que esta é a Lua Cheia onde potencialmente, podemos reconhecer em nós como e onde é que a nossa mente anda a resistir ao chamado da noite, ao chamado da Alma, o lugar escuro da psique onde todas as coisas são convidadas a morrer para poderem renascer novamente à luz da nova aurora, de uma renovada consciência. E não é por acaso, porque esta é a época do ano onde as trevas começam a tomar conta do tempo cronológico, onde a falta de luz começa a convidar-nos a visitarmos os lugares mais frágeis e esquecidos da nossa casa interna, paradoxalmente esta é a época do ano onde temos mais resistências em nos deixar ir.

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Desde Outubro e até ao Solstício de Inverno o ego luta contra as trevas e é na medida dessa resistência que esta Lua Cheia e a próxima podem-se tornar mais desafiantes. Esta em especial fala-nos sobre a nossa relação com este polvo que vos falei. Para poder haver uma reflexão séria acerca da qualidade desta Lua, o polvo tem de estar ao vosso serviço e não o contrário, então depois de chamar o polvo a casa, as seguintes perguntas podem ser feitas:

 

. Onde é que tenho vindo a focar a minha atenção?

. Tenho tido a capacidade de me escutar? De retirar inspiração dos meus momentos reflexivos?

. Tenho dado espaço ao silêncio na minha vida?

. Tenho dado tempo para que os estudos que faço sejam assimilados e absorvidos, ou salto de curso para curso, livro para livro, sem parar para refletir, para acomodar o conhecimento à minha história, à minha realidade?

. Com que facilidade é que a minha mente aceita voltar a casa? Voltar ao Eu, ao meu corpo, ao Presente?

. Que pensamentos tenho ao despertar pela manhã? Que pensamentos tenho ao deitar?

. De onde vem a minha opinião sobre os assuntos que mais me incomodam neste momento? Do coletivo? Da massa cultural e mental com a qual me sintonizo inconscientemente? Ou da minha verdade, da minha reflexão, do meu sentir?

. Que crenças são estas que eu alimento e qual a sua origem?

Estes são pontos de partida para aproveitar a luz desta Lua Cheia, de forma a criar mais clareza, transparência e uma melhor relação com o polvo que alimentamos todos os dias.

Colocar o polvo ao nosso serviço implica saber exatamente o que queremos quais são os nossos objetivos e mais importante:

Quais são as nossas resistências a alcançar os nossos objetivos.

É tão importante saberes onde queres chegar como teres a consciência de quais são os medos que te impedem de dar o passo, e no contexto desta Lua esses medos manifestam-se muitas vezes pela distração, por excesso de preocupação com o que os outros pensam, consumo de informação e consumo de conhecimento como fuga, entre outros…

No Curso a Arte de Tecer a Vida, aprendemos a criar uma bolsa, que transportamos connosco e onde colocamos simbolicamente o que queremos transportar connosco durante o dia, as coisas onde queremos colocar a nossa atenção, à noite esvaziamos a bolsa, para podermos esvaziar a mente e entregar-nos vazias à morte do sono.

Podes fazer o mesmo com um pequeno caderno, onde escreves de manhã o que queres transportar contigo durante o dia e onde queres colocar a tua atenção, ao fim do dia faz uma pequena reflexão sobre o correr do dia e um entregar simbólico do que carregas, de forma a que possas viajar para a terra dos sonhos sem bagagem.

Relembro que a Lua Cheia é a altura do mês para entregar, libertar, perdoar e agradecer.

Guarda os teus desejos, os teus planos e inícios para a Lua Nova. Agora é para olhar, reconhecer e libertar!

E já agora porque não aproveitar para fazer um  detox de informação?

Com carinho

Ana Alpande

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ESTUDO BIOGRÁFICO DOS CICLOS DE SATURNO – Segue o fio do que foi, tece com consciência o que será.

Saturno dizem os entendidos é o senhor do Karma, o guardião das leis do tempo dos mortais. 141917-091518No nosso corpo Saturno representa os nossos ossos e a matéria que os reveste; na nossa vida, representa as nossas fundações e a forma como estas nos permitem crescer e evoluir.

Ora se bem se lembram dos tempos de criança, as primeiras dores de crescimento não são bem dores, são mais sensações fortes, que podem ser mais ou menos intensas conforme a resposta do ambiente que nos rodeia. Normalmente quando os pais ou os cuidadores sabem explicar à criança que o que sente faz parte do crescimento, logo esta se aquieta, aceita alegremente que o desconforto que sente faz parte do seu crescimento, afinal tudo está certo, ela está a crescer! Já quando o adulto se aflige, mostra ansiedade, fica receoso com dúvidas, não consegue dar-lhe explicação, a criança assusta-se, encolhe-se, fica com receio do desconhecido, crescer passa a assustar.

A forma como abordamos os ciclos de Saturno, a consciência como os vivenciamos, influencia de forma determinante a maneira como vamos enfrentar os desafios (dores de crescimento) que a vida nos apresenta.

