Círculos de Tecelagem – Curso a Arte de Tecer a Vida 2019 – Inscrições Abertas

Inscrições para o Curso a Arte de Tecer a Vida 2019 em Ovar em breve

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Senhoras da Teia da Vida,

as inscrições para o  Curso: 

Círculos de Tecelagem A Arte de Tecer a Vida 2019 em Carcavelos

encontram-se esgotadas, em Setembro abrirão as inscrições para Fevereiro de 2020

as inscrições para Ovar vão abrir em breve

Podes descobrir mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

 

Datas:

Curso na Livraria Mais em Carcavelos – Esgotado

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  • Amuleto ( Invocação ) – 16 Fevereiro
  • Taça ( Convite ) – 16/17 de Março
  • Boneca (Insight) –  13 de Abril
  • Cinto do Poder ( Escolha ) – 18 de Maio
  • A Máscara ( Identidade ) – 15/16 de Junho
  • A Bolsa ( Ferramentas ) – 13 de Julho

 

As datas  dos encontros do Xaile e Espiral  serão divulgadas posteriormente.

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

Curso em Ovar  – Setembro de 2019 datas em breve

  • Amuleto ( Invocação )  35971452_1941365752563987_1779628134413369344_o
  • Taça ( Convite )
  • Boneca (Insight)
  • Cinto do Poder ( Escolha )
  • A Máscara ( Identidade )
  • A Bolsa ( Ferramentas )

As datas dos encontros do Xaile e Espiral serão divulgadas posteriormente.

 

 

Mais sobre a Arte de Tecer a Vida e os conteúdos do curso aqui.

Valor de troca:

Inscrição €40 – inscrições até 30 de Dezembro  beneficiam de 10% de desconto no valor mensal do curso.

Prestação mensal – € 86 (caso efetuem inscrição até 30 de Dezembro, a mensalidade será € 77). As mensalidades deverão ser pagas até dia 10 do respetivo mês ( a impossibilidade de comparecer a um ou mais círculos não invalida o pagamento da prestação).

No fim do curso terás aprendido técnicas básicas de tapeçaria que te permitirão explorar a tua criatividade, saber ler e seguir um padrão, criar os teus próprios projectos, terás ferramentas de trabalho interno como:

  • montar uma teia, os princípios da trama, retirar uma peça do tear, acabamentos, tecelagem tri-dimensinal, aumentos e diminuições, cuidados a ter com a teia e com a trama.
  • saber escolher fios e as suas características.
  • a nível interno terás tecido os teus valores, terás trabalhado com as tuas crenças e descobrirás a voz da sábia dentro de ti e terás criado uma coleção de peças tecidas com intenção que contam a história da tua viagem nesta vida.
  • Terás histórias, poemas e músicas que irão acompanhar-te durante a tua viagem e o apoio incondicional de um grupo vibrante de mulheres que tal como tu, percorrem o seu interior ajustando e acolhendo os fundamentos da vida cíclica.
  • Terás perguntas e exercícios adaptadas ao trabalho com cada objeto e com a fase da vida psíquica que ele representa.
  • Manuais com as instruções e informação sobre a simbologia de cada objeto/fase psíquica.
  • objetos de poder tecidos com matérias nobres, 100% naturais, escolhidas com muito carinho para te proporcionar uma experiência táctil, anímica e criativa únicas!
  • 96h de círculo entre mulheres, de partilha e aprendizagem, de comunhão, de entrega e cumplicidade a teceres o Teu Verdadeiro EU.

Dúvidas e questões poderão ser colocadas por e-mail: circulosdetecelagem@anaalpande.com

Círculos de Tecelagem – Curso a Arte de Tecer a Vida 2018 – Inscrições Abertas

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Senhoras da Teia da Vida, as inscrições para o 1º módulo do Curso Círculos de Tecelagem A Arte de Tecer a Vida 2018, encontram-se abertas.

Podes descobrir mais sobre a Arte de Tecer a Vida aqui.