Na vida adulta, a voz aquietante que nos diz que tudo está certo, que faz parte do nosso caminho e do nosso crescimento, é a voz do nosso centro   da nossa consciência, ou como eu gosto de lhe chamar “a voz daquela que sabe” ou “daquele que sabe”.

Estudar os ciclos de Saturno é usar a nossa história, a nossa biografia para trazermos à luz da consciência o que foi, como foi e quando. Ao mapearmos os ciclos de Saturno através dos trânsitos, desde a primeira infância até ao momento presente, podemos entender como é que crescemos até agora, quais foram as crises, e a sua relação com a passagem de Saturno pelo nosso mapa, oferecendo-nos assim uma futura referência para podermos estar atentos às crises de crescimento futuras, não para prever o futuro, mas para podermos chegar com mais confiança ao lugar onde podemos escutar a voz que acalma, a voz que aquieta.

Estudar os padrões dos ciclos de Saturno no passado, ajuda-nos a tomar melhores decisões para o futuro, oferece-nos um mapa dos momentos de expansão e contração dos alicerces da nossa vida possibilitando a oportunidade de nos alinharmos com o nosso tempo pessoal e individual de crescimento interior e exterior, já que Saturno representa a mestria sobre a matéria.

No seu caminho a Sábia sabe-se livre por que já fez, já viveu, já construiu, já destruiu e fez as pazes com a passagem do tempo e as leis da vida. Edificou dentro de si pilares seguros que agregam a sua estrutura interna a uma vida maior. O verdadeiro despertar espiritual vem progressivamente com a passagem estruturadora de Saturno pelas várias áreas da nossa vida, é ele que nos ensina a lidar com as leis universais. Se o teu coração anseia pela liberdade de Úrano (o grande libertador), é para Saturno e para o seu movimento pelas casas do teu mapa que deves olhar, pois a verdadeira liberdade vem quando estamos enraizados e em paz com o nosso sentido de dever, quando aprendemos a dançar a dança do tempo, e a fazer magia com ele.
Saturno é o senhor do tempo, e da passagem do tempo, quando ele cristaliza, fica bloqueado, com medo de expandir, Úrano vem como uma flecha que rompe os tecidos mais calcificados das nossas estruturas de forma a que Saturno possa com toda a paciência voltar a criar novo tecido na estrutura dos nossos ossos.

20180921_153030 (1)Este trabalho Biográfico, vai olhar para os trânsitos de Saturno desde a 1ª infância até aos anos de anciã, independentemente da idade cronológica. Vai ajudar-te a perceber os padrões da passagem de Saturno por cada casa, e os acontecimentos chave a cada trânsito. Vamos construir uma mandala cronológica abarcando o passado, o que viveste, como cresceste, para depois olharmos para o futuro, de forma a ficares com referências para poderes fluir nos próximos anos da tua vida com os movimentos de Saturno.
Este é um trabalho que se faz uma vez na vida, e através dele poderás preparar-te para acolher a passagem de Saturno pelos pontos chave do teu mapa, ficando com o registo das datas mais importantes nos anos vindouros. Poderás perceber quais são os momentos de expandir e os de contrair, ajudando-te a ajustar os teus planos aos planos do senhor do Karma.
Em termos terapêuticos através deste estudo Biográfico poderás ficar com uma visão global dos fios dos acontecimentos que teceram a tua história até aqui, o que te poderá ajudar a aceitar, integrar e entender melhor as tuas vivências como um todo, é um trabalho forte e profundo, que exige enraizamento e estabilidade emocional.

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120€ por sessão ( cerca de 120 minutos)
Contacto: aqui
As consultas são presenciais em: Carcavelos na Livraria Mais, Oliveira do Hospital no meu estúdio ou por Skype.

Oferta de lançamento  – 20% de desconto até 10 de Dezembro 2018

Mais informações aqui: https://anaalpande.com/astrologia/

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Vénus retrógrada e Lua Cheia no Eixo Touro/Escorpião – Vives de acordo com os teus valores, ou andas a ser “vitima” do teus contravalores?

Estes são tempos de grandes ondas, de grande tumulto. Tumulto porque acima de tudo, parece que o mundo está a dividir-se em fações opostas e na consequência disso constrói trincheiras para se proteger do agressor, que está do lado oposto daquela que é a perceção de uma posição particular. Estou a falar não tanto dos acontecimentos das últimas semanas (que curiosamente coincidem com o movimento retrogrado de Vénus em Escorpião), mas  da reação das pessoas aos ditos eventos.

Vamos começar por falar de Vénus: Vénus fala-nos dos nossos valores, sejam os valores base aqueles cujos alicerces se enraízam nas  bases da nossa educação, sejam os valores que expressam a essência mais pura da nossa Alma. Depois também é a própria Vénus que nos ajuda a encontrar parceiros/parcerias com pessoas que são atraídas ou repelidas pelos nossos valores.  Se olharmos para um mapa Natal veremos que Vénus rege a casa 2 que pertence ao domínio de Touro e no outro extremo (na outra trincheira) fica a casa de Plutão, senhor que rege os reinos de Escorpião.