Durante o 1º módulo, iremos tecer as três primeiras formas elementares/objectos de poder durante 3 círculos de Tecelagem (um por mês), poderás ver as datas mais abaixo.

1 – Amuleto – Lua Nova – Invocação – És chamada para a mudança.

Duração: 8 horas
O que as palavras não alcançam, pode ser expresso através da linguagem simbólica ao usar um padrão arquetípico que se tece com o coração e as mãos. O amuleto é uma invocação para que despertemos para uma mudança interna. Ele representa aquilo que dentro de nós precisa nascer.
Simboliza o momento da conceção, energia masculina e feminina unem-se para criar um novo Ser, e está intimamente ligado à energia da Lua Nova.

2 – Taça – Lua Crescente – Convite – És convidada a receber o teu Ser de coração aberto.

Duração: 14 horas
A taça convida-nos a receber uma nova dimensão de nós mesmas, o que realmente desejamos e que têm valor intemporal para a nossa psique. A taça assim como nós tem um interior e um exterior.
Ela representa o nascimento, o saco amniótico que se rompe e de onde nasce um novo Ser que vêm trazer a sua luz para o mundo. Na taça serás iniciada à técnica inédita de tecelagem tri-dimensional, criada pela Susan Merrill especialmente para este trabalho.

3 – Boneca – Quarto Crescente – Insight – Um encontro com a tua anciã.

Duração: 8 horas
Ela traz consigo o insight, as respostas que vêm da nossa alma e da voz interior. Representa de forma simbólica o nosso Eu Sábio – a Anciã – aquela em quem nos queremos transformar.
A boneca representa a infância, o Ser sábio (intuição) que nos dá a mão nos primeiros anos da nossa vida psíquica e sem o qual não sobreviveríamos, está ligada à energia do Quarto Crescente.

Cada círculo de tecelagem é precedido por uma história áudio enviada para o e-mail que revelará o arquétipo que iremos trabalhar.

Durante cada círculo irás receber um manual com instruções, reflecções e exercícios correspondentes à fase arquetípica abordada durante cada forma elementar.

Todos os materiais são 100% naturais.

No fim deste primeiro módulo poderás prosseguir a tua viagem pela psique feminina participando dos restantes módulos:

2º módulo – O Cinto do Poder, A Máscara, A Bolsa (as datas serão enviadas após a tua inscrição no 1º módulo)

3º módulo – O Xaile

4º módulo – A espiral – Vida/Morte/Vida.

Mais sobre as fórmulas elementares e os restantes módulos aqui

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Curso em Oeiras no espaço Mandarina ESGOTADO! Novas turmas em 2019.

1º Módulo:

  • Amuleto – Invocação – 14 de Abril
  • Taça – Convite – 26 e 27 de Maio
  • Boneca – Insight – 16 de Junho

Curso no meu estúdio Oliveira do Hospital – VAGAS DISPONÍVEIS

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  • Amuleto – Invocação – 19 Maio
  • Taça – Convite – 23/24 Junho
  • Boneca – Insight – 21 Julho

Valor de troca:

Inscrição €40 – inscrições até 20 de Março beneficiam de 10% de desconto no valor mensal do curso.

Prestação mensal – € 86 (caso efectuem inscrição até 20 de Março, a mensalidade será € 77). As mensalidades deverão ser pagas até dia 10 do respectivo mês.

No fim do 1º módulo terás aprendido técnicas básicas de tapeçaria e terás ferramentas de trabalho interno como:

  • montar uma teia, os princípios da trama, retirar uma peça do tear, acabamentos, tecelagem tri-dimensinal, aumentos e diminuições, cuidados a ter com a teia e com a trama.
  • a nível interno terás tecido os teus valores, terás trabalhado com as tuas crenças e descobrirás a voz da sábia dentro de ti.
  • Terás histórias, poemas e músicas que irão acompanhar-te durante a tua viagem e o apoio incondicional de um grupo vibrante de mulheres que tal como tu, percorrem o seu interior ajustando e acolhendo os fundamentos da vida cíclica.
  • Terás perguntas e exercícios adaptadas ao trabalho com cada objecto e com a fase da vida psíquica que ele representa.
  • Manuais com as instruções e informação sobre a simbologia de cada objecto/fase psíquica.
  • 3 objectos de poder tecidos com matérias nobres, 100% naturais, escolhidas com muito carinho para te proporcionar uma experiência táctil, anímica e criativa únicas!
  • 30h de círculo entre mulheres, de partilha e aprendizagem, de comunhão, de entrega e cumplicidade a teceres o Teu Verdadeiro EU.