Então, quando Vénus saí do seu palácio e atravessa as muralhas construídas com as pedras basilares dos valores herdados pela 1ª infância e pelo ambiente cultural onde cresceu, e se vê obrigada a entrar no território “inimigo”, ou seja o território onde vive aquele que ela mais teme, que ela mais rejeita (a sua sombra), ela não pode ficar muito satisfeita e porquê? Porque vê-se obrigada a mergulhar no submundo onde terá de se confrontar com as suas verdadeiras motivações, o material inconsciente que deu origem aos pilares que sustêm o seu palácio e tudo o mais que ela considera seguro e estável na vida.

Porque nesta terça-feira, a Lua Cheia vai iluminar justamente a estrada que percorre a distancia entre a casa 2 e a casa 8, o eixo Touro/Escorpião, todas as questões que até agora tem andado a ser remexidas no nosso interior podem muito bem ficar ainda mais ampliadas, gerando grandes ondas emocionais para o nosso corpo físico acolher.

O caso mediático do Ronaldo é uma expressão perfeita desta Vénus retrograda em Escorpião.

Ao mergulhar nas águas escuras do reino de Plutão, ou Hades como era conhecido na mitologia grega, a nossa Vénus vai ser obrigada a confrontar-se com a energia sexual reprimida, e em que área é que essa repressão se anda a manifestar, ainda que de forma muito inconsciente. Pode estar a expressar-se na relação com o dinheiro e posses, numa relação afetiva e amorosa, no  sentido de “posse” sobre o outro ou sobre os seus bens materiais, ou por exemplo na relação com a natureza, como os recursos; ou na forma como comunicamos, julgamos e atacamos aqueles que ferem os nossos valores, muitas vezes como reação de defesa para que não sejamos obrigadas-l1000s a olhar para os nossos contravalores.

Vale aqui dizer que esta energia sexual que estou a falar não se reduz só a sexo, mas à energia primordial que dá a vida e o prazer de nos relacionarmos connosco mesmas e com os outros, do  corpo e dos sentidos, e que rege a expressão criativa.

É a energia sexual que confere ao individuo o sentimento de direito à felicidade.

Vénus a revisitar o submundo não pode mais fechar os olhos à sombra de Plutão, e é “forçada”  a perceber onde é que, dentro do seu palácio finamente decorado com as melhores intenções e necessidades, enterrou a voz do inconsciente, foi na canalização? Se foi será a canalização do seu palácio que ruirá e serão as emoções as mais afetadas. Foi nas paredes? Talvez seja a vida financeira ou o status que vão sofrer, seja em que parte da sua casa for, Vénus terá o trabalho de reformular a nossa relação com os nossos valores, tendo de trazer à luz a sua sombra.

No Curso a Arte de Tecer a Vida, falamos sobre valores e contravalores, ou valores antagónicos, deixo aqui um excerto do manual que elaborei para o Amuleto, a primeira forma elementar que tecemos nos círculos de tecelagem:

“Se os nossos valores mais importantes estão ligados a emoções que queremos sentir, os valores antagónicos falam-nos das emoções que queremos evitar a todo o custo. O problema é que como o nosso inconsciente reage muito mais rapidamente ao que quer evitar do que ao que quer sentir, às vezes os valores antagónicos falam mais alto. Por exemplo:  Eu quero ser reconhecida pelo meu talento e mostrar o que realmente tenho para dar. – Posso ter o valor reconhecimento a falar alto, mas posso inconscientemente ter um valor antagónico como: medo da exposição ou julgamento, e tomar uma série de decisões inconscientes para atrair pessoas e situações de forma a sabotar o meu real objetivo.  “

Então durante este movimento de Vénus somos convidadas a silenciar a mente, a vir para o corpo (Touro) de forma a: ajudá-lo a reconhecer todas emoções que afloram das águas do submundo e ao mesmo tempo encontrar um lugar seguro apartir do qual possamos olhar com honestidade para estas mesmas emoções, entendendo o que é que elas comunicam acerca de quem somos e do que realmente valorizamos.

Ainda no manual do curso a Arte de Tecer a Vida, no tema do Amuleto:

Lembra-te que normalmente somos mais motivadas a evitar a dor do que a procurar o prazer. Saber o que é que nos faz sofrer ajuda-nos a perceber porque é que muitas vezes resistimos ao chamado, ou de onde vem o nosso mecanismo de auto–sabotagem. “

Então e o que isto tem a ver com as trincheiras que eu falei ainda há pouco?

Porque tal como nós, a sociedade reflexe através deste extremismo de valores,  não aquilo em que realmente acredita ou o que deseja para o futuro, mas simplesmente aquilo que se esforça a todo o custo para evitar.

Então esta será uma Lua Cheia rica, muito rica para todas nós!

Caminhamos Juntas.

Ps. Se quiseres mais sobre o curso a Arte de Tecer a Vida, clica aqui.

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Círculos de Astrologia – os 4 Elementos: Fogo, Terra, Ar e Água e o seu papel nas nossas fundações e na nossa natureza.

2ª Edição 2019 – Carcavelos e Ovar – Inscrições Abertas

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Os Círculos de Astrologia acontecem num ambiente intimo de aprendizagem, vivência e partilha, de forma a proporcionar ferramentas para um trabalho individual com cada um dos elementos através do mapa natal. As vagas são por isso limitadas.

A cada círculo abordaremos o elemento em questão, a sua natureza e a sua expressão através dos signos e a sua falta/excesso no mapa.

A cada participante será dada uma cópia do mapa natal e a cada circulo cada participante terá a oportunidade de adquirir ferramentas para iniciar um olhar mais aprofundado e terapêutico do seu próprio mapa, assim como uma base para começar a olhar para as suas relações através da natureza da dança dos elementos entre si.

Desta forma estes encontros poderão servir tanto de iniciação ao estudo da Astrologia como disciplina de autodesenvolvimento quanto de aprofundamento dos conhecimentos básicos da prática astrológica.

Abordar cada um dos elementos em profundidade e em Círculo possibilita uma aprendizagem mais completa e integrada acerca da natureza não só de cada elemento, mas também da expressão mais elementar de cada um dos signos.

Este é o começo de um caminho que passa por entender a linguagem arquetípica da Astrologia usando o sentir e o experienciar, aliados ao entendimento intelectual.

1º Circulo  – Sábado

Fogo 

Elemento impulsionador, falaremos sobre Vontade, Iniciativa, Inspiração e Criação, assim como destruição e purificação. Abordaremos a qualidade do Fogo nos signos de Carneiro, Leão e Sagitário.

 Terra

Estrutura, alimento, estabilidade, abundância e prazer, abordaremos a nossa ligação ao corpo físico, aos nossos ossos e às estruturas que construímos e às vezes precisamos desconstruir. Falaremos da qualidade da Terra nos signos de Touro, Virgem e Capricórnio.

2º Circulo – Domingo

Ar 

Respiração, abertura, horizontes e estrutura mental, abordaremos a nossa relação com as ideias e os estímulos mentais, os excessos e a falta de ar na nossa vida. Falaremos das varias qualidades do Ar através dos signos: Gêmeos, Balança e Aquário.

 Água 

Utero, memórias, inconsciente, emoções, falaremos da comunicação fluida e misteriosa da água, da forma e falta de forma, abordaremos as qualidades da Água através dos signos: Caranguejo, Escorpião e Peixes.

Carcavelos – Livraria Mais
19 e 20 de Janeiro – das 10h30h às 18h00

Ovar – Espaço Encontros
12 e 13 de Janeiro – das 10h30h às 18h00

Valor de Troca: €60 + Inscrição: 20€ ( a vaga só ficara reservada após a receção do comprovativo de pagamento).

Todas as participantes obtêm um desconto de 20% na marcação de uma consulta de Astrologia comigo.

Inscreve-te aqui

Até breve

Com carinho

Ana Alpande

Círculos de Tecelagem – Curso a Arte de Tecer a Vida 2019 – Inscrições Abertas

Inscrições para o Curso a Arte de Tecer a Vida 2019 em Ovar em breve

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Senhoras da Teia da Vida,

as inscrições para o  Curso: 

Círculos de Tecelagem A Arte de Tecer a Vida 2019 em Carcavelos

encontram-se esgotadas, em Setembro abrirão as inscrições para Fevereiro de 2020

as inscrições para Ovar vão abrir em breve

Podes descobrir mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

 

Datas:

Curso na Livraria Mais em Carcavelos – Esgotado

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  • Amuleto ( Invocação ) – 16 Fevereiro
  • Taça ( Convite ) – 16/17 de Março
  • Boneca (Insight) –  13 de Abril
  • Cinto do Poder ( Escolha ) – 18 de Maio
  • A Máscara ( Identidade ) – 15/16 de Junho
  • A Bolsa ( Ferramentas ) – 13 de Julho

 

As datas  dos encontros do Xaile e Espiral  serão divulgadas posteriormente.

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

Curso em Ovar  – Setembro de 2019 datas em breve

  • Amuleto ( Invocação )  35971452_1941365752563987_1779628134413369344_o
  • Taça ( Convite )
  • Boneca (Insight)
  • Cinto do Poder ( Escolha )
  • A Máscara ( Identidade )
  • A Bolsa ( Ferramentas )

As datas dos encontros do Xaile e Espiral serão divulgadas posteriormente.

 

 

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

Valor de troca:

Inscrição €40 – inscrições até 30 de Dezembro  beneficiam de 10% de desconto no valor mensal do curso.

Prestação mensal – € 86 (caso efetuem inscrição até 30 de Dezembro, a mensalidade será € 77). As mensalidades deverão ser pagas até dia 10 do respetivo mês ( a impossibilidade de comparecer a um ou mais círculos não invalida o pagamento da prestação).