Dúvidas e questões poderão ser colocadas por e-mail: circulosdetecelagem@anaalpande.com

Formulário de inscrição: https://goo.gl/forms/Ue1eD7AfDYFFaKV13

Outubro mês de amar, ouvir e olhar para os nossos seios, curar e criar novos hábitos e uma nova visão sobre o seio feminino…

Se eu escrever a palavra “breast” no google e procurar por imagens, quase todas as imagens que aparecem são: ou sobre o cancro da mama, ou imagens sexualizadas de mulheres.

Se eu escrever a palavra mama no google, a maioria das imagens serão sobre amamentação ou cancro da mama.

Hoje falamos de mamas, o facto de ser Outubro é pura coincidência… ou não…

Segundo Maria Gimbutas, as primeiras imagens com seios surgiram na Europa, no Paleolítico, e estavam relacionadas com a Deusa Pássaro que representava a fonte divina de alimento (leite/chuva), e a capacidade de gerar Vida.

Os seios eram representados não apenas em figuras, mas também em amuletos, pendentes com dois pares generosos de mamas.

As mamas são de facto muito importantes, elas são as almofadas do nosso chakra cardíaco, sendo os mamilos as suas antenas.

É através dos nossos seios que damos e recebemos energia e é através do nossos mamilos que somos estimuladas pela vida, não apenas de forma erótica, mas por tudo aquilo que nos dá prazer.

Então, as mamas são símbolos de amor, de dar e receber amor, e de estarmos abertas ao milagre que é a criação. De todas as Deusas da velha Europa, a Deusa Pássaro foi sempre a que mais me fascinou, o seu culto era muito popular na época Minoica.

Então no mês de Outubro fala-se sobre a prevenção do cancro da mama, é obvio que é importante pensarmos em prevenir doenças, mas a maior prevenção de todas é sem dúvida saber criar tempo e espaço para ouvir o nosso corpo e tomar conta de nós mesmas. E as mamas são maravilhosas porque entre a esquerda e a direita elas equilibram a medida certa entre o dar e o receber e toda a bagagem emocional e espiritual que trazemos que torna este processo mais ou menos difícil.

Eu acredito em honrar o corpo. Acredito que ao tocar os meus seios devo faze-lo porque os amo e me amo, e não porque tenho medo deles. Acredito também que ter medo dos seios não é um bom caminho para prevenir doenças relacionadas com os mesmos. E todas nós de uma forma ou outra temos feridas, dores e memórias que precisam ser sanadas para termos saúde física, emocional e espiritual e nos podermos relacionar com a mamas de forma saudável.

Primeiro há que curar as feridas emocionais que estão alojadas no nosso tecido mamário, só depois podemos tocar e examinar os nossos seios, sem que isso se torne num castigo, ou num ato de medo.

A nível físico muito já se escreveu sobre a saúde dos seios, eu recomendo a leitura dos seguintes links:

http://www.drnorthrup.com/stop-pinkwashing-start-encouraging-breast-health/

e

http://www.drnorthrup.com/transforming-breast-self-exam/

Tanto um como o outro abordam a saúde mamária, falam sobre o significado dos seios no nosso corpo emocional, sobre prevenção de doenças, suplementos a tomar, cuidados com a alimentação e uma abordagem alternativa à apalpação dos seios. É uma abordagem muito diferente,  quem conhece a Dra. Christiane Northrup, pode imaginar.

A mim o que me atrai mais nesta abordagem, é que ela passa do medo para o Amor, e eu sei e tenho a certeza que onde há Amor puro, não há doença. Então passar do medo para o Amor é o primeiro passo tanto para prevenir, como para curar qualquer  desequilíbrio.

Mas também existe esta dimensão arquetípica dos seios, e os arquétipos são as pontes entre o nosso mundo e o mundo espiritual. Como falei no início, os seios eram usados no Paleolítico como amuletos e estavam diretamente relacionados com a Deusa Pássaro, aquela que gerava a Vida e que nutria a Vida.

Nas astrologia os seios estão relacionados com a Lua, com a Alma, com o afeto, a recetividade, a casa emocional. Algumas de nós tivemos uma figura materna ausente, outras sofreram um corte drástico com a figura materna, outras sentiram-se mães demasiado cedo, não tendo recebido todo o amor e calor tão importantes à formação do Eu.

Há ainda a questão do espaço emocional e de nos sentirmos ou não invadidas no nosso espaço. Há muitas questões que podem acumular mágoas à volta do nosso tecido mamário.

Trazendo todas estas questões para o meu dia-a-dia e inspirada pelo amuletos do paleolítico, eu quis entrar em contacto com o tecido emocional e espiritual dos meus seios, e decidi fazer um pequeno amuleto onde eu pudesse moldá-los, amá-los e cura-los e recomendo este exercício a todas as mulheres.

20171012_120621É simples, na verdade, basta comprar pasta de modelar, fazer uma grande bola com ela, e com a almofada da mão dar um golpe no meio da bola, criando uma divisão, onde se poderá começar a trabalhar seio esquerdo e direito. Sugiro que usem um cristal no meio para representar o chakra do coração (lembro que é ele que rege os seios) e dois cristais pequenos para os mamilos. Eu decorei o meu amuleto com fios com cores e texturas, vocês podem deixar só com os cristais ou usar outros métodos de decoração.

A próxima Lua Nova em Escorpião tráz (pela sua natureza)  uma energia de transmutação que poderá facilitar o processo de ouvir as feridas emocionais do nosso seio. Também pode ser boa ideia fazer este exercício em círculo com outras mulheres, uma vez que pode trazer ao de cima dores que vão precisar de colo e aconchego, e como as mamas falam da nossa relação com a Mãe Divina, ter mulheres do nosso lado com quem podemos chorar e a quem podemos entregar-nos pode ser extremamente curador.

Óbvio que este assunto tem pano para mangas e que há muitos padrões emocionais que poderão causar desequilíbrio aos nossos seios, mas…

Criar tempo e espaço para estar com as nossas mamas, para honrá-las, observá-las massajá-las, cuidar da nossa saúde emocional, do nosso espaço, do equilíbrio entre dar e receber, é muito importante não só para revenir doenças, mas principalmente para podermos viver a Vida em plenitude!

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T.P.M. – Termómetro Periódico Menstrual da nossa Verdade Interior

Sofres de TPM?

Desde sintomas leves a mais severos, todas já experimentámos o tal síndrome de tensão pré-menstrual. Provavelmente habituámos-mos a tomar comprimidos, ou a aceitar os sintomas como “normais”, parte da condição daquilo que é ser Mulher.

Mas e se esses sintomas forem o  sistema natural e intrínseco de auto-exame do nosso estado físico, anímico e espiritual?

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E se esses sintomas forem o Termómetro Periódico Menstrual da Nossa Verdade Interior?

Segundo a autora Miranda Grey, a fase Pré-Menstrual é a chamada fase Criativa, onde vamos sentir as nossas energias, foco e capacidade de organização, decrescer e começamos a entrar em contacto com o nosso subconsciente.

Na Astrologia este é o domínio da casa 8 . E na verdade é nesta fase do ciclo que estamos mais propensas a olhar para a nossa casa 8 ou o para o nosso Plutão Natal de forma mais clara e verdadeira, sem filtros, sem querer ou poder controlar o que de lá vem.