No fim do curso terás aprendido técnicas básicas de tapeçaria que te permitirão explorar a tua criatividade, saber ler e seguir um padrão, criar os teus próprios projectos, terás ferramentas de trabalho interno como:

  • montar uma teia, os princípios da trama, retirar uma peça do tear, acabamentos, tecelagem tri-dimensinal, aumentos e diminuições, cuidados a ter com a teia e com a trama.
  • saber escolher fios e as suas características.
  • a nível interno terás tecido os teus valores, terás trabalhado com as tuas crenças e descobrirás a voz da sábia dentro de ti e terás criado uma coleção de peças tecidas com intenção que contam a história da tua viagem nesta vida.
  • Terás histórias, poemas e músicas que irão acompanhar-te durante a tua viagem e o apoio incondicional de um grupo vibrante de mulheres que tal como tu, percorrem o seu interior ajustando e acolhendo os fundamentos da vida cíclica.
  • Terás perguntas e exercícios adaptadas ao trabalho com cada objeto e com a fase da vida psíquica que ele representa.
  • Manuais com as instruções e informação sobre a simbologia de cada objeto/fase psíquica.
  • objetos de poder tecidos com matérias nobres, 100% naturais, escolhidas com muito carinho para te proporcionar uma experiência táctil, anímica e criativa únicas!
  • 96h de círculo entre mulheres, de partilha e aprendizagem, de comunhão, de entrega e cumplicidade a teceres o Teu Verdadeiro EU.

Dúvidas e questões poderão ser colocadas por e-mail: circulosdetecelagem@anaalpande.com

A placenta e a casa 4, a relação entre o fundo do nosso céu e o espaço partilhado com os nossos ancestrais.

Normalmente quando olhamos para um mapa natal olhamos para o Ascendente como o ponto da nossa entrada no mundo, a Alma vem do grande oceano das mães divinas na casa 12 e entra na atmosfera terrestre a partir  do momento que respira neste mundo pela primeira vez.

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Mas entre uma coisa e outra, vivemos uma vida intermédia, uma vida passada nas águas mornas do útero materno onde durante 9 meses de relação simbiótica vivemos os pensamentos e as emoções da nossa mãe como se fossem nossos, tendo como intermediário um órgão que tem tanto de estranho, como de misterioso… a placenta.

Esta vida intermediária é passada na casa 4, na  figura acima está assinalada como IC, abreviatura de Imun Coeli, este lugar uterino também é conhecido como Fundo do Céu. A Lua é a senhora responsável pelo ambiente da casa 4, é ela que trata das suas águas, que morre e renasce a cada vez que precisa de dar à luz algo exterior a ela mesma, é ela que tem braços longos e colo quente, tão quente que é difícil  largar o seu colo, é difícil acreditar que podemos viver, respirar e cumprir o nosso destino longe dela. Cada vez que o temos de fazer dá-se uma pequena morte, e consequentemente um pequeno renascimento.

A Lua tanto pode dar-nos o colo e o alimento que precisamos para viver, como pode nos tornar prisioneiras do seu amor e conforto.c2e9d405ffc19c1682c9a69c788b75eb

A casa 4 no seu lugar mais escuro fala-nos desta placenta, como promessa de que uma vida exterior nos espera, fora das paredes macias e mornas da barriga da nossa mãe.

Quando nascemos ela nasce connosco, fala-nos do que é  profundo, intrínseco, escondido e que temos de deixar nascer, para que tanto nós como as nossas mães possamos nascer de verdade.

Quando eu olho para a casa 4 no mapa (que representa o berço do nosso corpo emocional e o lugar onde guardamos as nossas memórias),  olho com olhos plutónicos  para esta placenta, que para mim representa a nossa ligação à sombra herdada dos nossos ancestrais, e que várias vezes durante as nossas vidas temos de deixar nascer, de olhar de frente, de passar para lá do repúdio e tocar, cheirar e sim quem sabe até “comer”, para que possamos perceber ao certo do que é que somos feitos, o que é que nos trouxe até aqui e que tanto nos alimenta e protege quanto nos condiciona e prende.

Este é um assunto fascinante para mim. Para já porque fala diretamente à minha Lua e às histórias que ela tem para contar, depois porque naturalmente atraio muitas mulheres com histórias fortes para contar, com placentas pesadas para dar à luz e com a necessidade de terem parteiras ágeis que lhes deem a mão, por isso ultimamente tenho feito desta área uma área de estudo e aprofundamento.

Eu olho para tudo isto como uma floresta, onde nós somos as árvores e os ancestrais as raízes que no escuro nos alimentam, já repararam na imagem da placenta?

Num mapa natal podemos olhar em profundidade para a casa 4, ou para a nossa Lua Natal e as suas interações e explorar este período entre vidas. Há alguns astrólogos que chegam a estudar mapas pré-natais, confesso que nunca explorei essa vertente, até porque  há tanto para aprofundar e explorar no mapa natal, nesta dimensão mais profunda que para já, sinto que tenho pano para mangas, mas é absolutamente fascinante a possibilidade de poder explorar este campo “pré-natal” mais a fundo e saber que há pessoas que o fazem.

Eu vou crescendo e aprofundando a minha arte com a ajuda de todas/os vocês, e por isso sou imensamente grata, que possamos crescer em conjunto!