Mas talvez a maior questão que se coloca quando estamos na fase criativa ou Fase Pré-Menstrual, é que é nesta fase em que normalmente parece que nos voltamos contra nós mesmas. É aqui que temos a tendência para prevaricar ou voltar a padrões que já tínhamos abandonado. É aqui que as nossas mamas nos dizem se o equilíbrio entre dar e receber está Ok ou se está a pender mais para um lado do que para o outro, que o nosso útero nos avisa se andamos a acumular demasiada energia em casa, ou se o nosso espaço sagrado precisa de ser protegido.

Para mim em termos de saúde feminina esta é a fase do ciclo onde podemos perceber como está o nosso corpo e como estão as nossas emoções, e claro se estivermos atentas, com que tipo de energias e emoções andamos a lidar.

Hoje em dia fazemos muitos exames de diagnóstico para prevenir doenças, mas todos os meses o nosso corpo oferece-nos um olhar verdadeiro e profundo ao nosso estado físico, anímico e espiritual. 

E o ideal mesmo era usarmos exames externos para aprofundar os exames que fazemos internos, dando-lhes um papel coadjuvante e não determinante, porque a Verdade vem sempre de dentro!

Eu escrevo nesta fase, muito. Às vezes faço perguntas ao meu inconsciente e mesmo que ele não me responda nessa altura, um mês mais tarde a resposta chega. Em termos criativos é muito engraçado, porque nesta fase começo muitas coisas e todas me parecem mal, passado um mês volto a elas e percebo tudo, vejo exatamente o que tenho de fazer para seguir em frente, como etc. Embora seja durante ou depois da menstruação que eu realmente passo à ação.

Mas durante muitos anos era nesta fase que rasgava, queimava e desmanchava trabalhos numa frustração incrível de não conseguir me expressar. Hoje em dia aprendi a começar e guardar sem julgamentos!

Para mim nesta fase, o exercício é muito importante. Com tanta energia emocional a passar pelo meu corpo, tanta tensão e informação, preciso de actividade física para me equilibrar.

Muitas vezes sinto a minha adolescente bem presente. Vejo-a sentada no chão a fumar um cigarro e a escrever no caderno preto, zangada, frustrada e meio perdida. É nesta altura que tenho uma janela de oportunidade para falar com ela, para a entender e apoiar.

É tão bonito este processo, estas oportunidades cíclicas que temos de poder ir ao fundo de nós e iluminar áreas da nossa psique que por norma nos estão veladas!

E vocês? Como vivem a vossa TPM? Partilhem gostava mesmo de saber é nesta partilha circular que todas crescemos.

Com carinho

Ana

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Estás pronta para tecer o teu verdadeiro EU? Vem, dá-me a tua mão e eu vou estar contigo durante o parto de ti mesma.

Formas Elementares

As formas elementares são símbolos antigos, transversais a todas as culturas do mundo, elas incorporam a essência da Arte de Tecer a Vida, como processo de integração da vida interna na vida externa.

Elas estão descritas em profundidade no livro The Art of Weaving a Life, escrito pela autora Susan Barrett Merril, que podes adquirir aqui.

Uma tradução oficial do livro da Susan está a ser feita para Português por mim, estará disponível até ao fim do Outono.

As formas elementares são:

1 – AmuletoInvocação – És chamada para a mudança.

O que as palavras não alcançam, pode ser expresso através da linguagem simbólica ao usar um padrão arquetípico que se tece com o coração e as mãos. O amuleto é uma invocação para que despertemos para uma mudança interna. Ele representa aquilo que dentro de nós precisa nascer.

Simboliza o momento da concepção, energia masculina e feminina unem-se para criar um novo Ser.

2 – Taça – Convite – És convidada a receber o teu Ser de coração aberto.

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A taça convida-nos  a receber uma nova dimensão de nós mesmas, o que realmente desejamos e que têm valor intemporal para a nossa psique. A taça assim como nós tem um interior e um exterior.