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Lua Cheia em Carneiro – depois de olhar para as projeções chega a hora de olhar para o sangue. Qual é a qualidade do sangue que andas a derramar?

Esta semana volto à newsletter e ao canal no Youtube, depois de 2 meses de ausência.

Que coisa boa, estar a escrever-vos já a sentir o Outono a bater à porta, a ouvir as corujas cantar lá fora e a doce noite a embalar os dedos rápidos que fazem música com as teclas do computador.

Porque a energia desta Lua está no auge e porque a semana passada eu foquei-me exclusivamente nas relações e pouco falei de Marte que é o senhor cuja energia está a ser refletida por esta Lua de Outono, decidi adicionar aqui mais um convite à reflexão, desta vez sobre a qualidade do sangue que andamos a derramar. Todos derramamos sangue, ou nosso, ou dos outros,  pingando, ou  jorrarando.

Porque a semana de Lua Cheia é semana de video, desta vez em fez de escrever eu fiz um video a falar sobre os aspectos desta Lua que não mencionei a semana passada, mas acho importante sublinhar, e sobre o sangue, o nosso sangue.

Vamos olhar para o sangue? Vejam o video e partilhem comigo.

 

Abraço com carinho

Ana Alpande

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Lua Cheia no Eixo Carneiro/Balança, um ritual para olhar para as feridas internas projetadas pelas relações.

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A Lua Cheia este mês chega a  25 de Setembro, no eixo Carneiro/Balança, ou seja no eixo das relações.

A Lua Cheia é o momento do mês para: agradecer, perdoar, libertar, purificar.

Neste eixo, para que eu possa limpar, purificar, eu primeiro preciso de olhar para mim, para a minha relação comigo e para a forma como a mesma  é projetada nas relações com os outros. Esta é uma Lua que pode trazer ao de cima o que não anda bem no mundo das relações, porque na polaridade Carneiro/Balança, a conversa é entre o Eu e as vontades inconscientes do Eu e os Outros e a  necessidade de o Eu ser amado, ouvido e respeitado.

Muitas vezes quando o Eu se sente ferido, tende a ferir o outro, ou a aumentar ou exagerar as ações do outro.

Muitas das vezes sentimos como agressões externas as atitudes ou as palavras que tocam as nossas feridas mais internas, e é nesse campo que as relações se tornam valiosas ferramentas de crescimento pessoal, pois ao olhar para a forma como o outro me faz sentir, eu tenho oportunidade de iluminar aspetos mais escondidos da minha sombra.

E esta é uma Lua para olharmos com honestidade  para as nossas sombras projetadas nos outros.

Para mim, Balança como sou, é das Luas mais difíceis, mas também é invariavelmente a que me faz crescer mais, pois é aquela que mais fundo chega às feridas que me aplico a esconder.

Se nesta Lua te sentes especialmente agredida, emocionada, desprotegida, não vista ou ouvida nas tuas relações intimas, ou se por outro lado  és tu que estás tensa, inquieta, ou agressiva, talvez esteja na altura de perguntares a ti mesma o que é estás a projetar ou o que é que te está a ser projetado.

Esta Lua é um momento de ouro para trazer clareza às projeções que fazemos nas pessoas que mais amamos.

Costumo recomendar muitas vezes nas consultas o seguinte exercício:

Senta-te num local confortável onde não vás ser interrompida, com caneta e papel na mão:

1º Escreve de forma rápida e fluida o que sentes em relação a determinada pessoa, situação ou grupo de pessoas (desde que envolva acontecimentos externos).

2º Agora noutra folha de papel, re-escreve de novos trocando o Ele/Ela por Eu.

3º Lê os dois em voz alta, observando o que sentes.

4º Volta a ler, desta vez sublinhando o que te magoa.

5º Escreve só as partes que te magoam, reconhecendo-as como parte de ti.

No dia da Lua Cheia, podes fazer um pequeno ritual de perdão e libertação destas emoções, seguindo a seguinte ordem:

1º fazer algum tipo de exercício físico, pode ser uma caminhada com um passo mais rápido, yoga, saltar, correr, subir escadas etc… a ideia é que o teu corpo fique cansado e comece a eliminar toxinas.

2º Podes desenhar um círculo com a tua mente, ou fazer um círculo no chão (as minhas alunas podem usar o cinto do poder), e decidir nesse momento que esse círculo é o teu espaço sagrado, onde não haverão interferências.

3º Pede proteção aos teus guias, anjos, mestres etc…

4º Encontra 3 coisas pelas quais sejas grata e agradece no circulo, de forma a que a tua gratidão forme uma bolha protetora à tua volta (isto faz-se trazendo a emoção da gratidão para o corpo e inspirando-a e expirando-a, imaginando que se amplia e preenche o círculo).