Ela representa o nascimento, o saco amniótico que se rompe e de onde  nasce um novo Ser que vêm trazer a sua luz para o mundo.

3 –  Boneca – Insight – Um encontro com a tua anciã.

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Ela traz consigo o insight, as respostas que vêm da nossa alma e  da voz interior. Representa de forma  simbólica o nosso Eu Sábio –  a Anciã –  aquela em quem nos queremos transformar.

A boneca representa a infância,  o Ser sábio (intuição) que nos dá a mão nos primeiros anos da nossa vida psíquica e sem o qual não sobreviveríamos.

4 –  Cinto do PoderEscolha – Liberta-te das crenças que te limitam.

Com o cinto do poder somos convidadas a fazer escolhas, assumindo o compromisso interno de eliminar as crenças que não nos servem mais, criando espaço para seleccionarmos aquilo que fortalece o que queremos para a nossa Vida, delineando acções concretas que manifestem essa visão.

O Cinto do poder representa a adolescência, onde iniciamos a dança das escolhas entre o que sentimos que somos, e o que os outros acham que devemos Ser

5 – Máscara – Identidade – Abre a porta do Grande Mistério.

Tecer a máscara é uma iniciação ao mundo dos mistérios. Ela abre as portas aos nossos arquétipos mais profundos e permite-nos escolher com quem nos queremos identificar. Podemos deixar a máscara que usamos todos os dias e escolher a máscara do nosso Ser Superior, ou de “La Loba”, a mulher que vive no fim do tempo.

A mascara representa a vida adulta, onde para podermos fazer face aos desafios do dia-a-dia precisamos de criar uma persona, que cumpra responsabilidades que seja produtiva e eficaz, mas que se não tivermos cuidado,  pode sufocar a nossa vida anímica e distanciar-nos da face do nosso verdadeiro EU.

 6  – BolsaTransportar o que é essencial – A tua caixa de ferramentas da Vida Interna.

A bolsa convida-nos a estarmos atentas à nossa vida e a  libertar o que não nos serve, para que possamos caminhar com leveza e graciosidade. Ao tecermos a bolsa estamos a assumir um compromisso com a nossa busca espiritual e estamos a honrar esse compromisso deixando para trás o supérfulo.

A bolsa representa a menopausa, onde depois de uma vida a servir, a mulher é convidada a finalmente olhar para si própria. O tempo de estar activa na sociedade e de criar os filhos começa a passar e há uma vazio saudável que pode potenciar novas e maravilhosas descobertas.

7 – Xaile – A vida interior – A morte do Ego e o nascimento do Eu.

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O xaile representa a sabedoria de encontrar o equilíbrio entre as responsabilidades mundanas e o nosso mundo interno. Usado tradicionalmente em muitas culturas, o xaile é usado por mulheres nas suas orações, meditações e na morte. Ele representa o que está para além da vida, o que resta da consciência quando o nosso corpo (ego) morre e o espírito se liberta. O xaile é o toque do infinito na nossa pele,  o lugar  sagrado onde toda a vida é gerada e manifestada, e ao qual podemos aceder quando nos deixamos mergulhar no silêncio e na solitude.

Com ele chegamos ao fim da jornada, ele traz a morte da anciã e o seu regresso sagrado ao útero da Terra mãe, fonte da energia criadora do mundo, onde todas as mulheres são geradas e abençoadas. Com o xaile nas nossas costas honramos a vida e os seus processos sagrados, somos ao mesmo tempo anciãs e crianças, circulamos livremente entre mundos.

Durante a nossa vida vivemos muitas iniciações onde passamos por todas estas etapas simbólicas,  ao tecer as formas elementares somos convidadas a viver o processo iniciático, manifestando consciência e intenção, em artefactos que materializam o que existe de mais profundo e sagrado em nós.

E para uma mulher o que pode ser mais abençoado do que criar tempo, espaço e beleza com as próprias mãos? Não para a sua família, não para a comunidade, mas para si própria, apenas para si própria.

Vem, dá-me a tua mão e eu vou estar contigo durante o parto de ti mesma.

Ver mais sobre a arte de Tecer a Vida –   De ti para Ti – Aqui

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As mãos e o cérebro. O trabalho manual directamente ligado à inteligência.

Há pouco tempo descobri o livro – The Hand –  do Dr.  Frank Wilson, um neurologista que foi fundo na investigação da mão e da sua ligação ao cérebro, às emoções e até mesmo à linguagem.

E fiquei a pensar nas escolas e nos currículos escolares. Há crianças de 15 anos que nunca pegaram numa agulha para dar um ponto num pedaço de tecido. Eu pessoalmente acho grave. Não se trata de no futuro saber remendar umas meias (embora isso também seja importante), trata-se de desenvolver o cérebro, de criar sinapses que são extremamente complexas e que se desenvolvem naturalmente nas actividades que exigem tanto da motricidade fina, quando da coordenação.

Fotografias do “Encontro Bordado” – dinamizado por mim na Biblioteca Municipal  de Tábua

Agora imaginem uma sociedade onde as pessoas se juntam para “fazer” soluções, seja para tricotar uma manta para alguém doente, seja para construir um abrigo para um animal, ou para bordar desejos de amor e paz!

Como esta é uma das minhas missões, levei um desafio à professora do meu filho. Construir um painel que falasse do fio que liga o nosso coração ao coração da nossa comunidade, pedi-lhe que usasse têxteis no trabalho, uma vez que o painel ia ficar exposto na minha exposição “Os fios que nos tecem – uma viagem do individual ao colectivo”.

Este foi o resultado. A manta de retalhos no painel, foi cozida por eles com pedaços de tecido com história, para alguns foi o quadrado da primeira camisa que usaram e para outros a primeira vez que cozeram com linha e agulha. Todos ficaram a ganhar, a professora trabalhou a área de Português e Expressões, os meninos têm o trabalho deles e uma parte da sua história reconhecidos numa exposição, e eu tenho a honra de partilhar o meu espaço com eles.

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Podia começar a dissertar aqui sobre as falhas do sistema de educação e os problemas da cultura actual…

Mas prefiro deixar a mensagem de que com pequenos gestos podemos iniciar grandes mudanças, por isso inspirem-se, reúnam a comunidade local e criem coisas com as mãos, ou procurem quem o faça na vossa área de residência, às vezes ficamos em casa a pensar no que está mal e nem chegamos a perceber que há tanta coisa boa a acontecer à nossa volta!

“Quando a descoberta pessoal leva alguém a aprender a fazer alguma coisa,

 com as mãos,

 unindo movimento, pensamento e sentimento

 à busca activa de objectivos a longo prazo,

 esse alguém transforma-se significativamente e irreversivelmente.”

Dr. Frank Wilson, The Hand

 

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Círculos de Tecelagem – Tece o teu Verdadeiro Eu

Círculos de Tecelagem

 São grupos que se reúnem para tecer no tear da vida as 7 formas elementares da Arte de Tecer a Vida, que nos conduzem a uma viagem de descoberta, onde aprendemos  a integrar o que amamos ao que fazemos no mundo.

Mudar a forma como nos vemos

E um círculo de Tecelagem é:

Um lugar para descobrir e explorar a criatividade natural, experimentar cores, texturas e padrões que fazem o coração cantar enquanto tecemos sob e sobre fibras naturais, tocando com os dedos o que é orgânico e real…

Uma comunidade, onde nos arriscamos a ser nós mesmos, partilhando e tecendo a nossa história num círculo seguro e solidário….

Um refugio, de paz e pertença que nos empodera a tecer algo com significado e cura, onde somos encorajados em silêncio, com ritmo e fluidez, a voltarmo-nos para dentro …

Uma celebração onde ninguém nos julga se quisermos cantar e dançar, onde podemos visionar  o que queremos para o nosso futuro, encontrar uma maneira de ajudar o mundo e acima de tudo aprender a viver a vida de forma sagrada.