5º Sintoniza-te com a Lua, e olhando para as tuas emoções em relação à forma como as tuas relações intimas te fazem sentir e ao que foi trazido à tona pelo exercício anterior;  encontra dentro de ti a força e a coragem para pedires perdão a ti mesma e às pessoas envolvidas; se isso for verdadeiro para ti… se não for, entrega à Lua, imagina os seus raios limparem as emoções do teu corpo; respira a luz prateada da Lua para que possa limpar e purificar as sombras que vieram à luz; pergunta a ti mesma, ou pede para que te seja revelado como podes integrar, o que podes fazer, o que podes mudar em ti para alterar a situação.

6º Toma um banho com sal, imagina que todas as emoções que pesam são drenadas pelo ralo.

7º Vai para a rua, encontra-te com uma árvore, com uma pedra ou com o mar. Agradece a ti mesma o tempo, a coragem e a honestidade que deste a ti mesma.

Vamos aproveitar esta Lua para cultivarmos relações mais verdadeiras, para invocarmos a coragem de assumir a nossa responsabilidade nas nossas relações, e acima de tudo para nos auto-responsabilizarmos pelas feridas que doem e por sermos nós a lambê-las e  sará-las.

Com muito amor

Ana

Ps. Em outubro vou  começar um ciclo sobre a Lua Natal e os ciclos da Lua, neste ciclo de dois círculos iremos abordar este entre muitos outros temas. Se te interessa vê o programa aqui.

Se te identificas com que acabaste de ler, talvez queiras assinar a minha newsletter mensal. A cada Lua Cheia eu envio um e-mail com novidades e inspiração.
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Círculos de Astrologia: A Lua de Nascimento, as fases da Lua e os ciclos de crescimento emocional.

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Os Círculos de Astrologia acontecem num ambiente íntimo e rico em aprendizagens, vivências e partilhas, as vagas são por isso limitadas.

Durantes  dois círculos, espaçados entre dois meses, estaremos a mergulhar nas águas profundas da Lua, abordando dois aspetos distintos da nossa relação com a Lua dando o espaço necessário entre ambos para que os ensinamentos possam ser absorvidos e vivenciados após cada círculo.

No primeiro exploraremos a Lua Natal e o seu significado mais profundo através do  posicionamento no nosso mapa e  das  nuances que recebe de cada signo, falaremos ainda da Lua Progredida e dos ciclos do nosso amadurecimento emocional.

No segundo  falaremos das fases da Lua, e da forma como o ciclo mensal da Lua influencia as águas dos nossos ciclos internos, assim como as possibilidades de desenvolvimento pessoal através  das Luas Cheias e Luas Novas a cada mês do ano e de como elaborar um calendário anual de trabalho interno através da Lua Nova/Lua Cheia.

A cada participante será dada uma cópia do mapa natal e progredido,  a cada círculo cada participante terá a oportunidade de adquirir ferramentas para se relacionar de forma profunda e terapêutica com a  sua Lua Natal, assim como adquirir uma base para começar a acompanhar e relacionar-se com as fases mensais da Lua e o seu ciclo anual através dos 12 signos do zodíaco.
Desta forma estes encontros poderão servir  de iniciação ao estudo da Astrologia  como disciplina de autodesenvolvimento,   ferramenta de aprofundamento e trabalho mensal para as estudantes da vida cíclica, assim como ferramenta de trabalho para facilitadoras de círculos de mulheres.

1º Circulo:   A Lua Natal e o tecido do nosso corpo emocional 

Neste primeiro círculo começamos por abordar a Lua de forma pessoal,  criando as bases para o reconhecimento e aprofundamento  pessoal das qualidades do nosso tecido  emocional, olhando para o nosso mapa natal e para a posição da Lua de nascimento falaremos sobre o nosso berço emocional e ancestral assim como os ciclos de desenvolvimento da nossa malha emocional através dos seguintes tópicos:

. A Lua Natal –  o nosso berço emocional e a nossa linhagem ancestral;

. A Lua através dos elementos e dos signos;

. Os ciclos do nosso desenvolvimento emocional, olhando para as progressões da Lua pelo nosso mapa;

. Como honrar a nossa Lua em todas as suas expressões incluindo as nossas carências mais profundas;

2º Circulo –  As fases da Lua, a missão da nossa Alma e o ciclo mensal de morte e renascimento

Com as bases simbólicas e arquetípicas adquiridas no primeiro círculo iremos explorar formas práticas de nos relacionarmos com os ciclos mensal  e  anual da Lua através dos 12 signos do zodíaco.

. Neste círculo abordaremos a viagem da heroína através das fases da Lua e a sua relação com a fase da Lua em que nascemos;

. Iremos olhar para a roda anual dos meses do ano através  das Luas Nova e Cheia por cada um dos signos, aprofundando as oportunidades de crescimento pessoal em cada um dos meses;

. Falaremos ainda de rituais, meditações, mantras e questões de aprofundamento para cada um dos meses, de forma a que cada participante fique com ferramentas para criar o seu calendário anual de trabalho interno através da Lua;

Indicado para:

Estudantes e Aprendizes da Vida Cíclica e da Arte de Tecer a Vida

Estudantes de Astrologia

Facilitadoras de Círculos de Mulheres

Datas: dias 03 de março e 19 de Maio das 10h às 18h

Valor de Troca: €40 por círculo mais inscrição
Inscrição: 20€ ( a vaga só fica reservada após a receção do comprovativo de pagamento).
Todas as participantes obtêm um desconto de 20% na marcação de uma consulta de Astrologia.