“Quando a descoberta pessoal leva alguém a aprender a fazer alguma coisa, com as mãos, unindo movimento, pensamento e sentimento à busca activa de objectivos a longo prazo, esse alguém transforma-se significativamente e irreversivelmente.”

Dr. Frank Wilson, The Hand

Os Círculos de tecelagem já ajudaram

Cuidadores em geral:

Médicos, Enfermeiros, Psicoterapeutas, Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais, Assistentes Sociais, Coachers, Lares de Terceira Idade, Centros de dia

Educação:

Professores e alunos do ensino básico, secundário e universitário, de escolas de arte, ensino Waldorf, praticantes de ensino doméstico, educadores de infância e catequistas

“O significado inerente destas formas elementares foi a melhor coisa que já me aconteceu.”

– Joyce Anderson

Facilito Círculos de Tecelagem em qualquer ponto do país, para um mínimo de 8 pessoas e um máximo de 10.

Programa de um Círculo de Tecelagem Aqui.

Onde e quando podes atender um Círculo de Tecelagem Aqui.

Tece o teu Verdadeiro Eu enquanto crias o tecido da tua comunidade!

Como é que um xaile e um círculo de mulheres podem transformar para sempre a jornada de uma mulher.

Amar é abrir o coração às mais variadas emoções. Às vezes são emoções que transbordam e fazem-nos sentir maiores que o mundo, outras apertam-nos o peito como se o coração encolhesse e enrrugasse para se tornar do tamanho de uma noz. Num coração que ama cabem todas as emoções e quanto mais pessoas amamos maior é a montanha russa onde uma hora somos unas com o Todo, e noutra sentimos aquele soco no estômago que nos tira o ar e torce as entranhas.

Os budistas falam de desapego e referem a arte de deixar as emoções fluir sem nos apegarmos a elas. Confesso que ainda estou no principio de perceber como ser capaz de deixar-me sentir sem me  levar pelo mar turbulento das minhas emoções. Mas, é preferível cavalgar as ondas tempestuosas das  emoções, do que amarrotá-las e atirá-las para um qualquer balde da reciclagem escondido na cave do nosso interior.

A minha amiga Seana “my person” aqui das Beiras decidiu voltar para a Irlanda. E eu senti-me assim como uma órfã, mas ao mesmo tempo enaltecida pelo seu ato de coragem, aos 64 começar pelo próprio pé uma vida totalmente nova. Que exemplo de Vida, que coragem! E como celebrar a amizade, como dizer adeus, como deixar estas lágrimas de tristeza, excitação e profunda admiração rolarem pelas faces de forma a que as emoções possam ser expressas mas sem tirar à Seana o seu protagonismo, sem tornar este momento num ato egoísta de perda, mas sim numa celebração da mutabilidade da vida com a devida tristeza à mistura?

Convocando um circulo de mulheres e lidando com as emoções de mãos ocupadas e os corações ao alto, transformando-as numa peça de arte, que vai abençoar e acompanhar a Seana até ao fim dos seus dias. É para isso que serve o xaile da imagem. O xaile é um abraço colectivo onde cada uma de nós mulheres teceu desejos, costurou memórias e sim bordou lágrimas mas também sorrisos.

Continue reading “Como é que um xaile e um círculo de mulheres podem transformar para sempre a jornada de uma mulher.”

As cores dos meus valores

Todas as nossas decisões são pautadas pelos nossos valores, ainda que não tenhamos consciência disso. Não há como fugir. Conhecer os nossos valores e as suas prioridades é essencial para que possamos tomar as rédeas da nossa vida e não nos sentirmos levados pelos caprichos do nosso inconsciente.

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Há vários exercícios que se podem fazer para tomarmos consciência de quais são os nossos valores e como eles nos influenciam.  Tony Robbins “famoso coacher norte-americano” afirma que podemos mudar conscientemente os nossos valores de forma a podermos alcançar os nossos objectivos, mas que não podemos alcançar os nossos objectivos se estes não estiverem alinhados com os nossos valores. Continue reading “As cores dos meus valores”