Almoço vegetariano fornecido por Omfoods  – €6,5 a confirmar no acto de inscrição.

Inscrições aqui

Local: Livraria Mais Carcavelos – https://livrariamais.net/

 

 

Eclipse Total da Lua 27 de Julho – Lua de sangue em Aquário, Lua de libertação, Lua de assunção

Sabem, às vezes a vida monta o seu palco para nos oferecer um espetáculo cheio de beleza e esplendor, que nos pode alimentar, estruturar e fazer aguentar as marés mais vazias da alma. Porém tal como os antigos olhavam para os eclipses com temor, sem saber se o céu lhes iria cair em cima, muitas vezes escondendo a cabeça por entre as pernas na hora do espetáculo, também a nossa mente muitas vezes pode nos pregar a partida de ficarmos mais preocupadas em dar significado ao que tememos, ao que é intenso, ao que quer ser transpirado pelos poros das nossas entranhas, do que realmente nos entregarmos a vivenciar as sensações que o nosso corpo nos pede para serem vivenciadas, os preliminares do apogeu que culmina (neste caso) no dia 27 de Julho com o eclipse total da Lua, o mais longo eclipse do nosso século, ou seja um espetáculo único a que vamos ter privilégio de poder assistir desde as 18h às 0h28, embora em Portugal é possível que seja visível apenas apartir das 21h20 já no seu apogeu.

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A Astrologia trás consigo alguns perigos, como todas as coisas na vida que valem realmente a pena! Um deles é ficarmos presas ao que poderá vir a ser, ou vitimas da justificação astrológica para aquilo que é… Às vezes em vez de nos levar à liberdade pode nos levar ao condicionamento, já agora quem fala de astrologia fala de qualquer outra arte que dê uma explicação externa ao que sentimos dentro de nós.

Não dá para darmos voz aos nossos demônios através da voz dos outros, nem dos nossos anjos já agora. É preciso sermos nós a ter a coragem de parar, escutar e nominar.

Este eclipse no eixo Aquário/Leão do qual eu tenho vindo a escrever desde o ano passado, fala-nos da nossa voz. Da capacidade de a usarmos para expressar quem somos em verdade e totalidade, criando e recriando em nós e na sociedade de onde vivemos a forma de o fazer. Sim… é preciso encontrar a forma de o fazer, parte da viagem da heroína passa por saber quais as ferramentas que cabem na sua bolsa e que são verdadeiramente úteis no seu caminho, se essas ferramentas não existem , não podem ser encontradas, então a heroína terá de as sonhar, criar, materializar por si mesma.

Então e se este fosse o último artigo que lês sobre o eclipse de dia 27, e ao invés de continuar à procura de mais informação e justificações para a intensidade que sentes, fosses escrever, cantar, dançar, caminhar com o ter próprio ritmo, o teu próprio balançar das ancas num lugar onde te encontres contigo mesma, e abrisses espaço para que a energia tão poderosa deste eclipse possa fluir dentro de ti, sem te preocupares com os aspetos astrológicos, com os trânsitos, com nada dessas coisas. Noutros eclipses tudo isso faz todo o sentido, mas neste? Este eclipse é um presente da natureza, vai ser um espetáculo natural único neste século, a menos que estejas a contar com viver mais de 100 anos aproveita, deixa a curiosidade mental de lado esta semana, aquieta a mente e a ansiedade estando mais consciente da tua respiração, colocando por perto aquele frasco de óleo essencial que te aclama, indo mais vezes ver o mar, ou o rio, trazendo o caderno mais junto a ti, porque não ir para o trabalho por outro caminho, ou em vez de vir direta para casa para num jardim. Abre espaço para aprender com as crianças à tua volta como viver no momento, só durante estes dias, só até ao eclipse…depois logo pensas no que foi, o que quis dizer, como podes aproveitar as energias, essas coisas todas que também fazem parte do nosso desenvolvimento.

Mas esta semana, só esta semana tenta com toda a doçura colocar o medo, a necessidade de explicar, justificar, saber, em pausa, e usufrui de algo que este corpo que habitas só pode experienciar uma única vez. E talvez assim nesta grande abertura de portal, possas criar mais espaços na tua vida para estar Presente e apreciar por inteiro os milagres, os grandes espetáculos que acontecem todos os dias na nossa vida e que tantas vezes olhamos, reparamos, mas não os respiramos, não os trazemos até aos ossos onde poderão ser armazenados na memória celular de forma a servir de chão para quando a vida nos tira o tapete…sim a vida, mesmo que faças tudo muito bem, vai-te tirar-te novamente, tal como a morte também as marés baixas da vida são uma certeza, e nesses momentos será a tua reserva de momentos belos, cheios e plenos que irá te ajudar a querer levantar mais depressa, não percas este!

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